quarta-feira, 14 de julho de 2021

A Invenção do Amor

Daniel Filipe, 1 feveiro de 1925 a 6 de abril a 1964, Portugal / Poeta e Jornalista

Em todas as esquinas da cidade
nas paredes dos bares à porta dos edifícios públicos nas
janelas dos autocarros
mesmo naquele muro arruinado por entre anúncios de aparelhos de rádio e detergentes
na vitrine da pequena loja onde não entra ninguém
no átrio da estação de caminhos de ferro que foi o lar da
nossa esperança de fuga
um cartaz denuncia o nosso amor

Em letras enormes do tamanho
do medo da solidão da angústia
um cartaz denuncia que um homem e uma mulher
se encontraram num bar de hotel
numa tarde de chuva
entre zunidos de conversa
e inventaram o amor com carácter de urgência
deixando cair dos ombros o fardo incómodo da monotonia
quotidiana

Um homem e uma mulher que tinham olhos e coração e
fome de ternura
e souberam entender-se sem palavras inúteis
Apenas o silêncio A descoberta A estranheza
de um sorriso natural e inesperado

Não saíram de mãos dadas para a humidade diurna
Despediram-se e cada um tomou um rumo diferente
embora subterraneamente unidos pela invenção conjunta
de um amor subitamente imperativo

Um homem uma mulher um cartaz de denúncia
colado em todas as esquinas da cidade
A rádio já falou A TV anuncia
iminente a captura A polícia de costumes avisada
procura os dois amantes nos becos e avenidas
Onde houver uma flor rubra e essencial
é possível que se escondam tremendo a cada batida na porta
fechada para o mundo
É preciso encontrá-los antes que seja tarde
Antes que o exemplo frutifique Antes
que a invenção do amor se processe em cadeia

Há pesadas sanções para os que auxiliarem os fugitivos

(...)

Daniel Filipe, in 'A Invenção do Amor e Outros Poemas'

Daniel Filipe


(Porque é necessário reinventá-lo nestes tempos de desamor e medo. 

Estamos sós mesmo que acompanhados. Inseguros dos contactos que antes eram livres e corriqueiros.)

Maria Cepeda

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Macedo de Cavaleiros assinala Entrudo com webinar sobre tradições e rituais carnavalescos

Para o presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros, esta é uma oportunidade de conhecer outras tradições e rituais que fazem do Carnaval um evento único em praticamente todo o mundo. Dos rituais pagãos aos corsos mais modernos.



A autarquia de Macedo de Cavaleiros e a MORE – Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação -, promovem na próxima segunda-feira, dia 15 de fevereiro, um webinar dedicado às tradições carnavalescas. A partir de Podence, terra dos Caretos, Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO, um conjunto de convidados de Portugal, Brasil, Grécia, Itália e França, entre outros países, traçam um retrato das inúmeras tradições ligadas ao Entrudo, desde as práticas pagãs até às tradições mais urbanas.

Para o presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros, “esta é uma oportunidade de conhecer outras tradições e rituais que fazem do Carnaval um evento único em praticamente todo o mundo”. Dos rituais pagãos aos corsos mais modernos, Benjamim Rodrigues admite que “há todo um conjunto de ritos que fazem desta uma sessão enriquecedora para os amantes dos rituais carnavalescos e de toda a história e cultura a eles associadas”. Num ano em que, fruto das restrições impostas pelo combate à pandemia de COVID-19, as celebrações não podem sair à rua, o autarca explica que “esta é uma forma diferente, mas inovadora, de assinalar uma festividade tão importante para concelhos como o de Macedo de Cavaleiros e os seus Caretos de Podence”.

O webinar “Carnival And Masks: Rituals And Practices Around The World” tem transmissão a partir do Facebook de Macedo de Cavaleiros (fb.com/cm.macedodecavaleiros ) e tem início às dez da manhã com uma intervenção do presidente da autarquia macedense, Benjamim Rodrigues, e da diretora do Departamento de Cultura da Fundação INATEL, Carla Raposeiro.

