sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Rede de emergência médica reestruturada na região


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A partir do dia 1 de Outubro entra em funcionamento a reestruturação da rede de emergência médica na região.Além da saída do helicóptero do INEM estacionado em Macedo de Cavaleiros, fecha também a ambulância de Suporte Básico de Vida (SBV), estacionada no centro de saúde Miranda do Douro. Em compensação abre em Macedo de Cavaleiros uma ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV).O mesmo vai acontecer em Mogadouro.Para mais tarde fica o encerramento da SBV de Torre de Moncorvo e simultânea abertura de uma SIV em Vila Nova de Foz Côa.Esta reestruturação, que já sido avançada pela Brigantia, foi dada hoje a conhecer pelo delegado regional do Norte do INEM ao presidente da câmara de Torre de Moncorvo que vai perder mais um serviço no seu concelho.Aires Ferreira é cauteloso nas reacções.“Ainda não discutimos o assunto em reunião de câmara e por isso, antes de reagir, preferia debater o assunto com os membros do executivo”, afirma o autarca, salientando que o meio “é importante mas temos alternativa porque há um Posto de Emergência Médica nos bombeiros”.Hoje foi também entregue no Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela uma providência cautelar apresentada pelos 12 autarcas do distrito para tentar travar a saída do helicóptero do INEM.O autarca de Moncorvo, que lidera a contestação, considera que a colocação deste meio em Vila Real pode pôr em causa o socorro à população transmontana.“A região Norte é muito grande em área pois vai desde Valença do Minho até Freixo de Espada à Cinta e haver apenas uma unidade aérea para socorro médico parece-nos claramente insuficiente”, afirma Aires Ferreira.
Neste acto de entrega da providência cautelar estiveram presentes representantes de todas as autarquias do distrito, à excepção de Miranda do Douro por motivos de agenda.
Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

RainForest começa este fim-de-semana em Vimioso


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RainForest, o maior evento de Todo-o-Terreno da europa, vai realizar-se em Trás-os-Montes.
A prova tem início este Sábado em Vimioso e termina no dia nove em Murça.
Máquinas e pilotos são colocados à prova no RainForest que começa este fim-de-semana em Vimioso. É a terceira vez consecutiva que este evento tem início em Vimioso. Esta edição conta a participação de cerca de 30 pilotos de várias nacionalidades, dos quais 12 são portugueses. A prova consiste em ultrapassar as dificuldades existentes ao longo do percurso, dado que, na sua maior parte, a competição desenrola-se em terrenos impraticáveis, mesmo para veículos de todo-o-terreno. “As edições anteriores permitiram concluir que esta prova é já uma referência no concelho de Vimioso, porque promove o concelho à escala nacional e internacional”, salienta o Vereador da Câmara Municipal de Vimioso, Torrão Vaz. A actividade económica regional, nomeadamente, a venda de produtos da terra, sente também o efeito positivo desta competição.“Os pilotos que participam na prova têm a preocupação de levar produtos regionais”, acrescenta. O RainForest é organizado pela Sin Limite, uma empresa espanhola, com o apoio no valor 10 mil euros da Câmara Municipal de Vimioso.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Pizzi chamado à selecção nacional

Pizzi foi chamado à selecção nacional. O jogador brigantino integra a lista de convocados de Paulo Bento para os primeiros jogos da equipa das Quinas na fase qualificação para o Campeonato do Mundo Brasil 2014. pizzi_p.jpgO primeiro jogo é no Luxemburgo, a 7 de Setembro, e em Braga frente ao Azerbaijão, a11 de Setembro. Pizzi diz que é uma honra ser chamado à selecção:“Sinto-me muito feliz. É uma grande honra ter sido chamado à selecção, trabalho todos os dias para esse objectivo”.O jogador brigantino destacou-se no fim-de-semana passado, na 1ª jornada do campeonato espanhol, com a camisola do Corunha ao marcar o golo do empate (3-3) frente ao Valência. Pizzi sente-se confiante e acredita que a boa exibição contribuiu para a chamada à selecção nacional:“Comecei bem a época no Corunha, tenho feito bons jogos e penso que este jogo com o Valência ajudou a ser convocado para a selecção. Sinto-me bem e confiante”. Pizzi acredita que o facto de ter sido convocado para as duas partidas de qualificação aumenta a possibilidade de ser chamado para o Mundial no Brasil:“É uma rampa de lançamento para o Mundial. Sei que falta muito tempo e que vou ter que trabalhar muito para conseguir. Vou fazer de tudo para conseguir a confiança do seleccionador”. Pizzi fez formação no G.D.Bragança ingressando depois no Sp.Braga. O jogador de 23 anos rodou a título de empréstimo dos arsenalistas no Ribeirão, Covilhã e Paços de Ferreira. Na temporada passada representou o Atlético de Madrid e esta época ingressou no Desportivo da Corunha. Recordamos que o jogador já tinha integrado a lista de pré-convocados de Paulo Bento para o Europeu 2012.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Recinto do santuário da Senhora da Serra requalificado

116 mil euros foram investidos nas obras de requalificação do recinto do santuário da Nossa Senhora da Serra, em Rebordãos, no concelho de Bragança.Os trabalhos incluíram o calcetamento do percurso da procissão e a colocação de uma via-sacra. Segundo o vice-presidente da Confraria da Senhora da Serra, Bruno Martins, estas obras eram mais que necessárias, pois “durante a procissão há muita gente e levantava-se muito pó”. “Decidimos fazer uma coisa diferente e dotamos o espaço com uma via-sacra”, sublinhou.A Câmara de Bragança ajudou com 80 mil euros. O autarca considera que se trata de “uma obra com muita qualidade”, e mostrou-se receptivo para colaborar com a Confraria em projectos futuros. Jorge Nunes acrescenta ainda que “este é um santuário único e por isso vale a pena fazer investimento em benefício do interesse público”, porque este “é um espaço para todos, sejam crentes ou não”.Quem assistiu à inauguração do recinto confessa que o santuário já merecia estas obras.Foi o caso de Anabela Lopes que disse que “as obras estão muito bem”. “A comissão está de parabéns, e eu que venho ao santuário todos os anos fiquei muito contente e muito satisfeita quando aqui cheguei e vi a requalificação do espaço”, conclui.
Os trabalhos foram inaugurados ontem, dia em que começaram as novenas em honra de Nossa Senhora da Serra, mas para o futuro estão já previstas outras obras no santuário.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Maça gigante em Carrazeda de Ansiães


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Começa hoje a décima sétima Feira da Maçã, do Vinho e do Azeite, em Carrazeda de Ansiães.À semelhança dos anos anteriores são esperados milhares de visitantes para este certame que é já uma referência para o concelho. Este ano, o motivo de atração é uma maçã gigante feita a partir de várias maçãs. Com um orçamento de 75 mil euros, o autarca de Carrazeda, espera “promover e divulgar os três produtos principais da Agricultura da região e proporcionar a venda directa dos produtos, valorizar a Agricultura, a gastronomia local, e a economia local”.Ao todo são cerca de 100 expositores vindos de vários pontos do país. José Luís Correia tem boas expectativas em relação à feira. “Espero que o certame corra bem e que o dinheiro gasto seja um investimento que promova e dinamize a economia do concelho”, concluiu.A feira da Maçã, do Vinho e do azeite começa hoje e termina no domingo.
O certame conta com muita animação musical, a cargo dos “Função Pública”, “Grupo HI-FI”, “Grupo Atitude”, entre outros.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Entrevista com Carlos Fernandes, comentador da Rádio Brigantia

Nasceu numa pequena aldeia do concelho de Bragança, Trás-os-Montes. Que recordações guarda da sua meninice?



