sábado, 20 de novembro de 2021
Entrevista audio realizada ao Prof. Doutor Fernando Faria-Correia
terça-feira, 16 de novembro de 2021
Sabor Brasil
sábado, 6 de novembro de 2021
Professor Doutor Fernando Faria-Correia (MD, PhD, FEBOS-CR, P-CEO)
Entrevistámos, ontem, na Biblioteca Professor Adriano Moreira, o Prof. Doutor Faria-Correia, médico oftalmologista, natural de Bragança.
Aqui deixamos o seu currículo abreviado. Brevemente publicaremos a entrevista. (Maria Cepeda)
O Dr. Fernando Faria Correia é especializado
em cirurgia refrativa, córnea e cirurgia de catarata, é revisor de várias
publicações científicas, tais como “American Journal of Ophtalmology”,
“Ophtalmology” e “Journal of Refractive Surgery”, além de pertencer ao Grupo de
Estudos de Tomografia e Biomecânica do Rio de Janeiro. Ao longo dos últimos
anos publicou dezenas de artigos científicos e recebeu inúmeras distinções.
Concluiu a licenciatura em
Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto em 2007 e
realizou o internato de formação específica em Oftalmologia no
Centro Hospitalar São João, Porto, Portugal (2009 - 2012). Durante o último ano
de internato, integrou um fellowship de Córnea e Cirurgia
Refrativa, liderado pelo Prof. Doutor Renato Ambrósio Jr., no
Instituto de Olhos Renato Ambrósio e VisareRio (Rio de Janeiro, Brasil). Em
2013, realizou outro fellowship em Catarata e Cirurgia
Refrativa, liderado pelo Dr. George O. Waring IV, na Medical University of
South Carolina, Storm Eye Institute em Charleston, Carolina do Sul, EUA
Além de ter uma prática clínica movimentada,
o Prof. Doutor Faria-Correia atua ativamente na pesquisa clínica e integra as
atividades do Grupo de Estudos em Tomografia e Biomecânica da Córnea do
Rio de Janeiro. Ele publicou mais de 100 trabalhos científicos, incluindo
artigos, capítulos de livros e resumos em reuniões de sociedades
científicas. O Prof. Doutor Faria-Correia também atua ativamente no
ensino, sendo instrutor em vários cursos e orador-convidado em
distintas conferências internacionais. Os seus interesses clínicos e
científicos incluem novos desenvolvimentos na imagiologia do segmento
anterior, diagnóstico de ectasia da córnea, correção da visão a laser
e lentes intra-oculares de correção da presbiopia. Ele foi citado pela The Ophthalmologist na
sua Power List "Top 40 Under 40" em 2015.
Em 2017, o Prof. Doutor Faria-Correia
defendeu sua tese de doutoramento em Medicina intitulada
"Scheimpflug-based lens densitometry for preoperative assessment of
age-related nuclear cataracts". Ele também obteve o título de Fellow of
the European Board of Ophthalmology - Specialist Diploma in Cataract and
Refractive Surgery (FEBOS-CR), depois de passar no exame desenvolvido
pelo European Board of Ophthalmology (EBO)
e pela European Society of Cataract and Refractive Surgeons (ESCRS) em 2018.
Durante 2019 também concluiu o curso de Physician CEO na Kellogg School of Management
da Northwestern University (Evanston, IL, EUA).
O Prof. Doutor Faria-Correia é revisor de várias revistas internacionais de Oftalmologia, incluindo o Journal of Refractive Surgery e o Journal of Cataract and Refractive Surgery. Desde 2020, ele faz parte do conselho editorial da Cataract and Refractive Surgery Today Europe e é membro do Conselho Internacional da International Society of Refractive Surgery (ISRS).
Atualmente, também é Editor-Chefe da Revista Oftalmologia da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia
FOI REFERENCIADO PELA "THE OPHTHALMOLOGIST" NA LISTA DOS 40 MELHORES JOVENS OFTALMOLOGISTAS DO MUNDO EM 2015
Há um português na lista dos 40 melhores jovens oftalmologistas do mundo. O Dr. Fernando Faria Correia é investigador da Escola de Ciências da Saúde (ECS) da Universidade do Minho e foi o único especialista da Península Ibérica a integrar a lista “Top 40 under 40”, elaborada pela “The Ophthalmologist”, a principal revista científica do setor.
“Faria Correia é um oftalmologista talentoso
que tem publicado artigos importantes na área do ceratocone, catarata e
cirurgia refrativa. Será um futuro líder e continuará certamente a contribuir
para a evolução deste domínio”, referiu o júri que elaborou este top.
