quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Municípios devem 46 milhões de euros à ATMAD

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46 milhões de euros é quanto os municípios transmontanos devem à empresa Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro (ATMAD). O presidente do conselho de administração da ATMAD diz que a fusão das quatro empresas da região Norte por si só não resolve este problema, e garante que já foram criados planos de pagamento para as autarquias liquidarem as dívidas a longo prazo. Mesmo assim, Artur Magalhães, confessa que a dívida das autarquias à ATMAD é preocupante.“O problema das dívidas é preocupante para o qual já chamamos à atenção dos municípios, que estão sensíveis a regularizar esta situação”, realça o responsável. Esta situação levaria a um aumento galopante das tarifas na região transmontana ao longo do tempo. Por isso, Artur Magalhães lembra que os autarcas do distrito só têm a ganhar com a uniformização de taxas.“Esta fusão permite evitar o que seria um crescimento galopante da tarifa. Para viabilizar estas empresas a empresa Águas de Trás-os-Montes iria ter cobrar tarifas muito mais elevadas do que actualmente e a diferente entre o litoral e o interior iria agravar-se significativamente”, constata o presidente da ATMAD.
Declarações de Artur Magalhães, ontem, no programa “Estado da Região”, da Brigantia. O presidente da ATMAD deixou também a garantia que a fusão das quatro empresas de água do Norte vai avançar durante o próximo ano.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Pouca castanha faz disparar preço


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O atraso na campanha da castanha está a causar dificuldades no abastecimento dos mercados.Actualmente a procura é superior à oferta e os responsáveis da Sortegel, em Bragança, temem que na época dos Santos não haja castanha suficiente para satisfazer os clientes. Por outro lado, esta situação faz disparar o preço.“Traz problemas pela dificuldade que há em servir os mercados principalmente nesta fase dos Santos que é uma altura de grande consumo, pois não vai haver produto suficiente para a procura que existe”, alerta Alcino Pires. Por outro lado, “está a haver uma especulação ao nível do preço, de forma exagerada em comparação com a qualidade do produto inicial e não sabemos se o mercado poderá suportar os preços que se estão a praticar neste momento”.O preço na produção ronda nesta altura um euro e meio.Para Alcino Pires é um valor muito elevado, tendo em conta as subidas que ainda sofre até chegar ao consumidor.“No mercado actual é um preço que ainda consegue passar, mas dentro de 10 dias pode ser demasiado porque as pessoas não têm dinheiro nem aptidão para o consumo”, refere.Por causa da falta de castanha a fábrica ainda não está a laborar em pleno, ao contrário do que já acontecia no ano passado por esta altura.“Pensamos que dentro de 15 dias poderemos arranjar uma quantidade suficiente para laborar em contínuo e aí vamos ter de contratar mais gente”, assegura. “Numa campanha normal chegamos ter 180 trabalhadores. Neste momento temos 80, mas vamos ter de meter mais 50 pessoas”, adianta.
A campanha da castanha a dar trabalho a mais de uma centena de pessoas na Sortegel.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Tribunal rejeita recurso do Ministério da Saúde

heli_inem.jpgÉ mais uma vitória dos autarcas do distrito de Bragança em relação à manutenção do helicóptero do INEM em Macedo de Cavaleiros. O Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela indeferiu o recurso interposto pelo Ministério da Saúde, para contestar a primeira decisão judicial, relativa ao decretamento provisório de manter o meio aéreo no distrito de Bragança.O presidente da Câmara de Torre de Moncorvo e representante dos autarcas mostra-se satisfeito com as primeiras decisões judiciais. Aires Ferreira garante que os autarcas vão lutar pelo helicóptero até ao fim do processo.“De facto obtivemos duas pequenas vitórias. Digamos que marcamos dois golos. Isto continua e nós iremos até ao fim. De facto conseguiu-se fazer valer as nossas posições e aquilo que nós consideramos o melhor para a população do Nordeste”, salienta o autarca.
O helicóptero do INEM vai manter-se em Macedo de Cavaleiros até à decisão do tribunal em relação à providência cautelar interposta pelos 12 autarcas do distrito de Bragança, para travarem a saída do meio aéreo do distrito.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Câmara e Centro de Saúde de Macedo com maus acessos

camaramacedo.jpgA Câmara Municipal e o Centro de Saúde de Macedo de Cavaleiros são os dois edifícios que apresentam os piores acessos para cidadãos com necessidades especiais de mobilidade.Esta é a conclusão a que se chegou durante um debate intitulado “Pensar a Acessibilidade para Todos Enquanto Exercício de Cidadania”, que decorreu no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros. Pedro Morais, um cidadão portador de uma deficiência motora que o obriga à deslocação em cadeira de rodas, aponta algumas dificuldades com que se depara no dia-a-dia.“São os acessos nas vias públicas e acessos a determinados edifícios. Embora eu tenha uma cadeira todo o terreno que me facilita a mobilidade, há sítios em que realmente não posso passar porque o passeio é estreito demais e não posso ir pela estrada que é de sentido único e limita-me nesse aspecto”, conta Pedro Morais.Construção de rampas de acesso, melhoramento dos passeios e colocação de portas acessíveis a deficientes motores são algumas das sugestões feitas pelo grupo de trabalho, como refere Carlos Areosa.“Em relação aos passeios pode-se fazer a correcção dos lancis e criando rampas para as pessoas poderem atravessar as passadeiras. No caso das portas é os responsáveis dos estabelecimentos, nomeadamente dos centros de saúde ou do Ministério da Saúde substituir aquelas portas e colocar umas portas eléctricas, de forma a que as pessoas não tenham obstáculos para terem acesso aos serviços”, enumera o responsável. Esta sessão para auscultar as reais necessidades dos cidadãos surge no âmbito da candidatura do município de Macedo de Cavaleiros ao programa de acessibilidades - RAMPA.Alexandra Serra, representante do projecto Inclusão Social pela Acessibilidade, destaca alguns exemplos que tornam a cidade de Macedo desajustada às necessidades dos cidadãos com mobilidade reduzida. “Mais pertinente do que a intervenção nos edifícios, apesar das dificuldades que há na Câmara, no Mercado, nas Piscinas, no Centro de Saúde é mais a movimentação dentro da própria cidade. A questão dos passeios e das passadeiras. Isso são aspectos que acabam por interferir na autonomia das pessoas”, salienta a responsável.
Depois de ouvidas as necessidades dos cidadãos, será elaborado um Plano para a Promoção da Acessibilidade no município de Macedo de Cavaleiros.

Escrito por Onda Livre
Retirado de www.brigantia.pt

Ars Vivendi Ars Moriendi... mais um livro de Francisco Niebro (Pseudónimo de Amadeu Ferreira


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Vimioso: Empresa apícola vai exportar três toneladas de mel para a China e Japão

Um apicultor de Vimioso vai exportar para a China mais de três toneladas de mel produzido em modo biológico na região transmontana, iniciando uma relação comercial com o Oriente, que também poderá levar o produto ao mercado japonês.


"A exportação é, para nós, uma aposta séria, já que canalizamos mais de 80 por cento da nossa produção para o mercado externo, deixando a restante parcela para o consumo interno", avançou Jorge Fernandes.
A empresa BioApis, sediada na Zona Industrial de Vimioso, entrou em laboração há pouco mais de meio ano, após um investimento de 400 mil euros, financiados por fundos comunitários.
O primeiro objetivo do apicultor/empresário está concluído, ao transformar uma empresa de cariz familiar numa unidade de produção que pensa já no mercado externo, podendo levar o mel de qualidade produzido no nordeste a diversos mercados dentro e fora da União Europeia.
"O primeiro contrato assinado e destinado à exportação de mel e de alguns dos seus derivados leva-nos a pensar que, de futuro, vamos ter um bom escoamento dos nossos produtos", acrescentou o empresário.
Mel de rosmaninho e mel monofloral de urze são os primeiros produtos deste apicultor a chegar ao mercado chinês.
 
Retirado de www.rba.pt

Violência sobre idosos dispara

idosos.jpgHouve um aumento brutal do número de casos de violência sobre idosos. Até Setembro deste ano registaram-me 29 casos e no mesmo período do ano anterior, as autoridades assinalaram 7 ocorrências.Para a responsável do Núcleo de Violência Doméstica do Distrito de Bragança, este aumento pode ser reflexo dos tempos de crise. “Se tivermos em conta que até Setembro do ano passado tínhamos tido 7 e até Setembro deste ano temos 29 é um aumento muito grande”, adianta, acrescentando que “estamos em crise e as relações humanas estão desprovidas de afectividade e companheirismo”. Por isso, “há idosos a viver em situações muito complicadas, por um lado vítimas da solidão e do isolamento e por outro, devido a dinâmicas familiares disfuncionais”.Segundo Teresa Fernandes não há registo de casos em instituições de solidariedade social.A violência ocorre em casa ou dos idosos ou dos cuidadores.“A vítima idosa já não tem um cônjuge, vive sozinha ou com um prestador de cuidados mas que não é muito afectivo e é ele o autor dos maus-tratos”, explica. “São vítimas muito reservadas que não denunciam por vergonha”, salienta.O tema esteve ontem em debate, em Bragança, numa conferência organizada pelo Núcleo de Violência Doméstica do Distrito de Bragança.A psicóloga responsável pelo núcleo explica que neste contexto, a violência a que os idosos estão sujeitos não é a física.“Esta conjuntura social e económica leva a que os prestadores de cuidados retirem os idosos das instituições e levem para sua para sua casa para usufruir dos seus rendimentos”, refere. Além disso, há também a violência psicológica “que é mais difícil de comprovar. Os idosos são vítimas de humilhação, insultos, difamação e até ameaças à integridade física”.Os casos registados este ano ainda estão em fase de inquérito.A maioria dos que ocorreram no ano passado teve condenação em tribunal com penas de prisão suspensas ou pagamentos de coimas.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt