sexta-feira, 30 de maio de 2014

Estudantes espanhóis visitam nordeste transmontano

Um grupo de 15 estudantes da Universidade de Alicante, em Espanha, está no nordeste transmontano a conhecer a cultura e pontos de interesse locais. Uma visita de cinco dias em que os estudantes do mestrado em Desenvolvimento Local podem contactar com novas experiências importantes para a sua investigação académica. A ideia partiu do professor Alfonso Hortelano da Universidade de Salamanca. “Já viemos com vários cursos de Salamanca. È uma zona que para nós é um laboratório de experiências, para que os alunos vão consolidando no terreno o que lhes ensinamos nas aulas. O concelho de Bragança, Vinhais, Vimioso, Miranda Do Douro, são muito atractivos para nós”, sublinha.Alfonso Hortelano convidou o professor Antonio Puche da Universidade de Alicante a trazer os seus alunos. O coordenador académico aceitou o convite, salientando a importância de conhecer exemplos de projectos que combatem a desertificação e promovem o turismo e a economia de regiões com baixa densidade populacional.“Podemos ver de que maneira, através do financiamento europeu, da câmara municipal e outras entidades e da participação da população se estão a levar a cabo projectos que são bons exemplos de desenvolvimento local em zonas de interior e agrícolas como estas”, frisa.Os estudantes elogiam a iniciativa e prometem voltar de férias para o nordeste transmontano para conhecer melhor as potencialidades da região.“É muito bonito, é tudo muito verde, com vistas magníficas e gente muito amável. Gostei muito da zona e quero que a minha família a conhça também”, afirma Cristina Ramirez.“Oxalá tenha oportunidade de voltar com mais tempo, de férias”, acrescenta Matias Manuel. Paulo Hermenegildo, começou a colaborar com este projecto de trazer estudantes espanhóis para visitar o nordeste transmontano, em colaboração com a Universidade de Salamanca, na altura em que era presidente da Junta de Freguesia de Rabal. Agora como secretário da União de Freguesias de Santa Maria, Sé e Meixedo quer expandir a iniciativa e envolver mais instituições no projecto.Já surgiu a ideia de estabelecermos através da União de Freguesias de Sé, Santa Maria e Meixedo, um protocolo com mais juntas de freguesias à volta do perímetro urbano, como Rabal, Gimonde e mais algumas que se queiram associar e o Instituto Politécnico de Bragança. Iremos contactar o IPB no sentido de estabelecer uma parceria para intercâmbio de alunos”, revela.
A visita dos estudantes de Alicante ao distrito de Bragança começou na terça-feira e termina amanhã, passando por instituições, monumentos e empresas da região.

Escrito por Brigantia

Retirado de www.brigantia.pt

De Bragança para todo o mundo

Há empresas da região que viram na internacionalização a oportunidade para crescer em época de crise

Chegar aos mercados emergentes é a chave para conseguir margens de lucro mais elevadas
Há cerca de dois anos no mercado, a empresa “+ Ervas”, sedeada em Alfândega da Fé, exporta praticamente a totalidade da produção de ervas aromáticas.
Este é um projecto que nasceu com os olhos postos na internacionalização. Espanha e França são os mercados para onde é enviada, actualmente, a produção a granel.
“O nosso mercado alvo sempre foi o mercado internacional”, assegura o gerente da “+ Ervas”, Tiago Relhas.
O jovem empresário não tem dúvidas que a região tem as condições ideais para a produção de ervas aromáticas. Por isso, decidiu inovar na área agrícola e conquistar o mercado europeu. “Estamos a falar de plantas aromáticas, desde as coisas mais vulgares, como sendo a cidreira, a outras variedades não tão conhecidas na região, mas que a região tem condições climáticas óptimas, nomeadamente o número de horas de sol, estações bem definidas, uma delas é a stevia, um adoçante natural, que somos dos poucos a nível nacional a fazer cultura dessa planta”, realça Tiago Relhas.
E quais são os trunfos para vingar no mercado externo? “Persistência, perseverança, e foi o querer estar lá. Isto significa que nós temos que nos dar a conhecer ao mundo e não esperar que o mundo nos venha conhecer a nós”, garante o empresário.
Com uma área de produção a rondar os seis hectares e com uma capacidade de produção na ordem das 10 toneladas por ano, a “+ Ervas” não consegue dar resposta a todas as solicitações. “Quando as quantidades não são suficientes, que é o que acontece, porque na prática mesmo em termos de produção nacional não se conseguem quantidades nem para duas empresas, a capacidade de negociação são outras”, constata Tiago Relhas.

Retirado de www.jornalnordeste.com

Conservatório Municipal “é aposta ganha”

Por: Glória Lopes 

Uma década após a sua criação, o Conservatório Municipal de Música e Dança de Bragança “é uma aposta ganha”. Hernâni Dias, atual presidente da câmara, não tem dúvidas, tanto mais que os números também não deixam margens para dizer o contrário. Mais de 230 alunos aprendem música entre aquelas paredes, que foram outrora uma antiga escola, onde nos últimos tempos, antes das obras, grassava a degradação. Entretanto, o imóvel foi recuperado, por decisão do anterior presidente, Jorge Nunes, que decidiu dar-lhe novas funções. Ali se instalou o centro cultural, a biblioteca e o conservatório.
A formação que ali se faculta “não é cara para aquilo que representa”, admite o autarca, embora tenha uma despesa associada “que não é exagerada”, sobretudo, porque conta com 22 docentes. Todavia, Hernâni Dias, considera que não se pode calcular o valor material deste serviço, quando está em causa proporcionar formação que, muitas vezes, está vedada a quem reside no interior do país. “Só podemos saber se as pessoas têm vocação para algo se lhe for proporcionado o acesso. Já há resultados do trabalho feito, com alunos premiados em concursos”, afirmou.
Inaugurado a 8 de outubro de 2004, o conservatório foi criado para ser um espaço educativo de formação artística. Primeiro na área da música, mais tarde as funções foram alargadas à dança. A sua gestão está a cargo da Fundação os Nossos Livros, entidade tutelada pelo município. “Com regularidade participa em eventos com professores e alunos, em concertos didático-pedagógicos, recitais de música, audições musicais, visitas guiadas para os alunos do ensino pré-escolar. Intercâmbios com o Conservatório de Música da Mais, Miranda de Ebro (Espanha) e Pavillou-sous-Bois (França)”, enumerou o autarca.
O trabalho tem sido visível. Em 2006 foi constituído o Coro do Conservatório (Coro Brichoirt) para divulgar o canto e iniciar os alunos na atividade de canto coral. “O trabalho do conservatório tem evoluído positivamente”, acrescentou.
Escola de música cresceu com formação reconhecida pelo Ministério da Educação
No ano letivo 2004-2005, as aulas arrancaram com 88 alunos e 13 professores. Nessa altura era possível aprender a tocar flauta transversal, guitarra, piano, violino, violoncelo, gaita de foles. Estava ainda disponível a disciplina de canto. Foi nesse ano, que se deu um passo importante no reconhecimento e validação da formação, uma vez que a Direcção-Geral de Educação (DGE) autorizou o curso de música. Logo no ano seguinte, o número de alunos aumentou para 147. “Foi um aumento substancial”, reconhece Hernâni Dias.
Um ano depois, a DGE autorizou um Curso Básico de Música em regime articulado, que iniciou com uma turma. “Após 10 anos temos 234 alunos e 22 professores. O que é muito bom”, reconheceu. No presente ano letivo foi autorizado o Curso Básico de Dança em regime articulado, e ainda o Curso Básico de Órgão.
Dada a aparente boa saúde da instituição de ensino, as previsões apontam para uma fase de crescimento nos próximos tempos.
Tudo índica que no próximo ano letivo, o número de alunos chegue aos 250, divididos em cinco turmas, nomeadamente três de ensino articulado de música, mais duas de ensino articulado de dança. “A DGE vai autorizar o curso Secundário de música”, destacou o edil. Este grau representa um salto qualitativo. “O conservatório desde a sua fundação triplicou o número de alunos. Os cursos reconhecidos fizeram aumentar o número de discentes. Nós entendemos que, seguramente, terá cada vez mais procura”, vaticina Hernâni Dias.


Retirado de www.mdb.pt

Produtores de concelho de Bragança vão poder vender no centro da cidade

 “Banca na Praça” é a iniciativa lançada pela Câmara de Bragança para que os produtores do concelho possam vender no centro da cidade. De Junho a Setembro, aos sábados, a Praça da Sé vai ser invadida por bancas com vários produtos tradicionais. O presidente da Câmara Municipal de Bragança, Hernâni Dias, sublinha que esta é uma oportunidade para as pessoas do concelho poderem vender aquilo que produzem. “É uma forma de proporcionar às pessoas da cidade e também do Mundo Rural que possam aqui vender os seus produtos, desde hortícolas, artesanato, pão, bolos, e outro tipo de produtos. As pessoas terão que se inscrever junto da Câmara Municipal ou no mercado municipal e dizerem com que produtos querem vir, porque no fundo são feiras temáticas”, explica o autarca.Além disso, esta iniciativa pretende dinamizar o centro da cidade de Bragança aos fins-de-semana.“Esta é uma forma de dinamização do centro urbano da cidade, que é o que nós temos vindo a definir também como estratégia de dinamização do centro histórico e desta forma também estaremos a dar um primeiro passo para que este objectivo seja concretizado”, realça Hernâni Dias. De Junho a Setembro os Produtores do concelho vão ter oportunidade de vender na Praça da Sé, em Bragança.

Escrito por Brigantia

Retirado de www.brigantia.pt

Robot desenvolvido no IPB viajou até à Polónia

Um Robot brigantino viajou esta semana pelo correio para a Polónia, para ser apresentado no I Festival de Robótica da Universidade Politécnica Opolska.É já este fim-de-semana que os autores do projecto vão demonstrar o robot que lhes valeu o 2º prémio no Robot@Factory, uma prova única a nível internacional que decorreu este mês em Espinho. A equipa que concorreu à 14ª edição do Festival Nacional de Robótica é constituída por 2 professores e 3 alunos da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Bragança. Participaram 12 equipas, tendo vencido uma equipa iraniana. Em 2º lugar ficou o projecto da equipa IBP@Factory. O professor José Gonçalves espera que este prémio incentive mais alunos do IPB a interessarem-se pela robótica.“É muito importante para os nossos alunos verem que o trabalho deles é recompensado com esta distinção”, considera.O desafio lançado foi criar um robot autónomo, inspirado nos obstáculos que teria de enfrentar durante a sua utilização numa fábrica, transportando caixas entre armazéns e máquinas, no menor tempo possível. Afonso Reis, um dos estudantes que trabalhou no projecto, está orgulhoso da distinção obtida e salienta que a equipa vai continuar a trabalhar de forma a melhorar alguns aspectos.“O projecto já estava a ser desenvolvido há 3 ou 4 anos, já tinha ficado em 2º lugar numa altura em que a prova era menos concorrida. Agora tínhamos 12 equipas a participar2, revela. E acrescenta ainda: “É um projecto ainda em desenvolvimento, que vai ser melhorado, tanto da nossa parte como da parte das outras equipas” .Para o ano a presença no Robot@Factory é garantida. Já este fim-de-semana o robot brigantino é apresentado a estudantes e investigadores polacos.
A equipa do Instituto Politécnico de Bragança reconhecida na área da robótica é composta ainda pelos estudantes Rodrigo Correia e Nelson Pereira e pelo professor José Lima.

Escrito por Brigantia

Retirado de www.brigantia.pt

Nova linha aérea já tem operadores interessados

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Já há pelo menos um operador interessado na nova linha aérea Bragança - Vila Real- Viseu – Tires – Portimão. A garantia é do presidente da Distrital do PSD de Bragança. 
José Silvano reconhece que se enganou quando disse que não acreditava no regresso do avião à região e assegura que é desta que a carreira aérea vai mesmo ser restabelecida.“Este percurso é posto propositadamente com ligação a Portimão e paragem em Tires porque já existe por parte de algumas empresas, nomeadamente a Aerovip, a vontade de concorrer a este concurso. Portanto, vamos ter com toda a certeza ligação aérea Bragança, Lisboa e Algarve”, realça o social-democrata.Silvano reconhece que a viagem até à capital vai demorar mais tempo, mas assegura que o transporte entre Tires e Lisboa vai ser assegurado pela operadora aérea que ganhar o concurso.“Também a paragem em Tires não se torna tão incomodativa, porque, por um lado, ajuda a reduzir ao preço substancial da concessão, e em segundo lugar porque a empresa que faz a ligação aérea vai garantir o transporte entre Tires e Lisboa, o que por outro lado ajuda a minorar os custos desse trajecto. O demorar mais meia hora ou menos meia hora são os custos também d éter um concurso que é viável”, sublinha o líder distrital do PSD. 
Segundo José Silvano esta nova linha também vai ser financiada. Foram disponibilizados cerca de 2,4 milhões de euros para subsidiar a ligação aérea entre Trás-os-Montes e o Algarve.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Primeiro Fórum Económico de Trás-os-Montes reúne dezenas de empresários

Dezenas de empresários marcaram presença no Fórum Económico de Trás-os-Montes, a primeira iniciativa da Expo Trás-os-Montes, que começa hoje e decorre até domingo no pavilhão do NERBA em Bragança.

