sábado, 25 de agosto de 2012

Olá! Na próxima 3ª feira postaremos a 60ª entrevista

Na próxima 3ª feira postaremos a entrevista realizada a Carlos Fernandes, natural do concelho de Bragança.
Participa, semanalmente, num programa da Rádio Brigantia, onde alimenta polémicas, juntamente com outros convidados como Dr. Arnaldo Cadavez, Dr.ª Alice Susano e Dr. Teófilo Vaz.
Esta será a 60ª entrevista deste blogue, num total de oitenta e duas, realizadas entre 2004 e 2007, na Rádio RBA de Bragança.

Vão ser instaladas mais 15 mil colmeias no distrito de Bragança

colmeias.jpgO sector do mel está em crescimento no distrito de Bragança.Quem o diz é o Grão-Mestre da Primeira Confraria do Mel de Trás-os-Montes, apresentada hoje, em Macedo de Cavaleiros.

Francisco Rogão sublinha que foram aprovados vários projectos no âmbito do Proder e garante que a Confraria vai ajudar a promover este sector.“Só em projectos Proder há mais de 15 mil colmeias aprovadas para o distrito de Bragança. Isso demonstra que há interesse na apicultura. Vamos divulgar o mel e a apicultura no seu todo”, realça o responsável A Confraria é constituída por 11 confrades, oriundos de todo o País.“Temos cá pessoas de Lisboa, do Porto, de Bragança, Mogadouro e na próxima entronização vamos ter pessoas do Algarve e das Ilhas. Surgiu de uma reunião entre vários grupos de amigos e como Macedo está na linha da frente no que diz respeito ao sector apícola decidimos fazer aqui a Confraria”, explica Francisco Rogão. Para o presidente da Federação Nacional de Apicultores de Portugal, Manuel Gonçalves, a constituição da Confraria é um passo fundamental para a profissionalização do sector do mel.“Eu vejo isto como um evoluir e uma afirmação da fileira, que está nesta fase em crescimento. Eu não estranho que vão aparecer mais confrarias, mas eu gostaria que não aparecem muitas e que a existisse se empenhasse na promoção do mel, mas também da abelha como polinizadora e do território no seu todo”, enaltece o responsável.
Criada para dar apoio aos apicultores da região, a Confraria do Mel quer agora ganhar escala a nível internacional e promover a fileira apícola além fronteiras.

Escrito por Onda Livre
Retirado de www.brigantia.pt

Vai abrir o primeiro centro de férias para crianças especiais

lequelogo.jpgVai abrir este domingo o primeiro Centro de Férias e Lazer para Crianças com Necessidades Especiais. O projecto é da Associação Leque, que transformou o antigo Centro de Saúde de Alfândega da Fé num espaço para dar apoio a pessoas com necessidades especiais.A presidente da Associação Leque, Celmira Macedo, sublinha que este é um projecto inédito no País.“É uma iniciativa completamente inovadora a nível nacional, porque nós temos dinamizado colónias de férias, mas só com frequência durante o dia. Este centro permite aos frequentadores ficarem cá durante a noite também. Temos famílias do Porto e de Lisboa que vão deixar cá as crianças e vão embora para casa”, realça a responsável. Esta iniciativa é importante para os participantes, mas Celmira Macedo salienta que graças a este centro os pais destas crianças vão poder gozar férias.“Para além dos jovens terem oportunidade de terem umas férias que se calhar nunca tiveram, mas estamos a pensar mais nas famílias. Muitas delas quase nunca têm férias”, salienta Celmira Macedo.Durante a semana no centro de férias, as crianças vão fazer terapias, mas também se vão divertir em diversas actividades lúdicas.“Vão ter terapia de relaxamento, do riso, reabilitação motora, musicoterapia, BTT, piscinas, entre outras actividades. Vamos ter uma semana muito composta”, garante a presidente da Leque.Para já estão inscritas sete crianças com necessidades especiais no primeiro campo de férias, que decorre até dia 2 de Setembro.
Celmira Macedo realça que o objectivo deste centro é organizar mais semanas de férias ao longo de todo o ano.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Entrevista: Prof. Doutor Arlindo Almeida, Escola Superior Agrária de Bragança

Nasceu em Moçambique, uma das nossas ex-colónias. Fale-nos da sua infância e juventude.

A minha juventude foi muito boa. Posso dizer que fui feliz na juventude. Eu nasci em Moçambique, na altura, em Lourenço Marques, hoje Maputo. Tive uma infância normal, bastante feliz. Vivi sem Inverno. (Risos) Durante todo o ano com calor. Fiz o liceu até ao final. Nessa altura, estávamos em 74, 75, já gostava de trabalhar em questões relacionadas com a produção agrícola, produção de alimentos e achava que a agricultura ou agronomia seria, talvez, a área que me satisfaria mais e entrei na Universidade de Lourenço Marques, já na fase da mudança de nome. Entrei aí, para Agronomia mas, estávamos em 74, 75, portanto, numa altura já conturbada. Era a altura da independência do país. As condições de funcionamento da faculdade não eram as melhores. Funcionavam 3 ou 4 cadeiras no primeiro ano que foram aquelas que eu fiz e nos finais de 75 resolvi sair e vir continuar Agronomia em Lisboa, no Instituto Superior de Agronomia.

Quando veio para Portugal as diferenças foram bastantes?

Foram, foram! Eu nem conhecia. Só vinha cá de férias, de vez em quando, no verão. Cheguei em Dezembro, finais de 75, e logo… das coisas que mais me chocaram, na altura, foi o número de horas de sol diário. Lembro-me que a gente chegou aqui de manhã, às nove da manhã. Nessa altura, a hora legal não era exactamente essa. Havia uma diferença em relação à hora. O avião chegou às nove da manhã a Lisboa e era noite cerrada e eu estranhíssimo… Como era possível ser noite às nove da manhã? Estava habituado a ter sol às cinco da manhã. Noite a esta hora?! Isto é horrível! E assim foi, nos primeiros meses. Eu estava alojado num quarto e tinha de sair nas primeiras horas às oito e meia da manhã era um negreiro, uma coisa estranhíssima. Mas depois fui-me habituando. Entretanto, hoje em dia, já não é tão grave porque houve alterações na hora legal e às oito da manhã já é de dia mesmo no Inverno mas, há trinta anos não era bem assim. Havia diferença de uma hora, para quem vinha de Moçambique e eu não estava a espera.

De que forma o afectou a Guerra Colonial?

Não me afectou. Repare, Moçambique é um país enorme. A Guerra Colonial, até aos últimos anos de independência, não era uma guerra muito intensa. Havia, de facto, problemas muito sérios, não exactamente com as populações, mas mais com a actividade militar no norte do país. Depois começou a haver situações complicadas em Tete e situações de perigo junto da Beira e depois, se continuasse, provavelmente, o perigo teria aumentado mas, quem vivia no sul, como era o meu caso, de facto, nunca afectou a vida normal. Nas principais cidades nunca afectou a vida normal muito menos em Lourenço Marques. É evidente que se não tivesse havido o 25 de Abril, teria afectado muito porque tinha, na altura, 19 anos. Estava na idade de ir dar o nome e logo depois ser chamado para a vida militar. No ano em que se fazia 21, pouco tempo depois, teria ido fazer serviço militar obrigatório, exactamente, nas zonas de conflito. Aí é que havia perigo mas, como não cheguei a essa fase, porque entretanto houve o 25 de Abril, tudo acabou.

E iria lutar contra o seu próprio país, não é?

Exactamente. Iria fazer parte do exército português.

E porque a licenciatura em Engenharia Agronómica?

Essa escolha foi feita num ambiente diferente do continente. Foi feita tendo em conta a realidade de Moçambique, onde a actividade económica principal é a agricultura, onde as perspectivas de trabalho para produção de alimentos… eu acho que é uma questão importante a produção de alimentos, era e continua a ser, mas as pessoas, hoje em dia, esquecem-se um pouco, que a produção de alimentos é fundamental. Infelizmente, vejo, hoje, aqui, algumas reservas relativamente à produção agrícola. A importância da produção agrícola e a produção de alimentos, tudo pode ser importado. Quando a gente vai a um supermercado e vemos que a maioria dos alimentos são importados. Felizmente, alguns supermercados e hipermercados já fazem algum destaque para o que é produzido no país, mas penso que em termos alimentares nós estamos muito dependentes do exterior, e isso não é bom, não é bom a longo prazo, não é bom a curto prazo, não é bom para o país… não é.

O que foi que o fez ficar no Instituto Politécnico de Bragança?

