sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Rede de emergência médica reestruturada na região


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A partir do dia 1 de Outubro entra em funcionamento a reestruturação da rede de emergência médica na região.Além da saída do helicóptero do INEM estacionado em Macedo de Cavaleiros, fecha também a ambulância de Suporte Básico de Vida (SBV), estacionada no centro de saúde Miranda do Douro. Em compensação abre em Macedo de Cavaleiros uma ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV).O mesmo vai acontecer em Mogadouro.Para mais tarde fica o encerramento da SBV de Torre de Moncorvo e simultânea abertura de uma SIV em Vila Nova de Foz Côa.Esta reestruturação, que já sido avançada pela Brigantia, foi dada hoje a conhecer pelo delegado regional do Norte do INEM ao presidente da câmara de Torre de Moncorvo que vai perder mais um serviço no seu concelho.Aires Ferreira é cauteloso nas reacções.“Ainda não discutimos o assunto em reunião de câmara e por isso, antes de reagir, preferia debater o assunto com os membros do executivo”, afirma o autarca, salientando que o meio “é importante mas temos alternativa porque há um Posto de Emergência Médica nos bombeiros”.Hoje foi também entregue no Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela uma providência cautelar apresentada pelos 12 autarcas do distrito para tentar travar a saída do helicóptero do INEM.O autarca de Moncorvo, que lidera a contestação, considera que a colocação deste meio em Vila Real pode pôr em causa o socorro à população transmontana.“A região Norte é muito grande em área pois vai desde Valença do Minho até Freixo de Espada à Cinta e haver apenas uma unidade aérea para socorro médico parece-nos claramente insuficiente”, afirma Aires Ferreira.
Neste acto de entrega da providência cautelar estiveram presentes representantes de todas as autarquias do distrito, à excepção de Miranda do Douro por motivos de agenda.
Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

RainForest começa este fim-de-semana em Vimioso


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RainForest, o maior evento de Todo-o-Terreno da europa, vai realizar-se em Trás-os-Montes.
A prova tem início este Sábado em Vimioso e termina no dia nove em Murça.
Máquinas e pilotos são colocados à prova no RainForest que começa este fim-de-semana em Vimioso. É a terceira vez consecutiva que este evento tem início em Vimioso. Esta edição conta a participação de cerca de 30 pilotos de várias nacionalidades, dos quais 12 são portugueses. A prova consiste em ultrapassar as dificuldades existentes ao longo do percurso, dado que, na sua maior parte, a competição desenrola-se em terrenos impraticáveis, mesmo para veículos de todo-o-terreno. “As edições anteriores permitiram concluir que esta prova é já uma referência no concelho de Vimioso, porque promove o concelho à escala nacional e internacional”, salienta o Vereador da Câmara Municipal de Vimioso, Torrão Vaz. A actividade económica regional, nomeadamente, a venda de produtos da terra, sente também o efeito positivo desta competição.“Os pilotos que participam na prova têm a preocupação de levar produtos regionais”, acrescenta. O RainForest é organizado pela Sin Limite, uma empresa espanhola, com o apoio no valor 10 mil euros da Câmara Municipal de Vimioso.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Pizzi chamado à selecção nacional

Pizzi foi chamado à selecção nacional. O jogador brigantino integra a lista de convocados de Paulo Bento para os primeiros jogos da equipa das Quinas na fase qualificação para o Campeonato do Mundo Brasil 2014. pizzi_p.jpgO primeiro jogo é no Luxemburgo, a 7 de Setembro, e em Braga frente ao Azerbaijão, a11 de Setembro. Pizzi diz que é uma honra ser chamado à selecção:“Sinto-me muito feliz. É uma grande honra ter sido chamado à selecção, trabalho todos os dias para esse objectivo”.O jogador brigantino destacou-se no fim-de-semana passado, na 1ª jornada do campeonato espanhol, com a camisola do Corunha ao marcar o golo do empate (3-3) frente ao Valência. Pizzi sente-se confiante e acredita que a boa exibição contribuiu para a chamada à selecção nacional:“Comecei bem a época no Corunha, tenho feito bons jogos e penso que este jogo com o Valência ajudou a ser convocado para a selecção. Sinto-me bem e confiante”. Pizzi acredita que o facto de ter sido convocado para as duas partidas de qualificação aumenta a possibilidade de ser chamado para o Mundial no Brasil:“É uma rampa de lançamento para o Mundial. Sei que falta muito tempo e que vou ter que trabalhar muito para conseguir. Vou fazer de tudo para conseguir a confiança do seleccionador”. Pizzi fez formação no G.D.Bragança ingressando depois no Sp.Braga. O jogador de 23 anos rodou a título de empréstimo dos arsenalistas no Ribeirão, Covilhã e Paços de Ferreira. Na temporada passada representou o Atlético de Madrid e esta época ingressou no Desportivo da Corunha. Recordamos que o jogador já tinha integrado a lista de pré-convocados de Paulo Bento para o Europeu 2012.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Recinto do santuário da Senhora da Serra requalificado

