sábado, 7 de dezembro de 2013

Concurso de presépios em miniatura quer inspirar mais arte cristã

Iniciativa da Unidade Pastoral da Senhora das Graças quer dar continuidade à tradição de construção de presépios e incentivar ao anúncio do evangelho pela arte. Os presépios a concurso poderão ser vistos de 22 de Dezembro a 13 de Janeiro, no átrio da Catedral de Bragança.
Presepio
A Unidade Pastoral da Senhora das Graças, em Bragança, está a organizar, pelo segundo ano consecutivo, um concurso de presépios em miniatura.

A iniciativa quer dar continuidade à tradição de construção de presépios “dignificando-a e tornando-a ainda mais presente na vivência da Quadra Natalícia”, refere à Renascença Raúl Gomes.

O responsável pelo ministério da cultura da Unidade Pastoral afirma que é também uma forma de “incentivar a interacção no seio familiar e das comunidades” para uma evangelização de proximidade.

“Uma evangelização que vai no sentido daquilo que os párocos da nossa Unidade Pastoral e o bispo da diocese propõem e integrada no contexto que o Papa Francisco deseja: uma Igreja que saia das paredes da Igreja, uma igreja que vá para a rua”, explica Raúl Gomes, salientando que “os leigos da equipa cultural assumiram este ónus de, através da cultura, levar a mensagem do evangelho a todas as populações”.

Estão previstos prémios para os melhores três presépios. Os prémios são em valor monetário e em materiais para expressão plástica, de forma a “incentivar as pessoas a criar arte”.

“Esperamos que as pessoas que ganhem o prémio continuem a desenvolver as suas capacidades no âmbito artístico porque hoje, mais do que nunca, a fé, a religião e a mensagem do evangelho passam também pela arte”, frisa Raúl Gomes.

O concurso está aberto até ao próximo dia 16 de Dezembro. Podem concorrer: famílias, associações, escolas e jardins-de-infância, grupos de catequese, instituições públicas e sociais e movimentos religiosos da Unidade Pastoral da Senhora das Graças.

Os presépios a concurso poderão ser vistos de 22 de Dezembro a 13 de Janeiro no átrio da Catedral de Bragança.


Por Olímpia Mairos
Retirado de www.rr.sapo.pt

Miranda do Douro: Cerca de um milhar de burros mirandeses foram apadrinhados nos últimos 10 anos

A Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino (AEPGA) avançou foram que registados cerca de um milhar de apadrinhamentos de burros de raça mirandesa nos últimos dez anos.   



"Esta é uma forma de as pessoas ou entidades reconheceram todo o trabalho de salvaguarda de uma raça de animais que já esteve à beira da extinção. A iniciativa de apadrinhar um burro começou com o propósito de angariar fundos que permitam continuar a desenvolver o trabalho da associação, em todas as suas vertentes, contribuindo para a valorização do Burro de Miranda", explicou secretário técnico da AEPGA, Miguel Nóvoa.
Cada padrinho ou madrinha está a promover apoios para disponibilização de serviços veterinários e logísticos a todos os criadores do solar da raça, bem como para a dinamização de atividades de sensibilização, promoção e investigação da raça que está ameaçada de extinção.
"Cada um dos padrinhos ou madrinhas vai participar ativamente no desenvolvimento do trabalho de manutenção desta raça que conta no seu efetivo com cerca de 650 fêmeas reprodutoras em todo o solar da raça", frisou o técnico. Acrescentou que, ano após ano, são cada vez mais aqueles que renovam o apadrinhamento dos burros de Miranda por "acreditarem no potencial destes animais de raça autóctone".
O Solar da Raça do Burro de Miranda está confinado aos concelhos de Miranda do Douro, Vimioso e Bragança, sendo que há exemplares destes animais espalhados um pouco por todo o país.

Retirado de www.rba.pt

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Máscaras da Ásia

Data: 06 de Dezembro 2013 a 26 de Janeiro 2014
Promotor: Câmara Municipal de Bragança | Fundação Oriente
Localização: Centro Cultural Municipal Adriano Moreira
Horário: 18:00 horas
 
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A presente exposição resulta de uma seleção de 65 máscaras, realizada a partir da diversidade estética e funcional das máscaras asiáticas que integram a coleção Kwok On, uma coleção etnográfica com mais de 13.000 objetos, doada ao Museu do Oriente, em 1999, pela Association d’ Arts et Traditions Populaires de l'Asie, criada pelo sinólogo Jacques Pimpaneau.
As máscaras apresentadas, originárias da Índia, Sri Lanka, Tailândia, Indonésia, China, Coreia, Tibete e Japão, representam seres sobrenaturais, divindades e animais fantásticos que povoaram e que ainda povoam o imaginário das culturas asiáticas.
Utilizadas em rituais religiosos e, mais tarde, em diversos espetáculos de dança e teatro, as máscaras, à semelhança dos restantes objetos da coleção Kwok On, documentam as artes performativas e géneros narrativos que transmitem os mitos, as histórias e os relatos da cultura comuns às grandes civilizações asiáticas. Tal como as estátuas nos templos, as máscaras asiáticas são objetos sagrados nos quais reside a força dos espíritos que representam.
Comissariado: Sofia Lopes e Jorge da Costa

Produção: Fundação Oriente / Câmara Municipal de Bragança
 
Retirado de www.cm-braganca.pt

D. José Cordeiro visitou o ponto mais oriental do Nordeste Transmontano

O bispo da Diocese de Bragança-Miranda visitou pela primeira vez a parte mais oriental do Nordeste Transmontano, ao passar pela porta de entada do rio Douro em território nacional, visitando assim as aldeias mirandesas de Paradela e Constantim.
D. José Cordeiro subiu mesmo ao morro mais alto daquela região que apelidou ser “a mais a Nordeste do Nordeste”.
Neste recanto, onde o território português praticamente entra pelo espanhol, o bispo diocesano disse que o acolhimento das populações e alegria demonstrada “ ainda renova este sentir de uma enorme hospitalidade e de um grande desejo de construir Igreja e de aproximar a vida com o evangelho para que não se fique na mera religião”.
O sentido da Visita Pastoral constitui-se pelo desejo de construir “um espirito de Igreja, um espirito de Diocese e comunhão ajudando cada comunidade a ver como somos cristãos”.
O bispo diocesano encontra-se assim na reta final da visita pastoral ao concelho de Miranda do Douro, ato que termina no próximo dia 08 de dezembro com a ordenação de dois diáconos, o que já não acontecia há mais de 220 anos.

Por: Francisco Pinto
Retirado de www.mdb.pt   

Mandela, o fim?

Nélson Mandela, um dos heróis do nosso tempo, deixou o mundo físico.
Para mim que acredito em outros mundos, deve encontrar-se num local de paz, a olhar para nós, serenamente, sem fazer juízos de valor, mas descontente com as asneiras que continuamos a fazer, teimosamente.
Como pai de um continente inteiro, deixa um legado difícil de propagar e defender. Pergunto-me se a sua morte significará o fim da sua mensagem, sabendo que tocou muitos corações e muitas almas por este planeta.
Não sou comentadora política. Não sou especialista em resolução de conflitos. Sou insignificantemente ignorante. Apenas sinto que o mundo ficou incomensuravelmente mais pobre e inseguro. Temo que a sua luta se dilua em interesses comezinhos e mundanos.
Anseio que a força do seu exemplo perdure e nos oriente. Que a sua extraordinária vida seja um farol no promontório da justiça e dos direitos humanos.
Somos, todos, herdeiros da sua mensagem de paz. Conseguiremos que a sua partida seja o início de um caminho de esperança ou, pelo contrário, o fim de um percurso de vida único e exemplar?

Mara Cepeda

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Dia feliz

o sol estava envergonhado
e assim continuou ao longo do dia

talvez esperasse por mais sorrisos na terra
mais gargalhadas de crianças...

não houve
houve um pouco menos porque a vida não sorri

as mães tentam explicar o inexplicável
é tarde

o hábito de ter tudo
enraizou-se

não sabemos se o amanhã trará esperança
o de hoje trouxe apenas tímido sol

Mara Cepeda

A alma vacila enleada no vento

A alma vacila enleada no vento.
Demandando indefinidos sonhos.

Sussurra o vento
por entre raios de sol,
rubicundos de luz,
de calor rarefeitos.

Olhos brilhantes reflectindo luas,
finjo alegrias, disfarço tristezas,
calo lágrimas presas na garganta,
lacerando gritos de dor verdadeira.

Folhas caem tapetando tudo,
num rodopio de aragens outonais.

Alegremente,
no riso das crianças,
voejam primaveras de flores silvestres,
onde me deito, qual mar aberto, em areias finas.

O meu riso sereno acena ao de leve,
no vento que insiste no derrube das folhas,
velhas caducas, de vestes airosas.

Adormecem as folhas
também os sonhos.
A vida continua no constante vai e vem
dos dias e noites de ninguém.

Passamos sem pressas,
depressa demais,
em túneis sem luz
entrechocam destinos.

O vento amainou.
O sol prenhe de luz
insiste neste outono feliz.
Sorrio.

Minha alma serenou envolta em gladíolos.

Sinto-me cidadã do Mundo,
naufragada em ilha deserta de beleza impar.
Molho os pés na água quente do mar.

Adormeço na areia branca.
Despida de todas as máscaras e medos.
Existo.

            Mara Cepeda