quarta-feira, 20 de junho de 2012

13º Festival intercéltico - Sendim

Obra conta com atraso global de 20 meses

A construção da Autoestrada do Marão, que inclui um túnel rodoviário de 5.6 quilómetros e vai ligar Vila Real a Amarante, está parada há um ano e conta já um atraso global de 20 meses.

A 27 de junho de 2011 e pela terceira vez desde o início da empreitada no verão de 2009, as obras nesta autoestrada foram suspensas. Primeiro por causa de duas providências cautelares e depois alegadamente devido a falta de financiamento, o facto é que o Túnel do Marão conta já com 20 meses de atraso.

A primeira previsão para a conclusão da obra apontava para o início de 2012.

Em fevereiro de 2011, aquando de uma visita do então primeiro-ministro, José Sócrates, à obra, o presidente do Conselho de Administração da Autoestrada do Marão, Francisco Silva, previa fazer a ligação entre as duas frentes dentro de um ano, concluindo assim a parte de escavação.

Na altura, este responsável referiu ainda que o prazo de conclusão da obra apontava para novembro de 2012.

Falares de Mirandela, apresentado em Lisboa


Foi um evento com muita dignidade, para isso muito contribuíram os três mirandelanses (e não só), Jorge Golias, Carlos Cordeiro e João Rocha. Não deixaram nada ao improviso, ensaiando as canções, as projecções, os poemas (que a esposa - Elsa - do Carlos Cordeiro tão bem declamaram) e até o protocolo foi levado a rigor. Poderia falar dos poetas/escritores presentes, dos distintos mirandelenses e amigos de Mirandela e outros transmontanos, mas, talvez, alguém fale disso.
Por isso, só vou referir a presença do Presidente do Município de Mirandela, António Branco, e esposa, que honraram e contribuíram para que o «Dia de Mirandela» tivesse mais dignidade e sucesso. Não se esqueceu de levar consigo vídeo de Mirandela, livros e revistas, alheiras das melhores de Mirandela, o melhor queijo de ovelha, o melhor azeite das oliveiras dos espaços urbanos mirandelenses e o bom vinho «Ferrador» de Vale de Salgueiro. Presidente que tão bem conhece o concelho e que tão bons resultados tem alcançado na promoção do Azeite de Trás-os-Montes.
Jorge Lage
Da «Apresentação» de Jorge Golias retiramos alguns excertos:
[(…) “Falares de Mirandela”, é um livro que fazia falta e que vai fazer história. Em 185 páginas registam-se centenas de palavras e de Ditos Populares, que se perderiam na acelerada mudança linguística que se processa com a normalização dos diversos falares nacionais.
Patrocinado pela CMM(irandela), o seu então presidente, Dr. José Silvano, em Nota de Abertura, associa esta preservação da memória ao futuro da comunidade mirandelense: “um povo que não respeite e guarde as suas memórias é um povo que não tem futuro”.
Na verdade, as tradições, os usos e costumes, os festejos religiosos e pagãos e os falares locais constituem o cimento que molda o tecido social de uma comunidade e que nos garante a coesão social.

Miranda do Douro: Museu Terras de Miranda fica na cidade

A Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN) assegurou que o Museu Terras de Miranda (MTM) vai continuar instalado em Miranda do Douro e que não está previsto o seu encerramento ou mudança para outra localidade.

"Não existe qualquer intenção de retirar o museu da cidade de Miranda do Douro ou de o mudar para outro lugar", afirmou à RBA Paula Silva, diretora da DRCN.
Há cerca de três anos chegou a ser apresentado um projeto de reabilitação do museu, orçado em 1,2 milhões de euros, por este sofrer de problemas estruturais, nomeadamente ao nível da cobertura e consequente infiltração de águas pluviais, situação que poderia colocar em risco o seu espólio.
"Neste momento, existe uma grande contenção financeira relativamente a tudo o que são projetos de investimento e vamos ter de repensar toda a intervenção a efetuar no museu", acrescentou a responsável pela DRCN.
Paula Silva disse ainda que o projeto de reabilitação do Museu "já tem alguns anos" e por esse motivo "é preciso repensá-lo".
Segundo a responsável pela DRCN, justifica-se "plenamente a reavaliação do tudo o que inicialmente estava previsto".
No entanto, foi deixada a garantia de que todo o processo de reavaliação será executado em conjunto com a Câmara e com o diretor do Museu.
A unidade museológica está instalada num edifício seiscentista, localizado em pleno centro histórico de Miranda do Douro.
Retirado de www.rba.pt

Carrazeda recupera moinho de vento

A vila de Carrazeda de Ansiães inaugurou, anteontem, o único moinho de vento a funcionar na região de Trás-os-Montes. Os moinhos mais vulgares no Nordeste Transmontano são movidos a água, mas este funciona com a força do vento. No dia da inauguração o vento soprou de feição e o moinho voltou a moer cereal.