O fórum teve vários painéis onde foram abordados temas como o novo programa de financiamento europeu, o desenvolvimento rural e promoção integrada dos recursos, inovação e competitividade regional e Internacionalização e cooperação Transfronteiriça. Um dos oradores que já passou pelo auditório do NERBA foi o presidente da Comunidade Intermunicipal de Trás-os-Montes, Américo Pereira, que reforçou a importância do Plano Estratégico de Desenvolvimento Intermunicipal para o desenvolvimento da região. “O Plano Estratégico de Desenvolvimento Intermunicipal para as terras de Trás-os-Montes está neste momento em elaboração, assenta fundamentalmente em três eixos: desenvolvimento rural, turismo e ambiente. A versão provisória vai ser posta a público brevemente, para que todas as pessoas se poderem pronunciar. Naturalmente, que o que pretendemos com este instrumento é aproveitar os fundos comunitários para criar uma estratégia de desenvolvimento regional”, salienta o presidente da CIM de Trás-os-Montes. Unir esforços entre municípios e empresários para consolidar a marca de Trás-os-Montes é uma das ideias que está em cima da mesa. Américo Pereira defende que é preciso que a região fale a uma só voz. “A região não pode continuar a falar a diversas vozes. Tem que falar numa voz única, tem que olhar para o território no seu conjunto e aproveitar todas as sinergias para que o desenvolvimento seja efectivo e para que haja crescimento”, frisa. O I Fórum Económico de Trás-os-Montes decorreu esta tarde. A inauguração oficial da 3ª edição da Expo Trás-os-Montes, está agendada para o final do dia, estando prevista a presença do Primeiro Ministro, Pedro Passos Coelho.


Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

César Afonso recupera a identidade portuguesa no seu novo livro “Espada de Santa Maria”

Por Glória Lopes

“Espada de Santa Maria” o novo livro do escritor César Afonso, natural de Nozedo de Cima, em Vinhais, é um romance histórico, que parte de uma intriga, “com uma carga simbólica muito interessante pelo seu discurso iconográfico”, explicou Moita Flores, escritor e investigador, que assumiu a missão de fazer a apresentação da obra, na passada sexta-feira, no centro cultural desta vila, no âmbito das comemorações do mês do município que decorrem até ao final de Maio.

Retirado de www.mdb.pt 

Centro de Interpretação dos Rios vai dinamizar a pesca no concelho

Por: Glória Lopes

Para fazer um melhor aproveitamento da pesca enquanto recurso natural com potencial para a captação de pescadores de outras zonas, a câmara de Vinhais criou o Centro de Interpretação dos Rios, instalado na aldeia de Armoniz. O investimento foi apresentado como “um projeto-piloto região”, destacou o autarca vinhaense, Américo Pereira.
O equipamento, inaugurado no passado sábado, incorpora uma escola de pesca e um abrigo para pescadores. Custou 300 mil euros.  “É um local onde quem anda à pesca se pode recolher ou pode preparar as suas merendas”, explicou o edil. Trata-se de uma estrutura construída com fundos do INTERREG, inserida no Projecto Acua, que engloba 11 municípios, sete espanhóis e três portugueses, com um investimento total de 1,6 milhões de euros.

Retirado de www.mdb.pt  

MANIFESTAÇÃO JUNTOU DEZENAS DE PESSOAS CONTRA FECHO DE SERVIÇOS PÚBLICOS

Algumas dezenas pessoas do concelho de Miranda do Douro concentram-se este domingo na praça do município para protestar contra o encerramento de serviços públicos naquele concelho e chamar atenção do Governo para a interioridade.

"Parece que Portugal é Lisboa e o resto é paisagem. Aqui só somos iguais para pagar impostos e depois é tirar o pouco que nós temos. Eles [Governo] não têm a noção do que é este concelho e muito menos o que é distrito de Bragança, já que nos estão tirar serviços públicos todos os dias", disse José Mesquita, um dos manifestantes presentes na ação reivindicativa.
No meio dos populares que aderiram à chamada, estavam alguns dos eleitos para órgãos autárquicos do concelho empunhando bandeiras espanholas em sinal "de repúdio pelo esvaziamento do interior de serviço públicos".
Os manifestantes empunhavam cartazes onde figuravam algumas palavras de ordem mostrando o "descontentamento" pelo encerramento de diversos serviços públicos no concelho como escolas, Serviço de Atendimento Permanente do Centro de Saúde, o possível encerramento do Tribunal, repartição de Finanças e os serviços da Segurança Social.
A anunciada retirada do helicóptero do INEM de Macedo de Cavaleiros foi uma das questões referidas, já que a deslocação para aeronave para Vila Real afasta Miranda do Douro do seu raio de ação.
Apesar de serem apenas algumas dezenas de manifestantes, os avisos ao Governo não faltaram e os manifestantes prometeram que este dia será o primeiro de uma série de ações programadas contra o encerramento dos serviços públicos.
Cortes de estrada, com incidências nas duas vias que ligam a região do Planalto Mirandês com Espanha e o resto da Europa, ou ações junto das centrais hidrelétricas de Miranda e Picote não estão colocadas de lado, segundo muitos dos manifestantes.

Retirado de www.rba.pt 

Autarcas e instituições de ensino unidos para reabrir Laboratório

Foi apresentada uma nova proposta ao Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agro-alimentar para a reabertura do Laboratório de Apoio à Pecuária em Mirandela.
O anúncio é feito pelo presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) de Trás-os-Montes. Américo Pereira adianta que esta proposta une os autarcas transmontanos e as instituições de ensino superior da região.
“Esta proposta junta a CIM de Trás-os-Montes, a UTAD, o IPB e estamos a chamar para o processo também as CIM do Douro e do Tâmega”, salienta o autarca.
A alternativa para reabrir este serviço passa pelo aumento dos serviços prestados. “É a possibilidade de realizar aqui na região o trabalho que o Laboratório fazia, mas expandir esse trabalho a outro tipo de prestação de serviços na área laboratorial e de análises. Por exemplo, na área do melhoramento animal e que neste momento estão a ser feitas na Galiza”, realça Américo Pereira.
O autarca garante que as instituições de ensino superior já aceitaram participar activamente neste projecto. “É uma hipótese que as universidades encararam, que aceitaram e agora brevemente iremos ter uma reunião conjunta com todas as pessoas envolvidas, no sentido de rapidamente pormos em funcionamento o Laboratório, que em princípio funcionará no mesmo local em Mirandela”, assegura o presidente da CIM de Trás-os-Montes.
Américo Pereira garante que esta proposta foi bem acolhida pelo secretário de Estado Nuno Brito. “Estou convencido que vai a bom porto”, remata o autarca.
Recorde-se que o Laboratório de Apoio à Agro-pecuária de Mirandela fechou as portas no final de Março. Desde o início de Abril, as análises de sanidade animal estão a ser feitas no Laboratório do Vairão, na zona do Porto.

Retirado de www.jornalnordeste.com

Cogumelos criam cada vez mais empresas

Os cogumelos estão a inspirar a criação de diversas empresas na região transmontana. Muitos jovens contrariam a emigração com a aposta na comercialização deste produto, criando o seu próprio emprego.
Também são cada vez mais as pessoas que vêem potencialidades nos cogumelos, dedicando-se a esta área em part-time.
A par do surgimento de novos empresários no sector, é na região transmontana, mais propriamente em Benlhevai, no concelho de Vila Flor, que se localizam os dois maiores produtores de “Agaricus Bisporus”, também conhecidos por “champignon de Paris”.
Os cogumelos silvestres também constituem uma das potencialidades da região, mas a falta de legislação pode estar a prejudicar os transmontanos.
Já a produção de “repolgas” em casa ou em grande escala está cada vez mais na moda. Na área da degustação a diversidade de produtos é cada vez maior. Alheira e risotto são apenas alguns exemplos.


Vila Real desafia autarcas transmontanos para união contra portagens e fechos

O presidente da Câmara de Vila Real desafiou hoje todos os autarcas transmontanos e deputados do PS e PSD a uma tomada de posição conjunta contra as portagens, encerramento de serviços públicos e o preço da água.
Rui Santos enviou hoje uma carta a todos os autarcas dos distritos de Vila Real e Bragança, a convidar para uma reunião no dia 30, em Vila Real, e, para a qual, estão também convocados os deputados do PS e PSD eleitos pelos distritos transmontanos e os presidentes das comunidades intermunicipais desta área, como o Douro, Trás-os-Montes e Alto Tâmega.
"Chegou o momento de dizermos basta" afirmou hoje o presidente eleito pelo PS.


LUSA
Retirado de www.visao.sapo.pt

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Alunos da ESEB alertam para a importância do ambiente

Alertar os brigantinos para a importância do respeito pelo ambiente é o objectivo do 6º Encontro de Educação Ambiental da Escola Superior de Educação de Bragança. A Brigantia falou com alguns alunos do curso de Educação Ambiental que deixam o exemplo de alguns comportamentos que todos devemos ter no nosso dia-a-dia. 
Mara Costa explica que “pequenos gestos podem fazer grandes diferenças como a separação do lixo”. A aluna deixa ainda o alerta para a importância de “poupar água, esta é uma região que tem escassez de água e acho que é muito importante fazermos uma melhor gestão deste recurso”. Já Luís Filipe Pires refere que é “importante comprar produtos da época, os que adquirimos de países mais longínquos causam uma grande pegada ecológica”. Este encontro tem como tema base Percursos para a Sustentabilidade local. A docente do departamento de Ciências da Natureza, Conceição Martins explica que o objectivo é dinamizar os alunos e a própria comunidade para esta problemática Para esta manhã estão agendas algumas conferências e duas oficinas prácticas. À tarde decorre um percurso interpretativo pelas margens do Rio Fervença.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia

Associação de Língua e Cultura Mirandesa renovada

A Associação de Língua Mirandesa mudou de paradigma e passa agora a abranger também o planalto mirandês, em vez de ficar só na comunidade lisboeta como era até aqui.
Já tomaram posse os novos órgãos sociais que pretendem dar-lhe um âmbito mais vasto, passando agora a chamar-se Associação de Língua e Cultura Mirandesa.
O novo presidente, Amadeu Ferreira, diz que a associação estará presente noutros concelhos transmontanos. Amadeu Ferreira está convicto que esta entidade será uma mais-valia cultural para actuar na região transmontana. O plano de actividades ainda não é público mas o novo presidente avança que passará pelo desenvolvimento do ensino da língua mirandesa Amadeu Ferreira é o presidente da direcção e tem como vice-presidentes Alfredo Cameirão e Mário Correia. Júlio Meirinhos preside a Assembleia Geral e do Concelho Fiscal é Francisco Domingues o presidente.


Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Dia Internacional dos Museus comemorado no distrito

O Dia Internacional dos Museus foi comemorado um pouco por todo o distrito de Bragança.
Durante este fim-de-semana os museus abriram portas para acolher a comunidade. No museu Abade Baçal, em Bragança, foram várias as actividades que se desenvolveram como explica a directora, Ana Maria Afonso. Apesar do contexto económico que se vive actualmente, Ana Maria Afonso diz que as pessoas estão a aderir bem à dinâmica do museu. O Centro de Arte Contemporânea Graça Morais acolheu uma exposição do jovem arquitecto brigantino, Mário Ortega, que expôs um dos seus projectos que foi seleccionado para a Bienal de Veneza 2012. Por Macedo de Cavaleiros, o Museu de Arte Sacra comemorou cinco anos com a renovação do espólio principal e foi, ainda, inaugurada uma nova exposição temporária cujo título é “Africa Cristã”. Em Mirandela, o Museu Armindo Teixeira Lopes esteve aberto com visitas guiadas e decorreram vários workshops durante o fim-de-semana.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Por cada euro que Estado investe, politécnicos podem gerar oito vezes mais - estudo

Por cada euro que o Estado investe nos Institutos Politécnicos estes chegam a gerar uma atividade económica de valor oito vezes superior, indica um estudo que avalia o impacto económico regional em sete destas instituições de ensino superior.
Os números constam do estudo académico "O impacto dos institutos politécnicos na economia local", feito a pedido do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) e que analisa o impacto e o retorno do dinheiro investido pelo Estado nas instituições, assim como o dinheiro gasto por docentes, alunos e funcionários nas regiões onde se localizam as escolas onde estudam ou trabalham, pertencentes aos institutos de Bragança, Castelo Branco, Leiria, Portalegre, Setúbal, Viana do Castelo e Viseu.
De acordo com as conclusões apresentadas, é em Leiria que se verifica um maior impacto na atividade económica gerada por cada euro investido pelo Estado português, com um retorno de 8,07 euros.


Destak/Lusa | destak@destak.pt

Retirado de www.Destak.pt 

sábado, 17 de maio de 2014

BRAGANÇA: MAIORES EXPORTADORES NORDESTINOS PRESENTES NA 3.ª EXPO TRÁS-OS-MONTES

As maiores empresas exportadoras do Nordeste asseguram presença na 3.ª edição da Expo Trás-os-Montes, um certame que pretende mostrar a capacidade produtiva e de internacionalização do tecido empresarial regional.