Retirado de www.newsfarma.pt
terça-feira, 2 de novembro de 2021
'Bragança Naturalmente!' conquista quatro prémios em Festival Internacional de Cinema de Turismo (2021/10/30)
O vídeo promocional “Bragança. Naturalmente!”, lançado em
2020 pelo Município de Bragança, foi ontem premiado, no ART&TUR – XIV
Festival Internacional de Cinema de Turismo.
A cerimónia decorreu no Centro de Congressos de Aveiro e
premiou o vídeo produzido pelo Município de Bragança em quatro categorias:
Destinos Turísticos – Cidades/Locais (1.º Prémio), Impacto Emocional,
Originalidade e Vídeo Promocional até 15’’ (Melhor Filme).
Marcaram presença na entrega de prémios Hernâni Dias,
Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Miguel Abrunhosa, Vereador das
áreas de Promoção Económica e Turismo, André Costa, modelo internacional
brigantino e protagonista do vídeo [ver página 3], e Marco Neiva,
produtor/realizador do filme.
“Este reconhecimento comprova não apenas a qualidade
técnica do vídeo, mas também o conceito e originalidade subjacente a toda a
campanha Bragança. Naturalmente!”, referiu Hernâni Dias, Presidente da Câmara
Municipal de Bragança, à margem da entrega de prémios, sublinhando que “além do
impacto real na economia e no desenvolvimento local, num período tão marcante
como o da pandemia, esta ambiciosa abordagem trouxe notoriedade ao território e
um reforço muito positivo para o sentimento de pertença de toda a comunidade”.
“Recordo que o vídeo foi visto por mais de um milhão de pessoas em todo o mundo
e os resultados ao nível do turismo em Bragança são, efetivamente, uma
referência nacional”, concluiu.
O ART&TUR – Festival Internacional de Cinema de
Turismo comemora a 14.ª edição, alcançando já um elevado reconhecimento
internacional, uma vez que integra o Comité Internacional dos Festivais de
Filmes de Turismo, responsável por eleger, anualmente, o melhor filme de
turismo a nível mundial. O júri deste concurso é composto por 34 membros,
oriundos de Portugal, Estados Unidos, Chile, Irão, Brasil, Índia, África do
Sul, Irlanda, Filipinas, Itália, Espanha, Maurícia, Holanda, Lituânia, Croácia,
Canadá, Japão, Indonésia e Polónia.
No total, foram 74 os filmes nomeados para o Festival.
Além dos quatro prémios conquistados pelo Município de Bragança, destaque para
o Turismo Porto e Norte de Portugal, que arrecadou oito, e para Braga, que
conseguiu um, sendo as únicas premiadas da região norte de Portugal.
Recordamos que “Bragança. Naturalmente!” está enquadrada
num Plano Estratégico de Médio/Longo Prazo para desenvolvimento do turismo e da
dinâmica económica local, promovendo o território como um destino natural,
seguro, próximo, tranquilo e autêntico. No fundo, o lugar ideal para criar
memórias que perduram para sempre.
Retirado de www.cm-braganca.pt
Virgílio Nogueiro Gomes lança o livro "À Portuguesa: Receitas em Livros Estrangeiros até 1900", em Bragança, 28/10/2021
De realçar as seguintes palavras do autor, transmontano, nascido em Bragança: “Um ingrediente presente na maioria das receitas de doçaria é a laranja. Sendo que Portugal foi um grande distribuidor de laranja doce, o que levou a que, em muitos países, a palavra que designa o fruto se relacione com a etimologia do topónimo Portugal”.
São 118 receitas, dos séculos XVII, XVIII e XIX, que pretendem salientar parte da identidade portuguesa na cozinha estrangeira.
Receitas à Portuguesa (www.novoslivros.pt)
1-Qual a ideia que esteve na origem deste seu livro «À Portuguesa: Receitas em livros Estrangeiros até 1900»?
R-
Tudo começa com os meus estudos de “Menus” europeus nos quais surgiam, por
vezes, denominações «à portuguesa» sem que encontrasse nos livros da época as
receitas. Decidi fazer uma investigação cuidadosa de livros desde o século XIV
e especialmente em reino Unido, França, reinos de Espanha e da Península
Itálica. Encontrei as primeiras receitas em 1604 e optei por terminar em 1900
pois o século XX é pródigo em muito receituário e muita divulgação.
2-A obra evidencia um facto nem sempre claro
para nós, portugueses: muitas receitas nossas tiveram um expressão relevante em
vários países e em várias épocas: a que se deve esta situação?
