sexta-feira, 6 de março de 2020

Dr. Arnaldo Cadavez

Em jeito de homenagem a este convicto e grande transmontano, aqui deixamos um pequeno excerto da  entrevista que tivemos o prazer de lhe fazer há alguns anos atrás. 
Perdeu-se um homem que muito amou Trás-os-Montes, tão esquecido e tão único. 

Leia-se esta resposta a uma das perguntas que lhe fizemos durante a entrevista:

"Que a interioridade não se transforme em inferioridade… mas temos, desgraçadamente, alguns sinais de que isso pode acontecer. O que poderemos fazer, é termos a consciência de que aqui há potencialidade e há coisas boas e se nós não as soubermos explorar, há-de vir alguém que as aproveite e eu lembro-me de ter aproveitado de Fernando Pessoa, o que há de sublime na poesia de Fernando Pessoa:

“Temos a charrua perdida numa agricultura indefinida
procuremos o nosso irmão
que quer saúde
que quer trabalho
não basta pão.
Outros haverão de ter
o que houvermos de colher”.

Isto é de Fernando Pessoa. Ficamos contentes connosco quando descobrimos que, afinal a poesia tem coisas que traduzem realidades bem prosaicas. Isolamento ainda é. Repare. Ainda estamos nesta situação de isolamento. Eu bem tenho defendido, bem tenho referido tantas vezes o seguinte: defendam o que defenderem, nós precisamos muito das ligações entre municípios, mais estradas nacionais. Ainda temos estradas nacionais que são do tempo da ditadura no que respeita à sua estrutura, o perfil.
Muito mais sacrifício que uma via rápida, foi fazer uma linha férrea desde o Tua até Bragança. Isso exigiu um sacrifício incomparavelmente maior. 
Se nós tratarmos de ter as nossas acessibilidades, mas que haja ligações entre os municípios de modo que quem entra por aquilo que é a espinha dorsal das nossas comunicações que viva facilmente e comodamente para chegar a Freixo de Espada à Cinta, uma terra tão linda! A terra da excelência dos produtos de microclima. Tem que se chegar com facilidade e rapidez. Sem isso, o isolamento mantêm-se..." 

Se quiser continuar a ler, por favor, procure esta entrevista neste nosso Blogue "Nordeste com Carinho". 

Maria e Marcolino Cepeda

Falecimento de Dr. Arnaldo Cadavez


Arnaldo da Assunção Cadavez, nascido em Ferradosa, freguesia da Bouça, concelho de Mirandela, casado, pai de quatro rapazes.

Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.
Durante dezoito anos foi Dirigente Distrital da Inspecção Geral do Trabalho.
Durante ano e meio exerceu as funções de Coordenador Distrital da Saúde, cargo de que pediu exoneração em Agosto de 1995.
Criou a primeira unidade de turismo rural no distrito de Bragança.
Em 1997 aceitou candidatar-se a Presidente da Câmara de Bragança pelo CDS-PP adoptando como principio “Prefiro ser lobo escanzelado sem coleira que cão gordo com coleira”.
Exerceu a função de Inspector Superior Principal do Trabalho. 

Aqui deixamos os nossos sentidos pêsames a toda a família.
  
Maria e Marcolino Cepeda


segunda-feira, 2 de março de 2020

MIA, A GATA DESTEMIDA

A nossa gata Mia, às vezes mete-se em complicações.
Parece que não é capaz de resolver, mas acaba por triunfar.

BELA SEQUÊNCIA!





Há mais fotos. Pode continuar a ver a pequena aventura desta aventureira!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

RIO FERVENÇA, PARQUE POLIS EM BRAGANÇA









Parece a mesma e única paisagem que se repete sem fim.
Nada mais incorreto.
É a paisagem que reflito a cada toque na câmara, que capta sempre o instante fugaz do querer estar.
É inverno onde o calor não existe.
Apenas o coração insiste e acredita que a primavera há de chegar.

Fotos e texto de Maria Cepeda

INVERNO EM BRAGANÇA, POLIS, RIO FERVENÇA

O inverno em Bragança já não é o que era, no entanto, mantém a sua personalidade e beleza.
Mais escuro, mais tristonho, convida-nos à introspeção.
Recolhemo-nos, invernamos. Refletimos ou simplesmente sonhamos… novos dias, nova luz.

Aqui deixamos estas belas paisagens, mesmo aquelas que a natureza moldou no ímpeto das suas turbulentas águas, neste inverno onde ainda não nevou.



   
Fotos e texto de Maria Cepeda
     

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Estudantes procuram soluções para a comunidade



Os alunos do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) ajudaram, em cerca de três anos, meia centena de empresas e instituições a encontrarem soluções para problemas reais no âmbito de um projeto que vai agora ser replicado pelo país.

O anúncio foi feito hoje na Conferência Internacional em Processos de Cocriação no Ensino Superior, em que foram apresentados à comunidade os resultados do projeto Demola, um conceito finlandês que o Politécnico de Bragança trouxe para Portugal em 2016.
Desde então, cerca de 500 estudantes já participaram em desafios colocados por empresas e instituições locais com respostas e soluções concretas para 50 soluções em cinco semestres acompanhados por 30 professores, segundo o balanço feito hoje pela coordenadora, Vera Ferro Lebres.
Segue-se agora a nacionalização do projeto, com o IPB a cooperar para que este possa estar disponível em todos os politécnicos. de modo a que, nas respetivas regiões, com as empresas e instituições, os estudantes possam também cocriar e ajudar ao desenvolvimento regional de Portugal.
Segundo a coordenadora, “o projeto começou por ser apenas extracurricular, mas neste momento há docentes que implementam as mesmas metodologias nas suas salas de aula e que trabalham os conteúdos académicos de forma aplicada àquilo que são as necessidades das empresas e instituições”.
De acordo com a coordenadora do Demola, as empresas e instituições encontram, desta forma, soluções com a mais-valia das equipas multidisciplinares que o politécnico consegue reunir, enquanto os estudantes têm um primeiro contacto e também porta aberta para o mundo do trabalho.
“Para os estudantes é, acima de tudo, um primeiro contacto com empresas, com o mundo real. A inserção nos projetos dá créditos académicos e há estudantes que são posteriormente recrutados seja em estágios profissionais, seja como colaboradores efetivos”, afirmou.
O ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor, esteve presente na apresentação dos resultados e considerou que “este projeto é particularmente importante devido à necessidade e à emergência de, cada vez mais, “as instituições portuguesas estarem integradas em redes europeias, mas também em redes com outras instituições, com empresas e com a Administração Pública”.
“Porque hoje aprender é também aprender a colaborar e, por isso, o Ensino Superior tem de ser um espaço de colaboração aonde as salas de aula, os laboratórios de colaboração, a presença de empresas é sempre constante e contínua, assim como a presença de pessoas com diferentes idades”, defendeu.
O presidente do IPB, Orlando Rodrigues, sublinhou que este projeto se enquadra naquela que é “uma preocupação em particular dos politécnicos que, pela sua natureza, devem estar mais ligados às organizações e ajudar o desenvolvimento económico e a inovação”.

Retirado de www.avozdetrasosmontes.pt

Programa: "Entrudo Chocalheiro"


Retirado de www.diariodetrasosmontes.com