O primeiro painel, mais dedicado às tradições pagãs das festas de Inverno, festas dos rapazes e Entrudo, conta com as intervenções do presidente dos Caretos de Podence, António Carneiro; de Kostas Ioannidis, que irá abordar o Carnaval de Naoussa e as tradições dos mascarados naquela região grega, e ainda, entre outros, do fotógrafo francês Charles Fréger, autor do projeto fotográfico WilderMan, dedicado aos rituais mascarados de inverno no continente europeu.

Durante a tarde a sessão estará mais vocacionada para os carnavais mais urbanos, contando com a participação de Nicole Costa que irá abordar as artes performativas do Carnaval do Recife (Brasil) e de Guisella Coral, que apresentará a tradição do Carnaval De Blancos Y Negros, originário da cidade de Pasto, na Colômbia. Do mesmo país chega ainda a participação de Carla Celia, com o ritual do Carnaval de Barranquilla.

Retirado de www.notíciasdonordeste.pt

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Escritora brigantina Lídia Praça recebeu distinção internacional

 


A escritora brigantina Lídia Praça recebeu o prémio internacional César Vallejo 2020, atribuído pela Union Hispanomundial de Escritores.

Foi a primeira vez que portugueses fizeram parte desta lista mundial. Autora do livro “A Sombra de Muitas Faces” e jurista foi premiada pela sua excelência na defesa da paz com justiça social.

“A minha vida foi sempre muito dedicada às funções que exerço como jurista, mas também à escrita e à intervenção social. Há uns anos para cá que tenho dado a cara por muitas causas, nomeadamente na área da violência doméstica, lutando pela igualdade de género e dando voz através das organizações a que pertenço”, referiu.

A brigantina mostrou-se orgulhosa pela distinção e admite ter sido um reconhecimento do trabalho que tem vindo a desenvolver.

Lídia Praça é vice-presidente da Union Hispanomundial de Escritores portugueses, tendo sido uma das impulsionadoras para que o prémio César Vallejo tenha chegado a Portugal. Ao todo foram distinguidos 18 portugueses, nas mais diversas categorias, entre elas o jornalismo, a cultura e a defesa dos direitos humanos.

Escrito por Brigantia

Jornalista: Ângela Pais


terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Município de Bragança implementa projetos culturais de 1.2 milhões de euros (publicado em 09/02/2021, em Notícias do Nordeste)

Através de um dos projetos aprovados, “Cultura para Todos”, o Município de Bragança visa suprimir e/ou minimizar os obstáculos no acesso a conteúdos dos espaços culturais, promovendo, deste modo, um acesso igualitário por parte de cidadãos portadores de deficiência/incapacidade sensorial (visual ou auditiva)



1.2 milhões de euros é o valor dos quatro projetos culturais que o Município de Bragança vai implementar, conjuntamente com outras entidades, no âmbito da aprovação de quatro candidaturas a Fundos Comunitários.

Através de um dos projetos aprovados, “Cultura para Todos”, o Município de Bragança visa suprimir e/ou minimizar os obstáculos no acesso a conteúdos dos espaços culturais, promovendo, deste modo, um acesso igualitário por parte de cidadãos portadores de deficiência/incapacidade sensorial (visual ou auditiva), bem como cognitiva e intelectual.

Um projeto inovador que o Município de Bragança pretende implementar nos mais variados espaços culturais municipais, como o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, o Centro de Fotografia Georges Dussaud, o Museu Ibérico da Máscara e do Traje, o Museu Nacional Ferroviário de Bragança e o Teatro Municipal de Bragança, que vão, assim, ser dotados de diferentes valências de modo a ficarem acessíveis para este público-alvo.

