terça-feira, 31 de julho de 2012

Jovem mirandelense em fórum internacional de ciência

Um jovem mirandelense foi convidado a participar num fórum internacional que vai reunir os melhores cientistas do mundo, que se realiza, na segunda quinzena de Agosto, em Londres.Rafael Teixeira foi seleccionado pela Fundação Calouste Gulbenkian depois de ter representado o nosso País nas Olimpíadas Internacionais da Física, no Verão de 2011, onde ajudou a equipa nacional a obter a melhor classificação de sempre. A Fundação Calouste Gulbenkian patrocina, anualmente, a deslocação ao London International Youth Science Forum, onde durante duas semanas marcam presença os melhores cientistas do mundo. Depois de ter sido um dos cinco jovens portugueses que obteve a melhor classificação de sempre nas olimpíadas da física que aconteceram, o ano passado, na Tailândia, Rafael Teixeira foi convidado a estar presente neste evento internacional, que vai decorrer em Londres, de 16 a 30 de Agosto. O jovem estudante mirandelense confessa que ficou surpreendido com o convite e não cabe em si de contentamento.“Foi uma grande surpresa. Li o mail várias vezes porque não estava a perceber o convite. Quando percebi fiquei bastante satisfeito e também muito admirado”, confessa.A frequentar o primeiro ano de medicina, na Universidade de Coimbra, Rafael Teixeira considera que esta participação no fórum dos cientistas pode ser de extrema importância para conseguir atingir um dos objectivos que sempre imaginou para a sua vida profissional. O de aliar a medicina à investigação.“Pode ser visto como uma oportunidade pois gostava de tentar conciliar a física e a medicina uma vez que o futuro pode passar por aí”, refere.Rafael Teixeira confessa que as expectativas são enormes e demonstra que já está bem informado sobre o que vai acontecer durante duas semanas, em Londres.“O objectivo é juntar pessoas com grandes ideias, jovens cientistas de todo o mundo. Vamos assistir a uma série de palestras, estar com vários investigadores e aquilo promete para abrir horizontes no âmbito da investigação”, afirma.
O jovem mirandelense ficou orgulhoso do convite da Fundação Calouste Gulbenkian e espera aproveitar ao máximo a sua presença entre os melhores cientistas do mundo para adquirir experiência que possa ser útil na sua vida profissional. Este futuro médico continua a não descurar a área da física e até está convicto que pode ser uma área complementar na sua vida.
Escrito por Terra Quente (CIR)
Retirado de www.brigantia.pt

NERBA promove feira do mel


mel.jpg
Promover e valorizar o mel transmontano. Este é principal objectivo da I Feira do Mel de Trás-os-Montes, organizada pelo Núcleo Empresarial de Bragança – NERBA.O certame, vai decorrer a 20 e 21 de Agosto, integrado nas Festas da Cidade de Bragança. A directora-geral do NERBA, Helena Videira, sublinha que a organização está a trabalhar em parceria com as associações de apicultores do distrito, para chegar aos produtores da região.“Produtores de mel do Parque Natural de Montesinho, do Parque Natural do Douro Internacional e da Terra Quente. O que nós pretendemos é valorizar o mel, já que ele tem neste momento uma grande importância para a economia regional. O primeiro objectivo da feira é que os produtores venham cá comercializar e vender directamente o mel e que o público possa comprar e provar o mel. Há outros dois produtos que se associam ao mel, que é o queijo e o azeite, que também vão ter aqui o seu espaço de exposição”, realça a responsável pela organização.Helena Videira realça que este evento vai aliar o mel à gastronomia e à cosmética.“Tem outras actividades agregadas, como sejam as demonstrações de culinária à base de mel, workshops temáticas, um deles dedicado aos cosméticos e outro dedicado à comercialização. Há também um espaço reservado aos profissionais, que podem expor e vender os equipamentos ligados à apicultura”, explica Helena Videira.A organização espera reunir neste evento cerca de 40 produtores de mel do distrito de Bragança.
A secretária-geral do NERBA enaltece, ainda, que a primeira edição da Feira do Mel é a rampa de lançamento para um certame que pretende internacionalizar-se já no próximo ano.
Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Escolas primárias transformadas em lares de idosos


escolaprimaria.jpg
As crianças dão lugar aos idosos. Em Gebelim e em Parada, no concelho de Alfândega da Fé, as escolas do 1.º Ciclo vão ser transformadas em lares de Terceira Idade.A presidente da Câmara de Alfândega da Fé diz que a autarquia vai lançar o concurso para a transformação destas duas escolas em pequenos lares para idosos. “Vamos pôr a concurso muito brevemente dois lares, que vão ser a transformação de duas escolas primárias. São lares que não têm mais de 20 camas e vão cobrir as necessidades das freguesias e das que estão à volta”, salienta Berta Nunes.A autarca de Alfândega sublinha que este projecto permite dar apoio aos idosos sem precisarem de sair das suas aldeias.“O concelho tem um conjunto de respostas sociais razoável embora ainda haja lista de espera e daí a necessidade de ter mais algumas camas. No nosso concelho estamos a tentar ter uma política de pequenos lares nas freguesias para não desenraizar os idosos, para criar emprego nas freguesias e tornando os lares até mais familiares”, realça a autarca.As obras arrancam dentro de três meses e deverão estar concluídas no final do próximo ano.
Este investimento ronda o meio milhão de euros, comparticipados pelo PRODER e pelo Fundo do Baixo Sabor.
Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Escolas de Macedo distinguidas pela eficiência energética

As preocupações com o ambiente valeram ao Agrupamento de Escolas de Macedo de Cavaleiros o primeiro prémio no concurso Eco Challenge, promovido pela EDP.O presidente do Agrupamento de Escolas diz que este galardão representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido por toda a comunidade escolar e garante que o objectivo é aumentar ainda mais a eficiência energética do agrupamento. “Confirma aquilo que o agrupamento tem obtido em termos de certificação. Somos de facto um eco-agrupamento, pois somos o agrupamento do distrito com mais bandeiras verdes. Isto significa que estamos no bom caminho ao nível da ecologia e com este prémio podemos aumentar ainda mais a nossa eficiência”, garante Paulo Dias. O docente sublinha ainda que é um orgulho liderar uma escola que já perdeu a conta ao número de galardões conquistados.“Sinto que a forma como oriento o trabalho dos professores, dos alunos dos funcionários, dá-lhes liberdade para concorrerem e para ganharem. Macedo tem ganho inúmeros prémios em várias áreas”, enaltece o responsável.
A escola de Macedo de Cavaleiros distinguiu-se num total entre as 36 escolas de todo o País que participaram no concurso Eco Challenge.
Escrito por Onda Livre (CIR)
Retirado de www.brigantia.pt

