segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

DESATINO

Com melancolia,
No olhar revolto,
Ar de noite escura
No olhar sereno,
Corpo soerguido
No limiar do medo,
Sou o que sou.

Destino!

Armo o laço
Que lanço.
Sofro a vontade
Insatisfeita
Do desejo contido
No caminho perdido
Nas ondas do mar.


Desatino!

Maria Cepeda
Livro "Flor Azul"

Jovens voluntários europeus plantam 5.000 árvores no Douro Internacional (Lusa 03/02/2018)


Um conjunto de jovens voluntários europeus plantou cerca de cinco mil árvores autóctones na área sul do Parque Natural do Douro Internacional, para minimizar os efeitos "nefastos" dos incêndios, disse hoje à Lusa fonte ligada à iniciativa.
Os trabalhos de plantação das árvores estão inseridos no projeto transfronteiriço "Life Rupis" e vão prolongar-se até 2019.
"A zona sul do PNDI foi muito atingida pelos incêndios do último verão e com a plantação destas cinco mil árvores está-se a contribuir para minimizar os danos causados nos habitats deste território protegido", explicou o coordenador do projeto "Life Rupis", Joaquim Teodósio.
O projeto, que tem em vista a conservação do britango e da águia perdigueira, é uma iniciativa coordenada pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e tem como parceiros a Associação Transumância e Natureza, a Palombar, a GNR/SEPNA, a Fundación Patrimonio Natural de Castilla y León, a Vulture Conservation Foundation, o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas e a Junta de Castilla y León.
As plantações agora efetuadas foram geridas pela Associação de Transumância e Natureza (ATN) em zonas que foram "muito" atingidas pelos incêndios do verão passado.
"Aproveitando-se as poucas chuvas que caíram em novembro e dezembro e com um trabalho intensivo, apoiada por voluntários da Associação Plantar uma Arvore e pela Mossy Earth, plantou 900 lódãos, 900 carvalhos-cerquinhos, cerca de 2000 sobreiros, 600 azinheiras, mais de mil freixos, 54 zimbros, 50 medronheiros, 72 zambujeiros e 22 abrunheiros-bravos", indicou o coordenador do projeto.
As plantações foram distribuídas por propriedades geridas pela Associação Transumâncias, a da Ribeira do Mosteiro e Vale dos Corvos no concelho de Freixo de Espada à Cinta, no distrito de Bragança, e em Vale das Loiras, em Almofala, concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, distrito da Guarda.
"Estas plantações são tanto mais importantes como vão contribuir para a recuperação de áreas que arderam no verão de 2017", vincou.
Além disso, têm sido feitos acordos com proprietários e zonas de caça locais, com distribuição de semente para recuperação do coberto vegetal herbáceo. Estas medidas estão incluídas no projeto transfronteiriço "Life Rupis" e destinam-se a beneficiar as populações de espécies-presa da águia-perdigueira, em particular o coelho-bravo e a perdiz.
O projeto "Life Rupis" é financiado pelo programa LIFE e pela Rede Natura 2000.

Retirado de www.diariodetrasosmontes.com

Politécnico de Bragança juntou-se a lagar para criar azeite gourmet. (Lusa 03/02/2018)