A recuperação desta tradição suscitou a curiosidade dos carrazedenses, que fizeram questão de ver o funcionamento do engenho desenhado pelos antepassados.
O presidente da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, José Luís Correia, sublinha que esta é mais uma aposta do município na valorização do património do concelho. “É um dos centros e motivos de atractividade para o concelho, que pretendemos coordenar com outros motivos de interesse.
Além disso, este é o único moinho do género a funcionar em Trás-os-Montes e as pessoas vêm cá e ainda podem ver os moinhos de água em Vilarinho da Castanheira, o castelo de Ansiães ou o Alto Douro Vinhateiro”, enumera o edil.
A população mostra-se satisfeita com o novo monumento e acredita que vai aumentar o número de turistas a visitar a vila.

O Moinho de vento está agora aberto aos turistas e visitas escolares, através de marcação prévia

O moinho de vento de Carrazeda de Ansiães salta à vista logo à entrada da vila. A arqueóloga da autarquia, Isabel Lopes, afirma que não há memória desta infra-estrutura funcionar, mas há documentos que atestam que foi erguido em 1900, a mando de Damião Gonçalves Neves.
Quem reergueu o moinho das ruínas garante que não foi tarefa fácil. “Foi complicado e demorado, porque não estávamos dentro do assunto.
Só tínhamos umas linhas e foi reconstruído a partir daí. Também ainda fomos ver um à zona de Lisboa para conseguirmos fazer o trabalho, mas agora está aqui uma coisa bem feita”, realça João Filipe.
João Pragal tratou das madeiras e diz que a maior parte da estrutura do moinho é de madeira. “Levou 15 toneladas de madeira, a pedra é só o exterior”, acrescenta João Pragal.
A recuperação da infra-estrutura em ruínas representa um investimento de cerca de 97 mil euros, comparticipado em 50 por cento por fundos comunitários.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Unidos contra o encerramento de tribunais

Centenas de pessoas concentraram-se, ontem, junto ao tribunal de Alfândega da Fé, em protesto contra o encerramento daquele serviço.
Revoltados com a situação, os manifestantes exibiram cartazes com mensagens de descontentamento contra esta medida do Governo.
Luciano Augusto Branco, presidente da Junta de Freguesia de Ferradosa, diz que se o tribunal for transferido, por exemplo, para Moncorvo “é inadmissível, porque não há transportes”.
Já António Léria, que também se juntou à manifestação, diz que “de Vila Real para cá vai ser um deserto”.
Personalidades locais de diferentes quadrantes políticos juntaram-se numa manifestação em que se repetiu “’basta’ às políticas para fechar o interior”.
O social-democrata, José Luís Correia, presidente da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães foi a Alfândega da Fé participar na manifestação convocada pela socialista Berta Nunes. “Não é o partido que nos cala”, proclamou o autarca.
O tribunal de Carrazeda de Ansiães também está na lista de encerramentos, por isso José Luís Correia quis manifestar a sua solidariedade, porque entende que “o povo está a ser usurpado” e que “este Governo não está a aplicar a social-democracia do PPD de Sá Carneiro”.
Também o presidente da concelhia do PSD de Alfândega da Fé, Artur Aragão, falou à população que se juntou em frente ao tribunal local para dizer: “O PSD é contra o encerramento de qualquer serviço”.

Autarcas vão manifestar-se em Lisboa contra o encerramento de tribunais no próximo dia 28

Além de representantes partidários, outras personalidades locais discursaram nesta manifestação, como o presidente do agrupamento de escolas, Francisco Lopes, que afirmou ser “lamentável, quase 40 anos depois do 25 de Abril, uma realidade inacreditável”. Ao protesto juntou-se também o presidente da Câmara de Vila Flor, o socialista Artur Pimentel, apesar de ter ficado de fora da lista de encerramentos.
A presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé, Berta Nunes, assegura que este tipo de políticas não podem continuar. “ Quando a ministra da Justiça diz que vai melhorar a justiça e vai tornar a justiça mais justa, isso não é verdade. Ela não sabe do que está a falar”, atira a autarca.
Ontem também saíram à rua as populações dos concelhos de Carrazeda de Ansiães e de Miranda do Douro.
Murça, no distrito de Vila Real, também vi realizar uma acção de protesto na próxima quinta-feira.
As manifestações são o primeiro passo na luta pela manutenção dos tribunais.
Já esta prevista uma ida a Lisboa, no próximo dia 28, de todos os autarcas dos concelhos onde está previsto o encerramento de tribunais.
Retirado de http://www.jornalnordeste.com/

Freixo de Espada à Cinta: sismo de magnitude 3.4 (Richter) registado na região do Douro Internacional

Um sismo de magnitude 3.4 na escala de Richter foi sentido esta terça-feira, pouco passava das 23.05 horas, na região transmontana de Freixo de Espada à Cinta, informou Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica, através do sítio na Internet.

“O epicentro do cismo foi registado a quatro quilómetros a noroeste de Freixo de Espada à Cinta”, informou a mesma fonte.
A região onde foi registado o abalo sísmico fica situada em pleno Douro Internacional.
Fonte da Proteção Civil confirmou à RBA que se ouviu um “ ligeiro estrondo” não havendo o registo de vítimas ou danos materiais.
O sismo foi sentido nos concelhos vizinhos de Mogadouro, Torre de Moncorvo e Miranda do Douro.
Retirado de http://www.rba.pt/