quinta-feira, 30 de abril de 2026

Águas profundas

        Hoje acordei tonta. Tonturas vãs ou mareantes, como se estivesse a navegar em águas profundas.

        Será que é porque sim ou será fruto da loucura dos pretensos "líderes" mundiais, que apregoam a toda a gente, como salvadores da pátria que não são, que está quase perdida, deglutida, que o mundo "nunca esteve tão bem"?

        Não sei o que pensar desta leveza mortífera que calca cadáveres inocentes aos pés. Que são obrigados a ir porque, os que pensam que são libertadores, salvadores dos valores que cantam aos ouvidos uns dos outros... não são nada senão bufos.

        Pensava que os bufos já não existiam... Enganei-me. Rotundamente enganada, tento agarrar-me a qualquer coisa. Que coisa ou coisas existiram que mo permitam fazer?

        Haverá, ainda, a leveza de um abraço, seguido de um beijo molhado na bochecha da avó, que sorri aliviada e serena?

        Será que os avós ainda novos ou mais idosos, sustentam o sonho de poder mostrar o caminho certo ou melhor, o caminho que eles julgam certo?

        Alguém saberá as respostas a estas perguntas? 

        Alguém sobreviverá à angústia de já não conseguir sonhar?


Maria Cepeda   

            


 

Primavera 2026

Mais vale pensar que a esperança é a última a morrer. 
Acreditar piamente, que essa é uma verdade incontestável. 
É aconchegar a primavera. E ela precisa tanto de aconchego... 
Sorrir, porque é mais fácil sorrir do que chorar, para além do facto propalado, de que sorrir não cria rugas. 
É melhor apreciar a beleza amarela dos junquilhos, tão bela, tão simples! 
Pura como o sorrir de uma criança e o doce olhar da minha gata Mia, tão azul como o céu.
 
 

Maria Cepeda

terça-feira, 28 de abril de 2026

Fotografia de Jorge Morais

            Aí vai uma inédita foto de outra crise petrolífera com as carrimpanas e faméis da época a fazerem fila e encherem os depósitos, antes de nova carestia, de combustível, nas bombas do João Miguel Pires, perto do cemitério velho. 

            Esta foi tirada por voltas de 1988, com a minha velha Canon F1. Parece que de 30 em 30 anos algo se repete e não é só com as crises energéticas.

            Abraço

Jorge Morais




     Mais uma fotografia de Jorge Morais que apresenta um quotidiano semelhante ao que se vive hoje: filas para adquirir combustível.  
       
    Obrigado Jorge.

Maria e Marcolino Cepeda

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Jorge Morais - Carvoeiras

            23 de janeiro de 2026, de repente, ao passar em Vila Verde, junto a Vinhais, pareceu-me rever uma das mulheres com o seu jumento carregado de brasas ou carvão e, ainda, a companhia do seu cão que, em dias rigorosos de geada ou frio, calcorreavam estradas e montes para vir encostar-se ao gradeamento do antigo mercado à espera de freguês. 
          Algumas vezes não traziam só combustível lenhoso, traziam os vestígios dos rigores climatéricos, como a interessante escultura que Vila Verde evoca.

Jorge Morais 


     Mais uma fotografia de Jorge Morais com a qualidade que se lhe reconhece. Esta mostra os rigores invernais de outros tempos que a muitos trará lembranças, boas ou más. O inverno de 2026 apresentou-se rigoroso e mandão, trazendo todos os seus soldados. 

    Obrigado Jorge

Maria e Marcolino Cepeda 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Jorge Morais

Aí vai o prometido. Foto de época, de um sistema de extração do ouro líquido, tirada em dezembro de 2025, puxado a muares e força humana num lagar centenário em Latedo, pequeno pueblo perto de Alcanices, junto à fronteira com Portugal.

Bom ano e bons fluidos.

Jorge Morais



Mais uma vez, agradecemos ao Jorge Morais, amigo de longos anos, esta fotografia cheia de vida e movimento. Perfeita como todas as outras.

Maria e Marcolino

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Fotografia de Jorge Morais

            Aí vai uma análise cubista dos telhados da nossa velha Vila e castelo quando ainda havia nevadas ao sério, esta foto que eu tirei com uma velha Nikon, foi em Janeiro de 1997, faz agora quase 30 anos.

O casario da velha urbe tinha e ainda tem, em parte e apesar de algumas alterações, uma sequência interessante.

Com uns bons palmos de neve cobrindo os telhados e uniformizando o tom torna-se ainda mais simples a perceção das linhas limítrofes e dos volumes desfilando em sucessivo contraponto e ritmo que se direcionam para o topo em direção à torre da igreja de Santa Maria.

Boas nevadas é que precisamos, para acalmar e curar os campos e as mentes. Saúde.

Jorge Morais



        Mais uma vez, obrigado Jorge. É uma excelente fotografia, que nos deixa cheios de saudades de uma boa nevada. 
        Vamos ver se este inverno, mais frio do que o do ano passado, nos presenteia com uma bela nevada no Carnaval.
         Bom ano para todos! 
         Muita saúde e paz!

Maria e Marcolino Cepeda