segunda-feira, 24 de setembro de 2012

População de Tuizelo recorda familiares

tuizelo.jpgO auditório de Tuizelo, em Vinhais, acolheu a apresentação de imagens e sons recolhidos há quarenta anos no concelho, pelo etnomusicólogo Michel Giacometti.O material foi agora convertido num documentário pela TRADISOM Produções Culturais.O director, José Moças, diz que estes documentários são uma forma das pessoas conhecerem o passado de familiares e os cânticos tradicionais.“Durante este ano estou a fazer um percurso por várias aldeias onde Giacometti passou há 40 anos a filmar, para mostrar as filmagens às pessoas e lhes devolver a emoção de reverem familiares e de reverem a eles próprios”, enaltece o responsável.José Moças trabalhou com Giacometti nas gravações nos anos setenta e oitenta para o trabalho que ficou conhecido como “Povo que canta seu mal espanta”.“Estive acampado em 76 em Tuizelo. Gravámos em Caçarelhos, na Quadra, Vilar de Ossos e curiosamente encontrei pessoas aqui que se lembravam do grupo da malta nova”, recorda José Moças. A população que assistiu à exibição do documentário mostrou-se satisfeita e orgulhosa com o filme que retrata as pessoas e a aldeia de Tuizelo.
Povo que canta seu mal espanta, são as gravações de Giacometti que foram ontem mostradas em Tuizelo.

Escrito por Rádio Vinhais (CIR)
Retirado de www.brigantia.pt

Caravanistas passam por Macedo e Mirandela

autocaravana.jpgOitenta e oito praticantes de caravanismo passaram este fim-de-semana por Macedo de Cavaleiros para uma visita a diversos pontos do concelho.Vindos de todo o País e também da vizinha Espanha, as 38 autocaravanas estacionaram no Parque Municipal de Exposições.Mário Agostinho, de Vila Nova de Gaia, percorre as estradas do País há mais de 65 anos, e garante que ficou encantado com o que viu em Macedo de Cavaleiros. “Já cá vim várias vezes e não conhecia Macedo e desta vez fiquei a conhecer Macedo com mais agrado do que das vezes anteriores em que cá tinha vindo”, realça o caravanista.“Pelas Vias das Terras Quentes” foi o mote para a 23.ª Acampovana, organizada pelo Clube de Campismo e Caravanismo de Barcelos.O Convento de Balsamão, o Museu Rural de Salselas e a Albufeira do Azibo foram alguns dos locais visitados e muito elogiados pelos caravanistas.
Hoje o local de passagem dos caravanistas é Mirandela e amanhã seguem para Vila Real.

Escrito por Onda Livre (CIR
Retirado de www.brigantia.pt

Escola de Zava transformada em sala de extracção de mel


mel.jpg

A escola primária de Zava, no concelho de Mogadouro, foi transformada numa sala de extracção de mel. O espaço foi criado pela Associação de Apicultores do Parque Natural do Douro Internacional para dar apoio aos pequenos agricultores. O técnico da Associação, Vítor Ferreira, não tem dúvidas que esta sala é um incentivo para a instalação de novos apicultores no Planalto.“Neste momento a sala já está licenciada, está aprovada e serve para pequenos apicultores até 50 colmeias em vez de estarem a investir em equipamento e numa sala própria podem retirar o mel na sala da associação. Depois esse mel pode ficar lá para nós ajudarmos a comercializar ou o apicultor leva para casa e vende ele directamente”, realça o técnico da associação.Este foi o primeiro ano que a sala esteve ao serviço dos apicultores. Vítor Ferreira garante que o investimento foi pequeno e já serviu cerca de 50 apicultores.“A sala está ao dispor dos 180 associados. Começámos a trabalhar este ano e já utilizaram perto de 50 pessoas a sala. O investimento não foi muito, porque as associações não têm dinheiro e é tudo feito com a boa vontade da autarquia e da associação que já tinha alguns equipamentos e foram-se criando condições para pôr lá os equipamentos a funcionar”, salienta Vítor Ferreira.
A associação quer agora abrir outra sala de extracção de mel no concelho de Miranda do Douro.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Jovens apostam na apicultura no Planalto


