que árvore tão bela
tanta tranquilidade dá
quando me ponho à janela
e a felicidade não está
que isto de ser feliz
só se nota no olhar
belo sorriso não diz
é capaz de enganar
mas tenho só para mim
esta maravilhosa paisagem
raios de sol sem fim
em perfumada aragem
são oliveiras antigas
velhas não, meninas ainda
como belas raparigas
neste sonho que não finda
nos meus olhos se reflecte
este horizonte ancestral
e apenas a mim compete
este amor visceral
Maria Cepeda
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
Festas de Bragança 2015
24 de agosto de 2015
Depois de
“O Verão na Praça”, na Praça Camões, onde tocaram, todas as noites,
bandas e grupos locais, com destaque para a “Orquestra Fervença” (projeto
criado no âmbito de Bragança Jovem – Festa da Juventude), a diversão “passou”
para o Castelo de Bragança e para as ruelas da Cidadela.
As
festividades do mês de agosto encerraram com as Festas de Bragança, que
decorreram de 18 a 21 de agosto, no Parque do Eixo Atlântico.
A primeira
noite levou ao palco os grupos 4L e Amor Electro.
Já o segundo
dia das Festas de Bragança reuniu elementos da Autarquia e da Comunicação
Social em jogos de futebol e de paintball, seguidos de um tradicional
jantar-convívio, terminando com os concertos de Sandro Lopez e Roberto Leal,
assistidos por mais de 30 mil pessoas. Já a 20 de agosto, foi a vez de Stone
Age e Quinta do Bill animarem os milhares de cidadãos que se concentraram no
Parque Eixo Atlântico.
O dia do
Arraial começou cedo com o XVIII Concurso Concelhio de Bovinos de Raça
Mirandesa de Bragança, que reuniu 97 animais, de 33 criadores, no Recinto de
Promoção e Valorização das Raças Autóctones. Considerado o dia mais importante
das Festas de Bragança, o Município de Bragança dedica-o a todos os
agricultores e cidadãos ligados às atividades agrícolas, prestando-lhes, assim,
uma homenagem. A tarde terminou com a tradicional luta de touros, à qual
acorreram mais de 3.500 pessoas.
A noite do
dia 21 de agosto levou mais de 50 mil pessoas à zona do Parque Eixo Atlântico,
para os concertos de Sindikato, Tony Carreira e Melodia e para o espetáculo
piromusical.
Em todos os
dias das Festas de Bragança, houve a preocupação, por parte do Município de
Bragança, de levar ao palco do Parque Eixo Atlântico bandas e grupos locais que
antecederam os concertos de artistas conhecidos em todo o País e no
estrangeiro.
O
encerramento e culminar das festividades decorreu no dia 22 de agosto, com as
cerimónias dedicadas à padroeira da Cidade, Nossa Senhora das Graças.
Após a
Eucaristia celebrada pelo Bispo da Diocese Bragança-Miranda, D. José Cordeiro,
na Igreja Sé Catedral, milhares de pessoas “espalharam-se” pelas ruas do Centro
Histórico de Bragança, onde acompanharam a tradicional Procissão Solene.
Escrito por
Câmara Municipal de Bragança
Retirado de www.cm-braganca.pt
Brigantia EcoPark inaugurado
29 de agosto de 2015
Inaugurado, a 28 de agosto, pelo Primeiro-ministro, Pedro
Passos Coelho, o Parque de Ciência e Tecnologia – Brigantia EcoPark pode já
começar a acolher empresas.
Quatro, de diversos setores, estão prontas a
instalarem-se, sendo que há já mais candidaturas em fase de análise. Um
processo, que, como adiantou o Presidente da Associação para o Desenvolvimento
do Brigantia EcoPark (e Presidente da Câmara Municipal de Bragança) Hernâni
Dias, é “complexo e rigoroso. Contudo, há várias empresas interessadas, sendo que
há perspetivas de se instalarem, aqui, empresas estrangeiras”.
Durante a cerimónia de inauguração, em que Presidente da
Associação para o Desenvolvimento do Brigantia EcoPark “reclamou” o
investimento em acessibilidades essenciais para a região, como o prolongamento
do IP2 até Puebla de Sanábria (Espanha), o Primeiro-ministro destacou a
“importância de uma infraestrutura, como o Brigantia EcoPark, para a região,
através da criação de empregos e da fixação de empresas no Interior do País”.