116 mil euros foram investidos nas obras de requalificação do recinto do santuário da Nossa Senhora da Serra, em Rebordãos, no concelho de Bragança.Os trabalhos incluíram o calcetamento do percurso da procissão e a colocação de uma via-sacra. Segundo o vice-presidente da Confraria da Senhora da Serra, Bruno Martins, estas obras eram mais que necessárias, pois “durante a procissão há muita gente e levantava-se muito pó”. “Decidimos fazer uma coisa diferente e dotamos o espaço com uma via-sacra”, sublinhou.A Câmara de Bragança ajudou com 80 mil euros. O autarca considera que se trata de “uma obra com muita qualidade”, e mostrou-se receptivo para colaborar com a Confraria em projectos futuros. Jorge Nunes acrescenta ainda que “este é um santuário único e por isso vale a pena fazer investimento em benefício do interesse público”, porque este “é um espaço para todos, sejam crentes ou não”.Quem assistiu à inauguração do recinto confessa que o santuário já merecia estas obras.Foi o caso de Anabela Lopes que disse que “as obras estão muito bem”. “A comissão está de parabéns, e eu que venho ao santuário todos os anos fiquei muito contente e muito satisfeita quando aqui cheguei e vi a requalificação do espaço”, conclui.
Os trabalhos foram inaugurados ontem, dia em que começaram as novenas em honra de Nossa Senhora da Serra, mas para o futuro estão já previstas outras obras no santuário.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Maça gigante em Carrazeda de Ansiães


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Começa hoje a décima sétima Feira da Maçã, do Vinho e do Azeite, em Carrazeda de Ansiães.À semelhança dos anos anteriores são esperados milhares de visitantes para este certame que é já uma referência para o concelho. Este ano, o motivo de atração é uma maçã gigante feita a partir de várias maçãs. Com um orçamento de 75 mil euros, o autarca de Carrazeda, espera “promover e divulgar os três produtos principais da Agricultura da região e proporcionar a venda directa dos produtos, valorizar a Agricultura, a gastronomia local, e a economia local”.Ao todo são cerca de 100 expositores vindos de vários pontos do país. José Luís Correia tem boas expectativas em relação à feira. “Espero que o certame corra bem e que o dinheiro gasto seja um investimento que promova e dinamize a economia do concelho”, concluiu.A feira da Maçã, do Vinho e do azeite começa hoje e termina no domingo.
O certame conta com muita animação musical, a cargo dos “Função Pública”, “Grupo HI-FI”, “Grupo Atitude”, entre outros.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Entrevista com Carlos Fernandes, comentador da Rádio Brigantia

Nasceu numa pequena aldeia do concelho de Bragança, Trás-os-Montes. Que recordações guarda da sua meninice?



