quarta-feira, 2 de julho de 2014

Sons do mediterrâneo e da lusofonia invadiram de ritmo o Largo de S. Sebastião de Alfândega da Fé

Os sons do mediterrâneo e da lusofonia invadiram de ritmo o Largo de S. Sebastião em mais um espetáculo do Festival Sete Sóis Sete Luas. As iniciativas deste evento internacional voltaram, pelo quarto ano consecutivo, a Alfândega da Fé. Os Dona Pacheca e os Mazagão.7Luas.Orkestra subiram ao palco no primeiro concerto deste ano do Sete Sóis.

A noite começou com a atuação do grupo musical Dona Pacheca. Uma formação musical, que conta com elementos de Alfândega da Fé, cujo repertório inclui, maioritariamente, música portuguesa. Os Dona Pacheca fizeram uma viagem pelas relembrando grandes nomes como António Zambujo, António Variações e muitos outros.

De seguida, em estreia nacional, os Mazagão.7Luas.Orkestra subiram ao palco para partilhar a música e as sonoridades dos seus países de origem, num verdadeiro diálogo entre culturas que traduz bem o espírito do Sete Sóis. A história desta orquestra é a história da cidade de El Jadida/antiga Mazagão e simboliza a viagem dos seus habitantes que cruzaram três continentes: África, Europa e América do Sul. Esta produção original do festival conta com elementos de Portugal, Espanha, Marrocos, Brasil e Cabo Verde.

O Festival Sete Sóis Sete Luas continua a privilegiar a promoção do diálogo intercultural, potenciando o conhecimento e o contacto entre localidades e países que promovem o festival. Trata-se de um evento internacional que convida à reflexão, à troca de experiências e à cooperação entre diferentes culturas.

Recorde-se que o Festival Sete Sóis Sete Luas acontece em Alfândega da Fé desde 2010, altura em que o município aderiu à rede Cultural Sete Sóis Sete Luas. Este ano o festival decorre em 33 cidades da Europa, África e América do Sul. Em Portugal 7 localidades acolhem as iniciativas do Sete Sóis. Alfândega da Fé é o único concelho do norte do país onde se realiza este Festival internacional.

As iniciativas do Festival Sete Sóis Sete Luas regressam a 26 de julho a Alfândega da Fé com a atuação AKIM EL SIKAMEYA da Argélia


Acabaram-se os doutores e engenheiros na Assembleia e Câmara

A Assembleia Municipal de Torre de Moncorvo aprovou por unanimidade passar a realizar as sessões rotativamente nas várias freguesias do concelho. A primeira das reuniões desconcentradas terá lugar na freguesia de Lousa, em setembro.
Foi ainda aprovado que durante as sessões da Assembleia Municipal e na Câmara vão ser abolidos os títulos académicos. Trata-se de uma decisão, Segundo fonte do município, “tomada na óptica da democracia Republicana e da Revolução Francesa, de onde saíram os princípios da liberdade, fraternidade e igualdade. Passando todos os deputados municipais a ser iguais”. Para o presidente da Assembleia Municipal, José Mário Leite, esta decisão é um sinal de simplicidade e do seu agrado pessoal, “pois entendemos que não há maior condição do que ser deputado municipal”. 


Por Glória Lopes
Retirado de www.mdb.pt

Convívio intergeracional na Casa Maior em Sortes

Proporcionar o convívio entre diferentes gerações é o objectivo do lar de idosos Casa Maior, em Sortes, no concelho de Bragança ao convidar crianças de um jardim-de-infância a deslocarem-se a esta instituição. Ontem foi a primeira vez que as crianças anos vieram fazer um piquenique ao jardim da Casa Maior. Cristiana do Nascimento directora técnica da instituição explica como surgiu esta ideia. “Lançamos ao desafio ao Centro Social de Santa Clara para vir cantar os reis noa no passado. Este ano, em Janeiro constituímos um grupo que foi cantar os reis a este centro e lançamos o convite para virem fazer um piquenique no jardim do centro, que é bastante grande”, conta a responsável. A responsável salienta que o convívio entre crianças e idosos proporciona bons momentos aos utentes da instituição. “Achei bonito porque gosto muito de crianças. Foi professora durante 40 anos e claro, hoje foi um dia que me fez relembrar esses tempos. Também tenho netos e bisnetos mas não estão cá”, Eugénia de Henriques de 83 anos.
Ontem passaram por este lar de idosos, em Sortes, dezenas de crianças com idades compreendidas entre os 3 e os 5 anos. No próximo dia 8 vêm as crianças de 1 ano e 2 anos do Centro Social de Santa Clara.

Escrito por Brigantia

Retirado de www.brigantia.pt

terça-feira, 1 de julho de 2014

Fado

não sei.
ponto final
diferente de não querer saber
talvez não valha a pena
o desgaste de tentar
de ser o que se espera de nós
de ver as coisas pelo olhos de outros
de embelezar o nosso discurso com palavras alheias...

não sei;
ponto e vírgula
porque não vale a pena o esforço
de ser quem realmente sou
expondo-me a olhares admirados
de "não lhe conhecia esta faceta"
de olhar para o azul do céu de Bragança
e sentir-me parte dele, nas gotas quentes e salgadas
que escorrem pelo meu rosto triste

não sei,
vírgula
se vale a pena fingir alegria
quando a alma vai de negro vestida
cercada das carpideiras fatalistas
que mais do que chorar a morte
choram a triste e desconexa vida
e o fado castiço, cantado nas tabernas de ontem
entoa a vida e a morte, o princípio e o fim


Mara Cepeda

Barragem de Veiguinhas concluída dentro de seis meses

 A Barragem de Veiguinhas, atualmente em construção, deverá estar concluída dentro dos próximos seis meses, informa a Câmara Municipal de Bragança através da secção de notícias do seu site

"A albufeira da Reserva de Água de Montesinho - Barragem de Veiguinhas representa um investimento de 6,8 milhões de euros, servindo cerca de 50 mil habitantes dos Concelhos de Bragança e Vinhais.

A Barragem de Veiguinhas estava suspensa desde 1995, tendo a sua construção sido permitida, após o antigo Secretário de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território, Pedro Afonso de Paulo, ter emitido, a 19 de março de 2012, DIA favorável condicionada à solução I, variante B2 (Reserva de Água de Montesinho, em Veiguinhas).

Passaram 32 anos de conceção da solução que identificou a necessidade de construir duas barragens na Serra de Montesinho, 25 anos desde que as obras foram iniciadas, das quais foram executadas cinco das seis fases previstas, decorridos 15 anos de diversos estudos técnicos e ambientais que avaliaram 16 alternativas e que sempre concluíram pela inexistência de alternativa à solução projetada há 32 anos".


Estamos sem orçamento há três anos para actividades.

Envolver o Museu Abade de Baçal na comunidade é o objectivo da directora deste espaço cultural, instalado em Bragança. Ana Maria Afonso depara-se, no entanto, com algumas dificuldades financeiras para desenvolver actividades, mas assegura que não vai baixar os braços e vai continuar a lutar para enaltecer o Museu Abade de Baçal.

Jornal Nordeste (JN) - Como é que define este espaço cultural?
Ana Maria Afonso (AMA) – É um espaço extraordinário. Eu diária que é a alma transmontana, porque nós temos efectivamente aqui a Cultura, a História, a Memória deste nosso território, que é Trás-os-Montes. Um acervo muito diversificado, com uma amplitude cronológica muito vasta, que nos fala de toda esta História e de toda esta Cultura.
Abade de Baçal está aqui presente pelo seu nome, pelo patrono, pelo seu busto, há várias peças que o referenciam. Temos aqui a sala dedicada ao Abade de Baçal, temos o seu acervo, temos os manuscritos, a correspondência, a biblioteca, ou seja todo este edifício respira Abade de Baçal.

JN - Desde que assumiu a direcção do Museu Abade de Baçal, que a sua preocupação é trazer as pessoas para que conheçam este espaço. A adesão do público a este espaço está a corresponder às suas expectativas?
AMA – Não, não está. Efectivamente nós conseguimos incrementar em muito as estatísticas, a própria receita, a diversificação das actividades, mas ainda não corresponde àquilo que nós pretendemos, que é não haver um cidadão desta região que não conheça o Museu Abade de Baçal. Penso que é uma referência obrigatória. Só quando efectivamente toda a comunidade, quer urbana, quer rural, e estamos a falar do distrito de Bragança, de 12 concelhos, conhecer o museu é que nós poderemos dizer que atingimos esse objectivo. Mas eu acredito que esses públicos virão e para além de virem que sentirão este espaço e depois o ideal é que a programação seja partilhada e a própria comunidade colabore na programação deste espaço.
No ano passado já tivemos mais de 24 mil visitantes, tem havido um aumento, este ano estamos também no bom caminho, mas a verdade é que eu acho que ainda não é suficiente para a riqueza que encerra este museu.

JN - O Museu tem divulgado diversas actividades para se dar a conhecer à comunidade. Tem tido sucesso nesta aposta?
AMA – Tenho tido sucesso, sobretudo na missão da responsabilidade social que os museus também têm, na questão da democraticidade, na questão da inserção social também, na questão da coesão, porque temos tido públicos que nunca tinham vindo antes ao museu, estou a falar de utentes da ASCUDT, da APADI, de pessoas de alguns bairros sociais que vêm também, da comunidade imigrante. E isso tem sido algo que nos tem entusiasmado bastante.
Temos tido projectos com estagiários do IPB que também têm sido bastante positivos. E é nessa senda que vamos continuar.
Em relação às escolas, acho que é uma área que tem que ser muito trabalhada, com novos programas, provavelmente com novos projectos de Educação Patrimonial, com novo material pedagógico. Essa ligação tem que ser muito mais trabalhada relativamente às escolas.
Temos uma equipa pequena, as escolas muitas vezes também se queixam com a questão dos transportes, também com a questão dos programas muito extensos. É preciso trabalhar esta curiosidade, o amor à terra, porque eu acho que isso é fundamental e isso é muito importante que seja transmitido às novas gerações. É uma missão nossa também, mas temos ainda um longo caminho a percorrer nessa área.

JN – A Cultura em Portugal está a atravessar momentos difíceis do ponto de vista financeiro. Na gestão deste Museu também sente essa dificuldade ao nível dos recursos financeiros?
AMA – Sim, isso é inquestionável. Nós estamos sem orçamento há três anos para actividades. E de facto conseguimos ter todas estas actividades, porque a comunidade participa também, muitas vezes são as pessoas que nos trazem as exposições, temos parcerias que nos têm ajudado imenso, neste caso até com a Junta de Freguesia e também com a Diocese, com o Museu da Presidência, que nos tem permitido trazer exposições de carácter internacional, mas de facto tem sido difícil trabalhar sem recursos financeiros.
Estamos agora a preparar algumas candidaturas no âmbito do próximo quadro comunitário de apoio, que nos permitam ter projectos mais ambiciosos.
Porque isso também tem sido um obstáculo grande, quer a falta de recursos financeiros, quer a falta de recursos humanos.

JN - Que personalidade ou personalidades a marcaram mais ao longo da sua vida?
ANM – Eu diria que é o Abade de Baçal, uma pessoa extraordinária, que vai fazer agora 150 anos, que conseguiu de facto deixar-nos uma obra extraordinária. A forma como amou a História, como amou este território, todo o seu legado, faz dele uma figura e uma personalidade fascinante, que eu muito admiro.

Destaque
“Estamos agora a preparar algumas candidaturas no âmbito do próximo quadro comunitário de apoio, que nos permitam ter projectos mais ambiciosos”.

Retirado de www.jornalnordeste.com

Confraria da castanha lança apelo ao Governo para combater nova praga

A Confraria Ibéria da Castanha lança um apelo ao governo para que autorize a introdução no ecossistema nacional de um parasitoide que combata a vespa do castanheiro.
Recorde-se que a vespa do castanheiro é uma nova praga que afecta soutos em vários países e que foi detectada no mês passado em Barcelos, o que significa que a chegada ao nordeste transmontano já esteve mais longe.A Confraria Ibéria da Castanha apoia o IPB e a UTAD que está a desenvolver um plano de luta biológica para esta praga.Paulo Hermenegildo, recém-nomeado Grão Mestre da confraria, diz que uma das principais prioridades para este mandato é estar atento a este problema e apelar ao governo que autorize a introdução do parasitoide.“Teremos que estar atentos. Com o apoio do IPB e a UTAD temos de tentar estabelecer uma dinâmica para ver se não nos acontece como aconteceu em Itália há uns anos. Para isso é importante que o nosso governo também colabore no sentido de agilizar autorização para injectar no ecossistema um parasitoide no sentido de matar a vespa. Esperemos que essa autorização seja rápida” frisa.O Grão Mestre quer organizar sessões de esclarecimento sobre estas e outras preocupações para os produtores de castanheiros. A primeira vai ser um fórum que faz parte do programa da próxima edição da Norcaça, Norpesca e Norcastanha, que irá decorrer em Bragança, em Novembro. Esta feira coincide com a época da apanha da castanha, facto que leva a que muitos produtores não participem nas actividades. Paulo Hermenegildo espera que este ano os produtores compareçam em massa, considerando que o fórum vai contribuir bastante para o desenvolvimento da produção de castanha.
“É muito importante para os nossos produtores estarem informados para colherem mais tarde”, considera. A Confraria Ibérica da Castanha foi criada em 2007. Tem cerca de 80 confrades portugueses e espanhóis. A nova direção tem ainda como objectivo conseguir, brevemente, uma sede com o apoio do Município de Bragança.

Escrito por Brigantia

Retirado de www.brigantia.pt