A cidade onde vivo porque escolhi viver.
Maria Cepeda
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Homenagem a Ernesto Rodrigues na sua terra natal: Torre de Dona Chama
Domingo, 28 de junho de 2015. 9h45min, boleia inesperada por causa de pneu furado, aparece Teófilo Vaz, conforme combinado, já com o homenageado e Teresa.
Seguimos em direcção à vila de Torre de Dona Chama, onde Ernesto seria homenageado como filho dileto.
Calor, muito calor na terra fria, mais ainda na terra quente. Castanheiros floridos, um e outro doente. Oliveiras e vinhas... terra fria, terra quente e as suas vetustas gentes.
Por quatro concelhos passámos: Bragança, Vinhais, Macedo de Cavaleiros e Mirandela em escassos 50 quilómetros. A este singularidade, mais uma: a aldeia de Agrochão, atravessada pela estrada nacional 206, resume em si as características que fazem do distrito esta terra maravilhosa e única, com produtos de excelência, a Terra Fria e a Terra Quente.
O pai de Ernesto aguardava, orgulhoso, a chegada do filho e da nora. No Quartel dos Bombeiros nos reunimos à população que celebrava os vinte e seis anos de ascensão a vila. presidentes da Câmara Municipal de Mirandela e da Junta, fizeram o balanço da situação actual.
Criou-se concurso literário no formato "Conto" com o nome de Nuno Nuzelos, filho da terra, também.
António Tiza foi o escolhido para apresentar Ernesto e a sua obra que se pautou pela excelência de conseguir resumir, em poucas páginas, as muitas publicadas por Ernesto Rodrigues, que falou da sua terra e das suas gentes, orgulhoso e emocionado.
Foi merecida, talvez tardia, esta bela homenagem, seguida de almoço, onde toda a população colaborou.
Maria e Marcolino Cepeda
Seguimos em direcção à vila de Torre de Dona Chama, onde Ernesto seria homenageado como filho dileto.
Calor, muito calor na terra fria, mais ainda na terra quente. Castanheiros floridos, um e outro doente. Oliveiras e vinhas... terra fria, terra quente e as suas vetustas gentes.
Por quatro concelhos passámos: Bragança, Vinhais, Macedo de Cavaleiros e Mirandela em escassos 50 quilómetros. A este singularidade, mais uma: a aldeia de Agrochão, atravessada pela estrada nacional 206, resume em si as características que fazem do distrito esta terra maravilhosa e única, com produtos de excelência, a Terra Fria e a Terra Quente.
O pai de Ernesto aguardava, orgulhoso, a chegada do filho e da nora. No Quartel dos Bombeiros nos reunimos à população que celebrava os vinte e seis anos de ascensão a vila. presidentes da Câmara Municipal de Mirandela e da Junta, fizeram o balanço da situação actual.
Criou-se concurso literário no formato "Conto" com o nome de Nuno Nuzelos, filho da terra, também.
António Tiza foi o escolhido para apresentar Ernesto e a sua obra que se pautou pela excelência de conseguir resumir, em poucas páginas, as muitas publicadas por Ernesto Rodrigues, que falou da sua terra e das suas gentes, orgulhoso e emocionado.
Foi merecida, talvez tardia, esta bela homenagem, seguida de almoço, onde toda a população colaborou.
Maria e Marcolino Cepeda
domingo, 7 de junho de 2015
“Está a ser definido um conceito de interioridade equivalente ao estatuto dos Açores e Madeira”
Natural de Grijó de Vale Benfeito, o concelho de Macedo
de Cavaleiros, Adriano Moreira tem um vasto currículo, destacando-se nas áreas
da política e direito. O ex-ministro do Ultramar é actualmente presidente do
Instituto de Altos Estudos da Academia das Ciências de Lisboa.
Este mês foi
nomeado presidente do Conselho Consultivo da Unidade Local de Saúde do
Nordeste. Adriano Moreira diz que foi “levado ao colo” para Lisboa mas nunca
perdeu a ligação a Trás-os-Montes, onde passava as suas férias de Verão. Aos 92
anos, aceitou receber o Jornal Nordeste para uma conversa na Pousada de S.
Bartolomeu, em Bragança, onde esteve recentemente alojado.
Jornal Nordeste – Os problemas das regiões do interior
preocupam-no particularmente. Como caracteriza actualmente a região
transmontana e, em particular, o distrito de Bragança?
Adriano Moreira – A nossa região sofreu sempre da
interioridade em todas as épocas. Agora, atravessamos uma época de grandes
exigências, dificuldades e sacrifícios da população. A emigração aumenta, o
despovoamento cresce, o desemprego também… É um fenómeno geral no país mas,
naturalmente, nestas regiões é mais intenso. Há uma grande tradição de
afirmação do carácter dos transmontanos quando emigram. Durante muito tempo, a
emigração foi para o Brasil, depois para a Angola… e com uma circunstância: em
geral emigravam os homens e ficavam as mulheres. As mulheres governaram a
sociedade civil. Foram elas que ficaram, ‘viúvas de homens vivos’, como disse
um escritor nosso [Aníbal Rodrigues]. Essa homenagem tem que lhes ser prestada.
Por outro lado, não obstante ser uma região pobre, é uma região com uma grande
personalidade que todos mantêm: a identidade transmontana. Eu verifiquei isso
em viagens por todas as comunidades no estrangeiro. Verifiquei que os
transmontanos eram sempre solidários e muito ligados às suas origens e
forneceram homens com uma intervenção extremamente importante na vida do país.
Eu recordo, nos meus tempos de estudante, de aparecer num jornal de Lisboa, que
se chamava ‘Sempre Fixe’, um desenho que imitava a linha do Marão e depois umas
cabecinhas que eram, por exemplo, do Almirante Sarmento Rodrigues, do Ministro
do Interior, de um Secretário de Estado do Ultramar, o Ministro das Finanças…
Era uma meia dúzia de transmontanos que governava o país e o jornal chamava-lhe
‘a ilustre casa de Bragança’. É curioso que essa gente, que teve esse poder,
não o utilizou em favor dos territórios de Trás-os-Montes porque tinha como que
uma espécie de pudor de ter poder e poder parecer que o exercia em favor das regiões
de que eram originários.
Quais são para si, os verdadeiros problemas relacionados
com a interioridade no distrito de Bragança?
Neste momento, as circunstâncias de Portugal são muito
sérias mas são um reflexo das grandes dificuldades que atravessa a Europa. Eu
acho que a Europa a que nós aderimos está dividida entre uma Europa pobre e uma
Europa rica. A nossa Europa pobre, às vezes, dá-me a impressão que é o Império
Romano mas agora vestido de pobre porque tem o Chipre, a Grécia, Itália,
Espanha, Portugal…A emigração é muito grande, o despovoamento é enorme e isso
leva a um pensamento que está a ser desenvolvido no distrito, que creio que já
está em organização. Como sabe, foi reconhecida pela Constituição a necessidade
de um estatuto especial para os arquipélagos da Madeira e dos Açores. Está em
estudo e em organização em Bragança um grupo que inclui vários professores
universitários para definir um conceito de interioridade equivalente a esse
conceito, mas de conteúdo diferente, para que tenham um regime que vá ao
encontro da realidade e das exigências específicas do território. O grupo está
já em organização, creio que está já a tratar da sede e creio que o senhor
presidente do Município de Bragança tomou a orientação desse projecto. Vamos
esperar que esses estudos e essa vontade, completamente desinteressada do ponto
de vista pessoal, mas empenhada na situação da região, venham a ter propostas
que sejam, ao mesmo tempo, exequíveis e produtivas em relação às dificuldades
que estamos a enfrentar.
De que outra forma se poderiam resolver os problemas da
interioridade?