ESPECIALIDADE FATUROU 1,5 MILHÕES DE EUROS EM 2017

Um lagar de azeite em Trás-os-Montes fez uma parceria com investigadores do Politécnico de Bragança, que resultou num produto ‘gourmet’ que faturou 1,5 milhões de euros em 2017 e que quer crescer para a Arábia Saudita, Canadá e EUA.
“É um azeite de características transmontanas, um azeite de olival tradicional, um azeite verde, com muito sabor a frutos secos - noz e amêndoa - quimicamente e sensorialmente irrepreensível, sem defeito nenhum”, descreveu António Soares, um dos mentores da marca de azeite Terras Dazibo, produzido no lagar Olimontes.
Os bagos de azeitona nascem em olival tradicional em Macedo de Cavaleiros, em Bragança, e o azeite começa a ser produzido no Olimontes, um lagar desenhado de acordo com as exigências de modernas tecnologias de extração.
Países como Espanha, França, Luxemburgo, Bélgica, Suíça ou Inglaterra já estão a importar aquele azeite produzido no lagar de Trás-os-Montes, mas António Soares revela que o futuro do negócio passa por vender para a Arábia Saudita, Qatar, Barém, EUA e Canadá.
“Estamos a ultimar e a negociar contratos, com algum músculo, (…) com cadeias internacionais de negócio na área da distribuição da ‘delicatessen’ [produtos ‘gourmet’], com algumas das maiores referências internacionais, com parte dos países árabes, os EUA e o Canadá”, contou António Soares, referindo que o objetivo da marca é levar os azeites da marca, desde o biológico ao virgem e ao extra virgem, “pelo mundo fora”.
A marca Terras Dazibo, nome que nasceu a partir do nome da Albufeira do Azibo, foi lançada no mercado em novembro de 2015, em Macedo de Cavaleiros, com três sócios e em parceria entre o lagar Olimontes e o Instituto Politécnico de Bragança.
“Fizemos uma parceria com o Instituto Politécnico de Bragança, com o azeitólogo investigador Nuno Rodrigues e com o professor José Alberto Pereira, que já eram conhecedores no panorama oleico nacional”, explicou António Soares.
O volume de negócios do lagar Olimontes, aliado à marca de azeite transmontano, ultrapassou em 2017 os 1,5 milhões de euros, avançou António Soares, referindo que se trata de um valor “muito grande”, mas que congrega não só o azeite ‘premium’ engarrafado, mas também o azeite a granel e o de garrafão.
Na campanha de azeite de 2017, considerado um ano excecional na produção, o Olimontes processou 3.750 toneladas de azeitona, produzindo cerca de 600 mil litros de azeite.
“Já fizemos mais de 500 toneladas de azeite na campanha de 2017”, contou o responsável, indicando, porém, que este valor pode aumentar.
Em maio de 2017, quatro garrafas de azeite Ânfora, produzido no Olimontes, conquistaram em Nova Iorque a medalha de ouro na Competição Internacional de Azeite daquela cidade, na categoria Medium Brands, recorda António Soares.
Os azeites produzidos no lagar transmontano também receberam medalhas de prata no concurso “London International Olive Oil Competition 2017".

Retirado de www.diariodetrasosmontes.com

Governo realça menor espera nas urgências e bastonário insiste que faltam recursos (Lusa 04/02/2018)

OBRAS ORÇADAS EM CERCA DE "3,5 MILHÕES DE EUROS", NO HOSPITAL DE BRAGANÇA.

O secretário de Estado Adjunto da Saúde, Fernando Araújo, afirmou que a espera nas urgências no pico da gripe foi este ano mais reduzida, um resultado atribuído aos profissionais pelo bastonário dos médicos que reitera a falta de recursos.
O governante e outros representantes da Saúde reuniram-se hoje em Bragança para discutir problemas do setor, nomeadamente no Interior de Portugal e visitar alguns equipamentos locais.
O secretário de Estado mostrou-se "extremamente bem impressionado" com o que viu no hospital de Bragança, sem macas nos corredores das urgências, e aproveitou para realçar que a resposta nacional dada este ano aos habituais picos de afluência às urgências.
"Este inverno, ao contrário de outros no passado, em termos de resposta de tempos nas urgências (...), tivemos realmente respostas com muita qualidade e com tempos de resposta em termos de acessibilidade mais reduzidos do que em anos anteriores", declarou.
O governante atribuiu esta resposta aos planos locais de reforço, nomeadamente de profissionais, que, afiançou, continuarão ativos para eventuais novos picos na procura ainda durante este inverno.
Já para o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, este resultado deve-se ao esforço dos profissionais de saúde que "estão a fazer mais trabalho do que aquele que deviam".
O bastonário reiterou que faltam no Serviço Nacional de Saúde (SNS) "entre quatro a cinco mil médicos, para além de cerca de 30 mil enfermeiros" e voltou a acusar o Ministério das Finanças de estar a "bloquear" a contratação de novos especialistas por ainda não terem avançado os concursos prometidos pelo Governo.
O secretário de Estado foi ainda confrontado com as listas de espera superiores a 180 dias, nomeadamente na região de Bragança em especialidades como Medicina Física e de Reabilitação.
Fernando Araújo reconheceu que, por vezes, existem lacunas "num ou noutro local" e "numa ou noutra especialidade", acrescentando que o Governo está "fortemente empenhado em reduzir isso".
Uma das medidas que referiu é "o recrutamento e seleção, num concurso, para cerca de 500 novos médicos especialistas para reforçar os quadros dos hospitais em todo o país".
"Neste momento estamos a trabalhar com as Finanças de modo que esse concurso seja uma realidade muito próxima", afirmou.
O governante referiu ainda os investimentos que estão a ser feitos para melhorar condições, nomeadamente, as obras orçadas em cerca de "3,5 milhões de euros", no hospital de Bragança.

