quinta-feira, 1 de junho de 2017

Festival Literário de Bragança - 31 Maio 2017 a 03 Junho 2017

Cartaz
Programa
Festival Literário
Festival Literário

Retirado de www.cm-braganca.pt 

1.º dia – III Festival Literário de Bragança


Foi pelas vozes do BrichoirT, do Conservatório de Música e de Dança de Bragança, que se iniciou, a 31 de maio, no Edifício Paulo Quintela, o III Festival Literário de Bragança e V Encontro da Lusofonia, a que se seguiu a sessão de abertura.
“É nossa obrigação preservar e, sobretudo, valorizar a nossa língua, que é um dos nossos mais ricos patrimónios. E é, precisamente, com esse objetivo que promovemos este evento”, destacou o Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Hernâni Dias, que esteve acompanhado, durante a sessão de abertura, do Vereador da Prefeitura da cidade irmã de Bragança do Pará (Brasil), Rivaldo Miranda, do representante da Academia de Letras de Trás-os-Montes, António Chaves e do representante das Academias de Letras do Brasil e Presidente da Academia Paraense de Letras, Alcyr Meira.
O primeiro dia do III Festival Literário de Bragança e V Encontro da Lusofonia terminou com a peça de teatro “à volta da língua”, pela Andante Associação Artística.
O segundo dia do evento conta com a presença de escritores, como António Carrelhas, Maria João Lopo de Carvalho, Gonçalo M. Tavares, Adília Fernandes, João Cabrita, Isabel Benone, Edy-Lamar de Oliveira, José Mário Leite, Nazaré Paes de Carvalho e Fernando Calado.


Retirado de www.cm-braganca.pt 

Instituto Politécnico de Bragança assina protocolos de colaboração com Timor e Argentina (31/05/2017)




São já 65 os países com quem o Instituto Politécnico de Bragança tem protocolos nas áreas da formação e da mobilidade de alunos, professores e docentes.
O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) e o Instituto Politécnico de Betano, em Timor, assinaram, na sexta-feira, um protocolo de colaboração, que inclui a mobilidade de alunos, docentes e funcionários das duas instituições.
A ligação entre dois estabelecimentos de ensino já vem de longe, mas só agora foi oficializada e protocolada.
A colaboração refere-se a dois cursos nas áreas da produção animal, construção civil, agronomia e mecânica para o intercâmbio de alunos, docentes e funcionários, e a realização de mestrados.
“Este protocolo tem três termos aditivos que prevêem, desde logo, o intercâmbio de alunos. Nós podemos receber alunos, em regime de mobilidade idêntico ao programa de Erasmus, do Politécnico de Betano e os nossos também podem ir para Timor, com condições asseguradas em termos de alojamento e alimentação. A mesma coisa para os docentes e funcionários. Perspectiva-se ainda a vinda de professores de Betano, que vão obter, em Bragança, formação a nível dos nossos mestrados”, explicou Sobrinho Teixeira, presidente do IPB.
O protocolo com Timor estende-se ao turismo através da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo de Mirandela.
O governo de Timor vai avançar com uma escola de turismo, em Lospalos, e o Politécnico de Bragança vai ajudar na formação neste sector. 
Num país em que o desenvolvimento económico depende muito da produção de petróleo, Abel Ximenes considera que o turismo é uma aposta fundamental.
“Este sector é muito importante, não só para colocar produtos de Timor em qualquer parte do mundo mas também para recebermos visitas de todo o mundo. Queremos trabalhar para não estarmos tão dependentes do petróleo”, disse o vice-ministro da educação de Timor.
Na escolha do IPB como parceiro na área da formação em turismo pesou, segundo Abel Ximenes, a “qualidade de trabalho do IPB, a liderança do instituto, os resultados na formação e a relação com parceiros internacionais”  
Entretanto, o IPB acertou mais duas parcerias internacionais, uma com a Universidade do Pará, no Brasil, e outra com a Universidade Tecnológica Nacional da Argentina. Estes protocolos são fruto da cotação do politécnico nos rankings de instituições de ensino. “O IPB é uma bandeira a nível nacional e tudo o que aparece nos rankings está a dar fruto. Quatro vezes consecutivas como melhor politécnico e este ano estar entre as três melhores instituições a nível nacional acaba por ter repercussões”, afirmou o presidente do IPB.
Depois das assinaturas dos protocolos com Timor e Argentina sobe para 65 o número de países com quem o IPB tem parcerias.

Escrito por: Jornalista: Susana Madureira
Retirado de www.jornalnordeste.com

Bragança é o coração de um mercado com 60 milhões de pessoas segundo Costa (31/05/2017)




Precisamente um ano e meio depois de António Costa ter tomado as rédeas do país, esteve em Bragança a propósito das jornadas parlamentares do PS que durante dois dias focaram as atenções no nordeste transmontano.
O primeiro-ministro sublinhou a posição privilegiada de Bragança no mapa da Europa e referiu-se a esta capital de distrito como sendo o coração do mercado ibérico, com “potencial de crescimento, que aumenta se soubermos aproveitar melhor os recursos que temos por explorar, que são os do território, como é o caso de toda esta região de fronteira que nos habituámos a tratar erradamente por interior e que de uma vez por todas, temos que olhar como sendo precisamente o centro do mercado ibérico, que nos faz crescer de uma pequenez de 10 milhões para uma dimensão de 60 milhões de consumidores.”
António Costa diz que é preciso os portugueses olharem para o país de outra perspectiva, como um berço de oportunidades, “em Bragança é fácil perceber o que é que isto quer dizer, nós estamos a 500 quilómetros de Lisboa, no conjunto da área metropolitana vivem menos de dois milhões de pessoas, mas Bragança está a 30 quilómetros da fronteira em Castilla e Léon, onde dois milhões e meio de pessoas vivem mesmo aqui ao lado.”
O primeiro-ministro foi mais longe ao afirmar que “tudo isto significa que Bragança só é interior, para quem está em Lisboa. Mas para quem está a olhar para o mapa da Península Ibérica, o que é que está mais próximo do centro do mercado ibérico? É Bragança.”
Ainda no seguimento do discurso sobre a centralidade das regiões de fronteira e a necessidade de “mudar a geografia que temos na nossa cabeça, para podermos olhar para o país com uma outra visão, porque senão estaremos sempre num ciclo vicioso e não num ciclo virtuoso, nós não podemos dizer sempre as pessoas vão partir. As pessoas só partirão se tiverem ali as oportunidades que não têm aqui. A questão não é travar a saída das pessoas, é atrair as melhores oportunidades para que as pessoas se fixem e para que as pessoas possam vir para onde estão as melhores oportunidades, como é o caso desta zona de fronteira.”
“É esta nova visão do território que nós temos de conseguir desenvolver e hoje temos os recursos e a massa critica para que o possamos fazer, porque temos efectivamente em todas estas regiões capacidade de produção de conhecimento, é por isso que temos um grande objectivo desta legislatura, que é criar o quadro legal para que no início do próximo mandato autárquico, possa ser marcado por um forte avanço na descentralização e por um reforço das competências dos municípios e freguesias na gestão dos seus territórios” disse o primeiro-ministro sobre a descentralização de competências, um objectivo a alcançar rapidamente.

Escrito por: Jornalista Débora Lopes

sábado, 20 de maio de 2017

A festa não mata a dor (16/05/2017) - Editorial do Jornal Nordeste




Houve festa de três dias por esse país fora. Enquanto muitos terão sentido as almas radiosas, com o “upgrade” no catálogo de santidades, outros terão deixado referver as vísceras numa marinada de cerveja, amendoins e batatas fritas gordurosas, graças à águia que paira, de olho certeiro, há quatro anos, nos céus ainda azuis; por fim, olhos turvos de lágrimas de ternura sonharam com um novo quinto império, da língua, da poesia e da sensibilidade.
Festa é festa e de nada vale estragá-la com lamentos ou dedos apontados às consciências. Mas não é avisado que nos deixemos inebriar, confundindo a percepção da vida real, que nunca se transformará da noite para o dia, numa alameda triunfante até às portas do paraíso.
Trepidante foi a festa. Mas não permitiu que, pelo nordeste, deixemos de encarar, com legítimas dúvidas, o presente e o futuro.
Sem nos confundirmos com regionalismos passadistas, provincianismos bacôcos nem localismos de esquina, reconheçamos as dores que, apesar da festa, não deixam de nos moer.
Dor primeira: enquanto as orações murmuradas, em Fátima e pelo caminho, se tornaram um rumor que terá chegado aos céus, se tivéssemos subido ao cabeço da Senhora da Assunção, ficaríamos com uma sensação de paraíso descartado, com a serpente mortífera do olvido à espreita. De facto, até os nossos lugares sagrados, onde ainda queremos sentir a vibração dos desígnios divinos, poderão tornar-se pontos de encontro de todos os fantasmas. Estão a desaparecer romarias que, durante séculos, marcaram o ritmo das nossas vidas e, pelo andar da carruagem, doutras se perderá a memória, até que a própria raiz seque para sempre. Claro que Fátima há-de chegar para todos os miserandos.
Moinha irritante: enquanto o Marquês, na capital, sofria tratos de polé, para mal dos seus pecados, lembramos que os dez estádios, construídos e financiados para 2004, ficam, quem diria..., naquela famigerada faixa que há-de afogar o país. Enquanto se vão rebolando campeões em Lisboa ou no Porto, os nossos clubes não resistem e afundam-se no desespero da redução à insignificância. Mesmo assim, também nos sentimos com direito a participar na festa, já que Luís Miguel Fernandes (Pizzi) é um dos heróis do primeiro tetra benfiquista, o menino de Bragança, que por aqui se iniciou nas lides da bola. Mas os nossos futebóis estão em correspondência com o resto das nossas misérias.
Quase tristeza: olhos mareados não faltaram sábado à noite, enquanto um cantor português dignificou a poesia e a música, por entre uma feira de lata ruidosa. Pode ser que, com o exemplo, a Eurovisão mude de rumo. Mas, mais uma vez, temos que lamentar o que se tem perdido de talentos desta terra, nunca reconhecidos. Quando se vivia o empolgamento, ao fim da noite, lembrei-me de um projecto, na Bragança da transição do século, “Odores de Maria”, criadores de músicas originais, que contavam com uma voz, de Maria Zulmira (Mirinha), que o acaso ceifou quando florescia e que Kiev ou qualquer outra capital desta Europa também poderia ter aplaudido para nossa satisfação.
São dores sem remédio, que nenhumas festas aliviam.

