quarta-feira, 6 de junho de 2012

Serra Serrada está cheia

Os níveis de água na barragem de Serra Serrada, em Bragança, atingiram a cota máxima.A quantidade deverá ser suficiente para fazer face aos consumos durante todo o Verão.Depois da seca verificada durante o Inverno e que obrigou à implementação de um plano de contingência, os níveis estão agora repostos. Ainda assim as preocupações mantêm-se para o início do Outono.“Se o Verão se prolongar e não chover entraremos sempre num período crítico. Mas foi bom o facto de em Abril e Maio ter chovido e o nível de armazenamento foi reposto, alimentando também sistemas alternativos que estão a ser utilizados, preservando as reservas de água na Serra Serrada para o período mais crítico de abastecimento”, refere o presidente da câmara de Bragança.Caso a situação se repita e para evitar um cenário de ruptura no abastecimento, a autarquia está já a preparar um plano de emergência.“Mantemos o plano de emergência em estruturação porque de ter que fazer transporte de água é elevada”, afirma Jorge Nunes, salientando que “as previsões apontam para uma severidade climatérica e nós temos de estar preparados para o pior”. O município poderá até ver-se obrigado a recorrer à ajuda do país vizinha “conforme a situação. Temos de avaliar aquilo que é possível”.O problema só deverá ficar definitivamente resolvido quando estiver concluída a construção da barragem de Veiguinhas, já aprovada pelo Governo.O autarca local revela que os prazos estão a ser acelerados para que a obra se faça o quanto antes.“O processo de projecto de execução está a decorrer e toda a informação necessária para estruturar o concurso público internacional”, refere o autarca. “Esperamos que desta vez o problema se resolva” sendo que “os prazos estão a ser acelerados para poupar a cidade e o concelho a situações críticas”.
Ainda assim, a obra só deverá arrancar dentro de um ano.
Escrito por Brigantia
Retirado de http://www.brigantia.pt/

terça-feira, 5 de junho de 2012

Escavações desvendaram mosteiro original do Castro de Avelãs

A aldeia de Castro de Avelãs, em Bragança, guarda um monumento único em Portugal, envolto num enigma que escavações arqueológicas começaram a desvendar, descobrindo as ruínas do mosteiro original que se acredita ser anterior à nacionalidade.
O mosteiro beneditino do Castro de Avelãs é monumento nacional e exemplar único do estilo arquitetónico românico-moçárabe em Portugal, em que sobressai a traça com tijolo maciço herdada da vizinha região espanhola de Castela e Leão.
As edificações existentes eram um enigma para os especialistas, pois não condiziam com o que devia ser o monumento, até que escavações arqueológicas recentes revelaram as ruínas do mosteiro original.
Os achados são apenas parte do monumento, segundo Paula Silva, a diretora regional de Cultura do Norte, responsável pelos trabalhos de escavação que deverão ter seguimento no futuro.
Desde 2005, foi investido um total de 238 mil euros, também em obras de recuperação da igreja que integra o monumento, que já foi apontado em lutas partidárias autárquicas como o exemplo do abandono e degradação do património local.
A Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN) promete agora \"fazer uma conservação das ruínas\" e avançar com \"um programa, em articulação com a Diocese de Bragança-Miranda, a proprietária, e com a Câmara de Bragança, que proteja estas ruínas, a musealize e lhes dê alguma visibilidade\".
Os documentos conhecidos indicam a construção deste mosteiro no ano de 1145, mas a diretora regional admite que \"é provável que existisse antes dessa data\" e alguns estudiosos apontam a sua criação como anterior à nacionalidade.
A única certeza é a de que o monumento \"é único em Portugal, não há mais construções destas\", vincou Paula Silva.
Parte das obras realizadas nos últimos tempos beneficiaram de apoios financeiros, como a recuperação da igreja agora concluída e executada ao abrigo de um protocolo entre a DRCN e a junta de Castela e Leão e que tem como mecenas a Fundação Iberdola.
\"Estamos a tentar criar, com estas intervenções, uma rede importante de visita, de atração cultural nesta região (fronteiriça)\", referiu Paula Silva, lembrando outras intervenções que estão a ser feitas em igrejas portuguesas e espanholas no âmbito desta parceria denominada Rota do Românico Atlântico.
O mosteiro do Castro de Avelãs, localizado a cinco minutos da cidade de Bragança, está aberto ao público, mas os visitantes só têm como guias os habitantes da aldeia.
O bispo diocesano, José Cordeiro, gostaria de ver este património valorizado através de \"uma articulação maior entre o turismo religioso, de natureza e com esta investigação feita ao nível arqueológico e histórico\".
A diocese acabou de constituir a Comissão de Arte Sacra e Bens Culturais que será parceira \"para que isto seja um património vivo e que não só traga mais pessoas, mas contribua para o desenvolvimento e para o crescimento da região na rota cultural que se irá criar a partir daqui\", referiu.