"A Expo Trás-os-Montes tem em vista atrair pessoas a visitarem a região e, ao mesmo tempo, contribuir para a qualificação do tecido empresarial regional", disse Eduardo Malhão, presidente do Núcleo Empresarial de Bragança (NERBA), entidade organizadora do certame.
A mostra, acrescentou a fonte, "tem por missão ajudar os nossos empresários a ganharem uma nova visão e dimensão em termos de estratégia de ‘marketing', de inovação e internacionalização e assim ao atrair pessoas do exterior estamos a exportar o território".
Apesar do clima de crise vivido em Portugal, as empresas da região mostraram "recetividade" ao evento que, entre 30 de maio e 01 de junho, contará com cerca de uma centena de expositores das mais variadas áreas de negócio projetando assim " uma imagem positiva da região transmontana", certame que é da responsabilidade do NERBA.
Durante o certame, que decorre no pavilhão do NERBA, em Bragança, estão programados diversos fóruns temáticos, espetáculos musicais com artistas como Dulce Pontes e Roberto Leal, bem como a presença de escritores como J. Rentes de Carvalho e Francisco José Viegas.
A gastronomia associada ao turismo natureza são ingredientes deste evento que teve em conta o facto de mais de 70% dos turistas que visitam a região serem atraídos pelosos pratos típicos regionais.
No que concerne à vertente económica, o destaque do certame vai para a realização do Fórum Económico de Trás-os-Montes, que reunirá empresários, gestores, dirigentes associativos, autarcas e académicos em torno de um objetivo comum: "uma estratégia de desenvolvimento para a região".
Pelo terceiro ano consecutivo, o NERBA lança o desafio aos produtores, aos empresários, aos artesãos, às escolas, aos operadores turísticos, aos municípios e outros agentes de desenvolvimento, confirmando a determinação de todos em aproveitar o enorme potencial da economia regional.
No entanto, é no decorrer da Expo Trás-os-Montes que a oferta ganha ainda maior força, dado que no pavilhão do NERBA será possível provar e comprar aquelas que são as maiores iguarias transmontanas.
Na lista de expositores que já garantiram a sua presença destacam-se as empresas ligadas à energia, novas tecnologias, panificação, produtos tradicionais e agro-indústria.
De referir que muitos dos produtos que podem ser adquiridos durante o certame ostentam o selo de Denominação de Origem Protegida, Indicação Geográfica Protegida ou Especialidade Tradicional Garantida, dado que Expo Trás-os-Montes pretende diferenciar-se pela qualidade.


Retirado de www.rba.pt

Autoestrada Transmontana vai ter portagens

Ainda não se sabe qual vai ser o modelo de cobrança, nem os prazos de implementação, mas é certo que a Autoestrada Transmontana, que liga Vila Real a Bragança, vai ter portagens.
A revelação foi feita ontem, no Pinhão, pelo secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro. Nesta visita ao Pinhão, no concelho de Alijó, Sérgio Monteiro anunciou um investimento de 50 milhões de euros no rio Douro, que permitirá a navegabilidade durante todo o ano e também no período noturno. O membro do Governo fez estas declarações no fim da cerimónia de assinatura do contrato de empreitada para a requalificação do cais do Pinhão, que vai custar pouco mais de um milhão de euros e deverá estar concluída do prazo de meio ano. Este projeto faz parte do investimento global que inclui um sistema de sinalização para permitir a navegação durante a noite e o aprofundamento e alargamento do canal junto à foz do rio Tua, para permitir a passagem de outro tipo de embarcações.
À margem daquela cerimónia, Sérgio Monteiro disse também que está satisfeito com o número de empresas que já concorreram para as obras de conclusão da Autoestrada do Marão, entre Vila Real e Amarante, e que já vai em 15: Sérgio Monteiro mantém os prazos anunciados no dia 25 de Fevereiro deste ano, pelo que a autoestrada do Marão estará concluída no dia 31 de dezembro de 2015.
Sobre o processo de retoma da carreira aérea entre Bragança, Vila Real e Lisboa, o secretário de Estado dos Transportes salientou que haverá uma solução em breve: A ligação por avião entre Trás-os-Montes e Lisboa foi suspensa em Novembro de 2012 por incompatibilidades do modelo adotado com os regulamentos europeus.


Escrito por Rádio Ansiães

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Uma história que continua

Quando Pedro nasceu, já André, apesar de franzino, corria rua abaixo e rua acima com os outros meninos da pequena aldeia. Falava pelos cotovelos e sorria. Nunca se ouvia chorar, mesmo quando se magoava nas suas tropelias.
O bebé nasceu em pleno verão e com bons pulmões. Ninguém ficou indiferente ao belo menino que Conceição trouxera ao mundo. Gorduchinho e saudável era um lindo recém-nascido. A parteira dizia que nunca vira outro tão lindo e perfeitinho.
Depois de todos os preparos necessários à mãe e ao filho, permitiram que André o visse. A mãe, mal viu a sua cabecinha assomar à porta do quarto estendeu os braços e chamou-o para si. Ele, desconfiado, foi entrando, ao mesmo tempo que olhava para todos os lados até que o descobriu, aconchegadinho num berço de carvalho que o pai havia feito. Não mais tirou os olhos do irmão. Aproximou-se e pendurou-se para ver melhor. O pai, vendo o seu esforço, pegou nele ao colo e mostrou-lho.
- Bebé! É “queno” pai, é “minito”. “Pedo” é o “Pedo”.
- É Pedro, filho? É assim que se vai chamar. O que te parece mulher?
- É lindo! Claro que se vai chamar Pedro, não é meu pequerrucho?
Pegou no filho e encheu-o de beijos. Deu-lhe uma súplica das que a tia Ana lhe tinha mandado e pediu que lhe dessem o recém-nascido. Com os dois filhos nos braços, o brilho do seu olhar encheu o quarto.
A vida corria, finalmente, bem. O dinheiro que tinham “herdado” dos pais de Conceição ia dando os seus frutos. Os animais rendiam e nunca mais lhes tinha morrido nenhum. Trabalhavam muito e tinham contratado um criado para a ajudar na lida do campo.
Cada um no seu ofício, viviam com a alegria de ver as coisas acontecerem e prosperarem. Joaquim tinha bons contactos e muitos amigos. Conceição tinha aquela aura que a fazia única. Mandava como quem pede e pedia como quem afaga. Ninguém tinha coragem de lhe dizer que não.
Eram tempos difíceis em qualquer parte do mundo e ali não era diferente. O dinheiro era escasso. A vida dura. O ritmo era o das estações. O tempo media-se pelo sol e pela lua…
Os meninos foram crescendo e Pedro era a sombra de André, seu protetor. A mãe estava prestes a dar à luz pela terceira vez.
Manuel chegou com o outono e desta vez o nome foi escolhido pelos pais que decidiram dar-lhe o nome do avô paterno.
André crescera e já ajudava a mãe. Tinha seis anos e parecia um homenzinho. Responsável e obediente, era um bom exemplo para Pedro. Mas este, mais traquina e brincalhão, trazia toda a aldeia presa às suas travessuras. Ninguém ficava indiferente ao seu encanto. Nunca perdia a compostura e, apesar de contar apenas três anos de idade, não dava sossego a ninguém, a não ser quando se juntava ao pai no cabanal. Ali passava tempos infindos a olhar para o pai.
- O pequeno vai trabalhar com o Joaquim. Vejam com que atenção está o garoto!
Não havia quem não reparasse. A mãe, quando estava um bocado sem saber dele, já sabia onde encontrá-lo. Mandava André buscá-lo e sorria ao vê-los, de mãos dadas, a subir a pequena rua, vindos do cabanal, cada um com um carro de bois na mão.
O pai era, realmente, um artista. Trabalhava a madeira como ninguém. A sua fama corria pelo concelho de Vinhais e até de Bragança vinha encomendas das mais diversas alfaias necessárias à vida daquele tempo. Ninguém fazia carros de bois como ele. Fazia-os como que faz uma obra de arte, com o seu vagar, com o seu cuidado… não se rendia a exigências de tempo. Levava o que precisava para entregar uma obra que duraria uma vida inteira. Só o fazia depois de estar absolutamente convencido de que não tinha defeitos. Era lendária a sua teimosia e persistência.
Alberto, chegou três anos depois já André tinha nove anos e trabalhava como um adulto. Era o braço direito da mãe. Desta vez coube a Pedro escolher o nome do irmão mais novo e decidiu que teria o nome do padrinho
- Alberto! É Alberto como o meu padrinho!
- Muito bem filho! Boa escolha. O meu irmão vai ficar muito contente.
Já eram quatro os filhos que Deus lhe dera. Não sabia se ainda lhe mandaria mais algum. Se assim fosse, ficaria feliz se fosse uma menina, finalmente uma menina… se fosse outro rapaz, seria bem-vindo como os outros. Tinha filhos lindos e saudáveis. Nunca lhe tinham dado grandes preocupações para além das normais doenças infantis.
Passaram seis anos depois do nascimento de Alberto. Conceição está prestes a ser mãe do seu quinto filho. Não demora, é o Natal de 1946.
Os filhos mais velhos são a sua força de trabalho. A casa prosperou ao ponto de se tornar a melhor casa da aldeia e uma das melhores do concelho. Joaquim, pouco a pouco, readquiriu todas as propriedades que pertenciam à sua herança.
Ana decidiu nascer quinze dias antes do Natal. Foi a melhor prenda que aquela família podia receber. Numa casa de homens, uma menina. Loira, grandes olhos cor de mel, pele branca como o luar… muito parecida com a mãe, herdou os olhos do pai. A família estava completa.