Cooperativa de Produtores de Amêndoa quer avançar com unidade de transformação

amendoas.jpg
A Cooperativa Agrícola de Produtores de Amêndoa de Trás-os-Montes e Alto Douro (CAPATMAD) quer avançar com um projecto de transformação de amêndoa. Depois da inauguração do pavilhão de recolha e armazenamento, o responsável da cooperativa espera agora que o Governo apoie a unidade de transformação. “O projecto deverá arrancar em Setembro, altura em que será feita uma candidatura ao PRODER”, avança Bruno Cordeiro.A Ministra da Agricultura, Assunção Cristas, presidiu à inauguração do pavilhão, e assistiu à entrega de certificados aos jovens agricultores. Para a Ministra, “a vinda de jovens para a Agricultura vai fazer uma grande diferença, a juntar-se à experiência dos que já cá estão”. “Temos recebido cerca de duzentas novas instalações por mês, o que mostra que os jovens estão a olhar para a Agricultura como uma oportunidade, conclui.
A CAPATMAD foi formada em 2004 e tem cerca de 1700 agricultores associados.
Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

segunda-feira, 30 de julho de 2012

"Raízes de Ifanes"

“Raízes de Ifanes” é o título do primeiro filme do realizador Gustavo Ribeiro, apresentado na passada sexta-feira, em Miranda do Douro.
A película, rodada no Planalto Mirandês, conta a história de um ex-toxicodependente que volta às suas raízes. O jovem realizador, de 31 anos, revela que “na fase final do seu tratamento, o ex-toxicodependente desaparece, deixando a família a pensar que ele regressou ao mundo das drogas. Mas contrariamente ao que se pensava, ele foi à procura da sua história na aldeia dos avós e onde os pais também moraram”.
“Raízes de Ifanes” contou com o apoio da autarquia de Miranda do Douro. O presidente da Câmara Municipal, Artur Nunes, diz que é de louvar o interesse dos jovens pelo interior. Para o autarca, o filme mostra “que o meio rural pode vir a ajudar a resolver os grandes problemas sociais característicos das regiões urbanas”.
Este é o primeiro filme de ficção do realizador, mas do seu currículo fazem parte vários documentários, sendo o mais recente “Acesso Reservado”, que conta a história de várias pessoas que trabalham num shopping.

Retirado de www.jornalnordeste.com

Governo contesta providência cautelar contra Veiguinhas

assunocristas.jpgO governo vai contestar a providência cautelar interposta pela Associação Ambientalista Quercus, contra a barragem de Veiguinhas.A garantia foi deixada pela Ministra da Agricultura, Assunção Cristas, que esteve, este fim-de-semana, em Torre de Moncorvo. A governante presidiu à inauguração do pavilhão de recolha e armazenamento de amêndoa, da Cooperativa Agrícola de Produtores de Amêndoa de Trás-os-Montes e Alto Douro.À margem das inaugurações, Assunção Cristas revelou que já foi elaborado um despacho para que a providência cautelar contra a barragem não vá avante. A Ministra diz que “já há um despacho do Secretário de Estado, para que seja declarada a urgência e a necessidade pública” da construção da barragem, “de maneira a que a providência cautelar” imposta pela Quercus “não tenha um efeito suspensivo”.Recorde-se que a Quercus, anunciou recentemente uma providência cautelar contra a Barragem de Veiguinhas, por considerar “um atentado ambiental”.Assunção Cristas avançou ainda, que na próxima semana, vai acompanhar a “Missão Unesco”, que vai avaliar os trabalhos da construção da barragem de Foz Tua.A Ministra acredita que é possível conciliar a Barragem de Foz Tua com a classificação do Douro como Património Mundial. “Portugal sustentou essa posição em São Petersburgo (Rússia) e aqui também vamos sustentar a mesma posição”, realça a Assunção Cristas.De salientar, que as obras estão numa fase de abrandamento até às conclusões do relatório da Unesco. Questionada sobre os prejuízos causados pela queda de granizo que destruiu cerca de 700 hectares de vinha, no concelho de Sabrosa e São João da Pesqueira, em Vila Real, a Ministra garante que “vai haver apoios”. “Vamos apoiar no tratamento para que as plantas não se percam”, explica. A Ministra avança que já sinalizou “o Instituto do Vinho do Douro e do Porto, para que as pessoas que perderam a sua colheita este ano, possam ter direito ao benefício para produzirem vinho do Porto no próximo ano”. “Nós somos solidários com as fragilidades da Agricultura e estes apoios já estão no terreno para fazerem o levantamento dos prejuízos, enaltece.
Assunção Cristas assistiu ainda à entrega de certificados aos jovens agricultores. A Ministra revela que acredita que “a vinda de jovens para a Agricultura vai fazer uma grande diferença, a juntar-se à experiência dos que já cá estão”. “Temos recebido cerca de duzentas novas instalações por mês, o que mostra que os jovens estão a olhar para a Agricultura como uma oportunidade, conclui.
Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

EDP distingue onze empreendedores

edp.jpgOnze empresários transmontanos foram distinguidos com o Prémio EDP Empreendedor Sustentável 2012, um apoio monetário que visa impulsionar novos negócios nos cinco concelhos abrangidos pela barragem do Baixo Sabor.A cerimónia de entrega de prémios decorreu na Pousada de Picote, Miranda do Douro, onde os vencedores receberem prémios que variam entre os dois mil e os onze mil euros.“Cachicos - Pedacinhos de Frutas de Terras de Miranda do Douro” é o nome de uma das empresas vencedoras, que se dedica à desidratação de frutas e legumes para “snacks”, através de “vending machines”.Liane Afonso quer impor estes produtos no mercado nacional e em Espanha, usando como bandeira a fruticultura de qualidade da região. “Neste momento estou em fase de produção. Estou a recolher fruta de pequenos produtores da zona de Miranda, Vilariça e Mogadouro. Já corri vários concelhos para obter a minha matéria-prima. A ideia é utilizar sempre a produção local, justamente pela qualidade que ela tem”.Os projectos premiados destacaram-se como os melhores das 38 novas empresas criadas em Trás-os-Montes no âmbito desta medida da EDP, que visa criar condições para manter a dinâmica económica após a conclusão da barragem, em 2013.Ferreira da Costa, administrador da EDP-Produção anunciou que a empresa vai continuar a incentivar o empreendedorismo na região, mesmo depois da barragem estar em exploração. “Há oportunidades no Nordeste Transmontano associadas ao turismo da natureza, à observação de aves e à existência de parques naturais. Tudo isto fará muito mais sentido quando a albufeira do Sabor estiver criada, quando o espelho de água e o plano de ordenamento estiver criado”.
Recorde-se que a zona do Baixo Sabor foi a primeira a beneficiar deste prémio, em 2010, que já foi alargado aos concelhos da Barragem do Tua, onde está em curso a primeira edição deste programa.
Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Festival da Lombada termina com balanço positivo