apicultura.jpg

Há cada vez mais jovens a apostar na apicultura no Planalto Mirandês. A actividade é rentável e as formações ministradas pela Associação de Apicultores do Parque Natural do Douro Internacional também ajudam a juventude a conhecer melhor o trabalho de um apicultor. O técnico da Associação, Vítor Ferreira, diz que o sector apícola está em crescimento e assegura que, a curto prazo, vão ser instaladas mais 5 mil colmeias no Planalto, no âmbito de candidaturas aprovadas pelo Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER).“Neste últimos três anos houve uma procura crescente de jovens pela actividade. Há uma série de projectos aprovados pelo PRODER e outros já estão a instalar colmeias. Ao nível da Associação houve um acréscimo de 40 por cento, todos jovens com projectos na área da apicultura”, realça Vítor Ferreira.No passado sábado, curiosos e apicultores participaram em mais um workshop organizado pela associação ALDEIA, em parceria com a Associação de Apicultores do Douro Internacional. Depois da formação muitos garantem que vão apostar na instalação de colmeias.“Vim pela curiosidade que tenho em relação a este tipo de actividade. A apicultura é uma opção”, garante Paulo Andrade.Sérgio Pais já é apicultor e diz que participou nesta iniciativa para conhecer melhor o mundo das abelhas. “É uma actividade que gosto e que dá algum rendimento”, acrescenta.“Acho que é uma actividade muito interessante e vou colocar algumas colmeias”, salienta José Estêvão.A própria associação ALDEIA também vai apostar na apicultura. Ana Guerra assegura que esta é uma das formas de rentabilizar os terrenos que a associação tem junto ao rio Douro.“Temos algumas terras que ficaram de um projecto de conservação de aves de rapina e é também muito importante para o Ambiente ao nível para polinização das plantas. Para ter colmeias fomos organizando vários cursos ao longo do ano para nós aprendermos e para quem se quisesse juntar a nós”, afirma Ana Guerra.
A ALDEIA pretende organizar novas formações na área da Apicultura no próximo ano.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Festival animou Serapicos e S. Joanico


burro.jpg

Dar vida às aldeias e mostrar o seu património e tradições é o objectivo do Festival Sons e Ruralidades, que, este ano, decorreu pela primeira vez no concelho de Vimioso.Música, teatro e passeios de burro foram algumas actividades que durante o fim-de-semana animaram as aldeias de Serapicos e de S. Joanico. Ao som da caixa e da gaita-de-foles, cerca de 20 pessoas percorreram os trilhos junto ao rio Angueira até ao moinho comunitário da aldeia de Serapicos. A pé ou em cima do tradicional burro mirandês, população e visitantes trocaram experiência e saberes.“Tenho muito gosto em fazer estas coisas. Até gostava que mais jovens se dedicassem a fazer isto”, confessa Marcelino Romão.Marcelino Romão reconstruiu o moinho de Serapicos, que se encontrava em ruínas, e é com orgulho que explica à juventude como funciona.“Temos a tramóia, a caleira, o tarabelo, que é o que faz vibrar por causa do pão”, enumera Marcelino. E com as peças do moinho todas em movimento o grão é transformado em farinha. A Câmara de Vimioso investiu cerca de 65 mil euros na recuperação deste património, que agora ganha vida com a visita dos turistas. Mas José Rodrigues ainda guarda na memória os tempos passados no moinho comunitário.“Vinha com o meu sogro e dormi aqui muitas noites. Vivíamos só da farinha daqui”, recorda o habitante de Serapicos.E são estas histórias aliadas ao burro mirandês que atraem visitantes de todo o País.“Tenho uma ideia de moinho por fotografias, mas aqui na região nunca tinha visitado nenhum e tive curiosidade de vir ver como funcionam”, realça Rui Ricardo, de Macedo de Cavaleiros. Também Rita Roquete veio do Porto para conhecer de perto os tradicionais burros mirandeses. “Os burros são bons amigos. É a primeira vez que ando burro e já vou para casa com um”, graceja a participante.Miguel Nóvoa, da Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino, que organiza o evento, realça que o objectivo é trazer turistas e envolve-los na comunidade local.“Mudámos a data da Primavera para o início do Outono para que as pessoas das aldeias possam vender alguns dos seus produtos, como a batata, a cebola, as couves”, enumera Miguel Nóvoa.
E a crise não se fez notar no Festival. Miguel Nóvoa diz que o objectivo não é o turismo de massas, mas sim trazer pessoas interessadas em dar vida às aldeias.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Chegámos à 62ª entrevista

O nosso 62º entrevistado é o Dr. António Gonçalves, médico, natural de uma pequena aldeia de Vinhais, Dine.
Foi durante muitos anos o Presidente da Direção da APADI (Associação de Pais e Amigos do Diminuído Intelectual).
É sobre as atividades ali desenvolvidas e sobre muitas outras coisas que nos fala nesta longa entrevista.
Descobrimos uma pessoa muito preocupada com o futuro da região e com aqueles que necessitam de maior proteção como as pessoas com deficiência e os nossos idosos.
Esplana ideias muito interessantes sobre o que entende ser benéfico para Trás-os-Montes e deixa-nos a ideia do seu grande orgulho de ser transmontano.

Leiam-na. Vão gostar.
Mara e Marcolino Cepeda

domingo, 23 de setembro de 2012

Cruz Vermelha de Bragança tem nova direcção


cruz_vermelha.jpg

Tomou hoje posse a nova direcção da delegação de Bragança da Cruz Vermelha Portuguesa.Tal como a Brigantia já tinha adiantado, Fernando Freixo foi nomeado pela direcção nacional da instituição. Sucede a Joaquim Queirós que foi afastado do cargo na sequência de alegadas irregularidades de gestão praticadas pela direcção que liderava.Um assunto sobre o qual o novo director não quis falar.“Eu não queria falar do passado, apenas do futuro”, refere emocionado, acrescentando que “é óbvio que gostaria de estar noutra situação, nem sei o que se passou. Muito se explorou mas já foi colocada uma pedra em cima do assunto”. “Eu fui convidado, aceitei o repto e essa situação que tenho de enfrentar”, afirma Fernando Freixo.O antigo comandante da PSP e ex vice-presidente da câmara de Bragança vai cumprir um mandato de quatro anos e explica porque aceitou o convite da direcção nacional da Cruz Vermelha Portuguesa.“É mais um desafio que aceitei como cidadão desta terra. Depois do convite que me foi dirigido, pensei e repensei e resolvi aceitar com todos os riscos que há e do trabalho que me vai dar porque eu tenho a minha vida particular. Mas aceitei com gosto”, realça.Esta direcção é já definitiva pois “quando fui convidado foi ponto assente que não haveria qualquer comissão administrativa. Eu e os restantes elementos da direcção temos plenos poderes para gerir da melhor maneira os destinos desta delegação”, explica.O novo presidente da delegação de Bragança da Cruz Vermelha Portuguesa fala ainda dos projectos para o futuro. “Ainda estão um bocadinho no ar, mas vamos dar continuidade ao que estava a ser feito de bom, nomeadamente projectos de angariação de novos sócios, protocolos com entidades públicas e privadas para dar algumas regalias aos sócios pois nós vivemos das suas quotas”, afirma. “Quando à formação, juntamente com a direcção nacional vamos analisar a situação e tentar fazer o melhor possível”, conclui.Fernando Freixo foi empossado por um elemento da direcção nacional da Cruz Vermelha Portuguesa que não quis prestar declarações à comunicação social.
Ausente da cerimónia esteve Joaquim Queirós, alegadamente por razões profissionais.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt