quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

44.ª FEIRA DO FUMEIRO – VINHAIS



A Feira do Fumeiro de Vinhais está de Volta!


Fumeiro de Vinhais é o melhor?

Vinhais é a capital do fumeiro e a justificação é simples: Vinhais tem o melhor fumeiro. E o que faz deste produto o melhor? São vários os fatores que contribuem para a qualidade deste produto, entre os quais o clima, a matéria-prima e o tempero. O clima de Vinhais é frio e seco na altura das matanças o que ajuda a uma boa cura das carnes e do fumeiro. A matéria-prima é a carne do porco bísaro, criados num sistema tradicional, à base de produtos e subprodutos da agricultura local, dando origem a uma carne de sabor inconfundível e uma textura única graças à gordura intramuscular que a torna marmoreada, macia e suculenta.

O tempero também é diferente dos temperos de outras regiões, feito em vinha de alhos, com água, vinho, alho, sal e louro.

 Jornadas Técnicas do Porco Bísaro e Concurso Nacional da Raça Bísara

A qualidade do produto apresentado, é nada mais nada menos que o resultado de uma matéria-prima de excelência, a carne do porco bísaro, uma raça autóctone portuguesa.

A valorização e promoção da raça, fazem com que seja importante manter os produtores informados, dando-lhes as melhores ferramentas para a criação dos animais, incentivo e apoio que resultam no melhor fumeiro, o de Vinhais. De ressalvar que o fumeiro apresentado na Feira de Vinhais é de pelo menos 50 % de Porco Bísaro, e é exigido aos produtores que cumpram todas as regras de confeção (matéria prima, ingredientes, modo de preparação, cura e secagem) de cada um dos produtos. Toda a produção é controlada e acompanhada pela ANCSUB, desde o nascimento do porco até à colocação do produto no mercado.

Assim sendo, as Jornadas Técnicas do Porco Bísaro, bem como o Concurso Nacional de Suínos de Raça Bísara, fazem sempre parte do Programa da Feira do Fumeiro e servem de estímulo para todos os criadores da raça e transformadores de Fumeiro de Vinhais.

A aposta na qualidade tem sido fundamental na estratégia promocional da Feira. Um forte controlo em todo o processo produtivo, que passa pelo acompanhamento na criação dos animais, abate e elaboração do fumeiro, bem como a exigência de que a carne usada seja exclusivamente de raça Bísara, autóctone da Região.

 

Espaços de Venda

0 Pavilhão do Fumeiro vai contar com cerca de 70 produtores, um número considerável, sendo eles representantes do fumeiro certificado de Vinhais, na maioria são produtores do concelho de Vinhais, sendo alguns oriundos de outros locais da região de Trás-os-Montes.

0 Espaço Gourmet, com 60 stands, é a área que acolhe maravilhas como os doces conventuais, pastelaria típica de Vinhais, azeite, vinhos, queijos, entre muitos outros sabores, capazes de satisfazer os paladares mais exigentes.

O certame tem ainda um pavilhão onde estão as tasquinhas que servem o melhor da gastronomia vinhaense e um pavilhão onde vai estar em exposição todo o tipo de artesanato, oriundo de vários pontos do país, e onde vão estar também as empresas locais. São assim mais de 90 stands presentes neste espaço.

Há ainda exposição de máquinas agrícolas e feirantes de rua, contabilizando cerca de 500 expositores. 


EXPOSITORES:

Pavilhão do Fumeiro - 1800 m2 - 70 produtores

Espaço Gourmet - 900 m2 - 60 produtores

Tasquinhas / Bares - 1100 m2 - 8 tasquinhas e 12 bares

Artesanato e Empresas - 1500 m2 - 90 expositores

Espetáculos - 800 m2 - 5 bares

Máquinas Agrícolas - 1800 m2 - 12 expositores

Feirantes de rua: 200

Total de expositores na área coberta: 257

Total de expositores: 457

Total de área coberta: 6.700 m2

Área total de exposição: 25 450 m2

A Feira do Fumeiro de Vinhais realiza-se anualmente, em fevereiro, desde 1981. Destaca-se das demais pelo seu fumeiro de excelência que lhe valeu a atribuição do título de a “Capital do Fumeiro”.

Nos quatro dias de feira, além do fumeiro de raça bísara, estão disponíveis produtos naturais da região, artesanato, produtos gourmet, espetáculos musicais, luta de touros, tasquinhas e restaurantes preparados para receber milhares de visitantes todos os anos.

Retirado de www.cm-vinhais.pt


 

Festival do Butelo e das Casulas & Carnaval dos Caretos

Não é em vão que o concelho de Bragança é conhecido pelas melhores e mais genuínas tradições tanto ao nível da gastronomia, como da cultura.

O Festival do Butelo e das Casulas & Carnaval dos Caretos, de 9 a 13 de fevereiro, é a prova de que se consegue unir, num só evento, o melhor destes dois mundos, conjugado com a modernidade e património histórico e edificado de uma das cidades mais antigas do País.

“Trata-se de uma iniciativa que dinamiza não só o turismo, como toda a economia local. A capacidade hoteleira já está esgotada para esses dias”, destacou o Presidente da Câmara Municipal de Bragança em exercício, Paulo Xavier, durante a apresentação do Festival do Butelo e das Casulas & o Carnaval dos Caretos à comunicação social local, que teve lugar hoje, no Museu Ibérico da Máscara e do Traje.

É em pleno centro histórico que se encontra o epicentro do Festival do Butelo e das Casulas, que promove aquele que é prato por excelência do Entrudo transmontano. Na Praça Camões, que abre portas a 9 de fevereiro, com o maior número de expositores de sempre, num total de 40, oriundos dos Distritos de Bragança e Vila Real, com produtos como fumeiro, vinho, azeite, mel, doçaria e pão, artesanato, entre outros.

Até ao Dia de Carnaval (13 de fevereiro), vão decorrer showcookings com os chefes Óscar Geadas (Restaurante G, Estrela Michelin), António (IEFP), Hélio Loureiro e Marco Gomes (Restaurante Oficina).

Provas com produtos das Terras de Trás-os-Montes são outros dos momentos de passagem e paragem obrigatória para os apreciadores da boa gastronomia durante a iniciativa D’ Gustar TTM.

No espaço contíguo à tenda na Praça Camões, existe uma área de restauração, que funciona das 12:00 às 23:00 horas.

Em simultâneo decorre a Semana Gastronómica do Butelo e das Casulas. De 2 a 13 de fevereiro, nos 26 restaurantes aderentes.

E porque a época do Entrudo combina com alegria e folia, realiza-se o Carnaval dos Caretos, que tem o seu apogeu no dia 10 de fevereiro com o desfile de grupos de Caretos de Portugal e de Espanha, escolas e instituições do Concelho pelas ruas da zona histórica, culminando com a Queima do Diabo, no Largo do Castelo de Bragança.

Já no dia na segunda-feira de Carnaval (12 de fevereiro), decorre a apresentação do livro “Máscaras y Património – Etnografia Del Carnaval en el Siglo XXI”, na Praça Camões.

A 14 de fevereiro, Quarta-feira de Cinzas, é a vez do Diabo, a Morte e a Censura saírem à rua. O trio de mascarados percorre a zona histórica de Bragança atrás das raparigas, castigando-as, como forma de chamar a atenção para a necessidade de fazer penitência neste que é o primeiro dia da Quaresma.

O Carnaval dos Caretos é um evento que, partindo das Festas de Inverno, contribui para a preservação e dinamização da riqueza, identidade e diversidade cultural e etnográfica do Nordeste Transmontano.


Retirado de www.cm-braganca.pt



41.º aniversário do Instituto Politécnico de Bragança

O Instituto Politécnico de Bragança comemorou, hoje, o seu 41.º aniversário, com a realização de uma Sessão Solene que acolheu docentes, funcionários, colaboradores, alunos e representantes de diversas entidades, entre os quais o Presidente da Câmara Municipal de Bragança em exercício, Paulo Xavier.

“O sector da educação passa, atualmente, por momentos de grande conturbação, com uma grande fatia de alunos a não ter condições para fazer face às despesas, nomeadamente de alojamento. A realidade diz-nos que, no ano de 2023, 10,46% dos alunos abandonou os seus estudos ao final do primeiro ano.” Lamentou, acrescentando que é “fundamental a existência de políticas educativas inovadoras, adequadas aos desafios atuais que as escolas, alunos e professores enfrentam”.

O Presidente da Câmara Municipal em exercício destacou, ainda, o papel do IPB no que toca à responsabilidade social, económica e de coesão, em que se inclui, por exemplo, a “atração de alunos de outros locais, que contribui para o aumento da população jovem, tão importante num território marcado pelo envelhecimento e despovoamento”.

Além das habituais condecorações a alunos e colaboradores, foram entregues a Medalha de Honra Nacional do IPB e a Medalha de Honra Internacional do IPB e comemoraram-se, ainda, os dez anos de dupla diplomação entre o IPB e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná.

 

Retirado de www.cm-braganca.pt

sábado, 20 de janeiro de 2024

TRANSPORTES DE DOENTES DEMORAM QUASE MAIS UMA HORA COM TROCA DE HELI DO INEM DE MACEDO

Helicóptero tem maior dimensão, o que impede que aterre nos heliportos dos hospitais de Bragança, Mirandela e Maçarelos, no Porto


O helicóptero do INEM, sediado em Macedo de Cavaleiros, não pode aterrar em alguns heliportos, nomeadamente nos dos hospitais de Bragança, Mirandela e Massarelos, no Porto, usado para helitransportes para o Hospital de Santo António, naquela mesma cidade. A aeronave foi substituída, pelo INEM, e tem até mais autonomia, mas tem maiores dimensões, o que significa que estes heliportos não estão certificados para a sua aterragem. No dia 1 de Janeiro entrou em vigor o contrato entre o INEM e a Avincis, empresa que detém o contrato de operação dos helicópteros de emergência médica e, nessa data, foi alocado a Macedo este helicóptero que, até então, estava na base de Évora. A transferência aconteceu porque a Avincis entendeu colocar duas das bases do país, Évora e Viseu, a trabalhar apenas 12h, ao invés das 24 que, até ali, cumpriam. Desta feita, as duas que fazem serviço em permanência, a de Macedo de Cavaleiros e a de Loulé, ficam também responsáveis pela área não assegurada durante o período nocturno pelos helicópteros das outras bases. Toda esta situação está a potenciar algo que, de todo, não se queria, “brincar com a saúde da população”, segundo considera o presidente do Sindicato dos Profissionais da Aviação Civil, Tiago Lopes, uma vez que os tempos de transporte de doentes entre hospitais demora, agora, em alguns casos, bastante mais que o normal. Refira-se que, neste momento, uma transferência entre Bragança e o Porto demora mais 50 minutos do que o habitual e de Bragança para Vila Real demora mais 40 minutos. Uma entrega em Bragança, após um acidente grave, demora mais 20 minutos. “A população corre o risco de não ser socorrida devidamente. Por enquanto ainda não aconteceu nada, mas poderá implicar uma morte”, rematou, dizendo que depois será necessário, caso isso mesmo venha a acontecer, apurar culpas. “Alguém vai ter de assumir essa responsabilidade porque nós já alertámos para isso e não há a desculpa de que não sabiam. Estamos a brincar com o segurança da população, tudo com o dinheiro do Estado”, assinalou ainda. 80% dos doentes socorridos pelo helicóptero sediado em Macedo de Cavaleiros passam por Bragança e 90% dos transportes que têm como o destino o Porto são para Massarelos, dois dos heliportos onde a actual aeronave não pode aterrar. Agora, em Bragança, por exemplo, a aterragem tem de ser feita no aeródromo, que fica a cerca de 11 quilómetros da unidade hospitalar. O que Tiago Lopes não entende é que a empresa está a receber mais este ano e a prestar um serviço inferior. “Saiu do Conselho de Ministros que iria fazer este ajuste directo por seis milhões de euros porque o concurso foi muito em cima da hora. Mas esse ajuste directo tinha de manter os serviços do contrato actual da altura, que eram quatro helicópteros 24h. Agora a empresa recebe os seis milhões, como se estivesse a fazer um serviço a 100%, quando na realidade está a fazer um serviço a 75%. Ganha mais dinheiro e serve menos a população, isto tudo com o erário público”, lamentou. Segundo esclareceu ainda, conforme terá dito o presidente do INEM, quando abriu o concurso concorreram duas empresas mas quanto à outra que concorreu não sabe qual foi o desfecho.

 

Autarca de Bragança afirma que socorro está comprometido

O presidente da Câmara Municipal de Bragança não tem dúvidas de que não foi acautelado o socorro da população. Hernâni Dias mostrou-se preocupado com a situação, uma vez que a nova aeronave tem agora de aterrar no aeródromo da Bragança, a 11 Km do hospital da cidade, ficando “seriamente comprometido” o socorro. “O socorro deve ser garantido imediatamente quando há necessidade de o fazer e por isso é que se trata de um transporte aéreo, que é para chegar muito mais rápido aos locais. Neste caso concreto há, de facto, esta falha enorme porque sabemos que um segundo salva-vidas ou deixa que as vidas desapareçam”, afirmou. Segundo o autarca, foi pedido para o helicóptero aterrasse no estádio municipal, logo ao lado do hospital. No entanto, Hernâni Dias explicou que o estádio, no Inverno, “está completamente encharcado e qualquer aeronave vai enterrar-se completamente e vai provocar danos gravíssimos na infra-estrutura”, além de não ter “uma estrutura montada que permita abrir o estádio e ligar as luzes à noite para garantir a segurança da operação”. “Se o heliporto estava certificado para um helicóptero mais pequeno não permite que aterre lá um helicóptero maior que diremos de um estádio municipal que nunca teve certificação para nada. Se é por falta de certificação não faz sentido nenhum o argumento”, vincou. Depois de o Sindicato dos Profissionais da Aviação Civil ter alertado que, com esta situação, o tempo de transporte de doentes entre hospitais demore mais 50 minutos e pode mesmo resultar em mortes, o presidente da câmara de Bragança quer que seja encontrada uma solução rapidamente. “Eu não sou especialista nem tenho conhecimentos técnicos para a apontar uma solução, mas espero que haja alguma que garanta, pelo menos, o mesmo nível de socorro à população que já existia e que não fiquemos prejudicados”, concluiu. A juntar-se a isso, desde 1 de Janeiro, dois dos quatros helicópteros de emergência médica ao serviço do INEM passaram a operar apenas 12 horas por dia, quando antes o faziam 24 horas.

 

Foto: Rádio Onda Livre 

Jornalistas: Carina Alves/Ângela Pais

Retirado de www.jornalnordeste.com


domingo, 14 de janeiro de 2024

Museus Abade Baçal e Terra de Miranda continuam a ser geridos pelo Estado

Colocava-se a possibilidade de serem geridos pelos municípios, mas, depois de várias contestações e consulta pública, a medida não se chegou a concretizar

Jornalista: Ângela Pais



O Museu Abade Baçal e a Domus Municipalis, em Bragança, e o Museu Terra de Miranda, em Miranda do Douro, vão continuar a ser geridos pelo Estado.

No ano passado, quando foi anunciado a reestruturação da Direcção-Geral da Cultura, colocou-se a hipótese de, a partir de 2024, estas três estruturas passarem a ser geridas pelos municípios, mas as câmaras e os diretores dos museus mostraram-se contra essa possibilidade.

Depois da consulta pública, ficou decidido que continuam a ser geridos pelo Ministério da Cultura.

O diretor do Museu Abade Baçal considera que “se fez justiça”, uma vez que o equipamento “sempre esteve ligado à tutela do Estado”. “Agora faz parte da Museus e Monumentos de Portugal, porque é o grande museu da região, não tenho a menor dúvida, e portanto seria uma despromoção deste equipamento e da Domus Municipalis, mas tudo acabou por ficar no lugar certo”, frisou Jorge da Costa.

Para a diretora do Museu Terra de Miranda, integrar o equipamento no município seria “um desprestígio”. Por isso, Celina Pinto considera que foi feito o correto, já que a gestão do Estado trará benefícios. “É proveitosa toda esta sinergia que se cria ao serem 38 equipamentos que trabalham em articulação. Enquanto que o museu ao ser municipalizado, a instituição fica a trabalhar sozinha. Na área da museologia é muito proveitoso ouvir os pares, trabalhar em conjunto, articular formas de trabalho, de investigação e não faz sentido estar a dividir equipamentos de Lisboa do resto do país”, defendeu.