Muitas. Faço aqui uma recordação Espinhosela é a freguesia. Eu nasci em Vilarinho que é uma aldeia raiana. É uma aldeia que tem uma história interessante. Se calhar, pelo facto de ser raiana e, sabe que as aldeias raianas, além da história que fazem e integram no país, fazem a história dos desígnios espanhóis. Eu não fui contrabandista mas conheço contrabandistas. Conheci carvoeiros, conheci homens que andavam durante dias inteiros a arrancar carros de toros para vender depois à firma João Manuel Pires. Penso que vendiam um carro de toros a 20 escudos. Eu sou desse tempo, lembro-me disso, tenho essas recordações, tenho outras recordações que, se calhar, alguns cidadãos, hoje, acham estranhas e, se calhar, provocatórias. Vou referi-las porque são recordações. Eu fiz a quarta classe em Vilarinho com uma professora, a D. Maria que acho que nunca mais esqueço, tinha seis anos e fiz as restantes classes da primária com a minha mãe que era regente escolar e fiz a segunda classe em Formil. Vínhamos de Formil para Bragança a pé. Num sábado, por volta das dez e meia, começou a nevar em Gostei e quando chegamos à ponte do Castro já não se passava. Eu tinha oito anos, o meu irmão tinha seis e vínhamos a pé com a senhora professora. Fiz a terceira classe em Terroso e de Vilarinho a Terroso serão três quilómetros só que, metade é a subir e outra metade é a descer e íamos todos os dias a pé de Vilarinho para Terroso. Fiz a quarta classe na Mofreita e todas as semanas íamos a cavalo numa burra para a Mofreita e depois vínhamos ao sábado eu e os meus irmãos e a minha mãe, portanto, isto transferido para os tempos actuais, peço desculpa, mas eu rio-me com algumas das coisas que ouço. Um dia, num Inverno chuvoso, na altura da construção da estrada de Espinhosela a ligar a estrada nacional, o meu pai, que Deus tenha, fazia-nos um pontão de madeira porque o pontão que existia passava a água por cima. Muitas vezes passávamos de manhã o pontão e à tarde já não podíamos passar porque já ia com água e o meu pai fazia-nos um pontão e um dia passamos no pontão de manhã e à tarde por volta das três, três e meia, já não havia pontão, então eu, a minha mãe e o meu irmão subimos, andamos talvez quinhentos metros e foram uns senhores que andavam a por as manilhas na travessia da estrada de Terroso onde junta com a estrada de Vilarinho e foram os senhores que andavam aí que nos passaram porque aquilo ia tudo alagado de água. Os garotos passam-se bem porque pesamos pouco mas a minha mãe, já na altura era bem nutrida e foi um problema para a passarem. São estas recordações todas que eu tenho.

De que forma é que nascer nesta região nesta localidade o marcou?

Eu em 1976, tinha 21 anos entrei para a Função Pública, para o Ministério do Comercio Interno, para o gabinete do Doutor Magalhães Mota e estive em Lisboa até 1983. Em 1983 por causa da orgânica do governo, eu estava na Direcção Regional de Agricultura, o Ministério do Comércio foi sendo integrado, ora num ministério, ora noutro. Nunca sabíamos bem o que os Governos pensavam. Eu estava na Direcção Regional de Agricultura e houve mais uma reorganização do governo e tive que regressar a Lisboa. Entretanto, toma posse o governo do Bloco Central, se não estou em erro, era Ministro do Comércio, o Dr. Álvaro Barreto e eu, felizmente, sendo um lutador antifascista, como na altura se usava dizer, mas fui sempre um homem que esteve perto do poder e um dia eu falei com o Dr. Álvaro Barreto e disse: “Ó senhor Doutor (eu na altura estava casado e tinha um filho) precisava de ir para Bragança e vocês nunca mais se entendem, nunca mais se decidem. Vem um senhor, quer uma lei orgânica, vem outro ministro, quer outra lei orgânica, de maneira que eu precisava de ir para Bragança, definitivamente.” E o homem disse: “Vê lá, resolve lá para onde queres ir e depois diz-me.” “Se calhar, para a saúde”.Porque eu, na altura, achava que a saúde era o Ministério mais estável em estrutura orgânica e ele liga e diz: “Tenho aqui um problema com um funcionário. Ele é de Bragança, tem a família em Bragança, esteve a dar alguns argumentos para ir para Bragança. A ver se, pelos dois, pomos o homem em Bragança.” Isto deve ter sido em Novembro de 85 e no dia 9 de Janeiro de 86 tomei posse na ARS de Bragança, era presidente da ARS o nosso amigo Aires Ferreira que é hoje Presidente da Câmara de Moncorvo.


Biografia de Carlos Fernandes, comentador da Rádio Brigantia


Manuel Carlos Fernandes, nascido em Abril de 1955 na aldeia de Vilarinho, freguesia de Espinhosela, concelho de Bragança;

Desenvolve a sua actividade profissional no Centro de Saúde de Bragança;

Foi deputado para a Assembleia da República;

Membro da Assembleia Municipal de Bragança;

Presidente da Comissão Antinuclear da Assembleia Municipal de Bragança;

Membro da Comissão de Trânsito da mesma Assembleia;

Representante das Comissões de Baldios do distrito de Bragança, na Comissão de Acompanhamento do Plano de Ordenamento Florestal do Nordeste;

Membro da Comissão de Toponímia da Câmara Municipal de Bragança.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

TDT ainda não chega a todos


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Quatro meses depois do apagão que pôs fim à televisão analógica, há ainda quem não consiga ter acesso ao serviço. É o que acontece na aldeia de Alfaião, em Bragança. O descodificador por si só não chegou e quem quis continuar a ver televisão teve de comprar uma antena ou optar pelo serviço de TV paga.Foi o caso de Manuel Ribeiro que diz que comprou o descodificador, mas “mesmo agora não dá”. “Tenho de pagar pela Meo para poder ver televisão”, explicou.Manuel Preto conta que “há pessoas que não vêm televisão porque não têm dinheiro para meter a Zon ou a Meo”. “Mesmo quem consegue ver com o descodificador teve de mudar as antenas todas”, concluiu.Já na cidade de Bragança, essas dificuldades não se sentem. Os brigantinos dizem que o descodificador resolveu o problema e garantem que imagem da TDT é melhor.Mariana Felgueiras diz que com a TDT “a imagem é muito boa” e não nota falha nenhuma. “Eu muito satisfeita, porque na rua onde eu moro, que é ao pé do Intermarché, dá optimamente bem”, sublinhou.
Passados quatro meses depois da entrada em funcionamento a TDT ainda é tema de discussão.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Trás-os-Montes: 12 autarcas apresentam providência cautelar contra saída do helicóptero de Macedo de Cavaleiros