R- Não foi fácil entender e especialmente para as receitas de salgados. Tentei
abordar factos ou situações de proximidade do local de publicação e a presença
de portugueses que tenham estado naquele tempo e naquele território. Há livros
mais fáceis como o de 1611 pois foi o cozinheiro que acompanhou o Rei Filipe II
enquanto esteve em Portugal. Também o livro de 1669 pois são receitas que a
Rainha Catarina, Princesa de Portugal mais gostava que lhe confecionassem na
corte do Reino Unido. Quanto aos doces, a maioria deve-se ao facto de os
portuguese terem distribuído pela Europa a “laranja doce”. Assim, doces com
laranja doce remetiam a sua denominação para Portugal.
3-No âmbito da sua pesquisa para este livro,
o que mais o surpreendeu?
R- Possivelmente as biografias dos autores das receitas.
__________
Virgílio Nogueiro Gomes
À Portuguesa: Receitas em Livros Estrangeiros até 1900
Marcador
Ernesto Rodrigues: «Sê todo em cada coisa. Põe quanto és / No mínimo que fazes.» (www.novoslivros.pt)
Ernesto Rodrigues é um autor dos sete
instrumentos: ficção, poesia, teatro.
Desde os anos 70 do século XX que vem construindo uma obra com um estilo muito
próprio.
Em 2021, publicou um romance (A Terceira Margem) e uma antologia das
suas peças de teatro.
O que é para si a felicidade absoluta?
A serenidade junto dos meus – família e amigos –, atento aos ruídos do
mundo.
Qual considera ser o seu maior feito?
Pacificar-me.
Qual a sua maior extravagância?
Um casamento falhado.
Que palavra ou frase mais utiliza?
Calma.
Qual o traço principal do seu carácter?
Integridade.
O seu pior defeito?
Credulidade.
Qual a sua maior mágoa?
Ver morrer um irmão.
Qual o seu maior sonho?
Deixar, na memória de alguns, um verso, frase, personagem ou obra
conseguida.
Qual o dia mais feliz da sua vida?
17 de Junho de 1956.
Qual a sua máxima preferida?
«Sabes o que eu chamo ser bom: ser de uma bondade perfeita, absoluta, tal
que nenhuma violência ou imposição nos possa forçar a ser maus.» Séneca, a
Lucílio.
Onde (e como) gostaria de viver?
Em Roma, gozando a reforma.
Qual a sua cor preferida?
Verde.
Qual a sua flor preferida?
Amor-perfeito.
O animal que mais simpatia lhe merece?
Cavalo.
Que compositores prefere?
Bach, Mozart, Beethoven, Schubert, Duke Ellington, John Coltrane.
Pintores de eleição?
Piero della Francesca, Mantegna, Bosch, Leonardo, Bruegel (o Velho),
Cézanne.
Quais são os seus escritores favoritos?
Cervantes, Vieira, Flaubert, Camilo, Eça, Kafka, Céline, Borges, Márai
Sándor, Miguéis, Buzzati.
Quais os poetas da sua eleição?
Camões, Baudelaire, Pessoa, Drummond de Andrade, József Attila, Jorge de
Sena.
O que mais aprecia nos seus amigos?
Lealdade.
Quais são os seus heróis?
Meus pais, Aristides de Sousa Mendes e quantos, sem segundas intenções, se
dedicam aos outros.
Quais são os seus heróis predilectos na ficção?
Calisto Elói, em A Queda Dum Anjo, e os sujeitos que se contam
em Peregrinação, de Fernão Mendes Pinto, Fastigínia, de
Tomé Pinheiro da Veiga, e Uma Solidão Demasiado Ruidosa, de Bohumil
Hrabal.
Qual a sua personagem histórica favorita?
Marco Aurélio.
E qual é a sua personagem favorita na vida real?
Teresa Martins Marques.
Que qualidade(s) mais aprecia num homem?
Inteligência multiforme.
E numa mulher?
Inteligência multiforme.
Que dom da natureza gostaria de possuir?
Harmonia.
Qual é para si a maior virtude?
Solidariedade.
Como gostaria de morrer?
Serenamente, ouvindo “Nessun dorma”, do Turandot de
Puccini.
Se pudesse escolher como regressar, quem gostaria de ser?
Eu mesmo.
Qual é o seu lema de vida?
«Sê todo em cada coisa. Põe quanto és / No mínimo que fazes.»
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Ernesto Rodrigues na “Novos Livros” | Entrevistas