festivalombada.jpgTerminou ontem o Festival mais antigo do concelho de Bragança. O Festival da Lombada, na pequena aldeia de Palácios, começou há14 anos e é um evento que não quer deixar morrer a tradição.Música tradicional, Gastronomia e o Ciclo do Pão, fizeram as delícias de velhos e novos, que se juntaram nestes três dias de festa.Foi o caso de Maria Abreu, de Amarante, que diz que já vai ao festival há 5 anos. “Adoramos isto, gosto desta música, principalmente dos gaiteiros”, garante.Opinião partilhada por Inês Rodrigues que “são tradições antigas, que deviam ser preservadas”. “Gosto muito dos pauliteiros, que são de Mogadouro, da minha terra”, conclui. Do cartaz fizeram parte vários grupos de música tradicional, entre eles os Gaiteiros e Tocadores do Nordeste e o Grupo de Pauliteiros de Miranda do Orfeão Universitário do Porto. Um festival único, garantem.Pedro Chaves, do Orfeão Universitário do Porto diz que “é importante manter a tradição”. “É a primeira vez que venho a este festival e estou a gostar muito”, revela.
O Festival mais antigo do concelho de Bragança, a provar mais uma vez que vale a pena reavivar tradições e memórias.
Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

domingo, 29 de julho de 2012

Inferno

Era verão, quente, como é normal em Trás-os-Montes. A rapariga vinha apressada, pelo calor da tarde, abrasador. Parecia ter asas nos pés, tal era a velocidade que só a sua juventude poderia imprimir à marcha. Chorava. As lágrimas misturavam-se com o suor que lhe escorria pelo rosto afogueado.
"Acudam, acudam. Venham depressa antes que seja tarde."
Logo um magote de pessoas, novas e velhas, cercava a rapariga que mal conseguia falar.
"Um fogo enorme está a queimar tudo no Souto." O Manel está lá a tentar apagá-lo. Já se queimou. Tenho medo que o fogo o cerque.
O sino tocou a rebate. O povo juntou-se com foices, seitouras, enxadas e outras ferramentas que pudessem ajudar a parar o fogo.
Todos à uma, voaram em direção ao fogo que se preparava para destruir o trabalho de uma vida. Já se viam as labaredas, já se cheirava o fumo nefasto da destruição.
"O meu Manel! Que Deus ajude o meu Manel!", ouviu-se uma voz angustiada de mãe.
Alguém foi ao posto público ligar para os bombeiros. Não sabiam se chegariam a tempo ou se viriam. O desespero tomava conta do ambiente. As crianças foram proibidas de sair da aldeia. Os muito velhos rezavam e tentavam controlar as crianças mais atrevidas.
Em poucos minutos o povo se encontrou com o fogo que já havia varrido o Souto. Castanheiros centenários pareciam negros fantasmas. O vento ajudava as labaredas na sua ânsia devoradora. O calor era insuportável. Água não havia. A única esperança era poder parar o fogo com a abertura de valas. Ouvia-se o ritmo cadenciado dos homens com as ferramentas a lutar pelas vidas de todos.
Da aldeia erguiam-se vozes que, das aldeias vizinhas, se vinham juntar aos do Brito.
Os corações aliviaram e agradeceram a Deus mais esta tão necessária ajuda.
"Se ao menos os bombeiros viessem..."
Os aventais das mulheres cobriam-lhe as cabeças e a boca. Os homens faziam o mesmo com as camisas. Os braços sentiam o ardor das chamas cada vez mais próximas.
A luta parecia perdida. O fogo lavrava como se tudo fosse seu. As mulheres gritavam preces aos seus santos. O cansaço pesa mais do que a vontade. Entrega-se a Deus a alma e pede-se mais força para continuar a lutar.
Finalmente a sirene dos bombeiros enche o ar. Chora-se e ri-se de alegria e alívio. Dois autotanques encarregam-se de serenar os ânimos das línguas de fogo que tudo querem comer.
Ninguém desiste da luta. Todos são poucos para combater este inimigo.
Que calor! A pele mais exposta arde, abrasada pelo fogo. Os cabelos cheiram a chamusco.  Vislumbra-se um abrandamento das labaredas. Os olhos ardem pela força do fumo.
Já se ouve um ou outro riso. Abranda-se o ritmo diabólico que até ali lutava contra a força das chamas.
O Manuel, completamente exausto, completamente abrasado, uma ou outra queimadura nas mãos e na face tisnada, senta-se numa pedra à beira do caminho, esconde a cara nas mãos e chora, finalmente chora.

Mara Cepeda
     

Já chegámos à 56ª entrevista


Padre António Augusto Rodrigues Amado é o nosso 56º entrevistado. É natural de Pinelo, Vimioso e nutre pela sua terra um grande amor.
Dedica-se a fazer o bem pelos outros.
Falou-nos da sua vida enquanto missionário em Moçambique, no conturbado período da Guerra Colonial e após o 25 de Abril.
Fala-nos das meninas dos seus olhos, o Lar de St.ª Eulália, em Pinelo e do seu livro "Pinelo, Terra com memória".

Leiam-na. Mostra-nos um homem e a sua missão.

sábado, 28 de julho de 2012

Entrevista com Rui Mouta - jornalista da Rádio RBA - Bragança


Rui, hoje demos a volta ao texto e o entrevistador passa a entrevistado…

É verdade, é mais difícil para mim.

À sua entrevista vamos chamar “À Procura de Todas as Coisas”. Ainda é muito novo Rui e, por isso muito próximo do princípio. Fale-nos um pouco da sua meninice.

A minha meninice foi um pouco dividida entre… eu nasci cá em Bragança. O meu pai era camionista. Depois de eles (Os pais) terem vindo de Angola, tínhamos de andar um pouco ao sabor de onde o meu pai trabalhasse e, lembro-me de viver em Mirandela, na aldeia de Valongo das Meadas, onde me lembro de uma fonte que se tinha de manejar com a mão para que a água saísse e tinha uma roda gigante. Lembro-me também de umas brincadeiras que se passavam por lá que deram para o torto. Depois vim para a aldeia do Zoio e, posteriormente, os meus pais construíram a casa na aldeia de Martim e foi aí onde eu vivi com os meus pais durante muito tempo.

Depois de deambular pelas traquinices próprias da idade e da profissão do seu pai, resolveu ir à luta e seguir o seu caminho. Fale-nos do seu percurso estudantil.

O meu percurso estudantil teve início na aldeia de Refóios, na escola primária, já que na aldeia de Martim não havia escola primária e fazia três quilómetros, todos os dias, de minha casa até à aldeia de Refóios. Depois, conforme fui crescendo, frequentei a telescola que, muita gente, se calhar, hoje em dia, não sabe o que era, pois a telescola teve o seu fim vinte e cinco anos depois do seu início…

As últimas telescolas acabaram o ano passado.

Na minha aldeia acabaram vinte e cinco anos depois. Ainda sou do tempo de termos aulas pela televisão e, depois disso, vim frequentar o ensino secundário na Escola Secundária Emídio Garcia, em Bragança, até ao 10º ano, onde frequentei a área de humanidades e transferi-me posteriormente para o Instituto de Emprego e Formação Profissional a frequentar um curso de caixeiro automóvel. Depois estive uns anos sem estudar e optei finalmente por fazer um curso superior, onde estou agora, que é de Animação e Produção.

Com dezasseis anos iniciou a sua vida de trabalhador e começou a trabalhar como vendedor de peças de automóvel dando continuidade a um curso que tirou mas deixou as peças na prateleira, não foi?

Deixei…


Então, fale-nos dos caminhos percorridos até aqui.

Biografia de Rui Mouta - jornalista da Rádio RBA - Bragança


Rui Manuel Fernandes Tavares Mouta nasceu a 20 de Outubro de 1977 em Bragança, Freguesia de Sé;
Filho de Maria Luísa Fernandes e de Manuel Custódio Tavares Mouta;
Locutor, animador e produtor na Rádio Bragançana, RBA, desde o ano de 1996;
Estudante trabalhador, frequenta o curso de animação produção artística na escola Superior de Educação de Bragança.

(O Rui já concluiu o curso e frequenta o mestrado)

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Bragança e a sua natureza





Diferendo com a UNESCo compromete Reserva da Biosfera Transfronteiriça

douro.jpgO diferendo entre o governo português e a UNESCO, por causa da construção da barragem de Foz Tua no Alto Douro Vinhateiro, pode comprometer a candidatura do projecto Reserva da Biosfera Transfronteiriça, que abrange o distrito de Bragança e o território de Castela e Leão, em Espanha.O alerta foi deixado pelo representante do consórcio que está a elaborar o plano de acção deste projecto, apresentado ontem, em Bragança.O presidente da Câmara de Bragança desvaloriza esta questão. Para Jorge Nunes, os processos são diferentes e a região tem todas as condições para integrar esta Reserva da Biosfera.“Esse diferendo há-de ser resolvido entre a UNESCO e o Estado português, não tem a ver com este processo. São coisas diferentes e nós a esse nível não temos que recear nada. A relação é muito indirecta. Este território é de excelência para cumprir objectivos que se relacionam com as candidaturas a biosfera transfronteiriça. Não há muitas reservas a nível europeu de carácter transfronteiriço. Estamos a falar da zona da Europa onde a presença de biodiversidade é mais significativa”, realça o edil. A apresentação deste projecto à UNESCO está prevista para 2013.Entretanto, o Agrupamento Europeu de Cooperação territorial ZASNET já está a delinear estratégias para avançar com candidaturas ao próximo quadro comunitário de apoio.“A adjudicação de um plano estratégico de cooperação territorial para o período 2014-2020. Definir quais são as estratégias de cooperação, as linhas de acção e o plano de acção associado. Nesta fase pretendemos perceber bem quais as orientações da comissão europeia para a cooperação territorial para o próximo quadro estratégico comum e adequar as nossas políticas às politicas comunitárias e preparar um plano de acção em conformidade com essas orientações”, realça Jorge Nunes.
Dentro de seis meses já serão conhecidos projectos concretos para o desenvolvimento das regiões transfronteiriças que vão ser candidatos a fundos comunitários no âmbito do próximo quadro comunitário de apoio.
Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Corte no orçamento põe em causa sobrevivência de Politécnicos

ipb_novo.gifMais um corte no orçamento do Estado para as instituições de ensino superior. No próximo ano, universidades e politécnicos vão ter uma redução média de cerca de 3 por cento nas transferências do poder central.Sobrinho Teixeira, presidente do Instituto Politécnico de Bragança e do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, diz que a instituição de Bragança vai conseguir dar a volta a esta redução no orçamento, mas receia que alguns politécnicos não consigam sobreviver.“A redução é sempre um problema. O IPB neste processo ficou relativamente bem. Nós tínhamos confiança que o aumento do número de alunos nos últimos anos se iria traduzir nalgum benefício para o instituto e o IPB foi o que teve a menor redução. Como presidente do CCISP não posso olhar para Bragança, mas tenho que olhar para todas as instituições e portanto queremos encontrar aqui formas alternativas, porque eu tenho receio que algumas instituições não consigam pagar as despesas permanentes com a transferência do orçamento de Estado”, realça o responsável. Sobrinho Teixeira sublinha que as instituições vão negociar com o governo para encontrarem alternativas de financiamento.“Iremos conversas com o Governo, com a secretaria de Estado para serem encontradas fontes de receita principalmente para as instituições que tiveram cortes de cinco e seis por cento, porque já no ano passado houve um corte transversal de 8,5 por cento e estão numa situação muito complicada”, afirma Sobrinho Teixeira. Entretanto, o secretário do Ensino Superior, João Filipe Queiró, reconhece que as instituições vão ter dificuldades com mais um corte no orçamento, mas justifica esta decisão com a crise que o País atravessa.“Vão sobreviver em dificuldade como todo o País. A redução média andou pelos 2,5 por cento, não tem qualquer comparação com o que aconteceu no ano passado, ainda assim é uma redução e corresponde às dificuldades que o País atravessa”, justifica o secretário de Estado.
O governante a confirmar mais um corte no orçamento para as instituições de ensino superior no próximo ano.
Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Idosos e crianças comemoram Dia Mundial dos Avós

diadosavs.jpgIdosos e crianças de Bragança comemoraram, ontem, o Dia dos Avós. Música, histórias e jogos tradicionais animaram este dia especial.Neste Dia Mundial dos Avós, não faltaram os sorrisos e a emoção. Para os mais velhos este é um dia com um sabor especial.Humberto Barreira é “avô de quatro netos” e admite que está “muito feliz por estar a comemorar o dia dos avós”. Elvira Alice, também é avó de “oito netos” e diz estar contente por estar com os mais pequenos.A alegria era visível também nos rostos dos mais pequenos. Entre brincadeiras e sorrisos, as crianças dizem que os avós são a melhor coisa do mundo.Jacinta Pires diz que “os avós são muito importantes”. “Não vou estar com os meus avós porque não vivem em Bragança, mas vou telefonar-lhes logo”, explica.Já Bernardo Inácio diz que “na ausência dos pais, os avós são como se fossem uns pais. “Gosto muito de estar com os meus avós, porque eles têm muita cultura”, conclui.
A Associação Entre Famílias a proporcionar um dia diferente aos idosos e crianças.
Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Cinco aldeias do concelho de Bragança abastecidas por auto-tanques


agua.jpg
Cinco aldeias do concelho de Bragança já estão a ser abastecidas por auto-tanques. As nascentes estão fracas e a água não é suficiente para toda a população.O vice-presidente da Câmara de Bragança, Rui Caseiro, diz que para já ainda são casos pontuais, mas teme que a situação piore com a chegada dos emigrantes.“Temos vindo de forma periódica a dar resposta, quando nos é pedido, a algumas aldeias, como Moredo, Lanção, Quintela de Lampaças, Outeiro. Têm representado alguns problemas e nós temos resolvido transportando água da cidade para essas aldeias”, realça Rui Caseiro. Este ano, os pedidos de ajuda para levar água às aldeias chegaram mais cedo. Rui Caseiro teme que este Verão a situação seja mais dramática do que em anos anteriores.“Prevê-se que este ano seja mais complicado do que em anos anteriores e isto tem a ver com o facto de nos meses de Inverno não ter chovido. Nota-se já que as nascentes estão a fraquejar, situações que não ocorreram em anos anteriores”, constata o autarca.Perante este cenário, o autarca pede às populações para não regarem as hortas com a água da rede pública.
Em Mogadouro, a autarquia também está a sensibilizar a população do concelho para não desperdiçar água. Os munícipes receberam um comunicado que pede para não regarem os campos com a água que serve para o abastecimento público.
Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Construção de Veiguinhas depende da decisão do tribunal


veiguinhas.jpg
A construção da barragem de Veiguinhas depende agora da decisão do tribunal. Depois da providência cautelar, a Associação Ambientalista - Quercus já apresentou uma acção principal no Tribunal Administrativo de Mirandela, que pode levar anos até ao julgamento. Entretanto, a providência cautelar pode suspender o projecto até à decisão final.O presidente da Câmara de Bragança, Jorge Nunes, diz que para já a elaboração dos projectos avança e espera que a decisão do tribunal seja favorável à construção de Veiguinhas.“Não há providência cautelar relativamente aos projectos. Neste momento estamos a trabalhar, estamos a ganhar tempo para avançar urgentemente, porque se há uma situação de ruptura ninguém irá sobreviver em Bragança”, alerta o autarca.Jorge Nunes sublinha, ainda, que está preocupado com o abastecimento de água a Bragança e diz mesmo que estão em causa vida humanas.“A situação de Bragança no campo do abastecimento de água é verdadeiramente dramática. É uma situação única no nosso País e diria que será única no contexto das cidades a nível europeu. É preciso saber dar prioridade aos valores, porque é a vida humana que está em causa”, realça o edil.
O presidente da Câmara de Bragança teme que a acção judicial interposta pela Quercus trave a construção da barragem de Veiguinhas.


Escrito por Brigantia

Retirado de www.brigantia.pt 

“É cada vez mais difícil ser empresário em Trás-os-Montes”


euros.jpg
“É cada vez mais difícil ser empresário em Trás-os -Montes”. A afirmação é do empresário Nuno Gomes, da empresa de transformação de madeiras - Ecolignum, que acusa as Câmaras do distrito de comprarem tudo fora da região.
Declarações do empresário em mais uma tarde empresarial, organizada pelo Núcleo Empresarial de Bragança, que decorreu ontem, em Vinhais.“As câmaras municipais gastam fora e não gastam na região”.
Esta é já a sétima tarde empresarial realizada no distrito de Bragança. O objectivo é identificar as potencialidades de cada concelho. O presidente do Nerba, Eduardo Malhão, sublinha que no final “vai realizar-se um congresso para promover a economia e as empresas da região”.O Instituto Politécnico de Bragança também tem um papel de destaque nestas iniciativas. Albino Bento, director da Escola Superior Agrária, diz que este tipo de iniciativas servem para dar a conhecer as valências do IPB aos empresários”. “No caso deste evento, organizado pelo Nerba, focalizado na fileiras florestal e agro-industrial, a Escola Superior Agrária tem desenvolvido trabalho vasto”, conclui.
A mesa redonda das tardes empresariais vai realizar-se ainda em Macedo de Cavaleiros, Vimioso, Mogadouro e Moncorvo.


Escrito por Brigantia

Retirado de www.brigantia.pt 

Residências dão vida ao centro histórico de Bragança


residenciadomus.jpg
O centro histórico de Bragança vai ganhar mais vida com a chegada de alunos estrangeiros já no início do próximo ano lectivo.
As primeiras residências universitárias, que resultam da requalificação de edifícios devolutos no centro da cidade, foram ontem inauguradas.O presidente da Câmara de Bragança, Jorge Nunes, acredita que esta zona da cidade vai ganhar dinâmica com a instalação dos jovens.“Pensamos que uma das formas mais activas de rejuvenescer o centro histórico é trazer juventude para os centros históricos, seja através de estudantes, ou casais jovens. Porque atrás dos jovens vem a actividade económica. Podem vir as papelarias, os bares, os cafés, as mercearias”, realça o autarca.O próximo passo é a remodelação de mais casas devolutas para estudantes e casais jovens. Projectos que dependem de fundos comunitários.A par das residências também foi inaugurado um campo de jogos e o complexo pedagógico do Instituto Politécnico de Bragança.O presidente da instituição, Sobrinho Teixeira, sublinha que são obras importantes para o IPB e para a cidade de Bragança.“O campo de jogos do IPB vai permitir uma maior aplicação no desporto da parte dos estudantes e vai ser aberto à comunidade e várias associações da cidade vão poder usufruir deste campo. O complexo pedagógico vai dar resposta ao aumento de alunos que houve nestes últimos anos, havia alguma desconcentração de serviços, o que provocava alguma ineficácia nos serviços prestados aos alunos. Tudo isso vai ficar agora concentrado. E estas duas residências vão permitir ao instituto expandir os programas de internacionalização”, realça Sobrinho Teixeira.A cerimónia foi presidida pelo secretário de Estado do Ensino Superior, João Filipe Queiró, que aplaudiu a concretização deste investimento em tempo de crise.A construção das residências representa um investimento de cerca de 1 milhão e 165 mil euros, comparticipados em 80 por cento por fundos comunitários.
Os dois imóveis vão acolher 41 estudantes.