Retirado de www.diariodetrasosmontes.com

Surgiram duas novas “Aldeias Pedagógicas” no distrito de Bragança

Portela e Pinela no concelho de Bragança, Vale de Frades e Vilar Seco no concelho de Vimioso, são a aposta da Azimute para replicar o projeto Aldeia Pedagógica na zona Norte - distrito de Bragança, criando duas novas “Aldeias Pedagógicas” no concelho de Vimioso e uma no concelho de Bragança.







Escolhidas as 3 novas aldeias e envolvidos os agentes locais, juntas de freguesia e associações, é fundamental para o sucesso do projeto a mobilização da população, para que estes Mestres/idosos “vistam a camisola” do projeto e sejam a bússola dos visitantes numa viagem pela história, pessoas e tradições das Aldeias Pedagógicas.
O projeto Aldeias Pedagógicas já corre sobre rodas e em janeiro, decorreu um ciclo de Workshops de Serigrafia nas 3 novas Aldeias Pedagógicas – Pinela, Vale Frades e Vilar Seco.
Os Mestres/idosos tornaram-se aprendizes e ganharam novas competências em serigrafia. Estão prontos para ensinar aos visitantes a arte da serigrafia.
A iniciativa contemplou 3 workshops, sendo o primeiro realizado na Aldeia Pedagógica de Pinela no dia 23 de janeiro, o segundo na Aldeia Pedagógica de Vilar Seco no dia 24 de janeiro e o terceiro decorreu na Aldeia Pedagógica de Vale de Frades no dia 31 de janeiro.
Cada workshop teve uma duração de 90 minutos e teve início com uma componente teórica onde os Mestres das Aldeias Pedagógicas aprenderam o conceito e as técnicas a usar na arte da serigrafia. Seguiu-se uma componente prática, onde os Mestres com a ajuda dos formadores fizeram as suas obras de serigrafia em posters e sacos de tecido.
A Serigrafia é um processo de impressão manual simples que consiste em colocar tinta sobre uma tela de serigrafia e, exercendo pressão sobre o rodo, a imagem da tela serigráfica é impressa no tecido ou no papel.
O “Aldeias Pedagógicas” é um projeto de inovação social que promove o envelhecimento ativo, a intergeracionalidade, a valorização, a participação cívica e familiar e o bem-estar físico e mental do idoso através da participação dos idosos enquanto guias de uma visita pelo passado das três aldeias, pensada para grupos escolares e outros grupos organizados, que recorda as artes, ofícios e tradições de outros tempos.
O “Aldeias Pedagógicas” valoriza os saberes, os ofícios, experiência de vida dos idosos e a sua ligação ao mundo rural tornando-os nos “Mestres” das aldeias: são os idosos que melhor guardam os saberes de outrora e são também eles que melhor os sabem transmitir.
Os visitantes percorrem um circuito pelas ruas das “Aldeias Pedagógicas”, passando em pontos definidos, ouvindo, observando e experimentando as artes e ofícios destes Mestres/idosos. O projeto envolve ainda o uso de tecnologias, como o Skype, enquanto linha de contacto entre utilizadores séniores e os seus familiares, de forma a reforçar as relações de proximidade, assim como ações de sensibilização, eventos e um “espaço” de criação artística, que desenvolve a motricidade, a precisão manual, a coordenação psicomotora e a criatividade do idoso.
O projeto Aldeias Pedagógicas faz parte de uma candidatura aprovada pelo instrumento de financiamento Parcerias para o Impacto, gerido pela Portugal Inovação Social – sendo cofinanciado pelo PO ISE - Programa Operacional Inclusão Social e Emprego, Portugal 2020 e FSE - Fundo Social Europeu, Fundação Calouste Gulbenkian, Município de Bragança e Município de Vimioso.