 

Esta sexta os 12 autarcas do distrito de Bragança vão apresentar uma providencia cautelar, no tribunal de Mirandela, contra a saida do Helicoptero do INEM estacionado em Macedo de Cavaleiros.
O presidente da câmara de Mogadouro, Morais Machado, explicou que "havia um protocolo que dizia em que havia contrapartidas e uma delas era colocar um helicóptero em Macedo de Cavaleiros, agora não se vai agora sem consultar ninguém levar o meio aéreo para outro sitio qualquer. Estamos aqui a falar da saúde das pessoas." O objectivo da providencia cautelar é, segundo o autarca para "travar o processo, há um protocolo é preciso cumpri-lo, e depois podemos entrar em negociação para chegar a um consenso, é para isso que serve esta providencia e é para isso que servem os tribunais", explicou.
Recorde-se que está prevista a saida do helicoptero estacionado em Macedo de Cavaleiros já no mês de Outubro.
Retirado de www.rba.pt

Com a seca escasseia a comida para os animais

 
A seca está a dificultar a vida aos produtores de gado da região. A falta de água e os pastos secos obrigam os agricultores a recorrer às reservas de Inverno para alimentarem os animais.
É o caso de Amadeu Caetano. Este criador de Calvelhe, no concelho de Bragança, garante que se não chover o feno e a palha não chegam até ao final do Verão.
“Está muito complicado. As principais dificuldades são a comida e a água. Costumavam andar no pasto, agora a gente tem que lhe dar de comer em casa. Os rolos que se recolheram já os comeram quase todos. Temos algum milho, mas também não há água para o regar”, lamenta o agricultor, que tem cerca de 30 animais de raça mirandesa.
António Fernandes, produtor de gado nas Quintas do Vilar, na freguesia de Milhão, também se queixa da seca. “Os pastos não têm água e é preciso transportá-la em contentores. Eu gasto mil litros de água por dia só para os animais beberem. E estamos cada vez pior”, realça o criador de gado.
Para contornar esta situação, os produtores têm que comprar alimento para o gado, o que resulta na diminuição do rendimento.

Rendimento não chega

“Estes animais para darem algum resultado deviam-se governar no terreno. Agora se é preciso comprar ração, é preciso levar-lhe a água e comprar palha. Todo o rendimento que eles dão não chega para os governar”, garante António Fernandes.
O responsável da Cooperativa Agro-Pecuária Mirandesa, Nuno Paulo, reconhece as dificuldades dos agricultores, mas garante que não é possível aumentar o preço da carne. “Falar em aumento de preços da carne seria um erro estratégico. Os criadores têm que ser mais eficientes. Têm que ser mais contidos em investimentos que não sejam cruciais para o desenvolvimento da sua exploração”, acrescenta o responsável.

Retirado de www.jornalnordeste.com

Mel também já tem uma confraria

 
Nasceu em Macedo de Cavaleiros a primeira Confraria do Mel de Trás-os-Montes. Para já, são apenas onze os confrades, oriundos de Trás-os-Montes, Oeiras, Lisboa e Porto, mas já está prevista a entrada de novos elementos, vindos do Algarve e Ilhas.
A ideia surgiu de um grupo de amigos, que têm em comum o gosto pelo mel e pela Apicultura.
O Grão-Mestre da Confraria, Francisco Rogão, diz que faz todo o sentido sediar a confraria em Macedo de Cavaleiros, uma vez que “está na linha da frente na Apicultura nacional”.
O responsável acredita no potencial do sector, que no distrito de Bragança conta com mais de mil colmeias aprovadas pelo programa PRODER. “Isto prova que há interesse pela Apicultura. A juventude não tem grandes alternativas de empregos e muita gente vê neste sector uma perspectiva de vida e de futuro”, garante o responsável.
O grão-mestre revela, ainda, que “Portugal consome mais mel do que produz”, o que aumenta o potencial da apicultura.
O presidente da Federação Nacional de Apicultores de Portugal, Manuel Gonçalves, reforça os dados avançados por Francisco Rogão.

Escassez de mel

“Há uma escassez de mel, resultado do diferencial entre aquilo que se produz e o que se procura, na ordem dos 25 a 30 %”, revela Manuel Gonçalves. “É nesta altura em que a procura supera a oferta que nós devemos afirmar as marcas no mercado e a qualidade do produto”, assegura o dirigente.
O presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Beraldino Pinto, participou na entronização dos confrades e não escondeu o orgulho. “É uma honra ter sido o concelho escolhido para a Confraria do Mel iniciar a sua actividade”, confessou o autarca. Para o responsável, Macedo de Cavaleiros tem tudo para ser considerada a capital da Apicultura. “Tem condições muito boas para a produção de mel, produtores muito empenhados e gente a estudar a temática do mel”, defende Beraldino Pinto.

Retirado de www.jornalnordeste.com

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Financiamento garantido para Brigantia EcoPark


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O Parque de Ciência e Tecnologia de Trás-os-Montes e Alto Douro, que integra o Brigantia EcoPark, tem financiamento garantido. Quem o diz é o presidente da Câmara de Bragança. Jorge Nunes sublinha que as obras estão no terreno e diz que mesmo com a reprogramação dos fundos do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) este projecto não está em causa.“A construção do Parque de Ciência e Tecnologia de Trás-os-Montes e Alto Douro, que envolve o Brigantia EcoPark e o Regidouro Park têm os contratos assinados. Em Bragança já iniciámos a construção. Apresentámos pedidos de pagamento, ou seja o financiamento comunitário está garantido. O que temos que fazer agora é garantir os recursos financeiros próprios dos promotores, para em conjunto com os fundos comunitários satisfazer os compromissos em relação às contratações públicas inerentes à construção”, salienta o autarca. Entretanto a Câmara de Bragança aumentou a participação na Associação Brigantia EcoPark, a entidade que vai gerir o parque tecnológico, para 51 por cento. A direcção da associação é presidida pela autarquia da capital de distrito.“Por isso que a Câmara deliberou aumentar a participação no Brigantia EcoPark, para satisfazer a facturação do projecto que já está a decorrer”, acrescenta o edil.
O parque de ciência e tecnologia de Bragança representa um investimento de 6,3 milhões de euros e deverá estar concluído até ao final do próximo ano.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Freguesias rejeitam aglomeração

A aglomeração de freguesias não é pacífica no concelho de Bragança. Pelo menos três freguesias já decidiram em Assembleia de Freguesia não aceitar a fusão no âmbito da reforma administrativa. Rabal é uma delas. O autarca local diz que a população não aceita ser anexada a freguesias vizinhas.“A opção mais viável seria Meixedo vir para Rabal, mas como Meixedo escolheu noutro sentido. Rabal ficaria pendente entre França, Baçal, Aveleda e Carragosa, que é a área geográfica com quem confina, mas nós não concordamos com este tipo de reorganização”, afirma o autarca. Paulo Hermenegildo prefere que seja a Comissão Técnica nomeada pelo Governo a decidir. O autarca diz que não foi eleito para ser o agente funerário da freguesia que representa.“Eu temo é que esta reorganização vá para a frente. Fui eleito para ser presidente de Junta e para gerir a minha Junta de Freguesia e não compactuar com esta decisão redutora do desenvolvimento local e regional. Eu não temo que venha a Comissão técnica a decidir. Os presidentes da Junta não foram eleitos para ser os agentes funerários das suas freguesias”, defende o presidente da Junta.A freguesia de Sendas também não aceita aglomerar-se. O presidente da Junta, Dinis Pinela, não teme que a fusão seja feita por uma comissão externa.“Se cairmos caímos de pé. É o sentimento que reina na nossa freguesia. Achamos que cumprimos os critérios e por isso não vamos concordar com esta medida”, defende o autarca.Deilão também já disse não à fusão. O secretário da Junta, Fernando Cabecinha, garante que a população vai lutar pelo estatuto de freguesia.“Não é que Deilão tema nada contra S. Julião. Mas nós temos aqui uma área enorme, dita 22 quilómetros de Bragança, a anexa Petisqueira fica a 30 quilómetros e iríamos ficar mais isolados”, defende Fernando Cabecinha.Entretanto o deputado do PS eleito por Bragança também já se pronunciou sobre esta matéria. Mota Andrade teme os efeitos negativos para a região de uma aglomeração feita a régua e esquadro.“Vai ficar entregue a uma comissão técnica que não se sabe de quem depende, está pendurada na Assembleia da República. E vão ser estes senhores que vão dividir o País a regra e esquadro. Por isso, temo que o pior venha aí”, realça o deputado.
A reforma administrativa a dividir os autarcas de Bragança, que não querem ter um papel activo na aglomeração das freguesias que representam.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Relíquias de Dom Bosco em Trás-os-Montes

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As Relíquias de Dom Bosco vão estar na região no próximo fim-de-semana.No sábado em Mirandela e no domingo em Bragança.A urna com os restos mortais do fundador dos Salesianos chega sexta-feira a Portugal, iniciando um percurso de 20 dias com missas, vigílias, espectáculos teatrais e musicais, entre outras iniciativas. A exposição da urna que percorre o mundo há já dois anos vai estar presente sábado no Parque do Império, em Mirandela, durante a tarde.Domingo viaja até Bragança, sendo que a chegada à Sé Catedral está marcada para as 14 horas.A peregrinação é uma preparação para o bicentenário do nascimento de São João Bosco em 2015.“Esta peregrinação consiste num gesto de reconhecimento por este homem que viveu no seculo XIX e no que ele fez no âmbito humano e enquanto cristão”, explica o director do Centro Juvenil Salesiano de Mirandela, padre Manuel Mendes.“O corpo é de cera mas dentro tem a mão verdadeira do dom João Bosco”, acrescenta.
A urna de Dom Bosco vai estar disponível até às 17 horas para veneração na Sé Catedral de Bragança e depois ruma até ao Santuário de Nossa Srª da Serra onde vai permanecer até às 21 horas.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Quartel dos Bombeiros de Vinhais vai sofrer obras

bombeirosvinhais.jpgO quartel dos Bombeiros Voluntários de Vinhais vai ser alvo de obras de remodelação.Para o presidente da direcção, o quartel não tem as condições ideais. Por isso, é com agrado que Humberto Martins vê agora o início das obras há muitos anos desejadas.

“Trata-se de uma ampliação, que nós já desejámos há muito tempo para que os bombeiros tenham melhores condições para descansarem no quartel para poderem servir bem a população. Este quartel não tinha as condições adequadas para o serviço que presta. Só havia uma camarata que ficou para as mulheres e os homens passaram a dormir numa casa de banho adaptada. O quartel não tem efectivamente condições”, descreve o responsável.Os Bombeiros de Vinhais já tinham submetido várias vezes a candidatura para o melhoramento das instalações a programas comunitários, mas o projecto só teve luz verde há dois anos. “Nós estivemos sempre atentos aos programas e por várias vezes tentamos, mas por falta de projecto da primeira vez, e depois porque haveria outros bombeiros que precisariam mais e só neste ultimo programa conseguimos que a candidatura fosse aprovada. E já foi aprovada há dois anos. Desde então o projecto sofreu várias alterações”, justifica o presidente da direcção.Humberto Martins garante que a capacidade operacional dos Bombeiros não será afectada pelas obras.“A obra tem que estar concluída até Março. O problema que eu sinto mais é o da central, para recebermos as comunicações. Mas o pároco local disponibilizou-se a casa paroquial para instalarmos as comunicações. Os carros também vão sofrer, porque vão ficar na rua. E os bombeiros vão ter que permanecer em suas casas, mas como temos um bom sistema de comunicações, o socorro não vai ficar de maneira nenhuma afectado”, realça Humberto Martins. As obras vão custar 340 mil euros, comparticipados em 70 por cento por fundos comunitários. A instituição vai ainda contar, ainda, com o apoio financeiro da Câmara de Vinhais.
Os trabalhos vão arranjar no início de Setembro.

Escrito por Rádio Vinhais
Retirado de www.brigantia.pt

Hospital de Macedo vai ser Unidade de Cuidados Continuados


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O Hospital de Macedo de Cavaleiros vai ser transformado numa Unidade de Cuidados Continuados. A convicção é do deputado do Partido Socialista eleito pelo distrito de Bragança. Mota Andrade não tem dúvidas que as especialidades médicas vão acabar na unidade hospitalar de Macedo.“O fim em termos de unidade hospitalar. É evidente que o edifício lá está. Todos os investimentos que foram feitos pelo anterior governo lá ficarão. Aquilo ficará é desqualificado. Deixará de ser uma unidade hospitalar, que desenvolve actividade médica, e passará a ser um centro de atendimento de pessoas recorrentes de doença, a chamada Unidade de Cuidados Continuados”, realça o deputado do PS. Mota Andrade diz que o PSD vai encapotar esta medida até às eleições autárquicas, mas não tem dúvidas que a despromoção do hospital é para avançar a curto prazo.“Isto está para breve. Eu admito que até às eleições autárquicas haja por parte dos partidos da maioria alguma tentativa de ocultar e de não querer que isso aconteça, mas não tenho dúvidas que a curto e médio prazo e com estas políticas isso vai ser uma realidade”, salienta Mota Andrade.
O deputado do PS a denunciar a intenção do Governo de encerrar o hospital de Macedo de Cavaleiros, numa entrevista que pode ler na íntegra no Jornal Nordeste, que está hoje nas bancas.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Regadio da Estevainha vai ser remodelado para acabar com os desperdícios de água