Escrito por Brigantia

Retirado de www.brigantia.pt 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Freixo de Espada à Cinta sem comunicações


telefone.jpg
Freixo de Espada à Cinta está sem telefone fixo, Internet e TDT desde a tarde de ontem. Um incêndio na localidade de Muro das Gralhas, em pleno Parque Natural do Douro Internacional, danificou as infra-estruturas. O presidente da Câmara de Freixo de Espada à Cinta diz que as comunicações móveis foram restabelecidas ontem à noite, mas a falta de telefone fixo e de Internet está a dificultar a vida às empresas durante esta manhã.“A rede fixa ainda não está a funcionar durante a manhã. Afectou também a internet e TDT. A PT ontem já andava no terreno para tentar resolver a situação e julgo que hoje as coisas sejam resolvidas. A Internet está a causar alguns constrangimentos às empresas. Se demorar muito tempo as coisas podem complicar-se”, salienta o autarca.
Ao que a Brigantia apurou arderam 50 postes da linha da PT e cerca de 3 mil metros de cabo de fibra óptica.
Entretanto, a PT já garantiu à população a resolução do problema até ao final do dia. 


Escrito por Brigantia

Retirado de www.brigantia.pt 

Bragança perde seis escolas do 1.º Ciclo


escolaprimaria.jpg
A escola do 1.º Ciclo de Argozelo, no concelho de Vimioso, vai mesmo encerrar.De acordo com a lista de escolas a encerrar publicada pelo Ministério da Educação, o distrito vai perder seis escolas do 1.º Ciclo já em Setembro.

Em Argozelo, a população até saiu à rua em protesto contra o encerramento do estabelecimento de ensino, mas de nada valeu. O presidente da Junta, Francisco Lopes, diz que encerrar a escola de Argozelo é um crime político.“A população de Argozelo já se pronunciou em defesa da sua escola, tanto na manifestação que realizámos, como através do abaixo-assinado que seguiu para o Ministério da Educação. O encerramento da escola de Argozelo será um crime político e social da maior dimensão, que afectará a nossa vila e todo o concelho de Vimioso”, afirma o autarca.A escola de Salsas, no concelho de Bragança, tem 13 alunos e também encerra. Para o presidente da Junta, Filipe Caldas, é uma grande perda para a freguesia. “Já estava um pouco á espera, mas lamento que é uma perda para a freguesia. Estamos num meio rural, as crianças têm que andar muitos quilómetros para poderem frequentar o ensino”, lamenta Filipe Caldas.No concelho de Torre de Moncorvo fecham os últimos estabelecimentos de ensino que restavam nas aldeias. A freguesia do Felgar fica sem duas escolas no próximo ano lectivo. Para o presidente da Junta, António Gonçalves, esta é uma situação inevitável.“Não concordo com o encerramento, mas é inevitável. A informação que tenho é que a escola poderá manter-se aberta até à conclusão do centro escolar”, realça o autarca.Já o presidente da Câmara de Torre de Moncorvo, Aires Ferreira, espera que as escolas do Felgar e do Carvalhal e a escola básica da vila só encerrem no ano lectivo 2013/2014.
Em Vila Flor também fecha uma das escolas da sede de concelho. O estabelecimento de ensino só tem oito alunos e vão ser transferidos para outra escola da vila.


Escrito por Brigantia

Retirado de www.brigantia.pt 

Centenas de professores concorrem a horário zero


professor_thumb.jpg
O encerramento de escolas também afecta os professores. Este ano, cerca de duas centenas de docentes do distrito de Bragança foram obrigados a concorrer a horários zero.
A diminuição do número de alunos deixou muitos professores do quadro sem componente lectiva. Alice Suzano, do Sindicato dos Professores do Norte, diz que o caso mais dramático registou-se em Mirandela, onde mais de 100 professores tiveram que concorrer a horários zero.“O caos resultou de vários factores, mas o aumento do número de alunos, apontado pela opinião pública, apesar de ser problemático não foi o principal problema, o problema aqui foi uma má gestão que o Ministério da Educação mandou fazer aos directores das escolas, que tiveram que mandar para horário zero muitos colegas, que não vão ter horário zero”, constata a dirigente sindical.Alice Suzano sublinha que a maioria dos professores enviados para concurso não é do 1.º Ciclo, mas sim dos outros níveis de ensino, onde foram feitas previsões do número de alunos para o próximo ano lectivo em baixa, numa altura em que ainda decorre a reorganização da rede escolar.“As turmas do 1.º Ciclo aumentaram dois alunos, ficam com 28, é um exagero, mas maioritariamente o número de professores que foram para horário zero foi no 2.º e 3.º Ciclos e secundário”, realça Alice Suzano.Por isso, a dirigente sindical acredita que cerca de metade dos professores do distrito que concorreram a horário zero vão conseguir componente lectiva. No entanto, lamenta o alarme que foi criado com este concurso de professores.“Não era necessário ter provocado o stress psicológico, que foi desumano, aquilo que se provocou a professores com mais de 30 anos de serviço, que não imaginavam que algum dia tivessem que concorrer”, lamenta a dirigente do SPN.
Os resultados deste concurso vão ser divulgados pelo Ministério da Educação no final de Agosto.
Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Bragança vai ter mais polícias jovens


policia.jpg
Bragança vai ter mais polícias. A garantia é do Director Nacional Adjunto da Unidade Orgânica de Operações e Segurança, Paulo Manuel Lucas, que participou ontem nos 136 anos do Comando da PSP de Bragança. O Superintendente da PSP, Paulo Manuel Lucas,  diz “são 300 elementos que vão iniciar ainda este ano, um curso em Torres Novas”. “No final desse processo teremos cerca de 300 elementos que irão ser distribuídos pelos diversos comandos, e certamente que o comando de Bragança irá ser contemplado com alguns recursos humanos”, conclui.Para além da garantia de mais polícias, Paulo Manuel Lucas, anuncia, ainda, que a “Direcção nacional está a desenvolver junto com a tutela, um processo de aquisição de novas viaturas, quer para patrulhamento, quer viaturas de ordem pública”.O comandante da PSP de Bragança, Amândio Correia, diz que “Bragança tem os polícias que precisa em termos de número”. “Precisamos de polícias mais jovens que possam desempenhar as funções policiais com mais empenho”, explica.Amândio Correia diz, ainda, que “Bragança, tal como revela um estudo da Deco publicado no mês de Julho, é a cidade com melhor indicador ao nível do crime, isto é, onde as pessoas têm menos medo do crime”.
Até ao final do ano devem sair 12 elementos do comando da PSP de Bragança. Agora fica a promessa que vão ser substituídos por polícias jovens.


Escrito por Brigantia

Retirado de www.brigantia.pt 

Bragança é o segundo distrito do País com mais área ardida


incendio_1.jpg
Bragança é o segundo distrito do País com mais área ardida. Desde o início do ano já foram dizimados 6.114 hectares de floresta. No Nordeste Transmontano foram, ainda, contabilizados 343 incêndios e 297 fogachos.Segue-se o distrito de Vila Real, onde arderam 5.177 hectares de floresta.Segundo o relatório da Autoridade Florestal Nacional, desde Janeiro e até 15 de Julho, os distritos do Norte do País são aqueles onde ardeu mais área, sendo os meses de Fevereiro e Março atípicos responsáveis pelos números elevados de floresta queimada nos distritos de Bragança e Vila Real.Aliás, no distrito de Bragança, até à data da publicação do relatório, apenas se tinha registado um incêndio de grandes dimensões já no Verão. Foi no concelho de Mogadouro, onde ficaram destruídos 150 hectares de floresta.
A estes números falta somar os fogos de grandes dimensões registados, na semana passada, nos concelhos de Carrazeda de Ansiães e de Torre de Moncorvo.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt 

terça-feira, 24 de julho de 2012

Nós... pequeno desabafo

Pediram-me que escrevesse um pequeno texto sobre a nossa história. Não é tarefa fácil por tudo o que me faz sentir. Sou parte interessada e participante, não um qualquer personagem imaginado de um qualquer poeta romântico.
Vou tentar ser objectiva e racional, sujeitando os meus sentimentos a meros espectadores desta história.
O dia-a-dia que nos cabe viver não é simples e linear. É antes cheio de sombras e alguma claridade como todas as vidas. Há momentos de grande dor, quase insuportável que nem mesmo o grito preso na garganta pode calar. Somos dois e apenas um. Amamo-nos desde o primeiro dia e somos, talvez, felizes em alguns momentos.
Até aqui nada de novo pois todas as vidas são assim um pouco. No nosso caso temos mais algumas pedras no caminho como disse Carlos Drummond de Andrade.
Essas barreiras tornam-se cada vez mais consistentes, mais teimosas como se aos poucos se fossem autonomizando.
Pode parecer estranho mas somos pessoas absolutamente normais e corriqueiras, com sonhos realizados e por realizar. Não usamos uma qualquer Estrela de David e no entanto somos estigmatizados.
O meu marido era uma pessoa absolutamente integrada e integrante na sociedade transmontana. Era social, cultural e politicamente muito interveniente. Tinha um grande e bom grupo de amigos e segundo palavras de muitos, estava-lhe destinado um grande futuro até ao momento em que a sua falta de saúde o transformou em “deficiente”.
Usando linguagem futebolística, passou de bestial a besta. Parece que todas as suas capacidades que são muitas, que continuam a ser muitas, se desvaneceram nas diversas camas dos hospitais por onde foi obrigado a andar.
É estranho plasmar no papel estas ideias. Consigo algum distanciamento do meu sofrimento diário e quase sinto pena de quem o transformou em deficiente e a mim com ele.
Sim. Eu também sou considerada um tudo/nada deficiente por ser sua mulher. Não tenho tido as mesmas oportunidades que julgo merecer e para as quais me sinto capaz.
É estranho, não é?
A única coisa que me apetece dizer é que vivemos numa sociedade cada vez mais egoísta e egocêntrica. O problema não somos nós mas o valor que se dá, cada vez mais, aos estereótipos de perfeição instituídos e aceites como a única norma a seguir.
Pese embora o texto que vou passando para o papel, não somos pessoas amargas. Continuamos a amar-nos, incentivando e colaborando nos projectos de cada um e nos projectos comuns. Não desistimos de lutar contra as ideias preconcebidas de qualidade e beleza. Todos temos o nosso papel, que alguns cumprem com mais facilidade e outros com mais empenho.
Estou convencida que tenho nas minhas mãos a capacidade de chegar mais longe do que a maioria das pessoas e também o dom de ajudar a concretizar ideias e sonhos do homem que escolhi para amar até ao fim dos meus dias.
Sou os seus olhos e a sua melhor mobilidade e desenvoltura. Sou o seu discurso mais fluente que ele tinha melhor que ninguém. No entanto continuo a ser eu, una, mulher do meu tempo, capaz, inteligente e segura.
O caminho faz-se caminhando (António Machado) e nós só agora começámos a caminhar.

Mara Cepeda

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Rui Mouta, jornalista e programador da Rádio RBA de Bragança


Aqui está a 55ª entrevista. Rui Mouta é o nosso entrevistado desta semana. O Rui foi o nosso locutor ao longo dos três anos de duração do "Nordeste com Carinho" na RBA.
Calhou-me a tarefa de inverter os papéis e entrevistá-lo. Aqui está a entrevista.

Mara Cepeda

domingo, 22 de julho de 2012

Entrevista com Alves Mateus - jornalista da RTP



Começamos por lhe perguntar, tendo nascido em Bemposta, Mogadouro cedo abandonou a sua terra natal. Fale-nos da sua meninice e juventude.

Olhe, a minha meninice e a minha juventude foram passadas um pouco em bolandas, aí dos três aos dezanove, vinte anos. Sou descendente de um trabalhador de barragens, ex mineiro que fez, ou pelo menos trabalhou em quase todas as barragens do Douro Internacional, Miranda, Bemposta, Picote, Batelo e, portanto, foi uma meninice um bocado atribulada. Por isso, apesar de ser um bocado atribulada, permitiu-me conhecer muita gente, fazer toneladas de amigos por esse país fora porque, depois, a essas atribulações de barragista juntou-se um espírito um bocado aventureiro. Fui voluntário para a Força Aérea. Da Região Norte fui para outras bolandas mais a Sul e Açores. Não me considero propriamente um saltimbanco porque, a partir dos dezassete anos comecei a andar sozinho. Não tinha a família toda atrás. Por onde andei fui crescendo, acho que me deu uma maturidade grande todo esse percurso de andar de um lado para o outro e no fundo, devo isso a esse espírito aventureiro que me veio do facto de descender de uma família de barragistas que também contribuiu para a profissão que desempenho hoje. Eu fui agarrando esta oportunidade aqui, aquela ali e fui crescendo dessa forma. O contacto com pessoas de diferentes culturas, diferentes localidades do país permitiu-me adquirir bons conhecimentos, uma situação muito equilibrada em termos mentais, em termos comportamentais, devido sobretudo a termos educacionais. Um grande respeito que tenho pelas outras pessoas, acho que advém desse percurso todo de lidar com muita gente, com filhos de muitas mães e hoje dou-me por satisfeito pelo percurso que tenho realizado ao longo da minha vida que chegou agora aos quarenta e dois anos.

Como já referiu, aos dezassete anos ofereceu-se como voluntário da Força Aérea. Como foi essa experiência?

Eu tinha quinze quando o meu pai faleceu e na minha família somos oito irmãos. Nasceram primeiro quatro raparigas e depois quatro rapazes, se tivesse sido ao contrário possivelmente teria sido mais confortável para a minha mãe. Ficou com quatro rapazes, depois morreu o meu pai e eu aos dezassete anos achei que estava na altura de tentar alguma independência. Estava prestes a concluir o décimo ano e não sei muito bem porquê, fiz-me à vida e fui para a força aérea como voluntário. Não que fosse um encargo, em termos financeiros, para a minha mãe mas, uma vez que ela ficou sozinha, eu achei que estava na hora. Dava oportunidade, eventualmente, ao meu irmão mais novo, de prosseguir os estudos em melhores condições e fui para a força aérea, pura e simplesmente porque também a especialidade que eu queria desempenhar na força aérea atraía-me. Tinha amigos que estavam na força aérea a desempenhar as funções de operadores de radar, que implicava a vigilância do espaço aéreo nacional e eu achava aquilo engraçado enquanto miúdo de dezassete anos. Não tinha barba, fui para a força aérea e era praxado por não ter barba. Era, na altura, o cabo especialista mais novo da força aérea. Queriam que eu fosse para o curso de sargentos e passados alguns anos, mais precisamente três anos de força aérea, comecei a chegar à conclusão que afinal, aquelas funções que desempenhava e de que gostava muito, gostava imenso, (o meu turno estava em Paços de Ferreira e foi louvado pelo comando pelo desempenho que tinha) e foi pena porque eu cheguei à conclusão que não estávamos ali a fazer grande coisa.
Os aviões que nós tínhamos de identificar, algumas vezes, não eram identificados. Deviam ser tomados determinados procedimentos face a essa não identificação e não eram tomados e eu… apareceu mais uma vez, um dia, uma ordem de serviço a pedir voluntários para ir para os Açores e eu lá pus o meu nome nessa ordem de serviço. Fui para a Rádio Renascença, não tenho a certeza se dois meses e meio, se três meses e meio, fazer o estágio e o pedido dessa ordem de serviço, fez com que eu fosse parar à rádio Lajes, a voz da Força Aérea Portuguesa que fica na Base Aérea Nº 4, nos Açores e fiquei bastante contente. Há dias estive com um amigo das relações públicas da Força Aérea e ele disse-me que a rádio ia ser posta na Internet que ia ter esse tipo de emissão e que estava já toda reformulada. Eu, quando estive lá era um emissor de onda média que nós tínhamos de ligar quinze minutos antes de abrir a emissão. Era das sete da manhã à meia-noite e meia e aquilo começou por ser muito engraçado.
Os primeiros três, quatro meses foi tudo muito engraçado e depois tive sorte porque encontrei lá algumas pessoas com grandes capacidades em termos de rádio e fui ganhando uma paixão ainda maior em relação à rádio, à informação em termos concretos e essa situação da rádio, essa paixão que eu já tinha pela rádio, que eu já tinha há muitos anos…era um miúdo com catorze, quinze anos já ouvia muita rádio, os programas do Luís Filipe Barros, enfim uma série de programas e de informação também. Foi ao longo do tempo crescendo e depois isso enraizou-se na rádio Lages. Estive lá três anos, comecei a fazer reportagem pelas ilhas e pronto, fui andando por ai. Depois fui convidado, fiz rádio pirata três anos e depois fomos obrigados a fazer aquela interrupção que a lei obrigou. Nessa altura pediram-me para assumir uma rádio ali em Paredes que era onde eu tinha a família e fui até lá.

Fica sempre uma lágrima no canto do olho quando se matam as saudades do bichinho da rádio… o Alves Mateus começou na rádio Lages e o regresso ao continente trouxe-o para a rádio de Paredes onde desenvolveu muito trabalho na rádio e jornais regionais. Vamos agora falar e desenvolver um pouco mais essa experiência.

É extremamente agradável e não é que provoque mesmo uma lágrima mas, pelo menos deixa bastante saudade.

Biografia de Alves Mateus - jornalista da RTP


 
Alexandre José Alves Mateus, nasceu a 7 de Agosto de 1963 em Bemposta concelho de Mogadouro;
Casado com uma educadora de infância, pai de duas filhas de catorze e seis anos;
Voluntário na fora aérea, foi na rádio Lages na ilha Terceira, Açores, onde nasceu a sua paixão pela comunicação;
Desenvolveu grande actividade no jornalismo de informação tanto na rádio como nos jornais;
Grande parte da sua actividade foi desenvolvida em Paredes, Porto onde vive toda a sua família.
É o jornalista responsável por toda a delegação de Bragança da RTP.

Mega encontro de gerações

Mais de 3.000 pessoas reuniram-se anteontem no VI Encontro de Gerações, que decorreu no largo de Santo António, em Vinhais, numa organização da Câmara Municipal.
Esta iniciativa é uma forma de quebrar o isolamento que afecta um grande número de habitantes, nomeadamente aqueles que residem nas aldeias mais longínquas da sede de concelho, e possibilitar, ao mesmo tempo, o reencontro entre companheiros e amigos.
No final, o presidente da Câmara teceu fortes críticas às medidas do Governo no que toca à extinção das Juntas de Freguesias e exortou os presentes a manifestarem-se e a defender as suas freguesias, enquanto pertença necessária do Estado em todas as regiões.

Retirado de www.jornalnordeste.com

Azeite Transmontanos premiado em Israel

A Casa Aragão de Alfandega da Fé foi distinguida em Israel com uma medalha de ouro no segmento de azeites produzidos em modo biológico.

A Casa Aragão de Alfandega da Fé foi distinguida em Israel com uma medalha de ouro no segmento de azeites produzidos em modo biológico, “é a segunda vez que participamos neste concurso, e é um orgulho vencer um concurso onde estão os melhores azeites do mundo”, explica o empresário Artur Aragão, acrescentando que “este é mais um reconhecimento da qualidade, do azeite produzido em Trás-os-Montes que conquista cada vez mais mercados e que se estendem desde norte da Europa ao Brasil”.

No campo da inovação, a casa Aragão já tem no mercado produtos inovadores destinados a uma clientela específica, “foi lançado em Novembro de 2011, é um projecto que deu certo, é azeite biológico para crianças, chama-se Alfandagh Kids”. Para Setembro a Casa Aragão promete nos vos produtos destinados aos mercados mais exigentes.

Retirado www.rba.pt