Biografia: Prof. Doutor Arlindo Almeida, Escola Superior Agrária de Bragança

Professor Doutor Arlindo Castro Pereira de Almeida, natural de Lourenço Marques, Moçambique;
Licenciado em Engenharia Agronómica pelo Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa em 1980;
Mestrado em Extensão e Desenvolvimento Rural pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em 1993;
Doutoramento em Engenharia Agrícola pela Universidade de Évora em 2003;
Em 1982, ingressou na Direcção Geral de Agricultura de Trás-os-Montes onde, até 1986, desenvolveu trabalho como Técnico Superior no âmbito da Mecanização Agrícola e da Cartografia de Solos com Aptidão para o Regadio;
Em 1986 ingressou na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança. Neste momento exerce funções de docência na Escola Superior Agrária de Bragança como professor adjunto, sendo responsável por aulas teóricas e praticas na disciplina de Mecanização Agrícola no Departamento de Fitotécnica e Engenharia Rural;
Desde 1994 é membro do Conselho Científico da ESA de Bragança;
De 1995 a 1998 foi o responsável pela participação da ESA de Bragança no projecto PAMAFE 2072, sistemas de colheita mecânica de azeitona;
De 3 de Junho de 1996 a 1 de Julho de 1999 desempenhou as funções de Vice-presidente do Conselho Directivo da ESA de Bragança;
De 17 de Dezembro de 2002 a 20 de Julho de 2004 exerceu as funções de Vice-presidente do Conselho Científico da ESA de Bragança;
Desde de 2002 é responsável pela participação da ESA de Bragança no projecto AGRO 278 de colheita mecanizada em olivais de alta densidade;
Detentor de várias comunicações no âmbito de mecanização agrícola em congressos e reuniões científicas, acções de divulgação e especialização dirigidas a agricultores e técnicos, especialmente dedicadas quer, à olivicultura quer, a engenharia rural;
Membro da Comissão Científica do Curso de Mestrado em Olivicultura, Azeite e Azeitona de Mesa ministrado pelo Instituto Superior de Agronomia em colaboração com a ESA de Bragança de 2003 a 2006;
É, desde de 20 de Julho de 2004, Presidente do Concelho Científico da ESA de Bragança;
Investigador do centro de investigação de montanha da ESAB, investigação na área de mecanização agrícola.

Construção da barragem de Foz Tua atrasa um ano

barragemtua.jpgAs obras de construção da barragem de Foz Tua vão atrasar um ano, devido ao abrandamento dos trabalhos acordado entre o governo e a UNESCO.Na sequência das queixas apresentadas pelos ambientalistas, o organismo internacional pediu a diminuição do ritmo das obras até à apresentação do relatório que está a ser elaborado pela missão da UNESCO que visitou a região para analisar os impactos da barragem no Douro Vinhateiro Património da Humanidade.A EDP esclarece agora que já procedeu à reprogramação da construção do empreendimento hidroeléctrico. O novo plano prevê que a barragem entre em funcionamento no terceiro trimestre de 2016, um ano depois da data prevista inicialmente.Devido ao abrandamento dos trabalhos, a construção do paredão também foi adiada, o que diminui o número de trabalhadores em obra.
Segundo a EDP, estão actualmente em obra 335 trabalhadores, enquanto o cronograma inicial do projecto previa cerca de 800 para esta fase da obra.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Parque Biológico de Vinhais regista recorde no número de visitas

parquebiologico.jpgMais de 3 mil pessoas já visitaram o Parque Biológico de Vinhais durante o mês de Agosto.O número de visitas está a superar as expectativas da direcção.A responsável do Parque, Carla Alves, sublinha que todos os dias recebem centenas de visitantes.“Foi um Verão que começou sem grande agitação, mas o mês de Agosto superou as nossas expectativas. São mais de 3 mil entradas, o que perfaz cerca de 150 entradas diárias”, realça a responsável.O Centro de Interpretação das Raças Autóctones Portuguesas (CIRAP) e o Centro Hípico foram inaugurados há cerca de três meses e, segundo Carla Alves, também têm muita procura.Em construção está agora uma piscina Biológica e um Centro Micológico, que deverão ser inaugurados no próximo ano.
O Parque Biológico de Vinhais a apostar na construção de novos equipamentos para atrair ainda mais visitantes.

Escrito por Rádio Vinhais
Retirado de www.brigantia.pt