Retirado de www.noticiasdonordeste.pt

MACEDO DE CAVALEIROS VAI FINALMENTE TER UMA CENTRAL DE CAMIONAGEM


A terceira maior cidade do distrito de Bragança tem em projecto a construção de uma central de camionagem, equipamento há muito esperado em Macedo de Cavaleiros.
Construir uma Central de Camionagem na cidade é um dos objectivos do município de Macedo de Cavaleiros. A ideia é ter uma estrutura com maiores dimensões e espaço do que o edifício, construído no verão passado, e que serve de abrigo aos passageiros enquanto esperam pelos autocarros. 
O vice-presidente da câmara, Pedro Mascarenhas, disse em declarações à Rádio Onda Livre que se pretende ter um espaço “adequado às necessidades e com a dimensão ideal para aquilo que Macedo precisa.” Garantiu ainda que “o local está escolhido” e agora vai ser iniciado “o projecto e o contacto com os proprietários” para tentar adquirir os terrenos. 
O local já está escolhido e pensado para o centro da cidade, no terreno de um olival contíguo ao Parque de Estacionamento situado na Rua Pereira Charula.” Será uma estrutura situada no centro da cidade, pois quem usa transportes públicos por norma não tem viatura própria, os autocarros que fazem os transportes regionais dentro do concelho param na cidade e as pessoas que vêm das aldeias vão à feira. Também ficará mais perto do hospital e do centro. Acho que serve muito melhor a população e tem espaço para os autocarros pararem e os carros estacionarem, com o apoio do parque de estacionamento” , acrescentou ainda o vice-presidente que espera que a estrutura seja mais funcional, uma vez que “este executivo entende que a localização onde está actualmente não é correta nem funcional.” 
O projecto que vai ser candidatado no âmbito do PEDU, com execução prevista para 2019.

Escrito por: Jornalista Débora Lopes

PRODUTORES TRADICIONAIS COM PRESENÇA REFORÇADA NA FEIRA DO FUMEIRO DE VINHAIS


Esperados mais de 80 mil visitantes num dos mais importantes certames da região.

A 38.º da Feira do Fumeiro de Vinhais, que acontece entre os dias 8 e 11 de Fevereiro, vai este ano contar com mais produtores dos tradicionais e certificados enchidos, sendo 78 os expositores.
Um aumento que segundo a organização está ligado à maior aposta no sector que gera um volume de negócio acima de seis milhões de euros.
O presidente do município de Vinhais, Luís Fernandes, afirma que a grande marca da feira é a qualidade dos produtos e espera que a programação deste ano possa atrair muitos visitantes. “O que pretendemos é continuar a melhorar a feira e a valorizar estes produtos, é verdade que este ano temos também mais produtores na feira, o que é sempre agradável, temos mais expositores e temos também uma boa programação”, afirmou. Aquele que é considerado um dos maiores certames da região e a maior festa de Vinhais, está agendado para o fim-de-semana antes do carnaval e é esperado um aumento de visitantes em relação aos anos transactos, estando já todas as unidades hoteleiras de Vinhais e Bragança esgotadas.
“Estas condições reunidas permitem-nos adivinhar que estes dias trarão muitos milhares a Vinhais. Estou certa que este será um ano com muita, muita gente, pelo feedback que temos tido das agências de viagens, em relação a outros anos tenho notado uma diferença abismal em relação a outros anos, porque as pessoas muito atempadamente nos procuram e também fazemos programas de visitação à região”, salientou Carla Alves, secretária técnica da Associação Nacional dos Suínos de Raça Bísara e responsável pela organização da feira.
Este ano a feira, que se realiza entre 8 e 11 de Fevereiro, conta com um total de 500 expositores. Mas um grande número teve de ser excluído por falta de espaço. Carla Alves afirma que há a necessidade de expandir o pavilhão de exposições. “Teremos de repensar a nível de espaço do parque municipal de exposições, todas as áreas são pequenas, no gourmet, no artesanato e temos uma dificuldade enorme de espaço. Acho que este novo executivo terá de repensar o aumento das áreas, porque são muito pequenas para aquilo que é hoje este evento e infelizmente fica muita gente de fora”, argumentou.
A feira do Fumeiro de Vinhais inclui no programa as jornadas técnicas do porco bísaro, que visa a valorização e promoção desta raça, que já esteve praticamente extinta e que actualmente tem um efectivo reprodutor de quase 6 mil fêmeas. A animação musical estará a cargo de Cuca Roseta, que actua sábado, dia 10, e David Carreira, que canta sexta-feira, dia 9. Nesta edição do certame haverá ainda demonstrações de culinária, um fórum agrícola, o Concurso de Suínos de Raça Bísara, o capítulo da Confraria do Porco Bísaro e do Fumeiro de Vinhais, demonstrações equestres e chegas de touros da Raça Mirandesa. A Feira do Fumeiro tem um orçamento de mais de 150 mil euros e estima-se que as vendas de fumeiro ascendam a cinco toneladas.

Escrito por: Jornalista Olga Telo Cordeiro
Retirado de www.jornalnordeste.com