Muitas. Faço aqui uma recordação Espinhosela é a freguesia. Eu nasci em Vilarinho que é uma aldeia raiana. É uma aldeia que tem uma história interessante. Se calhar, pelo facto de ser raiana e, sabe que as aldeias raianas, além da história que fazem e integram no país, fazem a história dos desígnios espanhóis. Eu não fui contrabandista mas conheço contrabandistas. Conheci carvoeiros, conheci homens que andavam durante dias inteiros a arrancar carros de toros para vender depois à firma João Manuel Pires. Penso que vendiam um carro de toros a 20 escudos. Eu sou desse tempo, lembro-me disso, tenho essas recordações, tenho outras recordações que, se calhar, alguns cidadãos, hoje, acham estranhas e, se calhar, provocatórias. Vou referi-las porque são recordações. Eu fiz a quarta classe em Vilarinho com uma professora, a D. Maria que acho que nunca mais esqueço, tinha seis anos e fiz as restantes classes da primária com a minha mãe que era regente escolar e fiz a segunda classe em Formil. Vínhamos de Formil para Bragança a pé. Num sábado, por volta das dez e meia, começou a nevar em Gostei e quando chegamos à ponte do Castro já não se passava. Eu tinha oito anos, o meu irmão tinha seis e vínhamos a pé com a senhora professora. Fiz a terceira classe em Terroso e de Vilarinho a Terroso serão três quilómetros só que, metade é a subir e outra metade é a descer e íamos todos os dias a pé de Vilarinho para Terroso. Fiz a quarta classe na Mofreita e todas as semanas íamos a cavalo numa burra para a Mofreita e depois vínhamos ao sábado eu e os meus irmãos e a minha mãe, portanto, isto transferido para os tempos actuais, peço desculpa, mas eu rio-me com algumas das coisas que ouço. Um dia, num Inverno chuvoso, na altura da construção da estrada de Espinhosela a ligar a estrada nacional, o meu pai, que Deus tenha, fazia-nos um pontão de madeira porque o pontão que existia passava a água por cima. Muitas vezes passávamos de manhã o pontão e à tarde já não podíamos passar porque já ia com água e o meu pai fazia-nos um pontão e um dia passamos no pontão de manhã e à tarde por volta das três, três e meia, já não havia pontão, então eu, a minha mãe e o meu irmão subimos, andamos talvez quinhentos metros e foram uns senhores que andavam a por as manilhas na travessia da estrada de Terroso onde junta com a estrada de Vilarinho e foram os senhores que andavam aí que nos passaram porque aquilo ia tudo alagado de água. Os garotos passam-se bem porque pesamos pouco mas a minha mãe, já na altura era bem nutrida e foi um problema para a passarem. São estas recordações todas que eu tenho.

De que forma é que nascer nesta região nesta localidade o marcou?

Eu em 1976, tinha 21 anos entrei para a Função Pública, para o Ministério do Comercio Interno, para o gabinete do Doutor Magalhães Mota e estive em Lisboa até 1983. Em 1983 por causa da orgânica do governo, eu estava na Direcção Regional de Agricultura, o Ministério do Comércio foi sendo integrado, ora num ministério, ora noutro. Nunca sabíamos bem o que os Governos pensavam. Eu estava na Direcção Regional de Agricultura e houve mais uma reorganização do governo e tive que regressar a Lisboa. Entretanto, toma posse o governo do Bloco Central, se não estou em erro, era Ministro do Comércio, o Dr. Álvaro Barreto e eu, felizmente, sendo um lutador antifascista, como na altura se usava dizer, mas fui sempre um homem que esteve perto do poder e um dia eu falei com o Dr. Álvaro Barreto e disse: “Ó senhor Doutor (eu na altura estava casado e tinha um filho) precisava de ir para Bragança e vocês nunca mais se entendem, nunca mais se decidem. Vem um senhor, quer uma lei orgânica, vem outro ministro, quer outra lei orgânica, de maneira que eu precisava de ir para Bragança, definitivamente.” E o homem disse: “Vê lá, resolve lá para onde queres ir e depois diz-me.” “Se calhar, para a saúde”.Porque eu, na altura, achava que a saúde era o Ministério mais estável em estrutura orgânica e ele liga e diz: “Tenho aqui um problema com um funcionário. Ele é de Bragança, tem a família em Bragança, esteve a dar alguns argumentos para ir para Bragança. A ver se, pelos dois, pomos o homem em Bragança.” Isto deve ter sido em Novembro de 85 e no dia 9 de Janeiro de 86 tomei posse na ARS de Bragança, era presidente da ARS o nosso amigo Aires Ferreira que é hoje Presidente da Câmara de Moncorvo.


Biografia de Carlos Fernandes, comentador da Rádio Brigantia


Manuel Carlos Fernandes, nascido em Abril de 1955 na aldeia de Vilarinho, freguesia de Espinhosela, concelho de Bragança;

Desenvolve a sua actividade profissional no Centro de Saúde de Bragança;

Foi deputado para a Assembleia da República;

Membro da Assembleia Municipal de Bragança;

Presidente da Comissão Antinuclear da Assembleia Municipal de Bragança;

Membro da Comissão de Trânsito da mesma Assembleia;

Representante das Comissões de Baldios do distrito de Bragança, na Comissão de Acompanhamento do Plano de Ordenamento Florestal do Nordeste;

Membro da Comissão de Toponímia da Câmara Municipal de Bragança.