As empresas instaladas no Brigantia EcoPark têm à sua
disposição diversos serviços de apoio, nomeadamente no que toca a
financiamento, promoção de empreendedorismo, formação a vários níveis, como
recursos humanos, registo de patentes, consultadoria e apoio técnico, entre
outros, assim como instalações e equipamentos para investigação,
desenvolvimento e inovação.
Usufruindo de uma localização privilegiada e servido de
acessibilidades únicas, o Brigantia Ecopark visa contribuir para o
desenvolvimento económico e social da região em que se insere.
Sendo um espaço de ciência e tecnologia direcionado a
empresas consolidadas e a empresas incubadas, o Brigantia EcoPark desenvolve a
sua atividade em, predominantemente, quatro áreas temáticas: Eco Energia, Eco
Turismo, Eco Produtos e Eco Construção.
Representando (nesta primeira fase) um investimento na
ordem dos 9,5 milhões de euros, este projeto, coordenado pelo Município de
Bragança e pelo Instituto Politécnico de Bragança,
Escrito
por Câmara Municipal de Bragança
Retirado
de www.cm-braganca.pt
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Homenagem a Ernesto Rodrigues na sua terra natal: Torre de Dona Chama
Domingo, 28 de junho de 2015. 9h45min, boleia inesperada por causa de pneu furado, aparece Teófilo Vaz, conforme combinado, já com o homenageado e Teresa.
Seguimos em direcção à vila de Torre de Dona Chama, onde Ernesto seria homenageado como filho dileto.
Calor, muito calor na terra fria, mais ainda na terra quente. Castanheiros floridos, um e outro doente. Oliveiras e vinhas... terra fria, terra quente e as suas vetustas gentes.
Por quatro concelhos passámos: Bragança, Vinhais, Macedo de Cavaleiros e Mirandela em escassos 50 quilómetros. A este singularidade, mais uma: a aldeia de Agrochão, atravessada pela estrada nacional 206, resume em si as características que fazem do distrito esta terra maravilhosa e única, com produtos de excelência, a Terra Fria e a Terra Quente.
O pai de Ernesto aguardava, orgulhoso, a chegada do filho e da nora. No Quartel dos Bombeiros nos reunimos à população que celebrava os vinte e seis anos de ascensão a vila. presidentes da Câmara Municipal de Mirandela e da Junta, fizeram o balanço da situação actual.
Criou-se concurso literário no formato "Conto" com o nome de Nuno Nuzelos, filho da terra, também.
António Tiza foi o escolhido para apresentar Ernesto e a sua obra que se pautou pela excelência de conseguir resumir, em poucas páginas, as muitas publicadas por Ernesto Rodrigues, que falou da sua terra e das suas gentes, orgulhoso e emocionado.
Foi merecida, talvez tardia, esta bela homenagem, seguida de almoço, onde toda a população colaborou.
Maria e Marcolino Cepeda
Seguimos em direcção à vila de Torre de Dona Chama, onde Ernesto seria homenageado como filho dileto.
Calor, muito calor na terra fria, mais ainda na terra quente. Castanheiros floridos, um e outro doente. Oliveiras e vinhas... terra fria, terra quente e as suas vetustas gentes.
Por quatro concelhos passámos: Bragança, Vinhais, Macedo de Cavaleiros e Mirandela em escassos 50 quilómetros. A este singularidade, mais uma: a aldeia de Agrochão, atravessada pela estrada nacional 206, resume em si as características que fazem do distrito esta terra maravilhosa e única, com produtos de excelência, a Terra Fria e a Terra Quente.
O pai de Ernesto aguardava, orgulhoso, a chegada do filho e da nora. No Quartel dos Bombeiros nos reunimos à população que celebrava os vinte e seis anos de ascensão a vila. presidentes da Câmara Municipal de Mirandela e da Junta, fizeram o balanço da situação actual.
Criou-se concurso literário no formato "Conto" com o nome de Nuno Nuzelos, filho da terra, também.
