domingo, 30 de novembro de 2014

Fim-de-semana cultural em Bragança (continuação)

O grande Mário Cláudio deu-nos a honra da sua presença, ontem, 29 de novembro, no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, onde nos apresentou o seu novo livro "Retrato de Rapaz"
Mário Cláudio nasceu no Porto em 1941. É formado em Direito pela Universidade de Coimbra, diplomado com o Curso de Bibliotecário-Arquivista, Faculdade de Letras da mesma Universidade e Master of Arts em Biblioteconomia e Ciências Documentais pela Universidade de Londres.
É autor de uma vasta obra e multifacetada obra que abarca a ficção, a crónica, a poesia, a dramaturgia e o ensaio.
Mário Cláudio foi galardoado com, entre outros, o Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores, o Prémio PEN Clube, o Prémio Eça de Queirós, o Prémio Vergílio Ferreira, o Prémio Fernando Namora e o Prémio Pessoa.
Aqui ficam algumas imagens (sem grande qualidade, porque feitas com o telemóvel).



   
Maria Cepeda

Fim-de-semana cultural em Bragança

Este fim-de-semana trouxe a Bragança duas figuras notáveis da cultura nacional: O Professor Adriano Moreira, na Biblioteca com o mesmo nome e o Escritor Mário Cláudio no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, ontem, 29 de novembro. Aqui falaremos do 1º. Em nova postagem, do 2º.
Sexta-feira, 28 de novembro, o Professor Adriano Moreira, agraciou-nos com o lançamento do livro Este é o tempo.
"De um conjunto de conversas com Adriano Moreira, o jornalista Vitor Gonçalves escreveu Este é o tempo. Num registo coloquial e sempre na primeira pessoa, Adriano Moreira revela aspectos mais íntimos da sua vida. Fala da relação com a irmã, militante comunista, e com a filha, deputada socialista, e dos debates políticos em família. Explica porque casou tarde, como educou os filhos e qual o seu entendimento do que é o amor."
"Partindo da sua prodigiosa memória, Adriano Moreira conta, com detalhe, as conversas que teve com Salazar, desde o convite para integrar o Governo como ministro do Ultramar até ao momento em que pediu a demissão. O Professor narra episódios menos conhecidos, como o processo que o conduziu à cadeia onde partilhou a cela com Mário Soares. Descreve o período de exílio no Brasil, depois do 25 de Abril, e a adesão ao CDS onde chega a presidente do partido."
"Este é o tempo é também uma reflexão sobre a encruzilhada em que Portugal se encontra, o crescente desamor dos cidadãos pela Europa e as janelas de liberdade de que o nosso país dispõe para superar as dificuldades."
"Um documento único sobre Portugal, a Política, o Amor e Salazar, de um homem que foi testemunha e protagonista dos momentos principais dos últimos 90 anos do país."

(Texto retirado da aba da capa do livro.) 


"Eu tenho uma frase a que recorro com frequência para caracterizar o tempo que estamos a viver, "O desconhecido está à espera de uma oportunidade."" (Adriano Moreira)

 
"Não envelhece quem envelhece ao nosso lado. Isto é verdade! O amor é quando constatamos que a pessoa que está ao nosso lado não envelhece. Esta é a minha definição de amor." (Adriano Moreira)

"Estou a chegar a um momento de prestar contas. Daí que eu pergunte se nós fizemos tudo o que era necessário para não termos chegado à situação em que nos encontramos. Provavelmente não fizemos." (Adriano Moreira)

Maria Cepeda

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Aulas de mandarim alargadas em Bragança

Uma turma de 4 º ano do Centro Escolar da Sé, em Bragança contactou ontem pela primeira vez com o mandarim.
O projecto, que começou no ano passado no Centro Escolar de Santa Maria, foi alargado e pretende abranger cada vez mais escolas do concelho. As aulas de mandarim surgem através de um protocolo entre a Câmara Municipal, o Instituto Politécnico e a Universidade de Zuhai, no sul da China. A professora do IPB, Dina Macias, explica que há alguma dificuldade em dar aulas às crianças, uma vez que os professores, que se encontram em regime de mobilidade nesta instituição de ensino, normalmente não falam português. Por isso, os alunos de Língua e Cultura Chinesa que falam português ajudam a traduzir o que a professora diz às crianças. “Esses alunos já vêm com dois anos de aprendizagem de português na China. Têm cá um curso mais incentivo. A professora não fala português. Isso dificulta-nos  o projecto. Os professores estão em mobilidade anual. Temos mudado todos os anos de professor”, sublinha docente. Uma dessas alunas é Micaela, nome que escolheu para ser tratada em Portugal. A jovem de 21 anos admite que a língua chinesa não é fácil mas garante que aquilo que vai ser ensinado às crianças “são apenas as bases, de forma a proporcionar um primeiro contacto com o mandarim”. Martim Ribeiro, de 9 anos não tem dúvidas de que o mandarim lhe poderá vir a ser útil. “Gosto de experimentar coisas novas. Quando for adulto posso escolher algum emprego em língua chinesa e tenho de aprender”, conta a criança. As aulas de mandarim para os alunos do primeiro ciclo, em Bragança, decorrem uma vez por semana.
  