Mara Cepeda  

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Uma história

Conceição não tinha medo. Não tinha tempo para ter medo. Corria o ano de 1950, numa pequeníssima aldeia de Trás-os-Montes. 
Cinco filhos, o homem e todo o trabalho da casa, do campo e os animais que criava, eram mais do que suficientes para a manter ocupada, sem tempo para respirar.
O marido, carpinteiro de profissão, não nutria grande amor pelas tarefas agrícolas e agarrava-se a todos os trabalhos que lhe apareciam, dedicando-lhes grande parte do seu tempo.
Apenas em determinados períodos do ano guardava as ferramentas e ajudava a mulher e os filhos mais velhos na dura lida das terras. O facto é que era necessário ganhar dinheiro já que as despesas eram muitas e diversas.
Os filhos mais velhos, rapazolas, frequentaram a escola até à terceira classe, que mais não havia. Os três mais novos já usufruíam da possibilidade de fazer a quarta classe e a rapariga ia estudar para Bragança.
Desde que os dois mais velhos começaram a ajudar a mãe as coisas haviam melhorado significativamente.
Era uma casa de muita lida. Conceição não tinha senão que orientar os filhos e trabalhar com eles.
André e Pedro, dezanove e dezasseis anos, eram a força e a energia daquela casa. Manuel e Alberto, com treze e dez anos trabalhavam com os irmãos e a mãe, como gente grande, e via-se o fruto do esforço de todos. A menina, Ana, com quatro anos, era a alegria da casa e o ai jesus dos pais e irmãos, que não se cansavam de lhe fazer as vontades.
Era uma família normal, se a normalidade pode ser um exemplo de boa educação, trabalho, esforço e respeito por todos e por si próprios. A família era referida como um exemplo a seguir, não sem uma pontinha de inveja.
Os tempos da pouca sorte eram uma recordação má, embora distante. Agora tudo fluía como um rio, que serenamente corre para o mar. Não havia descanso nem momentos de ociosidade. Era necessário desbravar os montes e das pedras fazer terra boa. Não havia desculpas para a preguiça. Não havia desculpas para a inércia.
Joaquim, pai orgulhoso e austero, não permitia leviandades e fazia jus ao nome que havia herdado dos antepassados. Tinham sido donos de muitas terras e algum património e, embora tivessem sofrido reveses impossíveis de prever, mantinham o orgulho e a inteligência de não desistir de lutar. Incutia na prole o valor da honra e da justiça, o orgulho do nome e a certeza de que as coisas só poderiam melhorar.
Aos poucos, foi comprando o que tinha sido obrigado a vender ao longo dos anos. Sabia que muito desse desígnio se devia à mulher e aos filhos. A sua arte, embora rendesse, não era o suficiente.
Começava a respirar com algum desafogo e podia pensar em dar um curso à sua única filha. Os rapazes, infelizmente, teriam de se contentar com o que o trabalho árduo do campo lhes pudesse facultar. Inteligentes e trabalhadores como eram, não tardariam a arranjar forma de continuarem a aumentar o património da família.
Sabia que tinha casado com uma mulher que, embora franzina e frágil, era dona da mais profunda e inabalável tenacidade que aliava a uma imensa inteligência. Ninguém a superava. Ninguém se atrevia a desobedecer às suas ordens que mais pareciam carícias. Ninguém ficava indiferente à sua educação e bom senso.
Filha mais nova de uma das melhores famílias de Cidões, fora educada para o trabalho que, naquele tempo, só os muito ricos podiam estudar.
Depois do casamento, acompanhou o marido. Foi acolhida com desconfiança pelas outras mulheres. Não se deu ao trabalho de pensar no assunto. Meteu-se na sua vida, lutou por ela.
Trabalhou até ao dia em que foi mãe pela primeira vez. Não foi um parto difícil pois ela não o permitiu. A parteira não lhe ouviu um ai. Sofreu o momento com a esperança de dias melhores a brilhar-lhe no azul acinzentado do olhar. Sabia que viriam e a essa expectativa se agarrou. Continuou a trabalhar todos os dias depois de um brevíssimo repouso. Durante esse período contou com o apoio da mãe e da tia Clemência que vieram propositadamente para cuidar dela e do bebé.
As duas mulheres impressionaram-se com a pobreza que grassava naquela casa. O essencial era uma miragem. O mínimo indispensável não existia. Vieram munidas do que entenderam necessário e ainda bem que o fizeram. Perguntavam-se como pudera Conceição, ter-se adaptado àquela vida de tantos sacrifícios… como seria a partir de agora? E a criança?    
Joaquim, habituado a uma vida confortável, entristecia pela sorte aziaga que os perseguia desde que se haviam casado e arrenegava aquele povo da sua aldeia que não trabalhava e nem fazia nada para melhorar a sua situação.
Não tinha mais a quem recorrer e não se sentia capaz de incomodar o sogro novamente. Devia-lhe o dinheiro da parelha de vacas que lhe haviam morrido sem que ninguém conseguisse entender o porquê. Sabia que não há mal que sempre dure e ansiava por dias melhores. O menino era saudável, Graças a Deus, Nosso Senhor, embora franzino. Tinha de arranjar maneira de alimentar convenientemente a mulher para que pudesse amamentar o filho.
O curto período de repouso pós-parto acabou. Recebeu a visita do pai, orgulhoso do neto a quem haviam dado o seu nome e trouxe com ele a herança da filha. Mais valia dar-lha agora que a precisava, do que quando já não lhe fizesse falta.
Ao saber disso, o jovem casal viveu um corrupio de emoções desencontradas. Apetecia-lhe chorar, ao mesmo tempo que se riam. Sentavam-se e levantavam-se como se impulsionados por uma mola. Queriam agradecer mas faltavam as palavras e abundavam as lágrimas.
O senhor André Pires teve, então, a certeza de haver tomado a decisão correta. Aquela sua menina, era a luz dos seus olhos, a sua preferida, embora não o admitisse. Sabia do seu valor, da sua força e coragem, da sua audácia. Tinha a convicção de que saberia rentabilizar o dinheiro e que o multiplicaria. Ali começava o seu futuro e o futuro dos filhos que viesse a ter.
O genro era bom rapaz, de boas famílias, muito sofrido e maltratado pela vida. Tinha sido dono de uma boa fortuna que outros haviam desbaratado. Ficara órfão de pai e mãe muito cedo e os tutores fizeram seus os haveres que lhe pertenciam por direito.

