Que se passa contigo?
Que alma tão dorida tens,
sem motivo?
A tristeza que cobre o teu olhar
espalha-se a esmo,
contamina o ambiente...
Que caminho anseias?
Deixa-te ir,
segue a corrente
Tu és rio
Tu és semente
Tu és estio
Agora,
presente.
O momento tarda.
Vereda sombria
porfia tristeza
pensamento voa
Suicída de sonhos
a vontade esvai-se
de morte travestida
Qual punhal
Adaga mortífera
O teu sorriso
Tristeza tamanha
mais do que é preciso
e as palavras,
duras,
revoltas,
fingidas,
mudas,
fogem, coradas,
desavergonhadas,
cobardes,
medonhas
traços imperfeitos
violentas e casmurras
e o meu coração
cheio de defeitos
esconde lágrimas,
desejos feitos pó,
no meio do caminho
saltaricam saltões,
carrolos de ovos
às costas das mães,
sapos repelentes
velozes,
cegonhas negras
caçam o alimento
ávidos
os filhos nos ninhos.
Pia o mocho agoirento
fim de tarde
princípio da manhã.
Que tristeza tamanha
os teus olhos refletem!
Quanto pecado ficou
na doce maçã!
Mara Cepeda
sexta-feira, 15 de junho de 2012
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Red Burros de regresso
O “Red Burros Fly In” regressa ao céu do Planalto Mirandês a 28 de Julho. Trata-se de um festival aeronáutico que, há três anos consecutivos, se realiza no Aeródromo Municipal de Mogadouro (AMM) e que tem como pontos altos a exposição de vários modelos de aviões e planadores, além de baptismos de voo.
“O nome colocado ao evento caiu bem na opinião pública”, revelou o vice-presidente da câmara de Mogadouro, João Henriques, explicando que “o ‘Red’ significa o sangue, alma e empenho dado ao festival” e que “a [outra] palavra faz jus a um animal que está na moda e sempre teve ligações à região [o burro]”.
A organização espera meia centena de aeronaves, de Portugal, Espanha e França e quer ainda ultrapassar a barreira dos 2.500 espectadores contabilizados em 2011.
Nomes de “topo da acrobacia aérea nacional vão marcar presença no ‘Red Burros’, escusando-se para já a organização a revelar o nome das formações acrobáticas ou pilotos.
A organização avança ainda que este ano são os pilotos dos mais variados modelos de aeronaves ligeiras que procuram o aeródromo do Mogadouro para assim passarem um dia entre as acrobacias aéreas, às quais se juntam a gastronomia regional, os “afáveis” burros das Terras de Miranda e as paisagens de toda a região dos vales dos rios Douro e Sabor.
Retirado de www.jornalnordeste.com
“O nome colocado ao evento caiu bem na opinião pública”, revelou o vice-presidente da câmara de Mogadouro, João Henriques, explicando que “o ‘Red’ significa o sangue, alma e empenho dado ao festival” e que “a [outra] palavra faz jus a um animal que está na moda e sempre teve ligações à região [o burro]”.
A organização espera meia centena de aeronaves, de Portugal, Espanha e França e quer ainda ultrapassar a barreira dos 2.500 espectadores contabilizados em 2011.
Nomes de “topo da acrobacia aérea nacional vão marcar presença no ‘Red Burros’, escusando-se para já a organização a revelar o nome das formações acrobáticas ou pilotos.
A organização avança ainda que este ano são os pilotos dos mais variados modelos de aeronaves ligeiras que procuram o aeródromo do Mogadouro para assim passarem um dia entre as acrobacias aéreas, às quais se juntam a gastronomia regional, os “afáveis” burros das Terras de Miranda e as paisagens de toda a região dos vales dos rios Douro e Sabor.
Retirado de www.jornalnordeste.com
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Mirandês é a lingua oficial do Lar de S. Martinho
As línguas minoritárias, como o mirandês, começam a encontrar espaços próprios para a sua divulgação. É o caso do Centro Social e Paroquial de S. Martinho de Angueira, onde já é usado como língua oficial.
S. Martinho de Angueira é uma das 17 freguesias do concelho de Miranda do Douro onde 75% da população é idosa e vive da agricultura e pecuária, a maioria sem nunca frequentar a escola.
O Centro Social e Paroquial de S. Martinho acolhe cerca de 30 idosos. Todos os utentes têm uma história para contar, falam dos tempos em que eram crianças e que iam para o monte com as “canhonas”, relembram a infância feliz que tiveram nas Terras de Miranda.
“Ia-mos logo cedo com as canhonas e vacas e só voltávamos ao fim do dia, era muito divertido”, relembra Carminda da Conceição, utente de 80 anos.