Escrito por: Teófilo Vaz (Diretor do Jornal Nordeste)

“Terras de Sefarad” será um dos maiores eventos dedicados à cultura judaica em Portugal




Iniciativa vai incluir um congresso com especialistas mundiais, exposições, concertos e cinema.
Bragança vai receber, entre 15 e 18 de Junho, um dos maiores eventos dedicado à cultura e história judaicas realizado em Portugal.
O Encontro de Culturas Judaico-Sefarditas – Terras de Sefarad vai incluir exposições, cinema, concertos, com destaque para a actuação de Yasmin Levy, um congresso com especialistas mundiais sobre o tema e um mercado kosher.
O responsável nacional da Rotas de Sefarad e representante da rede de judiarias de Portugal, Marco Baptista, considera que devido à componente histórica da iniciativa, muitos judeus-sefarditas de todo o mundo poderão ter interesse neste evento.
“Temos judeus sefarditas de origem portuguesa e espanhola espalhados pelo mundo inteiro e este trabalhos que a Rede de Judiarias tem vindo a fazer com os municípios começa a ter ecos lá fora e muita gente do mundo inteiro vem à procura da sua identidade e das suas raízes”, refere.
Segundo o presidente do município de Bragança, Hernâni Dias, depois da construção de equipamentos dedicados a esta herança histórica em que a região é rica, esta é mais uma aposta na promoção desta identidade sefardita e uma forma de “recolocar” esta região nas rotas do turismo cultural e religioso judaico.
“Temos um historial muito rico da cultura sefardita. O município tem tido a preocupação de fazer a construção de equipamentos ligados à cultura sefardita e o congresso é o seguimento desse investimento que tem vindo a ser feito”, destacou.

Viagem pela vivência dos sefarditas

O evento Terras de Sefarad foi apresentado na passada quarta-feira, dia em que foi ainda inaugurada a exposição “Heranças, Vivências e Património Judaico em Portugal”, no centro cultural Adriano Moreira, a primeira de um conjunto de outras que vão integrar o encontro.
“Esta exposição foi inaugurada pela primeira vez na Torre do Tombo com a presença do Presidente da República, é itinerante e este é o primeiro lugar onde está. Esta exposição é de apresentação histórica de todo o passado judaico desde a antiguidade até à actualidade”, afirmou Paulo Mendes Pinto, curador da exposição. O membro da cátedra de estudos sefarditas da Universidade de Lisboa referiu ainda que “o Terras de Sefarad é um evento que tem essa dimensão histórica, esse olhar para o passado, nomeadamente no congresso, mas também está muito centrado na parte das vivências e da cultura. As outras exposições que terão lugar terão muito a ver com arte, com escultura”.
O Terras de Sefarad – Encontros de Culturas Judaico Sefarditas, que se realiza entre 15 e 18 de Junho, vai ainda ser a oportunidade para a inauguração do Centro de Documentação – Bragança Sefardita, na Rua Abílio Beça, em Bragança.

Escrito por: Jornalista Olga Telo Cordeiro