Há coisas que são graves noutros lados mas que aqui, no
interior, naturalmente são graves, como por exemplo o problema do afastamento
dos serviços das populações. É o caso da saúde, da justiça… E isto tem de ser
encarado. Sei que vai haver algumas reuniões sobre extinção de serviços. Temos
de ter consciência das dificuldades que o estado enfrenta mas é preciso
conhecer a realidade. Esses vão ser problemas que vão certamente ocupar essa
nova organização. Há um problema que me chama especialmente à atenção, mas não
vou dar soluções porque não se deve ser precipitado nem irresponsável nestas
questões mas, o despovoamento é um dos problemas mais ameaçadores. Há problemas
que dizem respeito à reforma do estado e que penso que deviam ser considerados.
As regiões transfronteiriças precisam de ter uma política própria.
Qual a importância que acha que o Instituto Politécnico
tem no distrito e na região transmontana?
Os politécnicos, em geral, estão com dificuldades,
sobretudo em regiões em que o despovoamento é grande. É evidente que as
dificuldades não são iguais em todos os sítios mas é extraordinário que, apesar
das circunstâncias a interioridade serem tão adversas, a qualidade do ensino do
Instituto Politécnico de Bragança, seja reconhecida em todo o país. O politécnico
de Bragança tem defendido a qualidade, tem tido iniciativas extraordinárias e é
um elemento dinamizador imprescindível, sobretudo nas circunstâncias difíceis
da região. Imagine que suprimiam o politécnico… Não é difícil de imaginar o que
isso representaria para a própria cidade de Bragança. Esta instituição tem um
corpo docente bastante competente e uma direcção bastante dinâmica.
Retirado
de www.jornalnordeste.com
Reserva da Biosfera Transfronteiriça Meseta Ibérica com boas perspectivas de aprovação
Os responsáveis da UNESCO mostram confiança em relação à
possível aprovação da Reserva da Biosfera Transfronteiriça da Meseta Ibérica.
Elisabete Silva, do Comité Científico Nacional da UNESCO,
acredita que o território que envolve Bragança, Salamanca e Zamora possa
receber a chancela da entidade já na próxima semana. Declarações, durante a
visita de um comité internacional da instituição, ao território, o último passo
antes da tomada de decisão. “A UNESCO já fez uma pré-avaliação pelo comité
consultivo e científico que foi favorável, e é um bom indicador. Houve um
trabalho muito complexo, em que a equipa teve uma grande preocupação de cumprir
os requisitos e critérios exigidos e tudo indica que a aprovação possa vir a
acontecer”, frisa Elisabete Silva. A comitiva da UNESCO passou pelo Parque Natural
de Montesinho, por Bragança, Vimioso, Mogadouro e pelo Parque Natural do Douro
Internacional, passando também por Salamanca e Zamora. O território foi
visitado ainda pelo chefe de secção do comité Man and Biosphere (MaB) da
UNESCO. Para Miguel Godt esta é uma candidatura especial visto que há em todo o
mundo apenas 14 reservas que unem dois países. “A nível mundial há 631 reservas
da biosfera e em Portugal há 7 até agora, e em todo o mundo há apenas 14
transfronteiriças, que é algo muito especial e rara a vontade de trabalhar com
os seus vizinhos”, saliente o membro do secretariado da UNESCO. Será já no
início da próxima semana que se ficará a saber se a Meseta Ibérica receberá o
selo de qualidade da UNESCO, altura em que os 35 estados membros vão decidir se
é declarada reserva da biosfera.
Escrito
por Brigantia.
Retirado
de www.brigantia.pt
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Presidente da CIM Terras de Trás-os-Montes critica processo de gestão da água
O presidente da CIM Terras de Trás-os-Montes, Américo
Pereira, critica o centralismo no processo de gestão da água, afirmando que a
sede da empresa Águas do Norte, em Vila Real, funcionará apenas no papel.
Escrito
por Brigantia.
Retirado
de www.brigantia.pt
Cuidados Paliativos da Terra Fria foram hoje inaugurados
Foi hoje assinado o protocolo de criação de uma Unidade
de Cuidados Paliativos Domiciliários da Terra Fria, que há cerca de um mês leva
cuidados de saúde de proximidade a pacientes com doenças incuráveis nos
concelhos de Bragança, Vinhais e Macedo de Cavaleiros.
O projecto representa o alargamento de um serviço
pioneiro a nível nacional, que começou em 2009, no Planalto Mirandês. António
Marçôa, presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde
Nordeste (ULSN), afirma que esta é uma forma de adaptar os cuidados de saúde às
características da população da região, vindo colmatar uma área mais
negligenciada. “Se temos uma população que é muito envelhecida e está dispersa
por um território de grande superfície ressalta que há um determinado tipo de
cuidados que nós até agora estaríamos eventualmente a descurar, que é o
acompanhamento dos doentes dos cuidados paliativos”, refere o responsável. Um
projecto semelhante será também criado em Alfândega da Fé, sendo o objectivo
cobrir toda a região com os cuidados paliativos domiciliários. O Secretário de
Estado da Saúde, Manuel Teixeira, considera que este é um exemplo para todo o
país. “Nós estamos aqui a fazer aquilo que o resto do país tem de fazer,
aumentar os cuidados paliativos, mas de proximidade, de tal maneira que as
pessoas em final de vida com doença incurável e os seus familiares tenham todo
o apoio possível”, sustenta o governante. O projecto terá um financiamento de
cerca de 400 mil euros durante três anos, contando com uma comparticipação da
Gulbenkian e apoios da ULS do Nordeste e por parte das três autarquias
abrangidas. Também hoje foi reaberto o quarto piso da Unidade Hospitalar de
Bragança. Esta zona do hospital estava em processo de remodelação há três anos,
depois de ter sido encerrada na sequência de casos de legionela. O piso
renovado vai agora acolher o serviço de medicina interna que até agora
funcionava num edifício exterior ao próprio hospital, o que, de acordo com o
responsável, “levanta logo problemas quer de eficiência quer de conforto dos
utentes, que, para qualquer meio complementar de diagnóstico, tinham de
deslocar-se do pavilhão para o hospital”. “Aproveitámos uma ameaça, que foi o
problema com a legionela, e o encerramento necessário, para investir no quarto
piso”, afirma António Marçôa. Para além de melhores condições, o serviço pode
contar agora com quartos de isolamento. As novas instalações foram reabilitadas
maioritariamente com recursos da ULSN.
Escrito
por Brigantia.
Retirado
de www.brigantia.pt
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Aldeia de Atenor, Miranda do Douro, recebe o II Encontro de Educação “Encontrar Espaços de crescer, aprender e ensinar”
A aldeia de Atenor, concelho de Miranda do Douro, vai
receber nos dias 5, 6 e 7 de Junho 2015 o II Encontro de Educação “Encontrar
Espaços de crescer, aprender e ensinar”, uma iniciativa com organização
conjunta do Movimento Crescer, Aprender e Ensinar e da Lérias-Associação
Cultural.
A iniciativa destina-se a munícipes, pais, educadores,
crianças e comunidade interessada e comprometida com as questões da educação
participada.
“Neste evento pretende-se repensar a escola como espaço
vivo, dinâmico e curioso, como comunidade de aprendizagem, como lugar
cooperativo e de iniciativa transformadora e crítica”, refere fonte da
organização.
No II Encontro de Educação “Encontrar Espaços de crescer,
aprender e ensinar”, vai debater-se “a escola, com vários intervenientes,
pensando-a como espaço educativo - normativo ou diferenciador? Através da
iluminação de um amplo leque de olhares, experiências e contextos
educacionais”.
Retirado de www.noticiasdonodeste.pt
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