sexta-feira, 4 de maio de 2018

QUE TODAS AS PROMESSAS SE CUMPRAM.










É primavera e nota!
A cor tem mais cor
A alegria é mais natural
Tudo adquire uma nova leveza.
Apetece sorrir
Apetece dizer que o amor acontece
mesmo que não seja verdade
mesmo que não se note
mesmo que se revolte...

Mas é primavera e, indubitavelmente, nota-se.

Maria Cepeda (Texto e Fotos)

quarta-feira, 11 de abril de 2018

NOVO CONCURSO PARA A LIGAÇÃO AÉREA BRAGANÇA-PORTIMÃO SERÁ LANÇADO ATÉ JUNHO - 11/04/2018



Concessão actual, que foi ganha pela Aero Vip, termina no final deste ano.
O Governo vai lançar, ainda durante o primeiro semestre deste ano, um novo concurso para a ligação aérea entre Bragança e Portimão. A garantia foi dada ao Jornal Nordeste pelo Ministério do Planeamento e Infraestruturas, que não adiantou ainda qual a data exacta nem se a rota, que tem escala em Vila Real, Viseu e Cascais, vai sofrer alterações.
A actual concessão, que se iniciou em Dezembro de 2015 e é válida até ao final deste ano, pertence à Aero Vip. A companhia aérea do Grupo Seven Air já garantiu ter interesse em continuar a assegurar desta carreira aérea regional. “Do nosso lado temos todo o interesse em manter a rota. A ligação aérea tem corrido bastante bem, como os próprios números indicam. Notamos já alguma fidelização de passageiros, com vários passageiros frequentes e verificamos uma procura de turistas para o interior do país, assim como o perfil de utilizador devido a negócios”, sustentou o director comercial da empresa, Alexandre Alves.
A Seven Air espera que a ligação aérea se mantenha, até porque a fidelização dos clientes tem sido um processo gradual que se traduz no aumento do número de passageiros. “No passado houve governos que decidiram cancelar a rota, houve um período largo que não se operou e depois lançou-se este concurso que termina agora no final do ano. Foi basicamente começar do zero, tivemos que informar as pessoas, divulgar a rota é um trabalho que demora algum tempo a ser realizado. Esperamos que o governo decida continuar a rota porque a fidelização de clientes está a aumentar e é um serviço público muito interessante”, considera Alexandre Alves.
A Aero Vip recebe do Estado 7,8 milhões de euros para assegurar o serviço ao longo dos três anos de concessão. A ligação aérea a partir de Bragança, e que na altura terminava em Lisboa, esteve suspensa entre 2012 e 2015, com o argumento de que Bruxelas não autorizava mais o financiamento directo de 2,5 milhões de euros por ano à operadora.
Segundo a empresa, no último ano foram transportados cerca de 11 mil passageiros na rota, que passou a ter dois voos diários em cada sentido no período do Verão. Um novo horário que entrou em vigor na última semana de Março.

Escrito por: Jornalista Olga Telo Cordeiro

Primeira Volta ao Nordeste em Bicicleta


Bragança receberá, a 22 de abril, o término de uma prova inédita na região, a 1.ª Volta ao Nordeste em Bicicleta. Iniciativa da Associação Regional de Ciclismo e Cicloturismo de Bragança, com o apoio do Município de Bragança, levará cerca de 150 ciclistas a percorrer 220 quilómetros das mais belas paisagens do distrito. 


A 1.ª edição da Volta ao Nordeste em Bicicleta vai decorrer nos dias 21 e 22 de abril, num traçado com 220 quilómetros distribuídos por seis concelhos do distrito de Bragança, com a chegada de consagração do camisola amarela a realizar-se no coração da cidade de Bragança, em plena Avenida Sá Carneiro.
A prova está inscrita no calendário regional e é reservada a corredores das categorias Masters, Elites e Sub23 Amadores, estando todo o seu percurso aberta ao trânsito.
Mapas interativos “I Volta ao Nordeste em Bicicleta”:
Etapa 1 
Etapa 2 
Etapa 3 
Perfil de etapas da “I Volta ao Nordeste em Bicicleta”:
Contrarrelógio Equipas – Macedo de Cavaleiros, 21 de Abril (11:00)
Etapa 1 – dia 21 de Abril (15:00h) Início em Macedo de Cavaleiros, Sambade, Alfandega da Fé, Estevais, Via Panorâmica em torre Moncorvo e final dentro desta Localidade. Total: 60 km
Etapa 2 – dia 22 de Abril (9:30h) Início em Torre de Moncorvo, Carvalhal, Carviçais, Castelo Branco, Zada e final em Mogadouro Total: 55 km
Etapa 3 – dia 22 de Abril (16:00h) Início em Vimioso, Carção, Argozelo, Outeiro, Milhão, Gimonde, e final em Bragança. Total: 50 km


Helicóptero de combate a incêndios vai ser fixado em Macedo de Cavaleiros


Vai ser fixada a base permanente de um Helicóptero Bombardeiro Ligeiro (HEBL) e respetiva Brigada aerotransportada para combate a incêndios florestais na cidade de Macedo de Cavaleiros. A informação é dada pela autarquia numa nota de imprensa distribuída à comunicação social. 



O Centro de Meios Aéreos de Macedo de Cavaleiros será a base, em regime de permanência, de um Helicóptero Bombardeiro Ligeiro (HEBL) e respetiva Brigada aerotransportada para combate a incêndios florestais.
A operacionalidade deste helicóptero origina a fixação de 10 elementos, entre pilotos, mecânicos e brigada aerotransportada.
Este Helicóptero e respetiva brigada serão deslocados, de 01 de junho a 30 de setembro, para Alfândega da Fé, regressando, findo esse período, à sua base de origem, que será Macedo de Cavaleiros.


Mostra de arte visuais, dramáticas e músicas abre hoje na cidade de Bragança


A exposição IMPLICARTE - Mostra de arte visuais, dramáticas e músicas, abre hoje, dia 10 de abril, ao público no Centro Cultural Municipal Adriano Moreira. A iniciativa tem o apoio do Instituto Politécnico de Bragança e Município de Bragança.


A exposição dá a conhecer trabalhos dos alunos dos cursos artísticos da Escola Superior de Educação de Bragança, do Instituto Politécnico de Bragança.
O IMPLICARTE propõe a apresentação do trabalho de 3 áreas fundamentais do ensino artístico: as artes visuais, o drama e a música.
Distingue o trabalho realizado nos cursos de formação artística em funcionamento na Escola Superior de Educação de Bragança, mostrando percursos, matérias e linguagens que ao longo do processo de formação vão sendo questionados e experimentados.
O evento decorre entre os dias 10 de abril e 10 de maio e inclui na sua programação um leque de atividades como exposições, conferências, workshops, aulas abertas, concertos, dramatizações e performances que irão ocorrer em vários locais da cidade como o Auditório do Conservatório de Música e Dança de Bragança, Bar Praça 16, o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, o Centro Cultural Adriano Moreira, a Escola Superior de Educação de Bragança, o Foyer do Teatro Municipal de Bragança, Igreja da Misericórdia e Museu Abade de Baçal.
A Organização pertence ao Departamento de Artes Visuais, de Expressão Dramática e Educação Musical da Escola Superior de Bragança.


“Dias do Património a Norte”: Ciclo de Eventos de Turismo Cultural pretende envolver as comunidades locais


Miranda do Douro, Vila Real, Bragança (Outeiro), Mogadouro e Alfândega da Fé são as localidades transmontanas que durante o próximo verão irão acolher o ciclo de eventos integrados na Operação “Dias do Património a Norte”, uma proposta da Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN) que pretende envolver as comunidades locais. 

A iniciativa é promovida pela DRCN, em parceria com os municípios locais, representando um investimento total de 400 mil Euros, cofinanciado pelo Programa Norte 2020, através do FEDER.
Em Ano Europeu do Património Cultural, a DRCN aposta na descentralização e na oferta cultural disseminada pelo território, apresentando um projeto de turismo cultural inovador, agregador e atrativo, que utiliza como instrumentos fundamentais a programação cultural, o trabalho de mediação com as comunidades e a comunicação ao serviço da qualificação da experiência turística e da competitividade da economia regional.
Está desenhada uma experiência única e particular para cada um dos lugares, oferecendo, ao longo de dois dias, uma programação que irá impregnar de novas memórias os espaços, visitantes e comunidades.
O programa estende-se a diversas localidades de todo o norte do país, mas em Trás-os-Montes o ciclo de programação “Dias do Património a Norte” vai decorrer na Concatedral de Miranda do Douro, entre 1 e 2 de junho; na Sé de Vila Real, entre 15 e 16 de junho; na Basílica de Santo Cristo de Outeiro, Bragança, nos dias 27 e 28 de julho; no Castelo de Mogadouro, nos dias 10 e 11 de agosto e na Igreja Matriz de Sambade, Alfândega da Fé, nos dias 28 e 29 de setembro.
Pelo seu carácter e valor muito particulares e capital simbólico, os espaços patrimoniais disseminados pela Região Norte reúnem todas as condições para se assumirem como âncora de uma renovada oferta de experiências culturais e criativas únicas, dinamizando a economia, envolvendo as comunidades e valorizando de forma sustentável a sua paisagem natural e cultural”, refere o Diretor Regional de Cultura do Norte, António Ponte.
À necessidade de salvaguarda da integridade física dos recursos patrimoniais – e visando potenciar os resultados dos investimentos infraestruturais realizados no âmbito dos quadros comunitários anteriores, bem como previstos no presente Programa Operacional de Desenvolvimento Regional – acresce, desta forma, a pertinência de uma “estratégia de qualificação destes recursos enquanto âncoras da oferta de uma nova dinâmica de turismo cultural na região Norte”, acrescenta.
Como tal, a operação “Dias do Património a Norte” apresenta-se como um evento em rede que, ao longo de seis meses, vai transformar oito lugares patrimoniais da região Norte, em palcos de uma programação artística, cultural e gastronómica, desenhada com o traço da identidade singular de cada território. Em cada local, uma estória, um sabor, uma tradição, uma descoberta, estimulando uma dinamização cultural em locais de valor patrimonial inesgotável, criando sentimentos de descoberta e de pertença.
O primeiro evento desta programação em rede arranca nos dias 20 e 21 de abril, no Mosteiro Santa Maria de Arouca, no distrito de Aveiro, com o apoio da Câmara Municipal de Arouca, e contando com a presença do Ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes.


