quinta-feira, 31 de maio de 2012

“O lobo não é perigoso”

A protecção do lobo enquanto espécie em risco de extinção foi o ponto-chave das Jornadas Transnacionais para a Agrocompatibilidade e Coexistência da Pecuária e do Lobo, que decorreram em Vimioso.

Durante dois dias, especialistas portugueses e espanhóis debateram soluções, de forma a assegurar a coexistência da Pecuária e do Lobo. A organização partiu da CoraNE, com apoio do Proder, no âmbito do projecto de cooperação transnacional Wolf Wild Life & Farmers.
José Lourenço, biólogo do Parque Natural do Montesinho, acredita que é possível manter esta convivência nos dias de hoje. Para o técnico, “o lobo não é perigoso, mas é essencial introduzir medidas que o protejam. Rever o regulamento de protecção do Lobo Ibérico é uma das soluções”, salienta o técnico.
Além disso, “os mecanismos de compensação da perda de rendimentos na Agricultura também deviam contemplar medidas direccionadas à protecção do lobo. A própria legislação cinegética deveria contemplar medidas de gestão, nomeadamente a nível do exercício da caça maior, que não pusesse em causa o lobo, nomeadamente a caça de salto”, sustenta o responsável.
A grande meta das jornadas foi garantir uma relação harmoniosa entre pastores e lobos. José Lourenço admite que são precisas estratégias que permitam manter os rebanhos protegidos dos possíveis ataques dos lobos. Para isso é necessário estar atento às condições de segurança dos animais, nomeadamente “às circunstâncias em que são guardados os rebanhos, ao parqueamento dos rebanhos para as sestas, e ao parqueamento dos rebanhos para passar a noite no Verão, entre outras.

“O Museu foi à rua”

O Município de Mogadouro e a Sala Museu de Arquelogia comemoraram o Dia Interncional dos Museus com uma actividade, no mínimo, muito original.

Com intuito de aproximar os mogadourenses do seu museu Municipal, o espólio de maior importância de vários sítios arqueológicos do concelho saiu à rua, ficando exposto das 10h às 18h, mais concretamente no Parque da Vila.
Desta forma, os cidadãos que passavam no local puderam apreciar muitas das peças do acervo da Sala Museu. Como diz o provérvio Grego, “se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé”.
As comemorações foram complementadas com actividades de Arqueologia experimental com alunos do ensino Básico, do 4.º, 5.º e 6.º ano, para ficarem cientes sobre os processos associados à arqueologia, desde simulações de escavações, recolha, limpeza, tratamento e catalogação das peças, sensibilizando-se assim para a investigação arqueológica.
As peças mais sonantes presentes na exposição do Parque da Vila foram os Monumentos Megalíticos de Barreiro (Vilar do Rei), Pena Mosqueira (Sanhoane), Pradinhos (Vilar Seco), Castelo dos Mouros (Vilarinho dos Galegos), Salgueiral entre outros achados fortuitos de diversos lugares, que evidenciam a ocupação de antigos povos ao longo de vários milénios no concelho de Mogadouro.

Retirado de http://www.jornalnordeste.com/

Fábrica da castanha vai criar mais postos de trabalho

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Na próxima época da castanha, a fábrica de transformação deste fruto seco, instalada em Vinhais, vai dar trabalho a mais algumas dezenas de pessoas. A empresa está a instalar um novo equipamento que vai permitir receber a castanha e transformá-la em produto final.
“A fábrica foi vendida a uma empresa francesa líder mundial na transformação de castanha e está neste momento a fazer obras para transformar a castanha e já este ano vai abrir com a criação de uma dezena de postos de trabalho”, revela o autarca local, Américo Pereira, acrescentando que “é um investimento na casa dos três milhões de euros”.
Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Vila Flor quer espaço dedicado a Graça Morais

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Depois de Bragança, Vila Flor também quer dedicar um Centro de Artes à pintora Graça Morais. A ideia até surgiu antes de nascer o museu na capital de distrito, mas a obra foi sendo adiada e o projecto está agora entregue a um grupo de arquitectos. O vice-presidente da Câmara de Vila Flor, Fernando Barros, diz que a elaboração do projecto está dentro dos prazos.“A obra foi entregue e estamos à espera que concluam o projecto. Estão a cumprir os prazos e vamos ter o projecto do Centro de Arte Graça Morais”, garante o autarca.Em tempo de crise o maior entrave é mesmo conseguir financiamento para esta obra. Fernando Barros acredita que a projecção nacional da pintora transmontana pode ajudar o município a concretizar este sonho.O autarca não teme a concorrência do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança.
O município ainda não contabilizou o valor desta obra, mas Fernando Barros garante que não é um investimento avultado.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt  

IC5 fora da Cimeira Ibérica

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Afinal a conclusão do traçado do IC5 não foi discutido na última Cimeira Ibérica.A estrada, recentemente concluída, e que liga Alijó a Duas Igrejas, em Miranda do Douro, deveria ter continuidade até Espanha.No entanto, os dois Governos ainda não se entenderam quanto ao local onde a via deverá cruzar a fronteira. O autarca de Miranda do Douro esperava que o assunto fizesse parte da agenda de trabalhos da Cimeira Ibérica que se realizou no Porto a 9 de Maio.No entanto, a Brigantia já teve acesso às conclusões do encontro e no capítulo das infra-estruturas não consta o prolongamento do IC5.Ainda assim, Artur Nunes espera que o tema seja discutido na próxima cimeira entre Portugal e Espanha a realizar em 2013, no país vizinho.“Se não foi discutido tem de ser perguntar porquê aos ministros, mas eu vou continuar a fazer esforços para que haja uma intenção para que o assunto seja discutido na próxima cimeira”, afirma o autarca, acrescentando que se tal não for possível pelo menos que “haja um conjunto de interesses entre os dois países para que possamos ligar rapidamente o IC5 de Portugal a Espanha”.O autarca promete continuar a insistir no assunto mas salienta que tudo depende da vontade dos dois Governos.“Estamos numa crise instalada sendo que as prioridades alteraram-se todas nos últimos anos em termos de opções de investimento”, salienta Artur Nunes, acrescentando que “aquilo que vamos tentar, nesta fase, é continuar a dizer que o grande investimento que foi o IC5 não pode ser desperdiçado sem uma boa ligação a Espanha. Mas isso depende dos governos centrais”.
Um projecto que para já vai continuar bloqueado à espera de resolução.

Escrito por Brigantia
Retirado de www.brigantia.pt

Autarcas preparam-se para protestar encerramento de tribunais

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O número de tribunais a encerrar no distrito de Bragança passou de quatro para seis. A nova proposta de reforma do mapa judiciário prevê ainda a extinção dos tribunais de Vila Flor e de Miranda do Douro, que se juntam aos de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Vinhais e Vimioso. Esta quarta-feira os autarcas dos concelhos que podem vir a ficar sem tribunal reúnem-se em Bragança, para discutirem formas de luta. O presidente da Câmara de Vinhais, Américo Pereira, avança que os autarcas estão a preparar uma grande manifestação em Lisboa.“Os municípios que vêem afectados os seus interesses com esta medida do Governo estamos agora a trabalhar no sentido de nos mobilizarmos para fazermos uma grande manifestação, para que todo o País perceba, de uma vez por todas, que isto é um exagero. Estão a mexer com os interesses das populações e com a segurança das populações e não podemos permitir uma coisa dessas”, realça Américo Pereira.O presidente da Câmara de Vila Flor, Artur Pimentel, diz que a defesa dos direitos das populações está acima de qualquer cor partidária.Já a presidente da Câmara de Alfândega da Fé lamenta que o Ministério da Justiça em vez de recuar, apresente uma proposta ainda com mais encerramentos. Por isso, Berta Nunes garante que está disponível para participar numa manifestação em Lisboa.
Depois de esgotadas as negociações, os autarcas dos seis concelhos onde está previsto o encerramento de tribunais preparam uma manifestação em Lisboa, no Dia de Portugal.

Escrito por Brigantia
Retirado www.brigantia.pt  

Pizzi e Ricardo Vilela no Dia do Desporto da ESE

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O futebolista Pizzi e o ciclista Ricardo Villela, atletas de Bragança, marcaram presença no Dia do Desporto do IPB, integrado na Semana da Educação que começou na segunda e termina esta sexta-feira.
Sob o tema “A vida de um atleta profissional e de alto rendimento”, Pizzi e Ricardo partilharam experiências e contaram como chegaram ao mais alto patamar desportivo.
Pizzi da época ao serviço do Atlético de Madrid. O jogador poucos minutos teve na competição durante a temporada mas o facto não o desmotivou:
“A época não correu tão bem como eu queria mas o futebol é mesmo assim, não podemos baixar os braços. Temos que continuar a lutar, num dia estás em baixo no outro estás em grande”.
Muitas foram as perguntas vindas da plateia e não faltou a questão sobre o futuro. Pizzi quer continuar a trabalhar no sentido de chegar à selecção nacional. Recordamos que estava na lista de pré-convocados para o euro e já integrou as selecções jovens.
Mas vai continuar a representar os colchoneros ou regressa ao Sp.Braga? Pizzi desconhece o que vai acontecer e remete a questão para o empresário Jorge Mendes:
“Sinceramente não sei onde vou fazer a pré-época nem que clube vou representar na próxima época. Esta questão está a ser tratada com o meu empresário juntamente com o Atlético de Madrid. Há propostas de Portugal e do estrangeiro mas a questão está com o meu empresário”.
Ricardo Vilela, ciclista da Efapel-Glass Drive e aluno do curso de desporto do IPB, também partilhou a sua experiência profissional, a dificuldade em conciliar os estudos e a competição. Falou de lesões, alimentação e horas de treino.
Em Agosto, o ciclista brigantino vai para a estrada, participa na Volta a Portugal. Ricardo Vilela espera fazer uma boa classificação mas lembra que apesar de ser um desporto individual também é necessário trabalhar em prol da equipa:
“Na equipa temos um líder que já venceu a volta a Portugal quatro vezes, o Blanco. Vou querer fazer boa figura tal como fiz nos outros anos e também ajudar ao máximo o líder a vencer a prova. É um desporto individual mas quando estamos em equipa temos que ajudar”.

Ricardo Vilela e Pizzi, dois atletas de Bragança, que muitos ouviram atentamente no Dia do Desporto da Escola Superior de Educação.
Escrito por Brigantia (CIR)
Retirado de www.brigantia.pt