Já em relação à candidatura “Programação Cultural em RedeImaterial”, o Município de Bragança lidera a iniciativa “Somos Património”, articulando as ações previstas com os Municípios de Vila Real, Espinho e Arcos de Valdevez. É, ainda, beneficiário, conjuntamente com o Município de Sabrosa, da candidatura “Palavras Cruzadas”, liderada pelo Município de Vila Real e igualmente beneficiário na candidatura “Arte e Cultura em Circulação… pelo Património”, liderada pela Direção Regional de Cultura do Norte.

Projetos que já estão em curso (em março de 2021, por exemplo, o Teatro Municipal de Bragança deverá acolher o espetáculo “Os Bichos”, no âmbito da candidatura “Palavras Cruzadas”) e que visam projetar a imagem da Região do Norte através da realização de eventos associados ao património, à cultura e a bens culturais, levando, assim, à captação de fluxos turísticos internos ou externos, através da itinerância de eventos culturais.

Retirado de www.noticiasdonordeste.pt

sábado, 6 de fevereiro de 2021

Concatedral de Miranda do Douro tem espólio móvel a ser restaurado

 


No Núcleo Expositivo da Concatedral de Miranda do Douro – aberto ao público em dezembro passado -  encontra-se, também, o conjunto pictórico “Calendário da Sé”, igualmente restaurado ao abrigo da parceria estabelecida com a Fábrica da Igreja Paroquial de Miranda do Douro.

A Direção Regional de Cultura do Norte tem vindo a proceder ao restauro de várias peças do património móvel da Concatedral de Miranda do Douro, numa iniciativa realizada com a colaboração da Fábrica da Igreja Paroquial de Miranda do Douro.

O exemplo mais recente desta parceria é o restauro, efetuado pelo Atelier de José Mendes, da pintura a óleo sobre tela «Arrependimento de São Pedro», atualmente em exposição no recém-inaugurado Núcleo Expositivo da Concatedral de Miranda do Douro.

Datada da segunda metade do Século XVIII, a pintura representa o Apóstolo São Pedro no momento do seu arrependimento após ter negado o seu mestre, Jesus Cristo. Sobre um fundo que evoca um grotto encontra-se, a meio corpo, a figura do santo, com um semblante constrangido e de profundo pesar, com a cabeça inclinada para a sua direita e lançando uma mirada aos céus. Tem o rosto macilento, barbas brancas desgrenhadas, com acentuada calvície e tem as mãos postas em jeito de lamentação e pedido de perdão. Junto a si divisa-se um par de chaves, atributos particulares deste santo, simbolizando as chaves das portas do Céu.

No Núcleo Expositivo da Concatedral de Miranda do Douro – aberto ao público em dezembro passado –  encontra-se, também, o conjunto pictórico “Calendário da Sé”, igualmente restaurado ao abrigo da parceria estabelecida com a Fábrica da Igreja Paroquial de Miranda do Douro. Os Retratos dos Meses da Concatedral de Miranda do Douro, conjunto de doze quadrinhos vulgarmente chamado “Calendário da Sé”, constituem exemplo raríssimo de uma iconografia praticamente ausente no património artístico nacional. Foram pintados em Antuérpia, cerca de 1580, na oficina do mestre pintor Pieter Balten (1527-1584), artista muito considerado, amigo e parceiro do célebre Pieter Brueghel, o Velho (1525-1569).

Em processo de restauro encontram-se agora o óleo sobre madeira, tríptico portátil «Visitação», e um pergaminho que se encontra no interior do referido tríptico; bem como o óleo sobre madeira e respetiva moldura «Assunção da Virgem». Futuramente, no âmbito da referida parceria, está previsto o restauro de mais 22 obras do espólio da Concatedral de Miranda do Douro.


Retirado de: www.noticiasdonordeste.pt 

Ministro garante que se forem pagos impostos pela venda de barragens ficarão no território

 


Questionados pelos deputados, governantes não esclareceram se impostos foram pagos

Olga Telo Cordeiro

Numa audição parlamentar ao ministro do Ambiente e ao secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Fiscais sobre a venda de seis barragens em Trás-os-Montes (Miranda do Douro, Picote, Bemposta, Baixo Sabor, Feiticeiro e Foz Tua) da EDP a um consórcio encabeçado pela Engie, os governantes não esclareceram se vão ser pagos impostos no âmbito deste negócio, nomeadamente o imposto de selo. O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, disse, no entanto, que caso haja essa contribuição fiscal a verba será aplicada nos municípios. “O grupo de trabalho criado beneficiará dos impostos que vierem a ser pagos no âmbito deste negócio e não só. Uma coisa é certa, o Governo cumpre a lei: se houver imposto a pagar ou pago, o montante será com certeza entregue aos municípios”, assegurou o ministro. Matos Fernandes esclareceu que o grupo de trabalho “vai trabalhar rápido e ainda em Março apresentará propostas para um roteiro de desenvolvimento sustentável da região”. Em causa estava a alteração ao Orçamento do Estado para 2021, proposta pelo PSD, para a criação de um fundo com receitas do trespasse da concessão de barragens, que seria constituído por receitas fiscais da transação. Só o imposto de selo representaria cerca de 110 milhões de euros no negócio de 2,2 mil milhões de euros. O secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, disse que o dever de sigilo fiscal sobre o contribuinte não lhe permite revelar se este imposto foi pago. Certo é que o negócio não foi sujeito a IMI nem IMT, visto que as barragens não são consideradas prédios para fins tributários. “Aquelas barragens nunca tiveram incidência de IMI, porque são de utilidade pública, não se qualificando como prédios, numa transmissão não são objecto de IMT”, afirmou. O ministro do Ambiente voltou a argumentar que “sendo uma operação entre privados, o Estado apenas verifica os requisitos mencionados” e que as entidades públicas “não tinham, por isso, o direito de reclamar qualquer contrapartida”. Ainda assim o ministro garante que o Estado “tudo fez para assegurar que a instalação da empresa ficasse na região, em Miranda do Douro”. O secretário de Estado reafirmou que a Autoridade Tributária não tem de validar previamente as operações jurídicas entre privados nem de ser consultada sobre o pagamento de impostos, mas garantiu, no entanto, que o negócio será fiscalizado caso tenha havido abuso. “Se nesta operação existiu algum planeamento fiscal abusivo ou agressivo a primeira interessada em corrigir a situação é a administração fiscal e não tenho a menor dúvida que perante factos que lhe permitam aplicar a cláusula anti abuso o fará”, afirmou. A audição do Ministro do Ambiente e da Acção Climática e do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais a propósito da venda pela EDP de 6 barragens na bacia hidrográfica do Douro a um consórcio liderado pela ENGIE foi pedida pelo Bloco de Esquerda e pelo PSD. Entretanto, o Movimento Cultural da Terra de Miranda pediu a intervenção da Procuradora Geral da República (PGR) neste processo. Perante o que dizem ser o silêncio do ministro às questões colocadas pelos diferentes grupos parlamentares, os representantes deste movimento pedem que a procuradora “indague por que motivo foi autorizada a venda das 6 barragens pela EDP sem exigir qualquer contrapartida para o erário público”. Este movimento quer que a PGR averigúe ainda porque motivo o ministro não impediu que “o contrato de venda contivesse cláusulas de planeamento fiscal agressivo para evitar o pagamento do Imposto do Selo e outras contribuições tributárias”.

Escrito por: Jornalista Olga Telo Cordeiro

Retirado de www.jornalnordeste.com
 

41.ª FEIRA DO FUMEIRO DE VINHAIS - 11 a 14 de Fevereiro

 


De 11 a 14 de Fevereiro de 2021 irá realizar-se, em Vinhais, a 41ª edição da Feira do Fumeiro. Este evento, por força das circunstâncias atuais, será, certamente, diferente das últimas edições, pois apenas contaremos com a presença dos produtores de Fumeiro de Vinhais (aguardando-se ainda a respetiva autorização da DGS).