António Tiza foi o escolhido para apresentar Ernesto e a sua obra que se pautou pela excelência de conseguir resumir, em poucas páginas, as muitas publicadas por Ernesto Rodrigues, que falou da sua terra e das suas gentes, orgulhoso e emocionado.
Foi merecida, talvez tardia, esta bela homenagem, seguida de almoço, onde toda a população colaborou.
Maria e Marcolino Cepeda
domingo, 7 de junho de 2015
“Está a ser definido um conceito de interioridade equivalente ao estatuto dos Açores e Madeira”
Natural de Grijó de Vale Benfeito, o concelho de Macedo
de Cavaleiros, Adriano Moreira tem um vasto currículo, destacando-se nas áreas
da política e direito. O ex-ministro do Ultramar é actualmente presidente do
Instituto de Altos Estudos da Academia das Ciências de Lisboa.
Este mês foi
nomeado presidente do Conselho Consultivo da Unidade Local de Saúde do
Nordeste. Adriano Moreira diz que foi “levado ao colo” para Lisboa mas nunca
perdeu a ligação a Trás-os-Montes, onde passava as suas férias de Verão. Aos 92
anos, aceitou receber o Jornal Nordeste para uma conversa na Pousada de S.
Bartolomeu, em Bragança, onde esteve recentemente alojado.
Jornal Nordeste – Os problemas das regiões do interior
preocupam-no particularmente. Como caracteriza actualmente a região
transmontana e, em particular, o distrito de Bragança?
Adriano Moreira – A nossa região sofreu sempre da
interioridade em todas as épocas. Agora, atravessamos uma época de grandes
exigências, dificuldades e sacrifícios da população. A emigração aumenta, o
despovoamento cresce, o desemprego também… É um fenómeno geral no país mas,
naturalmente, nestas regiões é mais intenso. Há uma grande tradição de
afirmação do carácter dos transmontanos quando emigram. Durante muito tempo, a
emigração foi para o Brasil, depois para a Angola… e com uma circunstância: em
geral emigravam os homens e ficavam as mulheres. As mulheres governaram a
sociedade civil. Foram elas que ficaram, ‘viúvas de homens vivos’, como disse
um escritor nosso [Aníbal Rodrigues]. Essa homenagem tem que lhes ser prestada.
Por outro lado, não obstante ser uma região pobre, é uma região com uma grande
personalidade que todos mantêm: a identidade transmontana. Eu verifiquei isso
em viagens por todas as comunidades no estrangeiro. Verifiquei que os
transmontanos eram sempre solidários e muito ligados às suas origens e
forneceram homens com uma intervenção extremamente importante na vida do país.
Eu recordo, nos meus tempos de estudante, de aparecer num jornal de Lisboa, que
se chamava ‘Sempre Fixe’, um desenho que imitava a linha do Marão e depois umas
cabecinhas que eram, por exemplo, do Almirante Sarmento Rodrigues, do Ministro
do Interior, de um Secretário de Estado do Ultramar, o Ministro das Finanças…
Era uma meia dúzia de transmontanos que governava o país e o jornal chamava-lhe
‘a ilustre casa de Bragança’. É curioso que essa gente, que teve esse poder,
não o utilizou em favor dos territórios de Trás-os-Montes porque tinha como que
uma espécie de pudor de ter poder e poder parecer que o exercia em favor das regiões
de que eram originários.
Quais são para si, os verdadeiros problemas relacionados
com a interioridade no distrito de Bragança?
Neste momento, as circunstâncias de Portugal são muito
sérias mas são um reflexo das grandes dificuldades que atravessa a Europa. Eu
acho que a Europa a que nós aderimos está dividida entre uma Europa pobre e uma
Europa rica. A nossa Europa pobre, às vezes, dá-me a impressão que é o Império
Romano mas agora vestido de pobre porque tem o Chipre, a Grécia, Itália,
Espanha, Portugal…A emigração é muito grande, o despovoamento é enorme e isso
leva a um pensamento que está a ser desenvolvido no distrito, que creio que já
está em organização. Como sabe, foi reconhecida pela Constituição a necessidade
de um estatuto especial para os arquipélagos da Madeira e dos Açores. Está em
estudo e em organização em Bragança um grupo que inclui vários professores
universitários para definir um conceito de interioridade equivalente a esse
conceito, mas de conteúdo diferente, para que tenham um regime que vá ao
encontro da realidade e das exigências específicas do território. O grupo está
já em organização, creio que está já a tratar da sede e creio que o senhor
presidente do Município de Bragança tomou a orientação desse projecto. Vamos
esperar que esses estudos e essa vontade, completamente desinteressada do ponto
de vista pessoal, mas empenhada na situação da região, venham a ter propostas
que sejam, ao mesmo tempo, exequíveis e produtivas em relação às dificuldades
que estamos a enfrentar.