Depois de André, os outros filhos, sequencialmente, de três em três anos. Só a menina se fez esperar mais e quando chegou, invadiu-lhe a vida como se de um sol radioso se tratasse.

Mara Cepeda

terça-feira, 13 de maio de 2014

Recuperação de áreas ardidas: Município de Alfândega da Fé implementa projecto piloto no seu território concelhio

O Município vai recuperar as áreas ardidas em Alfândega da Fé. Em curso estão já duas candidaturas para a recuperação das áreas ardidas no incêndio de 2013 que devastou cerca de 1500 hectares no concelho e cujas consequências foram nefastas para a biodiversidade local.

A candidatura “Ordenamento e Recuperação de Povoamentos” do Proder possui um financiamento de cerca de duzentos mil euros, a 100%, que se destinam à realização de actividades necessárias à reposição do potencial produtivo agrícola e florestal nomeadamente a instalação de barreiras de troncos, a abertura de regos e a sementeira de espécies de cobertura de solo.

De forma a intervir para uma rápida recuperação da área ardida, minimizando os efeitos decorrentes do incêndio, o município accionou também uma candidatura ao Fundo de Emergência Municipal (FEM). O FEM é um mecanismo destinado à concessão de auxílios financeiros às autarquias locais para recuperação dos equipamentos ou bens públicos afectados por catástrofes.
Assim, o município irá beneficiar de um apoio de cerca de quinhentos mil euros do FEM destinados a acções nos domínios dos transportes e mobilidade, ambiente e recursos naturais, protecção civil e outros de carácter fundamental na recuperação das áreas ardidas.

No âmbito destas duas candidaturas, o Município estabeleceu um protocolo de colaboração com o Instituto Politécnico de Bragança. O objectivo é fazer um acompanhamento especializado que permita monitorizar o impacto das medidas implementadas, garantindo a sua eficácia e a obtenção dos resultados desejáveis. Este projecto reveste-se de um carácter inovador e será uma experiência piloto a nível nacional que poderá vir a ser replicada em outras zonas ardidas do país.

Estas iniciativas irão permitir ao município minimizar os efeitos negativos que o grande incêndio de 2013 produziu ao nível da biodiversidade local, dos solos e dos recursos hídricos, ao mesmo tempo que se criam condições mais apropriadas para a prevenção de futuros incêndios e se disponibilizam melhores recursos para o combate aos fogos florestais. 

Retirado de www.noticiasdonordeste.com 

LÍNGUA E CULTURA MIRANDESAS COM ORGANISMO PARA A SUA PROMOÇÃO E DIVULGAÇÃO

A língua e cultura mirandesas vão, pela primeira vez na sua história, dispor de um organismo que faça a sua promoção e divulgação para além da influência do seu espaço geográfico.
"Este novo organismo pretende ser uma ‘pedrada no charco' (…) para que se possa dar um passo em frente no domínio da língua e da cultura mirandesa", explicou o investigador e escritor da língua e cultura mirandesas, Amadeu Ferreira.

A apresentação pública da nova Associação de Língua e Cultura Mirandesa (ALCM) está agendada para sábado, no Centro de Musica tradicional Sons da Terra e Sendim, concelho de Miranda do Douro.

A ACLM pretende "alargar" o estudo da língua mirandesa e da sua vertente cultural e de ensino para além do concelho de Miranda do Douro, passando igualmente a representar os municípios de Mogadouro, Vimioso, Bragança e parte do concelho de Vinhais onde esta "peculiar" forma de cultura está igualmente enraizada.

"Queremos englobar nesta nova associação todos concelhos de área de Trás-os-Montes que têm uma forma de cultura similar à mirandesa. Do ponto de vista da promoção linguística do mirandês, pretendemos para além do concelho de Miranda do Douro e englobar aquilo que foram os falares leoneses na região trasmontana ", acrescentou.

Outras das ideias base da nova associação é aprofundar o ensino do mirandês e sobretudo encontrar uma instituição que reúna "as principais forças vivas" que se mostrem interessadas na preservação da língua e da cultura mirandesas.

Durante vários anos houve a esperança da criação de "uma figura jurídica", sob a forma de "fundação ou instituto", mas tal nunca chegou a acontecer, o que na opinião das entidades locais e investigadores aconteceu "muito por falta de vontade política".


Retirado de www.rba.pt

Alerta para os desperdícios alimentares

Aproveitar os desperdícios da fruta e dos legumes pode contribuir para uma alimentação saudável. Esta foi uma das ideias defendidas na 2ª Feira da Saúde que decorreu este fim-de-semana em Macedo de Cavaleiros.

Regina Afonso, nutricionista no Centro de Saúde de Bragança, foi uma das responsáveis pelos workshops de cozinha saudável que decorreram na feira. Confessa que as pessoas ainda deitam ao lixo produtos com muitos nutrientes. Os visitantes da feira mostraram-se surpreendidos com as receitas feitas com desperdícios que muitas vezes colocam no lixo. Além da alimentação decorreram outras acções de sensibilização para um estilo de vida saudável. Uma feira organizada pela associação dos diabéticos do distrito de Bragança.

Escrito por Brigantia

Retirado de www.brigantia.pt

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Mas não são

se as inquietações que sinto,
fossem apenas minhas, 
seria mais fácil viver assim, 
como um rio que corre para o mar

mas não são

apenas as sinto como se fossem 
adagas cravadas na minha carne
pejada de tormentos
que não consigo limpar

porque não se pode expurgar
a tinta indelével das tatuagens
que revestem cada centímetro da minha pele
encarquilhada e áspera como a vida

palpáveis são as tristezas
que acaricio todas as noites
quando tarde, quase dia,
me deito na minha cama vazia

e ouço o teu leve respirar
como quem suspira
sonhos belos, vestidos de suavidade

envoltos em melodia

Mara Cepeda

Alfândega da Fé premiada em Espanha com “Almendra de Oro”. Empenho na valorização da amêndoa dá frutos

O Município de Alfândega da Fé foi recentemente distinguido, em Espanha, com o Prémio “Almendra de Oro”. Um reconhecimento internacional do trabalho e empenho da autarquia no apoio e incentivo dado ao setor do amendoal, mas também na implementação de medidas que permitam desenvolver e valorizar o cultivo e produção de amêndoa no concelho.

A Presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé, Berta Nunes, recebeu o Galardão das mãos da Conselheira da Agricultura e Pescas da Junta de Andaluzia, Clara Aguilera, numa cerimónia que decorreu no Museu da Amêndoa durante o “IV Encuentro sectorial de la Almendra y del Fruto Seco”, em Zamoranos de Córdoba. Uma iniciativa organizada pela empresa Francisco Morales S.A., um dos maiores grupos espanhóis ligado ao setor agroindustrial dos frutos secos.

A empresa, que também tem uma unidade no concelho de Alfândega da Fé, promove, há já 4 anos, este evento destinado a premiar os melhores entre os melhores do setor. Na altura, foi também distinguido o IFAPA. Trata-se de uma organização espanhola, de Andaluzia, de grande importância no setor agrário, que tem desenvolvido estudos e contribuído para a defesa e investigação na área do amendoal. 
A atribuição do prémio a Alfândega da Fé vai ao encontro da estratégia delineada pela autarquia, que vê na promoção e apoio à atividade agrícola local uma das formas de promover um desenvolvimento económico sustentável. Este prémio assume-se como um incentivo para que o município continue a desenvolver e a promover o setor e traduz a vontade de continuar a apostar em projetos e medidas que potenciem uma cultura com peso significativo na economia local. 
O esforço desenvolvido na implantação e recuperação do sistema de regadio no concelho, o apoio e a abertura manifestados pela autarquia e que permitiram a instalação de um dos maiores grupos espanhóis a laborar na área dos frutos secos no concelho, mas também a dinamização de parcerias e projetos que permitam melhorar e ampliar a produção nesta área foram alguns dos fatores que pesaram na atribuição da “Almendra de Oro” ao município.
A autarquia trabalha, agora, no sentido de permitir a criação de uma OP- Organização de Produtores - no setor dos frutos secos. Uma forma de promover o trabalho entre as organizações locais e os produtores do concelho, criando as parcerias necessárias para a promoção e dinamização do setor.

Nesta linha insere-se também a parceria estabelecida entre a Cooperativa Agrícola, instituições de ensino superior da região (IPB e UTAD) e AmêndoaCoop - -Cooperativa de Produtores de Amêndoa de Torre de Moncorvo, que vai permitir a instalação de campos de ensaio de amendoal.

Trata-se de um investimento de cerca de 450 mil euros resultante de uma candidatura a fundos comunitários (PRODER), que vai impulsionar a investigação nesta área. Esta foi a forma encontrada para responder à necessidade de modernização e reconversão da cultura e práticas agrícolas, indo ao encontro das necessidades dos agricultores ao mesmo tempo que se contribui para otimizar e melhorar a produção.


Fórum económico quer encontrar um melhor rumo para a região

Por: AGR

Identificar um conjunto de condições tendo em vista o crescimento da economia, do  emprego na região, da garantia de uma eficaz utilização de apoios ao investimento e da convergência com a média do país em termos de desenvolvimento são os grandes objetivos do Fórum Económico, promovido pelo Núcleo Empresarial da Região de Bragança (NERBA) e que será integrado na edição deste ano da Expo Trás-os-Montes, no final deste mês.

“Queremos dar um contributo importante para a soma das partes. Para isso, precisamos do contributo dos empresários, das autarquias, da sociedade civil, para pensar o futuro do território e debater ideias que deem capacidade à nossa economia”, frisou Eduardo Malhão, presidente do NERBA.

Jorge Nunes, ex-presidente da Câmara de Bragança, é o presidente da Comissão Organizadora e espera que deste fórum saiam iniciativas de valor acrescentado para a região. Uma delas pode ser mesmo a criação de uma agência que promova o desenvolvimento. “O meu ponto de vista era que em 2020 a região pudesse concluir que valeu a pena perdermos algum tempo a refletir sobre aquilo que são as nossas prioridades de trabalho. Se a região conseguir cooperar mais, no sentido de avançar para a criação de uma agência de promoção do desenvolvimento regional, por exemplo, fará a nível interno e na promoção externa. Se conseguir consolidar uma rede de cooperação transfronteiriça, à volta de objetivos simples mas fortes, estará a dar avanços significativos na descoberta de novos mercados e a internacionalizar esta região. Se der passos afirmativos, mensuráveis, no sistema de inovação e competitividade, é inquestionável que a economia estará melhor, haverá mais emprego, terão sido criadas melhores condições para fazer reverter o processo de despovoamento e os índices de desenvolvimento estarão mais próximos da média nacional e da média europeia”, frisou, deixando aquilo que pareceram algumas críticas às políticas do Governo. 

Retirado de www.mdb.pt

ALFÂNDEGA DA FÉ: PRODUÇÃO DE CEREJA COM QUEBRAS DE 50%

A produção de cereja no concelho de Alfândega da Fé vai sofrer, este ano, uma quebra de 50% na sua produção devido as condições climatéricas adversas verificadas no período de florações durante o mês de abril.

"A nossa expetativa é que haja uma quebra que ronde os 50% da produção de cereja”, disse   o presidente da Cooperativa Agrícola de Alfândega da Fé (CAAF), Eduardo Tavares.

Segundo o dirigente, as condições climatéricas estão e melhorar, havendo a previsão de que a cereja " que vingou" será de boa qualidade e suficiente para abastecer os visitantes que desloquem à feira anual da cereja agendada para 06 a 08 de junho em Alfândega da Fé.

"No entanto, na altura da floração choveu muito e fez frio durante duas manhãs, fatores que influenciaram a produção deste ano principalmente nas variedades mais temporãs", frisou.

A produção de cereja nos pomares da CAAF deverá chegar as 40 toneladas o que no ano normal poderia atingir as 80 a 100 toneladas com facilidade, o que seria uma produção normal para os cerca de 40 hectares de cerejeiras propriedade da cooperativa.

"Há dois anos chegamos a colher cerca de 60 toneladas de cereja e, no ano passado, pouco passou das 20 toneladas", apontou Eduardo Tavares.

Esta quebra vai-se refletir na economia do concelho, principalmente junto de uma entidade como CAAF que produz cerca de 90% da cereja do concelho.

Retirado de www.rba.pt