Lusa
Retirado do blogue "memórias... e outras coisas" de Henrique Martins

Exploração das minas de Moncorvo vai arrancar

Na próxima semana deverá ser assinado o contrato, entre o Governo e a multinacional anglo-australiana Rio Tinto, para a exploração de ferro nas minas de Torre de Moncorvo.As negociações estão concluídas para aquele que promete ser o maior investimento estrangeiro de sempre em Portugal. 
Segundo o jornal PÚBLICO, o contrato a assinar assumirá a forma de "concessão experimental", que representa uma fase intermédia até ao contrato de exploração final, e visa aprofundar o conhecimento do jazigo, prevendo-se que seja um dos maiores da Europa. O grosso do investimento, que poderá ultrapassar os mil milhões de euros, só será feito na fase da concessão definitiva, o que deverá acontecer no prazo de cinco a oito anos. Durante a primeira fase de concessão, já haverá algum investimento, dado que será feita uma grande movimentação de materiais, a pré-concentração do minério à boca da mina e o seu transporte para tratamento definitivo.
Segundo o jornal, os estudos indicam que a qualidade do minério é bastante animadora, apontando para uma mina de classe mundial.As negociações arrastam-se há mais de meio ano, por diversas questões, entre as quais os prazos de exploração experimental e o transporte do minério, que envolve quantidades elevadas, sendo uma importante componente para a rentabilização da exploração.
Neste contexto, a MTI, a empresa que detém a concessão de prospecção e pesquisa destas minas, aponta a construção de um mineroduto como a solução mais económica, permitindo elevada capacidade de escoamento.
Trata-se de um canal de transporte de minério como existe para o gás ou para combustíveis, sendo uma solução utilizada em vários países do mundo. Esta infra-estrutura, que poderia aproveitar parte da rede de auto-estradas, ligaria Torre de Moncorvo directamente ao porto de Aveiro, com capacidade de atracagem de grandes navios de carga se forem realizados investimentos para o desassoreamento do porto.
Para já, a solução que poderá garantir o escoamento de minério na fase de exploração experimental será a ferroviária, o que implicará a construção de um troço, na antiga linha ferroviária do Sabor, entre Moncorvo e Pocinho, utilizando depois a já existente, no Douro, até ao porto de Leixões ou até ao porto de Aveiro.


Escrito por Brigantia
in:brigantia.pt
Retirado do blogue "memórias... e outras coisas" de Henrique Martins

Seminário de Etnobotânica "Cultibos, Yerbas i Saberes"

Programa
Sexta-feira dia 8 - Auditório Pequeno, ESA - IPB
9h15 - Recepção dos participantes
9h30 - Abertura oficial do Seminário
10h00 - Gestão Tradicional dos Fito-recursos no Baixo Alentejo. Luís Mendonça de Carvalho, Instituto Politécnico de Beja, Miuseu Botânico de Beja.
10h40 - Agrobiodiversidade e paisagem. Carlos Aguiar, Instituto Politécnico de Bragança, Centro de Investigação de Montanha.
11h20 - Pausa para café
11h40 – Entre hortas e cortinhas: 2 anos de actividade do Projecto Cultibos Yerbas i Saberes. Margarida Telo Ramos & Ana Maria Carvalho. Associação FRAUGA e Ecomuseu Terra Mater; Instituto Politécnico de Bragança, Centro de Investigação de Montanha.
12h20 - Debate
12h30 – Almoço
14h30 – A riqueza do património genético vegetal português: conservação e valorização. Ana Maria
Barata, Filomena Rocha, Aida Reis, Violeta Rolim Lopes. Banco Português de Germoplasma
Vegetal (BPGV), INRB.

15h10 – Aproveitamento e valorização de PAM na Serra do Montemuro. Joaquim Morgado, ERVITAL, Plantas Aromáticas e Medicinais, Lda.
15h50 – Etnoflora da Terra de Miranda. Margarida Telo Ramos & Ana Maria Carvalho. Associação FRAUGA e Ecomuseu Terra Mater; Instituto Politécnico de Bragança, Centro de Investigação de Montanha.
16h30 - Mesa Redonda: Cultibos, yerbas i saberes.
17h30 – Degustação de chás.
Sábado dia 9 - Visita à Terra de Miranda
8h30 – Saída de Bragança em autocarro
10h30 – Visita ao Miradouro da Fraga do Puio, à sede da FRAUGA e ao Centro de Interpretação do Ecomuseu Terra Mater – Ecomuseu de la Tierra de Miranda, em Picote.
11h15 – La yerba stá no culo de Maio …Deixis e mundividência no falar da Terra de Miranda. António
Alves, Centro de Estudos em Letras (UTAD) e Ecomuseu Terra Mater.
11h45 – Visionamento de filme sobre a Terra de Miranda
12h15 – Visita guiada às hortas e ao núcleo de casas antigas de Picote
12h45 – Regresso ao autocarro no Largo do Tombar/Partida para o São João das Arribas
13h00 - Almoço no Parque de merendas do São João das Arribas
15h00 – Hortas e paisagens da Terra de Miranda: à conversa com informantes sobre plantas, práticas e usos
17h00 – Encerramento e regresso dos participantes a Bragança

Para a visita do dia 9 (sábado) recomenda-se roupa fresca, calçado apropriado para caminhar, chapéu, protector solar e água para beber.

in:frauga.pt
Retirado do blogue "memórias... e outras coisas" de Henrique Martins

"Liberdade": Exposição de Pintura e Escultura de Manuela Rodrigues patente em Miranda do Douro

"Liberdade": Exposição de Pintura e Escultura de Manuela Rodrigues patente em Miranda do Douro


De 6 de Junho a 4 de Julho, a Biblioteca Municipal de Miranda do Douro recebe a Exposição de Pintura e Escultura “Liberdade” , de Manuela Rodrigues.
Manuela é o natural de Mogadouro. Viajou por vários países e viveu na Holanda por mais de 24 anos.
Segundo a artista “ os trabalhos são a maior parte feitos em tela com tintas acrílicas e a óleo.
 Faz anos que me fascino e tenho curiosidade pelas cores que surgem quando as misturo. Ao longo dos tempos apanhei também a paixão de fazer objetos de barro e bronze trabalhos artísticos que se manifestam são puros do meu Ser interior”.
Acrescenta ainda que “o meu tema é “liberdade” tanto no que se manifesta como na escolha de materiais. Com crescimento pessoal vai se desenvolvendo o estilo o que leva uma variedade de expressão”, afirma Manuela Rodrigues.
 
Retirado de 5l-henrique.blogspot.pt, de Henrique Martins

Sindicato vai exigir reinício das obras do Túnel do Marão

O Sindicato da Construção de Portugal vai pedir na próxima semana o retomar das obras no Túnel do Marão à porta do ministério da economia.O sindicato considera que a paragem dos trabalhos, há quase um ano, é um crime social e laboral. O presidente Albano Ribeiro acusa mesmo o Ministro da Economia de faltar à verdade. “O ministro disse que ía reabrir o Túnel do Marão em 60 dias e já passaram 200”, afirma. Além disso “tem aqui uma boa oportunidade de criar 1400 postos de trabalho”. Por isso, “vamos convidá-lo para a porta do ministério para que ele diga de uma vez por todas quando é que os tuneis vão reabrir”. Em conferência de imprensa, esta manhã, em Macedo de Cavaleiros, o sindicato condenou ainda a morte registada, na semana passada, nas obras da Auto-estrada Transmontana, em Sezulfe.Albano Ribeiro considera que poderia ter sido evitada porque os meios disponíveis não foram utilizados.“Os blocos são utilizados para suporte da viga enquanto é betonada e depois são retirados. O que aconteceu aqui é que um desses blocos foi retirado por duas pessoas em vez de ser por uma grua e como não tiveram forças deixaram-no cair” explica o responsável.E acrescenta que é preciso apurar culpados.“As pessoas que causaram a morte deste trabalhador vão ter de responder criminalmente porque os meios de protecção estavam ao dispor dos trabalhadores. Quem deu a orientação para fazer o trabalho sem a grua terá de ser responsabilizado”, refere.Este ano já morreram 16 trabalhadores da construção civil, em todo o país.
São mais dois do que em igual período de 2011.

Escrito por Onda Livre (CIR)
Retirado de www.brigantia.pt

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Agricultura também pode ser actividade desportiva paa idosos


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A agricultura também pode servir como um bom programa de desporto para os idosos.O desafio foi lançado, este sábado, na quarta edição do seminário + Idade + Saúde do Instituto Politécnico de Bragança.A pró-reitora da instituição, Anabela Martins, sugeriu que a actividade agrícola seja integrada no programa de desporto com idosos através das hortas de lazer.“Isso constitui uma forma de desporto e convívio para as pessoas se manterem activas de maneira mais saudável e socialmente activa”, refere a responsável, acrescentando que “o programa + Idade + Saúde podia incluir alguma actividade relacionada com as hortas de lazer que poderia traduzir-se em algum apoio às pessoas que têm as suas hortas e que por vezes não fazem os movimentos da maneira mais correcta”.O coordenador do programa + Idade + Saúde, diz que a proposta vai ser tida em conta mas salienta que alguns participantes já o fazem a título individual.“Temos alguns participantes do programa que já têm uma horta”, revela Miguel Monteiro, explicando que dessa forma “não estamos a praticar desporto, mas estamos a praticar actividade física, pois estão a mexer e é isso que nós queremos para estas idades”.O responsável acrescenta que os próximos desafios passam também por alargar o programa a outros municípios do distrito.“A nossa ideia era conseguir abranger todos os idosos do concelho de Bragança e já não falo do distrito que é mais complicado, mas caso outras câmaras estejam interessadas nós vamos lá a ajudar a implementar o nosso projecto”, afirma.
O programa + Idade + Saúde está activo desde 2006 e conta com a participação de 120 idosos.

Escrito por Brigantia
Retirado de http://www.brigantia.pt/