quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Jorge Morais - Carvoeiras

            23 de janeiro de 2026, de repente, ao passar em Vila Verde, junto a Vinhais, pareceu-me rever uma das mulheres com o seu jumento carregado de brasas ou carvão e, ainda, a companhia do seu cão que, em dias rigorosos de geada ou frio, calcorreavam estradas e montes para vir encostar-se ao gradeamento do antigo mercado à espera de freguês. 
          Algumas vezes não traziam só combustível lenhoso, traziam os vestígios dos rigores climatéricos, como a interessante escultura que Vila Verde evoca.

Jorge Morais 


     Mais uma fotografia de Jorge Morais com a qualidade que se lhe reconhece. Esta mostra os rigores invernais de outros tempos que a muitos trará lembranças, boas ou más. O inverno de 2026 apresentou-se rigoroso e mandão, trazendo todos os seus soldados. 

    Obrigado Jorge

Maria e Marcolino Cepeda 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Jorge Morais

Aí vai o prometido. Foto de época, de um sistema de extração do ouro líquido, tirada em dezembro de 2025, puxado a muares e força humana num lagar centenário em Latedo, pequeno pueblo perto de Alcanices, junto à fronteira com Portugal.

Bom ano e bons fluidos.

Jorge Morais



Mais uma vez, agradecemos ao Jorge Morais, amigo de longos anos, esta fotografia cheia de vida e movimento. Perfeita como todas as outras.

Maria e Marcolino

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Fotografia de Jorge Morais

            Aí vai uma análise cubista dos telhados da nossa velha Vila e castelo quando ainda havia nevadas ao sério, esta foto que eu tirei com uma velha Nikon, foi em Janeiro de 1997, faz agora quase 30 anos.

O casario da velha urbe tinha e ainda tem, em parte e apesar de algumas alterações, uma sequência interessante.

Com uns bons palmos de neve cobrindo os telhados e uniformizando o tom torna-se ainda mais simples a perceção das linhas limítrofes e dos volumes desfilando em sucessivo contraponto e ritmo que se direcionam para o topo em direção à torre da igreja de Santa Maria.

Boas nevadas é que precisamos, para acalmar e curar os campos e as mentes. Saúde.

Jorge Morais



        Mais uma vez, obrigado Jorge. É uma excelente fotografia, que nos deixa cheios de saudades de uma boa nevada. 
        Vamos ver se este inverno, mais frio do que o do ano passado, nos presenteia com uma bela nevada no Carnaval.
         Bom ano para todos! 
         Muita saúde e paz!

Maria e Marcolino Cepeda

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

A natureza em todo o seu esplendor

 

Que dizer desta imagem tão linda?

Que Deus nos ama?

Que nós não damos valor ao que nos cerca?

Que basta parar um momento e olhar para o que nos envolve?

É de graça. Não nos cobra nada, apenas respeito e cuidado.


Aldeia de França, rio Sabor, fim de tarde, inverno transmontano.

Maria Cepeda

sábado, 20 de dezembro de 2025

Feliz Natal para todos - Jorge Morais

Aí vai outra foto minha da antiga Praça do Mercado, zona dos talhos, num dia também de neve e que hoje evocamos com bastante saudade.

Bom Natal para todos. 

Jorge Morais


Obrigado Jorge. 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Foto de Natal - Jorge Morais

Aí vai, caríssimos, para o Blogue, a minha oferta de Natal: Uma grande
nevada em 1997, daquelas de verdade e de que já quase não tínhamos
presente na memória os seus contornos visuais.

Acresce que foi tirada por uma Canon F1, rolo analógico, claro, e de um ponto a meio da rua Direita, enquadrando na estrela de iluminação, a torre de menagem e castelo, bem como rasando os telhados nevados de várias casas da rua.

Revelei em casa. Permito-me acrescentar que a decoração natalícia dessa rua Direita, nessa altura, era mais interessante e elaborada do que aquela que vemos hoje no mesmo local parecendo precisamente mais pobre do que a desse tempo e, iria mesmo dizer, a parente mais pobre de todas as iluminações de rua deste ano de 2025.

Boas Festas e saúde.

Jorge Morais


        Mais uma belíssima fotografia de Jorge Morais que nos relembra invernos passados. 
        O clima mudou, o aquecimento global nota-se e nós temos saudades de acordar com a brancura imaculada da neve. Obrigado Jorge.


Com o desejo de um Feliz Natal, em paz e harmonia com o coração cheio de alegria.

FELIZ NATAL!!!✨⛄ 

Maria e Marcolino Cepeda

  

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Jorge Morais - D. Celeste Ferro

Celeste, dona Celeste Maria Ferro, falecida há aproximadamente um mês e que não resistiu a uma queda grave que deu nas fatídicas escadas das "Moreirinhas" que tantas vezes subiu e desceu nas suas iniciativas de pendor empresarial que a levavam a locais centrais da nossa cidade aonde amiúde a víamos de sorriso simples e afável mercadejando; em bom tempo, em plena Praça da Sé, vendendo tremoços e um ou outro aperitivo e, em tempo mais careta e de castanhas, ousando também preparar e vender estas iguarias de Outono, instalando-se às vezes, também, na pequena eira frente aos correios. 

Empresária de fracos recursos que começou por apresentar a sua mercadoria num carrinho quase de brincar adaptado a partir de coisas triviais e que aparentemente resultavam do seu próprio engenho, evoluiu, possivelmente auxiliada, para carrinhos mais elaborados ou transformados e formais de chapa e até de inox até que, por fim, a entidade camarária, vendo o seu engenho e agradabilidade para se relacionar e vender lhe arranjou um pequeno quiosque de madeira com assador e tudo frente aos correios. E era vê-la assim, porém, mais atarefada e concentrada preparando o saboroso produto para o público. Pessoalmente parecia-me, nessa condição e compromisso, menos à vontade, menos espontânea e sorridente, talvez porque mais sobrecarregada.

Cheguei a pensar que os simples tempos iniciais em que aparecia com os seus carrinhos eram também mais um pretexto para sair de casa e falar e cumprimentar as pessoas do que propriamente fazer dinheiro. De uma maneira, ou de outra, iluminava um pouco e diversificava humanamente as praças aonde a víamos. Gostava de conversar com ela e, com simpatia, anuiu, em tempos ainda de pandemia, a que eu lhe tirasse uma fotografia que aqui está.


 
Jorge Morais

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Aqui temos mais uma fotografia de Jorge Morais onde o lado humano é bem patente. Como fotógrafo humanista que também é, soube captar a sensibilidade, a simpatia e a leveza de uma alma simples e genuína que, ao mesmo tempo, serve como singela homenagem pela sua partida.

Maria Cepeda