sábado, 3 de dezembro de 2016

Não perca 5 razões para conhecer Bragança


Região localizada no Nordeste de Portugal é um dos destinos mais marcantes do país.

Portugal é um país milenar. Palco de várias transformações e influenciado por diversos povos. Apesar de ser pequeno, possui uma geografia privilegiada e é considerado um dos países mais bonitos do mundo.
Localizada no Nordeste do país, a região de Bragança é um dos locais mais bonitos e procurados pelos turistas. Com edificações antigas e históricas, além de uma famosa culinária, conhecer Bragança é certamente uma das melhores viagens que pode fazer em Portugal. Para deixar um pouco de água na boca acerca da região, este artigo irá apresentar cinco razões para conhecer Bragança. Assim:

  1. Castelo de Bragança
Lendário castelo, um dos mais antigos e famosos do país, é um forte ponto turístico local. Foi construído na Idade Média, no século XIII, com grandes torres, a mais famosa das quais é a Torre da Princesa, envolta em lendas de princesas e amores desavindos.

  1. Domus Municipalis
Declarado como Monumento Nacional de Portugal, o Domus é uma edificação de 1500 que era usada para reuniões, chamada “Casa da Câmara” e em seu piso inferior, se encontra a sala de água, onde era armazenada a água da chuva. Suas grandes janelas chamam a atenção do visitante.

  1. Cidadela
Uma vila pitoresca, construída no século XII, com ruas e edificações de pedra, dão o charme do local. Leva a todos os seus visitantes numa viagem de volta ao passado. Possui dentro dos seus muros vários dos principais pontos turísticos da cidade, tais como a Domus Municipalis, um edifício único na Península Ibérica, onde se reuniam os homens bons da cidade.

  1. Praça da Sé
Marco da cidade, retrata o crescimento do povoado a partir do século XV, o que levou a ser construídas algumas edificações fora dos muros da cidadela. Praça aconchegante, com belos vasos de flores e aonde se conectam algumas das principais ruas da cidade de Bragança. Além de deliciosos restaurantes, Confina com a Praça Camões, com sua Biblioteca e o Centro Cultural Municipal.

  1. Parque Natural de Montesinho
O imenso Parque, localizado dentro de uma área de 75.000 hectares é um dos responsáveis pela fama internacional de Bragança. A diversidade da sua fauna e flora é algo que chama a atenção entre os estudiosos ou turistas. A presença de lobos, águias e vários outros animais é a certeza de um passeio inesquecível para todos aqueles que forem visitar a reserva.
Resumir todas as atrações de Bragança num artigo com só cinco dicas é algo muito difícil, pois para além do relatado, há muito mais para fazer na cidade. Como a culinária da região, bastante requisitada por todos que a visitam. É inimaginável ir a Bragança e não comer bem. A cidade possui maravilhosas opções de restaurantes e casas para experimentar o melhor da comida do Nordeste português. Para encontrar mais informações sobre os restaurantes, horários de funcionamento, é muito simples, deve-se fazer uma rápida pesquisa na internet. Não levará muito tempo e evitará um erro que pode acabar com o momento da refeição. Para ajudar numa pesquisa mais rápida, pode utilizar-se esta lista de restaurantes em Bragança. Esse site irá facilitar a sua vida, pois desfrutar de belos lugares, acompanhado de uma boa culinária, não tem preço.

Retirado de www.mdb.pt

Fidel e os puros (Editorial do Jornal Nordeste, 29-11-2016)



Aos 90 anos partiu Fidel Castro para a aventura, última quanto sabemos, da eternidade, o tudo ou nada da existência de cada um de nós.
Marcou mais de seis décadas da história recente, um perfil de profeta, com barba e tudo, a prometer, como sempre fazem os profetas, a salvação para lá do horizonte e a justiça implacável para os incréus, que seriam comidos pelas pragas que ele próprio lançava da sua praça em Havana.
A formação cristã do jovem Fidel, católica, em colégio jesuíta, certamente lhe alimentou a esperança e a sede de justiça. Terá reflectido, nos seus verdes anos sobre as proclamações atribuídas a Jesus no sermão da montanha: “bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque serão saciados” e “bem-aventurados os puros de coração porque verão a Deus”.
A sua condição material, de família abastada e próspera, não parecia calhá-lo para a revolução, mas arriscou a vida e o conforto, em nome de um ideal e não perdeu, depois da Sierra Maestra, onde terá ficado perto do Deus que veio a negar, saboreando os puros charutos, que o tornaram um ícone.
Puros provavelmente par-­
tilhados com um imitador de Cristo, Ernesto de seu nome, “Che” para milhões de românticos de barba e cabelo ao  vento, o argentino Guevara, que fez da revolução o seu único destino, até à morte humilhante, às mãos de um centurião pouco dado a misericórdias.
Aí, em 1967, na Bolívia, não  foram bem-aventurados os mansos, como no sermão fora dito. E Fidel também não imitou Gandhi, o pacifista que acabou assassinado. Fez como David, mas transmutou a funda e proclamou uma nova terra da promissão, por mais que não caísse lá o maná de todos os dias, que o céu se fosse tornando tenebroso e o espectro de Job povoasse os dias de gerações desiludidas.
Mas viu surgir herdeiros que lhe reclamam amor filial e prometem honrar-lhe a memória, da Nicarágua à Bolívia, de Angola à Venezuela, garantindo que o seu legado não será esquecido.
Dos actos destes “apóstolos” têm resultado tragédias de verdadeira perdição, com a instalação da anarquia, apesar dos raios e coriscos que lançam contra o mundo e os seus patrícios, no caso da Venezuela a morrerem à fome estendidos sobre uma cama de petróleo.
Francisco, um jesuíta que chegou a Papa, encontrou-se duas vezes com Fidel. Hão-de ter falado desse sermão da montanha e da pureza de coração, que os puros Habanos já pesavam então no alento do envelhecido profeta.
Dificilmente se poderá dizer que Fidel era malevolente, ganancioso, corrupto e outros qualificativos adequados a alguns protagonistas da política. Dir-se-á, no entanto, com propriedade, que era senhor de um orgulho desmedido, um prosélito relutante a ouvir os outros, que não foi capaz da mansidão nem da serenidade, indispensáveis à solidez da coragem.
Talvez do outro lado encontre o “Che” a fumar um puro e possam pensar sobre os caminhos que romperam. Nós, os que ainda por cá estamos, temos também um bom tema para reflexão.

Por Teófilo Vaz

Até se nos gela a alma (Editorial do jornal Nordeste)



Foram décadas a estiolar num país de misérias, reais e dolorosas, quando se sentia que havia tempo, ainda, para tentarmos erguer-nos de um destino que não procurámos, mesmo se a lassidão nos comeu as raízes, derramando a seiva sobre a inutilidade.
Para nosso mal, não seguimos o exemplo dos castanheiros, que teimam em resistir, firmes, até contra pragas insidiosas, impondo a sua silhueta vetusta, mas nobre, décadas e séculos a reverdecer, desafiando todos os agouros que lhes piam seres alados da face obscura da vida.
Se nos dermos o prazer de percorrer estas terras, só para sentir o alento de cada dia, facilmente nos envolvemos numa doce ilusão que nos parece reconfortar. Finalmente, as nossas aldeias têm ruas calcetadas, a água chega a todos os cantos, não falta luz, os nomes de cada canelho estão, cerimoniosamente, registados em placas. Cada freguesia ostenta o seu brasão, retrato simbólico da caminhada de gerações. Algumas desapareceram logo que viram aprovado o brasão. Efémera conquista.
Mas tudo parece agora em boa ordem. Só que nos damos conta que as placas toponímicas tocam os olhos de quase ninguém e as casas fechadas já não esperam sequer o chiar das dobradiças.
De vez em quando passam féretros, gente cabisbaixa ou a olhar para o nada, numa rotina de tempos do fim. Depois, volta às ruas o vento cortante da solidão, o gelo que seca para sempre, ou a torrente que levará as memórias para o mar de todos os esquecimentos. Agora, que tínhamos quase tudo para renascer, até já a alma se nos gelou.
Entretanto, reuniram-se, em Miranda do Douro, responsáveis portugueses e espanhóis, mais uma vez, para falar de cooperação transfronteiriça, com presença de um ministro desta república. As vagas intenções não faltaram, mas as decisões foram nenhumas. De sentenças, proclamações, dossiers, promessas de novos “el dorados” estamos servidos.
Mas, ainda há quem fale com clareza, como o alcalde de Puebla de Sanabria, senador do reino vizinho, que rompeu com a postura solícita, atenta, veneradora e obrigada dos restantes participantes de um lado e do outro da raia, dizendo o que não pode calar-se nunca mais.
Enquanto houver quem tenha a coragem da frontalidade, em nome de interesses vitais para populações portuguesas e espanholas, que foram simetricamente prejudicadas pelos poderes centrais, ainda se poderá evitar a tragédia.
É uma verdadeira vergonha que não se perspective a conclusão da auto-estrada entre Zamora e Quintanilha e do troço de ligação do IP2 a Puebla de Sanabria, desbaratando oportunidades, irrepetíveis nos próximos séculos.
Haja coragem e verticalidade, senhores.

Por Teófilo Vaz (Diretor do Jornal Nordeste)
Retirado de www.jornalnordeste.com

Termas de S. Lourenço "são para avançar”, garante autarca de Carrazeda de Ansiães



Mega-investimento de 4 milhões de euros é ansiado pela população que teme, no entanto, recuos, como já aconteceu no passado
José Luís Correia, presidente da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, esteve sábado à noite em Pombal de Ansiães, onde foi auscultar a população local sobre a construção do novo complexo termal de São Lourenço. Evitar elefantes brancos e encontrar soluções de financiamento são as prioridades. A população anseia pelo investimento, mas receia recuos como já aconteceu no passado.
A dimensão do projecto exige cautelas redobradas, daí que a autarquia tenha querido ouvir in loco o pulsar da população e as suas posições relativamente a este investimento. José Luís Correia, presidente do município, está, contudo, seguro de que as obras vão mesmo avançar: “não tenho qualquer dúvida de que é um processo que não pode retroceder”, começou por referir.
O autarca relembra que este “é maior investimento de sempre” do concelho a que preside e “como tal entendi por bem que se devia ouvir a população, não só do Pombal, mas do concelho, pois estiveram aqui pessoas de outras terras, que nos transmitissem o seu estado de alma”.
A autarquia pediu um estudo de viabilidade económico-financeira para ajudar a definir o modelo de construção e gestão das novas termas de São Lourenço. Há várias possibilidades em cima da mesa, desde encontrar soluções de financiamento alternativas, lançar um concurso de construção e exploração ou mesmo a criação de um tipo de sociedade financeira que se aproxime do modelo das PPP – Parcerias Público Privadas.

Cepticismo da população
O concurso público ainda não foi lançado, mas as várias incógnitas não arrefecem a vontade dos responsáveis políticos, que estão nesta fase à procura de soluções.
A população presente nesta sessão de esclarecimento denotou alguma dificuldade em acreditar que um projecto desta dimensão avance mesmo na sua terra, até porque está cheia de promessas que nunca se concretizaram no passado.
O autarca de Carrazeda demarcou-se do passado longínquo e diz que só responde pelos últimos sete anos: “eu quando cheguei à câmara não imaginava o estado em que se encontrava o processo de São Lourenço, pensava que estaria muito próximo de ir a concurso, que já houvesse um projecto. Posso dizer que tive de começar da estaca zero, por isso foi uma caminhada muito longa e difícil, desde a elaboração do projecto ao processo de licenciamento”.
José Luís Correia quer evitar elefantes brancos no seu concelho e “para isso é preciso fazer muitas contas antes de se dar o primeiro passo”. Contudo, sempre vai adiantando que “estamos prontos para arrancar”, bastando encontrar os parceiros privados para avançar com a obra, uma vez que a autarquia não poderá nunca assumir sozinha o financiamento de uma empreitada desta dimensão, pois isso significaria que o município não poderia assumir qualquer outro investimento durante os próximos dois anos.

Escrito por: jornalista Hélder Pereira
Retirado de www.jornalnordeste.com

85ª Entrevista do Nordeste com Carinho

Entrevistámos hoje (2 de dezembro de 2016) Eduardo Malhão, Presidente de Direção do NERBA, Associação Empresarial do Distrito de Bragança.

Fomos recebidos com extrema simpatia pelos funcionários da instituição a quem agradecemos a disponibilidade.
Eduardo Malhão, igual a si próprio, concedeu-nos uma entrevista muito interessante.
Brevemente será publicada.
Hoje, deixamos o seu currículo:

António Eduardo Malhão, 53 anos, nascido em São Pedro de Sarracenos, concelho de Bragança, onde viveu até aos 7 anos, altura em que entrou para o Patronato por ser órfão.
Casado e pai de duas filhas.
Técnico oficial de Contas, inscrito na Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas;
Mediador de Seguros, inscrito no Instituto de Seguros de Portugal;
Técnico de Mediação Imobiliária;
Gestor de empresas desde 1988;
Membro da Assembleia Municipal de Bragança;
Presidente da Assembleia de Freguesia de S. Pedro de Sarracenos;
Presidente do Clube Habinordeste;
Membro da Direção Regional da ACEGE (Associação Cristã de Empresários e Gestores);
Delegado Distrital da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas;
Delegado Distrital da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas;
Presidente da Junta de Freguesia de S. Pedro (1997 a 2005);
Fundador e Presidente da Associação Recreativa "União de S. Pedro";
Fundador e membro dos Órgãos Sociais do Centro Social de S. Pedro;
Secretário da Direção da Associação de Futebol de Bragança (1983 a 1986);
Presidente do NERBA (desde outubro de 2011).

Empresas fundadas/participadas:

Habinordeste - Sociedade de Construções;
Nordestintas - Tintas e Mat. Construção, Lda;
Gestiurbe - Invest. Imobiliários, Lda;
Solar dos Banhos - Invest. Imob. e Turísticos, Lda;
Multiconfiança - Mediação Imobiliária, Lda.
Isometria - Engenharia e Arquitetura, Lda;
Predidomus - Soc. Med. Imobiliária; Lda;
Transdomus - Construções, Lda;
Bringráfica - Industrias Gráficas; lda;
Mobriga - Mobiliário e Equipamento de Escritório, Lda;
Hidroeléctrica das Trutas, Lda;
Petronordeste - Combustíveis, Lda;
Tecnordeste - Energias Renováveis;
Pressnordeste - Comunicação Social.

Eduardo Malhão é um exemplo de superação.
A sua faceta empresarial e associativa são notórias.

Maria e Marcolino Cepeda