Idosos não querem que o Mirandês se deixe de falar
Quando questionamos estas pessoas sobre a importância de falar o Mirandês, a resposta é instantânea: “ É muito importante falar Mirandês, porque esta é a nossa língua Mãe, nunca fui à escola e nem sei escrever”, realça Domingos Fernandes, utente do centro.
O desejo de que a língua Mirandesa não desapareça destes idosos reflecte-se nas suas conversas e expressões. “ Gostava que as crianças que vivem e que futuramente viverão falassem todas em Mirandês, a língua não pode morrer connosco”, diz Carminda.
Retirado de www.jornalnordeste.com
S. Martinho de Angueira é uma das 17 freguesias do concelho de Miranda do Douro onde 75% da população é idosa e vive da agricultura e pecuária, a maioria sem nunca frequentar a escola.
O Centro Social e Paroquial de S. Martinho acolhe cerca de 30 idosos. Todos os utentes têm uma história para contar, falam dos tempos em que eram crianças e que iam para o monte com as “canhonas”, relembram a infância feliz que tiveram nas Terras de Miranda.
“Ia-mos logo cedo com as canhonas e vacas e só voltávamos ao fim do dia, era muito divertido”, relembra Carminda da Conceição, utente de 80 anos.
Idosos não querem que o Mirandês se deixe de falar
Quando questionamos estas pessoas sobre a importância de falar o Mirandês, a resposta é instantânea: “ É muito importante falar Mirandês, porque esta é a nossa língua Mãe, nunca fui à escola e nem sei escrever”, realça Domingos Fernandes, utente do centro.
O desejo de que a língua Mirandesa não desapareça destes idosos reflecte-se nas suas conversas e expressões. “ Gostava que as crianças que vivem e que futuramente viverão falassem todas em Mirandês, a língua não pode morrer connosco”, diz Carminda.
Retirado de www.jornalnordeste.com
Pecuária: Carne de bovino Mirandesa à conquista do mercado externo
A direção da Cooperativa Agropecuária
Mirandesa (CAM) disse hoje estar apostada em alargar a comercialização de carne
de bovino ao mercado externo devido à crise que o setor atravessa a nível
nacional."No ano passado conseguimos o maior volume de negócios da história da cooperativa. Este ano, registámos um decréscimo significativo, já que o mercado se está a ressentir devido aos efeitos da crise", disse Nuno Paulo, assessor da direção da CAM.
A aposta na exportação de carne de bovino de raça mirandesa passará por países como França, Inglaterra ou Luxemburgo.
O mercado francês já representa cerca de oito por cento das vendas de carne mirandesa da cooperativa, que atualmente comercializa cerca de 2.500 carcaças por ano.
"Depois de uma abordagem positiva ao mercado francês, estamos agora, desde o mês de março, a tentar conquistar o mercado inglês. Ficámos com a ideia de que o mercado britânico não está muito habituado a comer carne de vitela, daí alguma resistência por parte dos chefes de cozinha na aceitação do produto, apesar da qualidade reconhecida", frisou Nuno Paulo.
Por isso, a Cooperativa Agropecuária Mirandesa está a incrementar uma estratégia de promoção junto do mercado inglês, de forma a incentivar o consumo.
Os dirigentes da CAM estão cientes de que há outros mercados com potencial, embora reconheçam a necessidade de se ter "algumas cautelas" com os negócios.
"Não estamos a vender mais carne para o estrageiro porque as garantias de pagamento apresentadas por alguns países não são fiáveis ", acrescentou o técnico.
Segundo Nuno Paulo, países como Angola, Moçambique e Iraque já demostraram interesse em comercializar carne de bovino mirandês.
Retirado de www.rba.pt
Américo Pereira quer gerir abrigos de montanha

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A câmara de Vinhais acusa o Instituto de Conservação da Natureza de Biodiversidade (ICNB) de ter ao abandono e degradado diverso património no Parque Natural de Montesinho. A autarquia já aprovou uma moção em reunião de câmara para que sejam tomadas medidas de salvaguarda do património que poderão passar pela entrega dos imóveis às autarquias que manifestem o interesse de os explorar. O presidente da câmara diz que já encetou diversos contactos para poder gerir os abrigos de montanha, mas não obteve qualquer resposta. “Há uns tempos que a câmara apresentou um pedido por escrito ao ICNB para que nos fossem cedidas as casas do Parque, nomeadamente os abrigos de montanha, a fim de lhe darmos uma utilização em termos turísticos”, explica, acrescentando que “nunca obtivemos qualquer resposta desde há dois anos e já voltamos a fazer requerimentos”. O autarca salienta que “estamos a assistir ao abandono desses edifícios quando eles seriam de grande utilidade para o turismo da região”. Perante o cenário de abandono de património, Américo Pereira entende que o ICNB não tem legitimidade para aplicar sanções quando a população não respeita o plano de ordenamento da área protegida. “O ICNB não tem legitimidade para cobrar taxas ou licenças à população porque deixou o seu património completamente ao abandono. Isto é um acto de má gestão e de completa irresponsabilidade”, considera.