Esta plataforma, permite-lhe receber em sua casa (em Portugal e Espanha), com toda a qualidade e segurança, o que de MELHOR existe em termos de enchidos, O FUMEIRO DE VINHAIS. A autarquia irá assegurar as despesas com a entrega dos produtos, durante o mês de Fevereiro, para encomendas com valor superior a 50€. Estamos certos que iremos continuar a fazer do Fumeiro de Vinhais uma presença assídua na mesa dos Portugueses.


PRODUTOS

ALHEIRA DE VINHAIS


Enchido fumado, obtido a partir de carne de porco de raça Bísara, ou cruzamento desta raça, pão regional de trigo e azeite de Trás-os-Montes, condimentada com sal, alho e colorau. É constituída por uma pasta fina na qual se podem aperceber pedaços de tamanho reduzido (carnes desfiadas), cheia em tripa delgada e seca, de vaca. Deve consumir-se assada.


CHOURIÇA DE CARNE DE VINHAIS


Também denominada localmente por linguiça de Vinhais, é um enchido de carne e gordura de porco de raça bísara, ou cruzamento desta raça, cheia em tripa delgada de porco ou de vaca. A carne e a gordura são devidamente condimentadas com sal, vinho tinto ou branco da região, água, alho, colorau e louro. Este enchido deve consumir-se cru, assado ou cozido, dependendo do tempo de cura.


SALPICÃO DE VINHAIS


É um enchido de carne de lombo de porco de raça bísara, ou cruzamento desta raça, cheio em tripa grossa de porco com formato reto e cilíndrico. A carne utilizada é devidamente condimentada com sal, vinho tinto ou branco da região, água, alho, colorau e louro. Deve consumir-se cru, em finas fatias, depois de curado, ou assado enquanto fresco.


BUTELO DE VINHAIS


Enchido fumado, obtido a partir de carne, gordura, ossos e cartilagens, provenientes das partes da costela e coluna vertebral de porco de raça bísara, ou cruzamento desta raça, cheios em estômago (bucho), bexiga ou tripa do intestino grosso do porco (palaio). As carnes com os ossos e as cartilagens são devidamente condimentadas com sal, alho, colorau, louro, água e vinho branco ou tinto da região. Deve consumir-se cozido.


CHOURIÇO AZEDO DE VINHAIS


Enchido fumado, obtido a partir de carne de porco de raça bísara, ou cruzamento desta raça, pão regional de trigo e azeite de Trás-os-Montes, cheio em tripa do intestino grosso do porco. A carne e gorduras são devidamente condimentadas com sal. Depois de cozidas são desfiadas e misturadas com o pão, formando uma massa que é por fim condimentada com colorau, alho e azeite. Deve consumir-se cozido.


CHOURIÇA DOCE DE VINHAIS


Enchido fumado, constituído por carne magra e carne gorda de porco de raça bísara, ou produto de cruzamento desta raça, sangue de porco, pão regional, mel, nozes, ou amêndoas e azeite de Trás-os-Montes. É cheio em tripa delgada de vaca ou porco. As carnes e gorduras são condimentadas e cozidas em água, as carnes desfiadas são adicionadas ao pão regional, formando uma massa que é finalmente condimentada à qual se adicionam os restantes ingredientes. Deve consumir-se cozido.


PRESUNTO DE VINHAIS


É obtido a partir das pernas de porco bísaro adulto, macho ou fêmea (excluindo os machos inteiros). Depois de um período dessalga de durante cerca de 30 dias, o presunto é untado com uma mistura de colorau, azeite e/ou banha. Posteriormente, é exposto à ação pouco intensa e gradual do fumo de carvalho ou castanho. A cura e envelhecimento é feita em local frio e seco. Todo o processo não pode ser inferior a 12 meses. Deve consumir-se cru, em finas fatias.


Retirado de www.diariodetrasosmontes.com