MEMÓRIAS DA EMIGRAÇÃO NO NORDESTE - 11/04/2018



«Memórias do Salto» recolheu 72 testemunhos de emigrantes que partiram à procura de uma vida melhor durante o Estado Novo. Foram 900 mil portugueses que emigraram nesta altura e 550 mil a salto.
César Afonso tem 81 anos, é de Nuzedo de Cima, Vinhais. Foi a salto para França em 1964 e usou o método da fotografia rasgada para os pais pagarem a sua passagem quando chegasse a França. “O passador português levou-me até à Espanha, o espanhol até à França e o francês é que me levou para Clermont- Ferrand. Eram três passadores. Eu só paguei depois de lá estar, eram 7 mil escudos. Eu dei-lhe uma fotografia minha rasgada. Levei metade comigo e eles ficaram com outra metade. Quando eu lá cheguei, a fotografia que eu deixei aqui, já tinha chegado a Clermont-Ferrand. Quando reunimos as duas partes da fotografia é que eu mandei pagar aos meus pais a passagem” contou César Afonso. Este é um dos testemunhos que foi recolhido através do projecto «Memórias do Salto» que o Museu Abade Baçal, em Bragança, inaugurou na sexta-feira, às 21h00. Um projecto de levantamento de testemunhos de transmontanos que entre 1954 e 1974 emigraram a salto. A exposição «Memórias do Salto» retrata a emigração clandestina na raia com 72 testemunhos com “vários perfis, que vão desde o passador, ao PIDE, guarda-fiscal e aos emigrantes”, explicou a directora do museu, Ana Maria Afonso. A apresentação deste trabalho, permite a nível histórico, antropológico e sociológico, fazer um estudo bastante profundo e sobretudo comunicar e dar voz a estes protagonistas que de outra maneira se perderia porque como era emigração clandestina, não existia registo. “É uma obrigação que temos e de homenagem a estas pessoas”, acrescentou a directora do espaço que também acolhe a exposição «Douro, lugar de um encontro feliz» da autoria de António Barreto. Outros dos testemunhos é de António Machado que foi agente da PIDE. Esteve no posto de fronteira de Quintanilha entre 1959 e 1963 e contou que a PIDE tinha má fama, mas muitas histórias eram exageradas. O objectivo do seu trabalho era apanhar os passadores e afirmou que “era muito difícil fazerem os emigrantes falarem, pouco servia apertar com eles, não confessavam nada” refere António Machado.  
A apresentação do projecto contou, sábado, com um ciclo de conferências dedicadas ao tema. O primeiro painel esteve a cargo de Victor Pereira, historiador francês com ascendência portuguesa que explicou o contexto histórico do Estado Novo.  “O Estado Novo e a ditadura vigente até 1974 não emitiam facilmente passaportes porque não se pretendia que as pessoas fossem embora. Por um lado, havia as guerras coloniais, a partir de 1961 e eram precisos soldados e colonos.” Continuou a contar que existia uma forte resistência dos proprietários agrários que não queriam que as pessoas fossem embora, porque iam aumentar os salários, e também porque tinham medo que quando os portugueses emigrassem para a França, sendo este um país democrático, onde já havia sindicatos e a emergência do Partido Comunista e temia-se que os portugueses voltassem comunistas, como se dizia na altura. “Por esses diversos motivos, era muito difícil ter um passaporte de migração e muitas pessoas escolhiam ir a salto” relatou Victor Pereira. 
Uma das referências a nível nacional e internacional sobre a migração que esteve presente nas conferências que decorreram no sábado foi Maria Beatriz Trindade, que congratulou o trabalho desenvolvido, “eu acho que este museu e esta cidade estão de parabéns e sobretudo este projecto para o futuro. O espaço da exposição é excelente e a prova é que conseguiu encher um auditório e estes assuntos mais ligados às humanidades, nem sempre despertam nem catalizam o interesse” contou a professora Catedrática da Universidade Aberta e fundadora do Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais – CEMRI. 
Mélanie Lopes foi a investigadora de «Memórias do salto», no âmbito de uma dissertação apresentada em Setembro de 2016 e que resultou neste acervo cultural que retrata a emigração de 900 mil portugueses e 550 mil clandestinamente. 
Para além do ciclo de conferências também foram exibidos os filmes «O Salto», «A Fotografia Rasgada» e «Lissac».
Os municípios onde foram recolhidas estas histórias de vida foram Vinhais, Bragança, Vimioso, Miranda do Douro, Mogadouro e Macedo de Cavaleiros. 
Um projecto desenvolvido pelo Museu Abade Baçal, pela Associação dos Amigos do Museu e pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. O projecto teve o valor de 100 mil euros, com o apoio do Norte 2020. As exposições vão estar patentes até ao dia 30 de Junho. 

Escrito por: Jornalista Maria João Canadas