A câmara de Vinhais quer dar utilização aos abrigos de montanha existentes na área do Parque Natural de Montesinho.
Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt
Cristas afasta possibilidade de suspender obras da barragem de Foz Tua
A
ministra do Ambiente defendeu que a barragem de Foz Tua é compatível com a
classificação do Alto Douro Vinhateiro como património da
humanidade
A ministra do Ambiente defendeu esta terça-feira que a barragem de Foz Tua é compatível com a classificação do Alto Douro Vinhateiro como património da humanidade e afastou a possibilidade de suspender as obras por falta de verbas.
“Íamos a tempo de parar se tivéssemos no nosso bolso os montantes para pagar as indemnizações necessárias, que são de várias centenas de milhões de euros”, disse Assunção Cristas, na comissão parlamentar do Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local.
No Parlamento foram debatidos requerimentos apresentados pelo Bloco de Esquerda e o partido Ecologista “Os Verdes”, que criticam a construção da barragem.
A ministra disse ainda aos deputados que, para ter o dinheiro necessário para parar a obra, teria de “pedir mais impostos e os contribuintes portugueses teriam de pagar mais para se parar a barragem”.
Assunção Cristas frisou que a barragem ocupa apenas 2,9 hectares do Alto Douro Vinhateiro, o que representa 0,001% do total da área, pelo que aquela infraestrutura não causa grande impacto na paisagem.
“Já convidámos a UNESCO para vir a Portugal. A UNESCO esteve cá em Abril de 2011 e foi muito mal recebida. O Governo de então não a tratou da melhor forma e desvalorizou a questão. Queremos receber bem a UNESCO e mostrar o que foi feito entretanto”, disse.
A governante assegurou que “está tudo a ser feito para minimizar os impactos” e lembrou que o Douro “tem muitas barragens que fazem parte da classificação” da UNESCO.
Assunção Cristas disse ainda aos deputados do BE e dos Verdes que “não estão a ajudar o país ao escolher aquele caminho”.
A deputada Catarina Martins, do BE, disse aos deputados que a capacidade de produzir energia daquela barragem “é muito muito reduzida: 0,1% da energia do país”.
Segundo a bloquista, a barragem é ruinosa do ponto de vista financeiro, ambiental, económico, turístico e para a classificação como património da humanidade.
Por seu lado, a deputada de “Os Verdes” pediu a “paragem imediata das obras”, afirmando que se trata “do maior crime ambiental que começa hoje em Portugal”.
Na comissão, os deputados do PSD, CDS-PP e PS mostraram estar a favor da construção da barragem, mas Agostinho Lopes, do PCP, teceu várias críticas, afirmando que a argumentação da ministra é “minimalista, não tem sentido, nem é aceitável”.
“É por ser a EDP que não se pode mexer? Há todas as razões para negociarem se quiserem, tal como fizeram com as parecerias público-privadas e em todas as alterações contratuais que têm procedido”, afirmou.
Entretanto, à porta da Assembleia da República, cerca de 20 pessoas estavam concentradas a exigir a paragem das obras de construção da barragem de Foz Tua.
Fonte:Lusa
A ministra do Ambiente defendeu esta terça-feira que a barragem de Foz Tua é compatível com a classificação do Alto Douro Vinhateiro como património da humanidade e afastou a possibilidade de suspender as obras por falta de verbas.
“Íamos a tempo de parar se tivéssemos no nosso bolso os montantes para pagar as indemnizações necessárias, que são de várias centenas de milhões de euros”, disse Assunção Cristas, na comissão parlamentar do Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local.
No Parlamento foram debatidos requerimentos apresentados pelo Bloco de Esquerda e o partido Ecologista “Os Verdes”, que criticam a construção da barragem.
A ministra disse ainda aos deputados que, para ter o dinheiro necessário para parar a obra, teria de “pedir mais impostos e os contribuintes portugueses teriam de pagar mais para se parar a barragem”.
Assunção Cristas frisou que a barragem ocupa apenas 2,9 hectares do Alto Douro Vinhateiro, o que representa 0,001% do total da área, pelo que aquela infraestrutura não causa grande impacto na paisagem.
“Já convidámos a UNESCO para vir a Portugal. A UNESCO esteve cá em Abril de 2011 e foi muito mal recebida. O Governo de então não a tratou da melhor forma e desvalorizou a questão. Queremos receber bem a UNESCO e mostrar o que foi feito entretanto”, disse.
A governante assegurou que “está tudo a ser feito para minimizar os impactos” e lembrou que o Douro “tem muitas barragens que fazem parte da classificação” da UNESCO.
Assunção Cristas disse ainda aos deputados do BE e dos Verdes que “não estão a ajudar o país ao escolher aquele caminho”.
A deputada Catarina Martins, do BE, disse aos deputados que a capacidade de produzir energia daquela barragem “é muito muito reduzida: 0,1% da energia do país”.
Segundo a bloquista, a barragem é ruinosa do ponto de vista financeiro, ambiental, económico, turístico e para a classificação como património da humanidade.
Por seu lado, a deputada de “Os Verdes” pediu a “paragem imediata das obras”, afirmando que se trata “do maior crime ambiental que começa hoje em Portugal”.
Na comissão, os deputados do PSD, CDS-PP e PS mostraram estar a favor da construção da barragem, mas Agostinho Lopes, do PCP, teceu várias críticas, afirmando que a argumentação da ministra é “minimalista, não tem sentido, nem é aceitável”.
“É por ser a EDP que não se pode mexer? Há todas as razões para negociarem se quiserem, tal como fizeram com as parecerias público-privadas e em todas as alterações contratuais que têm procedido”, afirmou.
Entretanto, à porta da Assembleia da República, cerca de 20 pessoas estavam concentradas a exigir a paragem das obras de construção da barragem de Foz Tua.
Fonte:Lusa
terça-feira, 12 de junho de 2012
Mais cereja vendida em Alfândega da Fé
Cerca de sete toneladas de cereja foram vendidas durante os três dias da Festa da Cereja em Alfândega da Fé, certame que terminou ontem, com um balanço de mais duas toneladas em relação à edição de 2011. No entanto, para os pequenos produtores do concelho as vendas ficaram aquém do esperado.
Os expositores queixam-se da falta de procura e das toneladas do fruto que não conseguem escoar, e que acabam por ficar em armazém.“Não há dinheiro, não há gente. Vendi muito menos do que no ano passado e tenho os pomares cheios dela que vai ficar lá toda. Nem sequer há pessoal para a apanhar”, refere Altina Oliveira.“Vim ajudar uns primos a escoar o produto pois tem sido um pouco difícil dada a conjuntura económica para ver se se faz algum dinheiro”, afirma Sérgio Pinto.Opinião contrária têm os vendedores de produtos regionais, pão e pastelaria.
Para estes as vendas superam as expectativas e há quem refira que a melhoria das acessibilidades, a construção do IC5, trouxe mais visitantes.“Até hoje eu não sei o que é a crise”, diz Pedro Bebiano.“Eu acho que há o dobro da gente e isso deve-se ao IC5 que foi uma mais-valia para esta vila, embora possa haver uma ligeira quebra”, considera Luís Mónico.“Está a correr bem e não nos podemos queixar”, refere Isabel Libório.
As opiniões dos expositores da Festa da Cereja dividem-se em relação às vendas. Se para uns foi um sucesso o mesmo não dizem os produtores de cereja. No entanto venderam-se sete toneladas durante o certame.
Escrito por Brigantia
Retirado de http://www.brigantia.pt/
Os expositores queixam-se da falta de procura e das toneladas do fruto que não conseguem escoar, e que acabam por ficar em armazém.“Não há dinheiro, não há gente. Vendi muito menos do que no ano passado e tenho os pomares cheios dela que vai ficar lá toda. Nem sequer há pessoal para a apanhar”, refere Altina Oliveira.“Vim ajudar uns primos a escoar o produto pois tem sido um pouco difícil dada a conjuntura económica para ver se se faz algum dinheiro”, afirma Sérgio Pinto.Opinião contrária têm os vendedores de produtos regionais, pão e pastelaria.
Para estes as vendas superam as expectativas e há quem refira que a melhoria das acessibilidades, a construção do IC5, trouxe mais visitantes.“Até hoje eu não sei o que é a crise”, diz Pedro Bebiano.“Eu acho que há o dobro da gente e isso deve-se ao IC5 que foi uma mais-valia para esta vila, embora possa haver uma ligeira quebra”, considera Luís Mónico.“Está a correr bem e não nos podemos queixar”, refere Isabel Libório.
As opiniões dos expositores da Festa da Cereja dividem-se em relação às vendas. Se para uns foi um sucesso o mesmo não dizem os produtores de cereja. No entanto venderam-se sete toneladas durante o certame.
Escrito por Brigantia
Retirado de http://www.brigantia.pt/
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