Escrito por Brigantia

Retirado de www.brigantia.pt

800 pessoas assistiram ao filme "Os Maias" em Bragança

Cerca de 800 pessoas passaram ontem pelo Teatro Municipal de Bragança para assistir à exibição do filme “Os Maias”, de João Botelho.
As duas sessões tiveram lotação esgotada. A sessão da tarde destinou-se aos estudantes de ensino secundário do distrito, que estudam esta obra literária de Eça de Queirós e a sessão da noite foi aberta ao público, em geral. Há mais de dois anos sem cinema, a exibição deste filme veio lembrar a falta que a sétima arte faz em Bragança. Ainda que com as novas tecnologias seja fácil ter acesso aos filmes mais recentes, principalmente no seio dos jovens, há quem continue a defender a importância do cinema. “Bragança é uma cidade pequena mas é sempre importante termos cinema. É diferente ver um filme no computador e na televisão ou no cinema”, constata Cristofe Sá, estudante do 11º ano. A directora do Teatro Municipal de Bragança salienta que a exibição de “Os Maias” é um projecto nacional, garantindo que a sala de Bragança se associou pelo interesse público. Apesar de lamentar a falta de cinema na capital de distrito, Helena Genésio defende a separação das duas áreas culturais. “Entramos nesta apresentação porque entendemos que o filme é de interesse público”, sublinha a responsável. O actor Hugo Mestre Amaro, que interpreta a personagem de Dâmaso Salsede, tem vindo a acompanhar a exibição do filme um pouco por todo o país. Em cada local que passa faz questão de deixar uma mensagem, sobretudo aos jovens, para que sigam uma alimentação saudável e pratiquem exercício físico. Esta preocupação surge depois do actor ter engordado cerca de 15 quilos para interpretar a personagem do Dâmaso, chegando a pesar 100 quilos. Hugo Mestre Amaro quer deixar o testemunho de que, através de uma dieta proteinada, em 56 dias conseguiu perder 17 quilos. “Estava com 105 quilos quando acabei o filme. Decidi perder peso quando a médica que me estava a acompanhar me alertou para os riscos que o excesso de peso e obesidade reflectem para a nossa saúde”, frisa o actor. A exibição do filme “Os Maias” conta com o apoio de várias entidades, entre elas o Governo de Portugal e começou a percorrer o país no passado mês de Outubro. 

Escrito por Brigantia

Retirado de www.brigantia.pt

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Cachoeira, Brito de Baixo

                         

Tanta chuva, meu Deus, tanta chuva
que não havia outro jeito 
senão este que aqui vemos
como se aberto no teu peito
este jorro de água pura
que dura e durará
o tempo que o tempo tem
o tempo que o tempo dá.




Maria Cepeda

Lídia Machado dos Santos lança o seu primeiro romance "Os Filhos do (In)Fortúnio"


Mais uma escritora transmontana nos brinda com um belíssimo romance, onde grande parte da ação se passa na aldeia de Montouto, concelho de Vinhais.
O lançamento terá lugar em Chaves, cidade onde vive.
Haverá, também, um lançamento em Bragança, no Centro Cultural e, cremos que muitas outras se seguiram.
Estou neste momento a ler "Os Filhos do (In)Fortúnio". Estou encantada com a fluência da sua escrita e a genuinidade das personagens tão nossas, tão reais. 

Maria Cepeda

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

20 toneladas de fruta para instituições

Programa da União Europeia para escoar o excedente de produtos na sequência do embargo da Rússia chega a Bragança
20 toneladas de fruta foram distribuídas, na passada sexta-feira, por 70 instituições sociais de solidariedade social do distrito de Bragança. A iniciativa é do Banco Alimentar, parceiro no programa da União Europeia para escoar o excedente de produtos na sequência do embargo da Rússia. Nuno Oliveira, do Banco Alimentar, explica que o excedente produzido em Portugal chegou pela primeira vez a Bragança.
“Isso criou um excedente aos nossos produtores de pêra rocha, maçã, cenouras e outros legumes. Face a isso os bancos alimentares são a única instituição de voluntários que consegue fazer esta logística, porque é a sua missão lutar contra o desperdício. Em Bragança fizemos uma parceria com a Cruz Vermelha para que as instituições do distrito possam ser contempladas com estes produtos portugueses”, realça Nuno Oliveira.
A entrega da pêra rocha e maçã decorreu nos armazéns da Câmara Municipal de Bragança, que deu apoio no armazenamento dos produtos.
Fernando Freixo, presidente da delegação de Bragança da Cruz Vermelha Portuguesa, parceira neste projecto, não tem dúvidas que estes alimentos são fundamentais para reforçar os stocks das instituições, que recebem cada vez mais pedidos de ajuda.
“As instituições vêem esta doação com bons olhos, para nós é óptimo”, garante o responsável da Cruz Vermelha.
Durante a distribuição da fruta, o Banco Alimentar também desenvolveu uma acção para conhecer melhor as instituições do distrito de Bragança, que poderão vir a receber mais bens alimentares no âmbito deste programa europeu.