Sendim: Intercéltico promete nomes de referência
da folk europeia
O Festival Intercéltico de Sendim (FIS)
arranca na sexta-feira e promete concertos na sua 13.ª edição de dois grupos da
folk que são "verdadeiras instituições" musicais, promete a
organização.
Os destaques vão para os Gwendal, uma formação
proveniente da Bretanha francesa, a celebrar 40 anos de vida, e Nuevo Master de
Juglaria, grupo fundado em finais de 1969 e oriundo da província espanhola de
Castela e Leão.
"São duas apostas fortíssimas, às quais não podemos deixar de
acrescentar a vinda de um dos mais aclamados grupos no que se refere a concertos
ao vivo, o Brian Finnegam Quartet (Irlanda). E de paragens ainda mais remotas,
mas de inequívoca sonoridade intercéltica, os polacos Beltaine", acrescentou o
diretor do festival, Mário Correia.
O Intercéltico terá uma representação da
folk portuguesa, com dois grupos "da respetiva frente de excelência": os Realejo
e Toques do Caramulo, bem como os Sabão Macaco.
A 13.ª edição do festival
realiza-se de sexta-feira e domingo, com produção e organização do Centro de
Música Tradicional Sons da Terra.
Para além da música de inspiração folk,
cerca de 120 pessoas, com idades compreendidas entre os sete e os 80 anos,
inscreveram-se através da rede social "Facebook" para a leitura da versão
traduzida para língua mirandesa de "Os Lusíadas".
Trata-se de um
acontecimento único, cujo elo de ligação é a língua mirandesa para diversas
gerações de pessoas oriundas um pouco de todo o país.
A maratona de leitura
está agendada para o primeiro fim de semana de agosto e fará parte das
atividades paralelas do festival.
A leitura de "Os Lusíadas" será registada
em áudio e vídeo, para assim se "preservar a memória coletiva de um
povo".
Toda a iniciativa será "supervisionada" por uma comissão de leitura
composta por diversos especialistas em língua mirandesa e que fará todo o
acompanhamento para que a leitura seja ininterrupta.
As iniciativas serão
acompanhadas de perto pelo secretário de Estado da Cultura, Francisco José
Viegas.
O Festival apresenta ainda um programa de atividades paralelas que
são já "uma marca do evento", tais como as rotas de descoberta da paisagem das
arribas do Douro, os encontros informais de músicos e instrumentistas nas praças
e esplanadas e a divulgação dos produtos locais.
A Taberna dos Celtas está de
regresso ao festival e, desta vez, num espaço novo, com outras condições
acústicas ou sanitárias.
Retirado de www.rba.pt