sexta-feira, 13 de outubro de 2017

IPB próximo de ultrapassar o máximo histórico de 7300 alunos




Apesar de ainda só terem dado entrada cerca de 1800 novos alunos, o IPB espera receber 2500 caloiros, o que com os estudantes internacionais lhe permitirá alcançar a fasquia dos 8000 alunos.

Realizou-se ontem, dia 10 de outubro, a Sessão de Boas Vindas aos Novos Alunos no Auditório ao Ar Livre do Instituto Politécnico de Bragança (IPB).
Pelas 14 horas, os alunos começaram a chegar ao auditório. Depois de organizados pelas bancadas, tiveram início os discursos proferidos primeiro pelo presidente da Associação Académica, seguindo-se os diretores das várias escolas, a Provedora do Estudante e, finalmente, o presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, a quem coube o encerramento das hostes discursivas. Pelas 15h30, tiveram lugar as atuação das Tunas, encerrando o programa da Sessão de Boas Vindas aos Novos Alunos com um lanche para todos os participantes.
Na iniciativa que ocorre todos os anos no principiar do ano letivo, participaram todos os alunos do primeiro ano das licenciaturas, dos Cursos Técnicos Superiores Profissionais e Alunos Internacionais, assim como os alunos das Associações Académica, de Estudantes e Comissões de Praxe que os acompanham.
No final, o presidente do IPB esteve à conversa com o Diário de Trás-os-Montes, onde confessou que o IPB está próximo de alcançar um máximo histórico, quer em entradas, quer em número de alunos, esperando receber, depois da segunda fase estar concluída, 2500 caloiros e ter entre 7500 a 8000 alunos no ano letivo 2017/18.
“Para já, estaremos com 1800 caloiros e, portanto, ainda estamos à espera de candidaturas que vão agora na 2ª fase, que ainda não finalizaram, mais os alunos internacionais, que este ano está a haver um grande atraso na atribuição dos vistos, nomeadamente em Cabo Verde, o que é incompreensível. Mas, no final, com tudo deveremos chegar perto dos 2500 caloiros, o que dará qualquer coisa como 7500 a 8000 alunos”, revelou Sobrinho Teixeira, sublinhando que “vai ser um máximo histórico para o IPB, em entradas e em número de alunos, e claro que só podemos estar satisfeitos”.
“Este facto significa um retorno para todos. Estamos a falar aqui de uma trilogia, que faz com que o IPB seja atrativo, essa trilogia passa, desde logo, pelas cidades e pela região, que têm uma ótima qualidade de vida, assim como um baixo custo de vida e é uma região segura. Tudo isso faz com que esta moldura humana de estudantes, nomeadamente, os internacionais, que este ano hão-de chegar perto dos dois mil, se sinta atraída para vir para Portugal e para o IPB”, frisou o principal responsável pelos destinos do Politécnico de Bragança, salientando, ainda, que os resultados alcançados em alguns rankings internacionais ajudaram a projetar o IPB em Portugal e para o mundo.

Escrito por Bruno Mateus Filena (11/10/2017)

Mobilidade e Coesão Transfronteiriças em debate



RIONOR, IPB e CCVB são os principais protagonistas dos Conselhos Raianos
 

Fotografia: António Pereira (A.P.)
 

Alcañices irá receber já este sábado pelas 16h30, hora espanhola, mais uma sessão cujos intervenientes esperam que possa contribuir para o futuro dos territórios raianos.
A Rede Ibérica Ocidental para uma Nova Ordenação Raiana (RIONOR), em colaboração com o Instituto Politécnico de Bragança (IPB) e o Centro Ciência Viva de Bragança (CCVB), prossegue com a organização dos Conselhos Raianos / Laboratórios de Participação Pública. Subordinada ao tema “Mobilidade e Coesão Transfronteiriças”, esta Sessão, mais uma, terá lugar no Salão de Atos do Ayuntamiento de Alcañices já amanhã, dia 14 de outubro, a partir das 16h30, hora de Espanha.
“Com as sessões já realizadas começam a delinear-se um conjunto de resoluções e recomendações que acreditamos que serão contributos sérios para o futuro dos territórios raianos, e que serão apresentadas na Sessão de Encerramento dos Conselhos Raianos que terá lugar em Vila Flor no dia 25 de novembro”, revelou o presidente da direção da RIONOR, Francisco Manuel Alves.
Na Sessão de Alcañices, para além do tema das telecomunicações, das ligações de pessoas entre as localidades raianas e das rodovias, estarão ainda em debate as ligações aéreas, nomeadamente a rentabilização do Aeródromo de Bragança de um ponto de vista sustentável e de futuro, com uma comunicação a cargo do Comandante João Roque.
“Contra os profetas da desgraça, que somos poucos e envelhecidos, com índices de participação cívica baixíssimos e que não há nada a fazer, prosseguimos com o nosso trabalho de luta por uma cidadania plena e pela dignidade de todos os moradores nos territórios raianos”, sublinhou o principal impulsionador destas sessões, manifestando-se “consciente que a tarefa em que nos envolvemos é uma corrida de fundo, mas a tenacidade que marcava a índole dos nossos avós, fará com que jamais desistamos”.
Os trabalhos encerrarão com a já tradicional confraternização, que inclui um lanche para todos os participantes.

Escrito por Bruno Mateus Filena (13/10/2017)

Feira dos Gorazes arranca sexta-feira





No ano em que comemora 20 anos (a realizar-se nos moldes atuais), a Feira dos Gorazes - Feira de Atividades Económicas do Nordeste Transmontano está de portas abertas de 13 a 16 de outubro.
Por estes dias Mogadouro terá em destaque a gastronomia típica da região, cultura, música, desporto e convívio, muita gente e oportunidades de negócio. Esta feira anual, que este ano foi apresentada ao público no Turismo Porto e Norte de Portugal - Welcome Center, continua a renovar-se e a apresentar novidades a cada edição.
Na edição deste ano, a organização quer alargar o conceito dos Gorazes e procurar uma maior abrangência na promoção da «Economia Rural», criando uma nova e importante janela de oportunidades neste segmento de negócios.
Os Gorazes vão continuar a apoiar e dinamizar as fileiras mais representativas dos setores económicos da região nordestina, quer através da aposta no reforço da divulgação do certame com o consequente aumento do número de visitantes/compradores, quer ainda no contributo para a valorização dos profissionais.
Com mais de 30 mil visitantes registados na edição anterior, incluindo um número significativo de profissionais, a Feia dos Gorazes é a mais importante e representativa montra do setor agrícola da região Nordestina.
Dentro do programa, destaque para as atuações musicais de Luís Filipe Reis e David Antunes e para o showcooking com André Silva, chef com uma estrela Michelin, que se realiza no sábado, 14 de outubro, pelas 16H00. Pela primeira vez na Feira dos Gorazes realiza-se também o Concurso de Cão de Gado Transmontano. Também no sábado realiza-se a Montaria ao Javali, na localidade do Urrós.
A inauguração oficial está marcada para o dia 13 de outubro, pelas 18H00.


 

IPB lança Plataforma Demola North Portugal



O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) vai lançar o DEMOLA, uma plataforma de inovação que servirá de interação entre estudantes, empresas e o instituto transmontano.
O Demola oferecerá aos estudantes uma oportunidade única de adicionarem aos seus percursos académicos uma perceção do que se espera deles no contexto de trabalho. Através desta plataforma serão envolvidos na resolução de problemáticas reais das empresas, enquanto desenvolvem competências adicionais ao trabalhar num projeto com uma equipa multidisciplinar, incluindo profissionais das empresas parceiras. Todo este trabalho será parte integrante do seu plano de estudos e certificado pelo IPB.
As ideias desenvolvidas por cada equipa serão propriedade dos estudantes, que poderão vendê-las à empresa proponente, patenteá-las ou criar a própria empresa. Assim, o projeto DEMOLA poderá ser uma fonte de rendimento financeiro para os estudantes.
Para o IPB será um meio de melhorar a perceção das reais necessidades do mercado de trabalho, servindo de base para a construção de projetos de trabalhos de campo, estágios, projetos de fim de curso e de investigação em contexto de proximidade com a realidade empresarial.
Para as empresas esta é uma forma de usar recursos de que o IPB dispõe, e que poderão estar fora do seu core business. As empresas têm uma oportunidade de ter novas visões sobre os seus problemas, ideias frescas e perspetivas novas. Ter uma equipa de jovens talentos de todos os campos da ciência, com acompanhamento de parceiros do ensino superior, dispondo de resultados de investigação, inovação e desenvolvimento em primeira mão, com nenhum risco financeiro. A empresa pode acompanhar todo o processo, analisar a solução e só depois decide se quer comprá-la aos estudantes.

Seca extrema na região esgota reservas de água




Parte do território do distrito encontra-se nesta altura em seca extrema, podendo este nível alargar-se a outras partes da região ainda este mês. Na agro-pecuária os efeitos já se fazem sentir, com a diminuição do calibre da castanha e da azeitona e também começa a faltar comida e água para os animais.
O mês de Setembro, em Portugal Continental, foi o mais seco dos últimos 87 anos. A situação mais preocupante acontece no interior, estando já uma parte do território transmontano no nível de seca extrema, o mais preocupante da escala definida pelos Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA). No mais recente relatório de monitorização da seca, divulgado este mês e que reporta a 30 de Setembro, a zona do planalto mirandês e o concelho de Macedo de Cavaleiros passaram do nível de seca severa para extrema, sendo a par de parte do Alentejo a única zona em todo o território continental nestas condições.
As previsões não são animadoras para quem vive da agro-pecuária, uma vez que o sol e as temperaturas de verão, entre os 27 e os 34 graus, vieram para ficar e vão manter-se assim, no Nordeste Transmontano, durante os próximos dias, segundo previsão do IPMA. O que significa que a situação de seca pode alastrar-se a outras zonas no distrito. “Com as temperaturas mais elevadas, a evaporação também é maior e sem ocorrência de precipitação a situação a meio do mês de Outubro tenderá a agravar-se e a área em seca extrema na região irá aumentar”, alertou Vanda Pires, meteorologista do departamento do clima do IPMA.
Apesar de a região ser propícia a situações de seca, este ano, as condições são mais graves e particularmente atípicas. “As situações de seca nesta região costumam iniciar-se no Inverno e durar até Setembro. Nesta época do ano, normalmente costuma haver já alguma precipitação e essa situação de seca diminui. Neste momento, estamos a ter uma situação um pouco atípica, começámos com uma situação de deficit de precipitação em Abril, que se tem prolongado e nesta altura do ano em que normalmente já ocorre alguma precipitação nessa zona, nomeadamente na segunda quinzena de Setembro e primeira de Outubro, isso não se tem verificado. Não houve precipitação em quase nenhum local nos últimos seis meses e a situação agravou-se substancialmente neste mês de Setembro”, afirma.
Para sair da situação de seca seria necessário chover em grande quantidade durante Outubro e Novembro. “Se considerarmos níveis de precipitação muito acima do normal, que só ocorrem em 20% dos anos em Outubro, mesmo assim a região ainda ficaria em seca fraca. É preciso ocorrer precipitação muito acima do normal e manter-se por Novembro para sair do índice de seca”, adiantou a meteorologista.

Barragens cada vez mais vazias e rios secos

A situação de seca é visível nos rios e barragens da região. Em Bragança, a barragem de Veiguinhas, uma infra-estrutura de “redundância”, ou seja, que foi construída como recurso, está já a ser utilizada depois de a de Serra Serrada estar a níveis muito baixos.
A Águas do Norte assegura que “não se prevêem problemas relativamente ao abastecimento de água às populações do distrito de Bragança, nomeadamente no que diz respeito aos níveis que actualmente se constatam nas albufeiras existentes”.
Num esclarecimento por escrito, a empresa informa que “verificando-se a existência de um reforço de água disponível para captação na Barragem de Veiguinhas, perspectiva-se que a continuidade no normal fornecimento de água em “alta” ao Município de Bragança seja, no futuro imediato, naturalmente mantida”.
Em vários municípios há já problemas de abastecimento das populações, sendo em várias aldeias os depósitos de água enchidos regularmente por autotanques.
Em Vimioso, com as reservas da Estação de Tratamento de Água do Maçãs praticamente esgotadas, é já necessário recorrer a Bragança para conseguir abastecer várias localidades. “Já há cerca de duas semanas que estamos a transportar água de Bragança diariamente pa­ra servir as localidades de Ar­gozelo, Carção, Santulhão e Matela, que é praticamente metade do concelho”, adiantou o presidente do município. Jorge Fidalgo. O autarca está preocupado com a situação e para evitar que no futuro a dificuldade se repita pretende aumentar o tamanho dos açudes dos rios Maçãs e Angueira. “Já entrei em contacto com o ICNF e a Agência Portuguesa do Ambiente para rapidamente entregarmos o projecto de alteamento dos açudes e a resposta que obtive é que não levantariam qualquer reserva, porque na visita ao local verificaram que a situação é dramática”, afirmou. O presidente do município estima que as duas infra-estruturas custem mais de um milhão de euros e espera agora que o Governo “abra avisos convite para fundos comunitários para situações específicas como esta”, porque, reitera, uma câmara como a de Vimioso “com poucos recursos e receitas tem alguma dificuldade em fazer investimentos deste tipo, quando o abastecimento de água às populações é uma condição básica”.

AGRICULTURA AFECTADA
A pecuária, as culturas permanentes mais rentáveis e a apicultura estão a ser fortemente afectados na região. Na agricultura, há vários concelhos com falta de pontos de água onde os animais possam matar a sede, desde Junho, tendo os agricultores de os deslocar ou transportar água. Segundo o Director Regional de Agricultura e Pescas do Norte, há já quebras de produção nas forragens e pastagens e também nas culturas permanentes em sequeiro assistindo-se “à diminuição de calibre dos frutos, como a castanha”, mas há também registo de morte de oliveiras, amendoeiras e castanheiros e também de espécies florestais como sobreiro e freixo. Manuel Cardoso afirma ainda que no caso das culturas em regadio com o acentuar das necessidades de rega aumentam os custos de produção, tal como acontece na apicultura. Os apicultores acumulas prejuízos já que quebras de produção com e aumentos com os custos de manutenção dos apiários visto que têm de recorrer à alimentação artificial.

Escrito por jornalistas: Débora Lopes / Olga Telo Cordeiro