Na ficção, e afora antologias, deu Várias Bulhas e Algumas Vítimas (Lisboa, Edições Ró, 1980), novela reeditada em A Flor e a Morte (Lisboa, Bico d’Obra, 1983), seguindo-se os romances A Serpente de Bronze (Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1989) e Torre de Dona Chama (Lisboa, Editorial Notícias, 1994). Dirigidas à infância, escreveu Histórias para Acordar (Lisboa, Editorial Notícias, 1996), com ilustrações de Célia Rodrigues e Lídia Rodrigues. Edição bilingue de poesia e prosa saiu em Budapeste com o título Sobre o Danúbio/A Duna Partján (1996).
Título também miscelanear, acrescido de ensaísmo, é Pátria Breve (Lisboa, Textype, 2001).
Faz crítica literária regular desde 1979, tendo colaborado em, nomeadamente: Világirodalmi Lexikon [Dicionário de Literatura Mundial; Hungria], Biblos. Enciclopédia Verbo das Literaturas de Língua Portuguesa, Dicionário do Romantismo Literário Português, Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura (Edição Séc. XXI), Dicionário de Literatura (dir. de Jacinto Prado Coelho, sendo coordenador de Literatura Portuguesa e Estilística Literária, nos 3 vols. de Actualização, Porto, Figueirinhas, 2002-2004), e nas seguintes publicações, entre outras: Acta Litteraria Academiae Scientiarum (Budapeste), Biblioteca, Boca do Inferno, Brigantia, Cadernos Aquilinianos, Camões, Colóquio/Letras, Diário de Lisboa, Diário de Notícias, Diário Popular, Domus, Europeu, Expresso, História, Islenha, Jornal do Fundão, JJ – Jornalismo e Jornalistas, JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, Ler, Letras & Letras, O Liberal, Literastur – Revista de Literatura en Lenguas Ibéricas (Gijón), Magyar Napló (Budapeste), Margem 2 (Funchal), Nagyvilág (Budapeste), Peregrinação, Revista da Faculdade de Letras (Lisboa), Românica, Saudade, Tempo, Vária Escrita, Vértice.
Simultaneamente, vem prefaciando edições, que organiza, de Oitocentistas: Eça de Queiroz, A Catástrofe e Outros Contos (Kisboa, Ulisseia, 1986); Ramalho Ortigão, Farpas Escolhidas (Ulisseia, 1991) e As Farpas, 11 volumes (Lisboa, Círculo de Leitores / Barcelona, RBA, 2006); Alexandre Herculano, O Bobo (Ulisseia, 1992); Camilo Castelo Branco, Eusébio Macário (Ulisseia, 1992), A Corja (Ulisseia, 2000), A Queda Dum Anjo (Porto, Edições Caixotim, 2001), Anátema (Caixotim, 2003), Obras Completas de Camilo Castelo Branco – I (em 15 vols.; prefácio; Barcelona, RBA), 2005, Poesia (Caixotim, 2006); Júlio Dinis, Os Fidalgos da Casa Mourisca (Ulisseia, 1994).
Alguns desses trabalhos prefaciais comparecem em Cultura Literária Oitocentista (Porto, Lello Editores, 1999). Editou, igualmente, A Madárember (O Homem Pássaro, Budapeste, Íbisz, 2000), antologia do moderno conto português; e Augusto Moreno, Poesias (Bragança/Freixo de Espada à Cinta, Câmara Municipal, 2002).
Prefaciou, entre outros, Hélia Correia/Jaime Rocha, A Pequena Morte/Esse Eterno Canto (Lisboa, Black Sun Editores, 1986); Clara Pinto Correia/Mário de Carvalho, E Se Tivesse a Bondade de Me Dizer Porquê? (Lisboa, Relógio d’Água, 1996); João Pedro de Andrade, Ambições e Limites do Neo-Realismo Português (Lisboa, Acontecimento, 2002).
No ensaísmo, deu, ainda, Visão dos Tempos. Os Óculos na Cultura Portuguesa (Lisboa, Optivisão, 2000) e Verso e Prosa de Novecentos (Lisboa, Instituto Piaget, 2000).
Crónica Jornalística. Século XIX (Lisboa, Círculo de Leitores, 2004; Âncora Editora, 2005 [no prelo]) reúne, após longa introdução, 64 textos de 1827 a 1900.
Tradutor de ficção e poesia húngaras, e estudioso das relações entre os dois países – por que foi agraciado pelo Estado húngaro (1983, 1989, 2002) –, cabe referir: István Örkény,
Contos de Um Minuto, 1983;
Novíssima Poesia Húngara, 1985, ambos em Lisboa, Bico d’Obra; Péter Zirkuli,
O Instante Luminoso, trad. colectiva [Casa de Mateus, 1995
], Lisboa, Quetzal, 1997;
PortugalHungria,
em colab., Budapeste, 1999; Petőfi Sándor,
Vinte Poemas, edição bilingue, Lisboa, 1999; responsável pela lírica húngara em
Rosa do Mundo – 2001 Poemas para o Futuro, Lisboa, Assírio & Alvim, 2001;
Antologia da Poesia Húngara, Lisboa, Âncora Editora, 2002; Imre Kertész,
Sem Destino, 2003;
A Recusa, 2003;
Kaddish para Uma Criança Que não Vai Nascer, 2004, em Lisboa, Presença; e
Aniquilação, Lisboa, Ulisseia, 2003. No prelo, está, deste Prémio Nobel de Literatura 2002,
Um Outro. Crónica de Uma Metamorfose. Já em 2006, sairão, nas Publicações Dom Quixote, Dezső Kosztolányi,
Cotovia; Magda Szabó,
A Porta; Márai Sándor,
A Herança de Eszter.