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O sistema de regadio da barragem da Estevainha, em Alfândega da Fé, vai ser remodelado. A albufeira está nesta altura próxima da quota mínima, devido à seca e às perdas de água ao longo das tubagens de rega. O vice-presidente da autarquia local, Eduardo Tavares, sublinha que esta é uma obra prioritária para acabar com os desperdícios de água.“É fundamental e este investimento já peca um pouco por tardio. Este regadio da Estevainha tem cerca de 50 anos está já devoluto, as condutas estão envelhecidas, ainda são em fibrocimento. E um sistema novo, completamente reabilitado, irá permitir uma maior sustentabilidade no uso da água, uma vez que iremos no futuro combater melhor anos de seca como este e como houve em 2005, porque se perde muita água em fugas”, salienta o autarca. Esta albufeira serve directamente 70 agricultores, mas Eduardo Tavares realça que são cerca de 300 os produtores de Alfândega da Fé que utilizam este sistema de rega de forma precária. Ao todo são 230 hectares de culturas que dependem da água armazenada nesta barragem.“Este perímetro de rega serve para apoiar as culturas da cereja, a fruticultura, bastante amendoal, olival e também as hortícolas. É importante também para apoiar algumas explorações pecuárias aqui na zona”, realça Eduardo Tavares.Trata-se de um investimento de cerca de 2 milhões de euros, comparticipados em 75 por cento por fundos comunitários. O projecto já está aprovado, mas falta ainda luz verde da parte das Finanças.“Neste momento estamos à espera de um despacho de autorização por parte do ministério das Finanças para a Direcção Geral de Agricultura lançar o concurso, que nós esperamos que seja feito até ao final do ano. Porque como estamos a ver os agricultores sem água torna-se muito complicado”, acrescenta o vice-presidente da Câmara de Alfândega da Fé.
Eduardo Tavares teme, no entanto, que com os atrasos processuais o novo sistema ainda não esteja a funcionar no próximo Verão.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Bragança vai receber Festival de Música Alternativa

Arranca sexta-feira o primeiro Festival de Música Alternativa, em Bragança. Pelo palco vão passar seis bandas consagradas deste género musical, que prometem atrair muitos brigantinos à Praça Cavaleiro Ferreira. Gesso, Killimanjaro, Sensible Soccers, Scorton Silver Arrow, Tren Go Soundsystem e Duas Semicolcheias Invertidas são os grupos que vão marcar presença no festival, organizado pela junta de freguesia da Sé.Segundo o autarca, Paulo Xavier, o evento “é uma prenda para os jovens de Bragança” e uma forma de “poderem ouvir na sua terra música alternativa”.O responsável da junta de freguesia acredita que “o festival vai ser uma mais-valia para a cidade”, pois vai ajudar o comércio, a hotelaria e a restauração”.Paulo Xavier diz ainda que quer “o festival ganhe notoriedade ano após ano” e acrescenta que gostaria que “as intuições dessem as mãos, para que se possa fazer mais e melhor”. “Este é um projecto que deve ser alargado ao município e às associações”, sublinhou.Nuno Fernandes, da Dedos Bionicos, produtora do evento, diz que “é difícil implantar um festival”, mas acredita que Bragança é um sítio estratégico para ter um evento deste género”, pois “a situação geográfica é perfeita”. “Para além da proximidade com Espanha, temos uma cidade lindíssima, com bastante natureza, com um centro histórico lindíssimo também, o que faz da cidade um sítio óptimo e perfeito para se poder albergar um festival com características de música alternativa independente”, concluiu.
O Festival de Música Alternativa Bragança 2012 decorre sexta e sábado e a entrada é livre.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Eis a 60ª entrevista!

Manuel Carlos Fernandes, natural de Vilarinho, freguesia de Espinhosela, concelho de Bragança, Presidente da Comissão Antinuclear do Distrito de Bragança, Membro da Comissão de Baldios, etc.
Comentador da Rádio Brigantia, em Bragança.

É uma entrevista de um grande transmontano, defensor da sua terra e das suas gentes. Controverso e polémico que baste.

Leiam-na. Vale a pena.

Mara e Marcolino Cepeda

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Serra Serrada tem água para três meses


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Bragança só tem água para cerca de três meses. Quem o diz é o presidente da Câmara. Jorge Nunes sublinha que há mais de uma dúzia de aldeias que estão a ser abastecidas por auto-tanques desde o início do Verão, uma situação que está a diminuir as reservas de água na barragem da Serra Serrada. “É uma situação preocupante. Na parte rural as captações são muito frágeis, as pessoas estão sensibilizadas, mas a verdade é que temos um problema estrutural para resolver e cada vez que chega um ano mais seco a situação agrava-se”, realça o edil. Na óptica de Jorge Nunes a tendência é para haver cada vez menos água. Por isso, insiste que a construção da barragem de Veiguinhas é prioritária.“A tendência é sermos confrontados com secas mais frequentes e mais prolongadas, Daí a necessidade de termos um sistema para abastecer todo o concelho e não só a cidade. Precisamos de uma fonte de armazenamento em Montesinho, é o único local onde há viabilidade técnica e económico para garantir esse armazenamento e distribui-la, de forma integrada, a todo o concelho”, acrescenta Jorge Nunes.De recordar que os ambientalistas avançaram com uma providência cautelar contra Veiguinhas e o processo encontra-se, actualmente, em tribunal.Jorge Nunes garante que a autarquia ainda não foi ouvida sobre esta matéria.Entretanto, a Câmara elaborou um plano de emergência, em que o Azibo é, segundo o autarca, a única alternativa viável. “Não é viável ir a Espanha. Do lado de lá da fronteira há várias barragens, mas as distancias são grandes e a logística é absolutamente inviável”, constata o autarca.
O presidente da Câmara a temer que a seca prolongada deixe Bragança sem água, numa altura em que o Azibo também tem menos água.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

AECT requalifica espaços verdes transmontanos

18 espaços verdes da região vão ser reabilitados.A acção insere-se num projecto ibérico que vai incidir em cerca de uma centena de espaços naturais portugueses e espanhóis.A iniciativa parte do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Douro-Duero que vai investir mais de 64 mil euros, no âmbito do projecto Fronteira Natural. O objectivo é conservar e revitalizar o património natural da zona fronteiriça entre Portugal e Espanha.Segundo a agência Lusa já foi aberto um concurso público para a recuperação de 18 espaços naturais degradados nos concelhos de Mogadouro, Miranda do Douro, Torre de Moncorvo, Vimioso, Freixo de Espada à Cinta e Vila Nova de Foz Côa.As intervenções passam por reabilitar as zonas verdes e os jardins, limpeza e adaptação de ribeiras e praias fluviais e ainda a criação de caminhos turísticos.
Este investimento é financiado pelo POCTEP, Programa de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal.

Escrito por Brigantia
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Barragem da Burga já não tem água

burga_seca.jpgÉ dramática a situação no Vale da Vilariça. A barragem da Burga já não tem água e muitos agricultores começam a ver as culturas a definhar. Em Vilares da Vilariça, no concelho de Alfândega da Fé, a produção de azeitona de conserva já está perdida. Os produtores começam agora a fazer contas à vida.“Tenho dois ou três hectares de azeitona de conserva que está seca. Não foi regada”, lamenta Júlio Caldeira.Também Manuel Jacinto já não tem água para regar o pomar de 150 laranjeiras, que teme que não aguentem a seca.A barragem da Burga serve cerca de 200 agricultores. Luís Mónico é um deles. Com 32 hectares de árvores de fruto diz que os prejuízos são enormes.“Se o S. Pedro não abrir as portas não temos outra hipótese. É deixar secar tudo. Especialmente a fruticultura. Tenho 22 mil pés de morangos que estão a secar todos. Tenho pêssego, damasco, os figos estão a cair. É um prejuízo enorme”, garante Luís Mónico.O presidente da Associação de Beneficiários do Vale da Vilariça sublinha que a situação é complicada e teme que a seca deste ano tenha reflexos nas produções do próximo ano. Fernando Brás diz que não há alternativa e reclama o reforço do sistema de regadio.“Não há outra alternativa. Infelizmente o projecto Proder que foi aprovado há dois anos ainda não foi executado e previa a construção de um dique para reforço do caudal da barragem da Burga. Se tivesse sido feita atempadamente hoje não estaríamos aqui a discutir isto. Espero que avance rapidamente para reforçar o caudal da barragem da Burga neste Inverno para que no próximo ano já haja alguma estabilidade. E que seja colocado o concurso rapidamente para a colocação de contadores. Até porque isso de comparticipação do orçamento geral do Estado não é significativo, andará à volta dos 500 mil euros”, salienta o responsável.
Fernando Brás diz que para já as barragens de Santa Justa e de Ribeira Grande e Arco estão a cerca de 30 por cento da sua capacidade e não se prevêem problemas de falta de água durante o Verão.

Escrito por Brigantia
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Quebra nas vendas de carne mirandesa

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A crise está a afectar a venda de carne mirandesa. Este ano, a Cooperativa Agro-pecuária Mirandesa registou uma quebra de cerca de 10 por cento no mercado nacional.
O responsável da Cooperativa, Nuno Paulo, diz que o aumento das exportações está a equilibrar o negócio.“O ano passado foi o melhor, quer em termos de quantidade, quer de volume de negócio. Neste momento a quebra é de 1,5 por cento. Tivemos algumas oportunidades de negócio para Inglaterra e França. São mercados em crescimentos. No mercado nacional tivemos uma quebra a rondar os 10 por cento”, afirma o responsável.Nuno Paulo diz que os portugueses estão a substituir a carne mirandesa por variedades mais baratas.“Fizemos um estudo de mercado que nos permite ver que a classe média alta eram os nossos consumidores a nível nacional. Como a classe média é a que se está a ressentir mais com a crise. Pelos números é obvio que deixaram de comer carne mirandesa e começaram a comer outros produtos de substituição”, constata Nuno Paulo.Mesmo assim, A Cooperativa Agro-Pecuária mirandesa vai avançar com a comercialização dos pré-cozinhados já no próximo ano.“A única valência com que ainda não estamos no mercado e estamos neste momento em fase de apuramento é os pré-cozinhados. São o nosso grande projecto para implementar. Queremos no próximo ano já ter estes produtos no mercados, para podermos evoluir nessa área”, garante Nuno Paulo.
As vendas de carne mirandesa a baixarem no mercado nacional, devido à crise.

Escrito por Brigantia
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Cebolas ajudam a reconstruir Casa Paroquial de S. Pedro

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Em S. Pedro dos Sarracenos, no concelho de Bragança, a tradicional Feira das Cebolas é uma oportunidade para as instituições locais angariarem dinheiro para concretizar projectos.
O certame nasceu com o objectivo de reunir verbas para um lar de idosos e agora é a vez da Fábrica da Igreja amealhar dinheiro para avançar com a requalificação da Casa Paroquial, já em Setembro.Alfredo Fernandes, da Fábrica da Igreja, diz que é uma obra importante, que vai custar cerca de 200 mil euros.“Temos uma obra em projecto que vai custar o dinheiro amealhado aqui e muito mais. É o restauro da Casa Paroquial. Terá que se manter a residência do padre e vamos acrescentar um baixo, onde se vão fazer os eventos da aldeia, como os Reis, a Mesa do S. Estêvão, as Novenas do Divino Espírito Santo”, realça o membro da Fábrica da Igreja.Para além da vertente social, o presidente da Junta realça o contributo da Feira para a agricultura local. António Sá sublinha que em tempo de crise é um complemento importante para as famílias.“Motivar as pessoas para que vão produzindo. Para que se dediquem à agricultura para ocuparem o seu tempo e o excesso de produção vão vende-lo aqui. É uma forma simples de poderem realizar algum dinheiro”, realça o autarca.E a crise parece passar ao lado dos produtos da terra. Os produtores começaram o dia logo a fazer negócio.Pedro Sá, diz que “as pessoas para estes artigos sempre vão despendendo mais algum das suas economias. “Até agora têm saído os morangos e o mel”, acrescenta Pedro Sá.“Tenho bastantes cebolas. Tenho este carro e ainda outro. Cerca de 1500 quilos. Normalmente vendo sempre tudo”, salienta Manuel Malhão.Já Maria de Fátima Fernandes, salienta que aproveita para vender os excedentes na feira das cebolas. E em Bragança a agricultura também vai ganhar um novo espaço. A autarquia da capital de distrito vai abrir as imediações do Mercado Municipal aos produtores do concelho. O presidente da Câmara de Bragança, Jorge Nunes, diz que o objectivo é ajudar os agricultores a venderem os produtos de qualidade.“Deixar um espaço na área designada para os Produtos da Terra para que os produtores livremente, ao longo do ano, em dias determinados, passam vender os seus produtos, incentivando a produção agrícola e a compra directa por parte dos consumidores. Podem comprar qualidade e valorizar a actividade económica concelhia”, realça Jorge Nunes.
O município ainda está a estudar a melhor data para a abertura do mercado de produtos da terra, mas o dia mais provável será ao sábado, para não colidir com as feiras que já se realizam na cidade.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

domingo, 26 de agosto de 2012

Verão

"Anda! Levanta-te antes que chegue lá alguém antes de nós."
"Já vou tia. Dá-me só um minuto."
Estremunhada, a rapariga levantou-se a meio da madrugada. Mal tinha acabado de se deitar e já estava novamente a pé. Sabia que era necessário se queriam ter água para beber e cozinhar.
Todos os verões era assim. Aquele, no entanto, era muito pior porque muito mais seco. Não havia caído gota de chuva durante o inverno e a neve andou muito arredada. Terá nevado duas ou três vezes apenas. Para "compensar", houvera muitas geadas, imensas, enormes, más para quem não tinha nem roupa nem lenha.
Na primavera não rebentaram as nascentes, os rios e ribeiros quase enudeceram a sua belíssima canção. O verdejar dos campos durou pouco e os pequenos malmequeres não pintalgaram de branco, os campos ...
Todos se queixavam, novos e velhos. As hortas eram difíceis de manter. O trabalho era redobrado e as noites passadas na busca insessante de água para regar.
A terra, exaurida, recebeu a semente da batata e lutou muito para que ela sobrevivesse. Uma ou outra chuvada de verão, deu algum alento e era recebida com muitas bençãos a Santa Bárbara.
Lá foram as duas, a Fonte do Monte, onde havia uma fonte de mergulho com o mesmo nome, cada uma com dois cântaros para trazer água. Era muita a esperança...
Lá chegadas, deram com a tia Engrácia a colher com um copo de lata a pouca água que havia, dádiva generosa da fonte quase seca. Tristeza sentiram tia e sobrinha. A coisa estava difícil.
"Madrugou tia Engrácia."
"Ó minha filha, nem me deitei. Não tenho gota em casa e preciso dela para amanhã porque tenho jeireiros e tenho de lhes fazer de comer."
"Vamos ver se ainda ninguém foi "À Pereira". Precisamos de alguma água para amanhã, pelo menos para beber."
"Não vos vale a pena. Já lá foi o meu Zé. Levou a mula e as alforjas cheias de cântaros. Se havia alguma água, já a trouxe. Ide lá a casa e levai um cântaro ou dois."
"Obrigada, tia Engrácia. Vamos lá, vamos, só que essa não se pode beber. Só serve para cozinhar. Ainda temos de arranjar alguma para beber. Vamos até "Atrás da Choça". A água ali é muito boa e fresca. Anda Maria, não temos tempo a perder."
Despediram-se da vizinha e lá foram as duas, ligeiras, iluminadas pelo imenso céu estrelado e pela lua que parecia guiá-las com o seu branco luar.
Tropeção aqui, tropeção ali, uma boa meia hora depois, lá chegaram. Felizmente havia água para encher os quatro cântaros e mais alguns. Elas só levariam o necessário e mesmo assim não seria fácil dada a irregularidade do caminho e a escuridão da noite, agora ensombrada por algumas nuvens. "Tomara que anunciem chuva." Disseram as duas em uníssono.
Não muito seguras, estremeciam ao mais pequeno estalido. A noite estava escura como breu e nem uma única alma se ouvia. Apenas os lobos uivavam de fome, ali, quase ao seu lado. A cada desconsolado uivo, eriçavam-se-lhe os cabelos. Nada podiam fazer para evitá-lo. Era instintivo, ancestral, primevo.
Finalmente, o luar. Alguma luz para lhes facilitar a descida íngreme que tinham de empreender.
"Se os meus pais soubessem em que trabalhos ando eu metida..." Pensava Maria, absorta e preocupada com a tarefa de ter de transportar aqueles dois recipientes cheios de água até casa.
"Tia, isto pesa bastante."
"Pois pesa, mas temos de levar esta água. Vamos devagar, parando aqui e ali. Lá chegaremos, não te preocupes."
Era impossível não o fazer. Uma rapariguinha vinda de São Paulo onde apenas bastava abrir a torneira para ter toda a água necessária...
A sorte ajuda os audazes, diz-se e desta vez assim foi. Chegado a casa, o tio Zé Tarela ouviu a mulher dizer que as duas raparigas tinham ido buscar água "Atrás da Choça", "coitadas"...
Apenas descarregou a sua carga, monta na mula e lá vai ele saber delas. Encontrou-as pelo caminho, completamente exaustas.
A sua primeira reação ao barulho que ouviram foi de pânico e, imediatamente, de alívio quando reconheceram o tio Zé. A partir daí foi tudo muito fácil e divertido. Rapidamente chegáram a casa.
Agradeceram a Deus por aquele homem tão bom que nunca pensava em si próprio e que estava sempre pronto para ajudar quem precisasse de ajuda...

Aqueles tempos, ainda bastante próximos, eram tempos de grande dureza. Na minha aldeia, quando regressei do Brasil, ainda não havia água canalizada. Existiam algumas, poucas, fontes de mergulho e havia anos de seca extrema. Felizmente, no ano seguinte, esse problema acabou. A água chegou, finalmente, trazida de um nascente existente no Serro de Penhas Juntas, em terras do Brito.

Mara Cepeda    

sábado, 25 de agosto de 2012

Olá! Na próxima 3ª feira postaremos a 60ª entrevista

Na próxima 3ª feira postaremos a entrevista realizada a Carlos Fernandes, natural do concelho de Bragança.
Participa, semanalmente, num programa da Rádio Brigantia, onde alimenta polémicas, juntamente com outros convidados como Dr. Arnaldo Cadavez, Dr.ª Alice Susano e Dr. Teófilo Vaz.
Esta será a 60ª entrevista deste blogue, num total de oitenta e duas, realizadas entre 2004 e 2007, na Rádio RBA de Bragança.

Vão ser instaladas mais 15 mil colmeias no distrito de Bragança

colmeias.jpgO sector do mel está em crescimento no distrito de Bragança.Quem o diz é o Grão-Mestre da Primeira Confraria do Mel de Trás-os-Montes, apresentada hoje, em Macedo de Cavaleiros.

Francisco Rogão sublinha que foram aprovados vários projectos no âmbito do Proder e garante que a Confraria vai ajudar a promover este sector.“Só em projectos Proder há mais de 15 mil colmeias aprovadas para o distrito de Bragança. Isso demonstra que há interesse na apicultura. Vamos divulgar o mel e a apicultura no seu todo”, realça o responsável A Confraria é constituída por 11 confrades, oriundos de todo o País.“Temos cá pessoas de Lisboa, do Porto, de Bragança, Mogadouro e na próxima entronização vamos ter pessoas do Algarve e das Ilhas. Surgiu de uma reunião entre vários grupos de amigos e como Macedo está na linha da frente no que diz respeito ao sector apícola decidimos fazer aqui a Confraria”, explica Francisco Rogão. Para o presidente da Federação Nacional de Apicultores de Portugal, Manuel Gonçalves, a constituição da Confraria é um passo fundamental para a profissionalização do sector do mel.“Eu vejo isto como um evoluir e uma afirmação da fileira, que está nesta fase em crescimento. Eu não estranho que vão aparecer mais confrarias, mas eu gostaria que não aparecem muitas e que a existisse se empenhasse na promoção do mel, mas também da abelha como polinizadora e do território no seu todo”, enaltece o responsável.
Criada para dar apoio aos apicultores da região, a Confraria do Mel quer agora ganhar escala a nível internacional e promover a fileira apícola além fronteiras.

Escrito por Onda Livre
Retirado de www.brigantia.pt

Vai abrir o primeiro centro de férias para crianças especiais

lequelogo.jpgVai abrir este domingo o primeiro Centro de Férias e Lazer para Crianças com Necessidades Especiais. O projecto é da Associação Leque, que transformou o antigo Centro de Saúde de Alfândega da Fé num espaço para dar apoio a pessoas com necessidades especiais.A presidente da Associação Leque, Celmira Macedo, sublinha que este é um projecto inédito no País.“É uma iniciativa completamente inovadora a nível nacional, porque nós temos dinamizado colónias de férias, mas só com frequência durante o dia. Este centro permite aos frequentadores ficarem cá durante a noite também. Temos famílias do Porto e de Lisboa que vão deixar cá as crianças e vão embora para casa”, realça a responsável. Esta iniciativa é importante para os participantes, mas Celmira Macedo salienta que graças a este centro os pais destas crianças vão poder gozar férias.“Para além dos jovens terem oportunidade de terem umas férias que se calhar nunca tiveram, mas estamos a pensar mais nas famílias. Muitas delas quase nunca têm férias”, salienta Celmira Macedo.Durante a semana no centro de férias, as crianças vão fazer terapias, mas também se vão divertir em diversas actividades lúdicas.“Vão ter terapia de relaxamento, do riso, reabilitação motora, musicoterapia, BTT, piscinas, entre outras actividades. Vamos ter uma semana muito composta”, garante a presidente da Leque.Para já estão inscritas sete crianças com necessidades especiais no primeiro campo de férias, que decorre até dia 2 de Setembro.
Celmira Macedo realça que o objectivo deste centro é organizar mais semanas de férias ao longo de todo o ano.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Entrevista: Prof. Doutor Arlindo Almeida, Escola Superior Agrária de Bragança

Nasceu em Moçambique, uma das nossas ex-colónias. Fale-nos da sua infância e juventude.

A minha juventude foi muito boa. Posso dizer que fui feliz na juventude. Eu nasci em Moçambique, na altura, em Lourenço Marques, hoje Maputo. Tive uma infância normal, bastante feliz. Vivi sem Inverno. (Risos) Durante todo o ano com calor. Fiz o liceu até ao final. Nessa altura, estávamos em 74, 75, já gostava de trabalhar em questões relacionadas com a produção agrícola, produção de alimentos e achava que a agricultura ou agronomia seria, talvez, a área que me satisfaria mais e entrei na Universidade de Lourenço Marques, já na fase da mudança de nome. Entrei aí, para Agronomia mas, estávamos em 74, 75, portanto, numa altura já conturbada. Era a altura da independência do país. As condições de funcionamento da faculdade não eram as melhores. Funcionavam 3 ou 4 cadeiras no primeiro ano que foram aquelas que eu fiz e nos finais de 75 resolvi sair e vir continuar Agronomia em Lisboa, no Instituto Superior de Agronomia.

Quando veio para Portugal as diferenças foram bastantes?

Foram, foram! Eu nem conhecia. Só vinha cá de férias, de vez em quando, no verão. Cheguei em Dezembro, finais de 75, e logo… das coisas que mais me chocaram, na altura, foi o número de horas de sol diário. Lembro-me que a gente chegou aqui de manhã, às nove da manhã. Nessa altura, a hora legal não era exactamente essa. Havia uma diferença em relação à hora. O avião chegou às nove da manhã a Lisboa e era noite cerrada e eu estranhíssimo… Como era possível ser noite às nove da manhã? Estava habituado a ter sol às cinco da manhã. Noite a esta hora?! Isto é horrível! E assim foi, nos primeiros meses. Eu estava alojado num quarto e tinha de sair nas primeiras horas às oito e meia da manhã era um negreiro, uma coisa estranhíssima. Mas depois fui-me habituando. Entretanto, hoje em dia, já não é tão grave porque houve alterações na hora legal e às oito da manhã já é de dia mesmo no Inverno mas, há trinta anos não era bem assim. Havia diferença de uma hora, para quem vinha de Moçambique e eu não estava a espera.

De que forma o afectou a Guerra Colonial?

Não me afectou. Repare, Moçambique é um país enorme. A Guerra Colonial, até aos últimos anos de independência, não era uma guerra muito intensa. Havia, de facto, problemas muito sérios, não exactamente com as populações, mas mais com a actividade militar no norte do país. Depois começou a haver situações complicadas em Tete e situações de perigo junto da Beira e depois, se continuasse, provavelmente, o perigo teria aumentado mas, quem vivia no sul, como era o meu caso, de facto, nunca afectou a vida normal. Nas principais cidades nunca afectou a vida normal muito menos em Lourenço Marques. É evidente que se não tivesse havido o 25 de Abril, teria afectado muito porque tinha, na altura, 19 anos. Estava na idade de ir dar o nome e logo depois ser chamado para a vida militar. No ano em que se fazia 21, pouco tempo depois, teria ido fazer serviço militar obrigatório, exactamente, nas zonas de conflito. Aí é que havia perigo mas, como não cheguei a essa fase, porque entretanto houve o 25 de Abril, tudo acabou.

E iria lutar contra o seu próprio país, não é?

Exactamente. Iria fazer parte do exército português.

E porque a licenciatura em Engenharia Agronómica?

Essa escolha foi feita num ambiente diferente do continente. Foi feita tendo em conta a realidade de Moçambique, onde a actividade económica principal é a agricultura, onde as perspectivas de trabalho para produção de alimentos… eu acho que é uma questão importante a produção de alimentos, era e continua a ser, mas as pessoas, hoje em dia, esquecem-se um pouco, que a produção de alimentos é fundamental. Infelizmente, vejo, hoje, aqui, algumas reservas relativamente à produção agrícola. A importância da produção agrícola e a produção de alimentos, tudo pode ser importado. Quando a gente vai a um supermercado e vemos que a maioria dos alimentos são importados. Felizmente, alguns supermercados e hipermercados já fazem algum destaque para o que é produzido no país, mas penso que em termos alimentares nós estamos muito dependentes do exterior, e isso não é bom, não é bom a longo prazo, não é bom a curto prazo, não é bom para o país… não é.

O que foi que o fez ficar no Instituto Politécnico de Bragança?

Biografia: Prof. Doutor Arlindo Almeida, Escola Superior Agrária de Bragança

Professor Doutor Arlindo Castro Pereira de Almeida, natural de Lourenço Marques, Moçambique;
Licenciado em Engenharia Agronómica pelo Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa em 1980;
Mestrado em Extensão e Desenvolvimento Rural pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em 1993;
Doutoramento em Engenharia Agrícola pela Universidade de Évora em 2003;
Em 1982, ingressou na Direcção Geral de Agricultura de Trás-os-Montes onde, até 1986, desenvolveu trabalho como Técnico Superior no âmbito da Mecanização Agrícola e da Cartografia de Solos com Aptidão para o Regadio;
Em 1986 ingressou na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança. Neste momento exerce funções de docência na Escola Superior Agrária de Bragança como professor adjunto, sendo responsável por aulas teóricas e praticas na disciplina de Mecanização Agrícola no Departamento de Fitotécnica e Engenharia Rural;
Desde 1994 é membro do Conselho Científico da ESA de Bragança;
De 1995 a 1998 foi o responsável pela participação da ESA de Bragança no projecto PAMAFE 2072, sistemas de colheita mecânica de azeitona;
De 3 de Junho de 1996 a 1 de Julho de 1999 desempenhou as funções de Vice-presidente do Conselho Directivo da ESA de Bragança;
De 17 de Dezembro de 2002 a 20 de Julho de 2004 exerceu as funções de Vice-presidente do Conselho Científico da ESA de Bragança;
Desde de 2002 é responsável pela participação da ESA de Bragança no projecto AGRO 278 de colheita mecanizada em olivais de alta densidade;
Detentor de várias comunicações no âmbito de mecanização agrícola em congressos e reuniões científicas, acções de divulgação e especialização dirigidas a agricultores e técnicos, especialmente dedicadas quer, à olivicultura quer, a engenharia rural;
Membro da Comissão Científica do Curso de Mestrado em Olivicultura, Azeite e Azeitona de Mesa ministrado pelo Instituto Superior de Agronomia em colaboração com a ESA de Bragança de 2003 a 2006;
É, desde de 20 de Julho de 2004, Presidente do Concelho Científico da ESA de Bragança;
Investigador do centro de investigação de montanha da ESAB, investigação na área de mecanização agrícola.