De que outra forma se poderiam resolver os problemas da
interioridade?
Há coisas que são graves noutros lados mas que aqui, no
interior, naturalmente são graves, como por exemplo o problema do afastamento
dos serviços das populações. É o caso da saúde, da justiça… E isto tem de ser
encarado. Sei que vai haver algumas reuniões sobre extinção de serviços. Temos
de ter consciência das dificuldades que o estado enfrenta mas é preciso
conhecer a realidade. Esses vão ser problemas que vão certamente ocupar essa
nova organização. Há um problema que me chama especialmente à atenção, mas não
vou dar soluções porque não se deve ser precipitado nem irresponsável nestas
questões mas, o despovoamento é um dos problemas mais ameaçadores. Há problemas
que dizem respeito à reforma do estado e que penso que deviam ser considerados.
As regiões transfronteiriças precisam de ter uma política própria.
Qual a importância que acha que o Instituto Politécnico
tem no distrito e na região transmontana?
Os politécnicos, em geral, estão com dificuldades,
sobretudo em regiões em que o despovoamento é grande. É evidente que as
dificuldades não são iguais em todos os sítios mas é extraordinário que, apesar
das circunstâncias a interioridade serem tão adversas, a qualidade do ensino do
Instituto Politécnico de Bragança, seja reconhecida em todo o país. O politécnico
de Bragança tem defendido a qualidade, tem tido iniciativas extraordinárias e é
um elemento dinamizador imprescindível, sobretudo nas circunstâncias difíceis
da região. Imagine que suprimiam o politécnico… Não é difícil de imaginar o que
isso representaria para a própria cidade de Bragança. Esta instituição tem um
corpo docente bastante competente e uma direcção bastante dinâmica.
Retirado
de www.jornalnordeste.com
Reserva da Biosfera Transfronteiriça Meseta Ibérica com boas perspectivas de aprovação
Os responsáveis da UNESCO mostram confiança em relação à
possível aprovação da Reserva da Biosfera Transfronteiriça da Meseta Ibérica.
Elisabete Silva, do Comité Científico Nacional da UNESCO,
acredita que o território que envolve Bragança, Salamanca e Zamora possa
receber a chancela da entidade já na próxima semana. Declarações, durante a
visita de um comité internacional da instituição, ao território, o último passo
antes da tomada de decisão. “A UNESCO já fez uma pré-avaliação pelo comité
consultivo e científico que foi favorável, e é um bom indicador. Houve um
trabalho muito complexo, em que a equipa teve uma grande preocupação de cumprir
os requisitos e critérios exigidos e tudo indica que a aprovação possa vir a
acontecer”, frisa Elisabete Silva. A comitiva da UNESCO passou pelo Parque Natural
de Montesinho, por Bragança, Vimioso, Mogadouro e pelo Parque Natural do Douro
Internacional, passando também por Salamanca e Zamora. O território foi
visitado ainda pelo chefe de secção do comité Man and Biosphere (MaB) da
UNESCO. Para Miguel Godt esta é uma candidatura especial visto que há em todo o
mundo apenas 14 reservas que unem dois países. “A nível mundial há 631 reservas
da biosfera e em Portugal há 7 até agora, e em todo o mundo há apenas 14
transfronteiriças, que é algo muito especial e rara a vontade de trabalhar com
os seus vizinhos”, saliente o membro do secretariado da UNESCO. Será já no
início da próxima semana que se ficará a saber se a Meseta Ibérica receberá o
selo de qualidade da UNESCO, altura em que os 35 estados membros vão decidir se
é declarada reserva da biosfera.
Escrito
por Brigantia.
Retirado
de www.brigantia.pt
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