Também a presidente da Câmara de Miranda do Douro, Helena Barril, se mostrou satisfeita com a decisão, uma vez que entende que “pelas competências da câmara municipal não passa a gestão do Museu da Terra de Miranda”.

Contactámos o presidente da Câmara de Bragança, que na altura também se tinha manifestado contra a possível alteração, mas não foi possível obter qualquer declaração.

O Museu Abade Baçal, a Domus Municipalis de Bragança e o Museu Terra de Miranda eram geridos pela Direcção-Geral da Cultura. No entanto, a direção sofreu uma reestruturação e, desde 1 de Janeiro, que se dividiu em duas entidades, a Museus e Monumentos de Portugal, com sede em Lisboa, e o Instituto Público Património Cultural, com sede no Porto.

Os três equipamentos da região estão agora integrados na Museus e Monumentos de Portugal.

Retirado de www.jornalnordeste.com

20 anos do Teatro Municipal de Bragança com exposição de mensagens de artistas


Primeiros quatro meses do ano com programa “muito variado” de espetáculos

Jornalista: Ângela Pais

 

O Teatro Municipal de Bragança comemora o seu vigésimo aniversário já no próximo dia 31 e para celebrar haverá dois concertos com a Orquestra do Norte com vários coros, um site novo e uma parede da fama, que promete ser uma grande atração.

Na apresentação pública da programação para Janeiro, Fevereiro, Março e Abril, o diretor do teatro explicou que serão expostas mensagens de 20 artistas que passaram pelo equipamento e que deixaram uma mensagem no livro do teatro, criado em 2020 “Pegarmos nas mensagens que os artistas deixam no livro de artistas do Teatro Municipal de Bragança e do seu autógrafo e colocá-lo numa parede de grande destaque para as pessoas poder ver o que os artistas disseram da cidade e a forma como foram acolhidos”, explicou João Cristiano Cunha. Os visitantes vão poder ler as palavras de artistas como Eunice Muñoz, Ruy de Carvalho, a Maria Rueff, The Gift, Pedro Abrunhosa, Rui Veloso, Sérgio Godinho e Paulo de Carvalho.

O diretor garantiu ainda que nestes quatros primeiros meses do ano, as pessoas podem esperar um programa “muito variado”, com espetáculos de dança, de comédia, drama e digressões nacionais, como Carolina Deslandes, mas também mundiais, como um espetáculo de tributo a Tina Turner e aos Nirvana. “A ideia é fazermos uma programação que seja eclética e que vá a todos os públicos. Criar novos públicos, fidelizar públicos que já existem”, disse, realçando os preços baixos ou até a gratuitidade de alguns espetáculos.

Este ano, o Teatro Municipal de Bragança vai também implementar um projeto junto dos alunos. Faz parte do Festival 27, que decorre entre Março e Abril e que levará o ator Manuel Wiborg até às escolas. “Além de trazermos os alunos ao auditório do teatro, vamos levar um artista à escola e fazer uma leitura encenada da Ode Marítima de Fernando Pessoa. Manuel Wiborg irá às escolas secundárias fazer esta leitura encenada e os alunos poderão ter esta experiência com um artista, com um ator”, referiu, acrescentando que iniciativas como estas podem repetir-se desde que sejam criadas condições “técnicas” para tal.

Para a programação deste ano, o município de Bragança vai disponibilizar 350 mil euros, um “ligeiro” aumento em relação a 2023. A vereadora da Cultura, Fernanda Silva, explicou que esta verba é totalmente disponibilizada pela câmara, sem qualquer apoio externo. E só desta forma é possível oferecer espetáculos a preços tão baixos. “Se não fosse o município a assumir essa despesa e esse investimento seria impossível, porque vemos estes espetáculos em salas nacionais e vemos que os preços duplicam e até triplicam”, disse.

Em 2023, passaram pelo Teatro Municipal de Bragança cerca de 17 mil e 800 espectadores, com uma taxa de ocupação da sala de 82,4%.

 

Retirado de www.jornalnordeste.com