estou árida como um ribeiro no verão
nada consigo fazer
a folha mantém-se impoluta
qual ausência de cor
que poeta quero ser
se não sou
mais que um dia que passa
como quem não acontece
pastora de palavras
que não pastoreio
e correm livres por espaços seus
beijando outras almas
o vazio impraticável
o desejo por cumprir
a hora que tarda
o dia que não há-de vir
no ribeiro que sou
a pequena rã verde
teima em não partir
como se o amanhã tivesse passado já
como se a vida fosse um traço
dos que faço
dos que passo
dos que calo
dos que embalo
dos que definitivamente emudeci
primavera travestida
de inverno
insiste em pequenos ovos
a tiritar no ninho
onde mãe se afadiga
em caloroso penar
peito despido
de penas perdidas
em cama mais branda
que as palavras,
apenas o são,
quando pensadas
Mara Cepeda
segunda-feira, 30 de abril de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Entrevista: Doutor Maurício António Vaz - Economista
É natural de Celas, concelho de Vinhais. Fale-nos das suas recordações de infância e adolescência.
Celas, concelho de Vinhais mas, do lugar de Negreda, que é uma aldeia a cinco ou seis quilómetros de Celas e é anexa a esta freguesia. De facto a minha infância foi vivida entre Bragança e Negreda que fica situada nos limites dos concelhos de Vinhais, Bragança e Macedo de Cavaleiros. Faz parte destes concelhos embora administrativamente pertença a Vinhais e a minha infância foi vivida entre Bragança e Negreda. Estudava, ou fingia que estudava às vezes… Que remédio, quando se aproximavam os exames que, enquanto estudantes, teríamos de fazer um exame e ter resultados positivos para passar mas, feito o exame, não era preciso passar a vida com os livros nas mãos. A minha infância foi, de alguma forma, quando digo infância digo até aos treze, catorze anos é idêntica à de muitos outros. A situação económica era complicada. Havia dificuldades, muito embora a minha mãe fosse professora e o meu pai, de alguma forma, empresário, era um dos mais beneficiados lá na aldeia, mas as dificuldades eram muitas. Eu próprio, quantas vezes nas férias, no Carnaval, no Natal, na Páscoa e nas férias grandes tinha que assegurar, desde muito jovem, a partir dos nove, dez anos, o funcionamento da casa agrícola, porquanto, o meu pai dedicava-se a outras actividades e de alguma forma ia ficando descurado esse trabalho. De maneira que, falar em infância e a ideia que se tem hoje de infância… foi uma infância que não existiu como existe hoje ou como eu pude proporcionar aos meus filhos, porquanto, eu tive que ser adulto muito à pressa. Ser responsável por essa casa agrícola entre os doze e os dezoito anos.
Começou a trabalhar bastante cedo…
Muito cedo nas chamadas férias porque, de resto, eu estava em Bragança em casas particulares. Em Bragança, na actividade académica, também tinha que ter resultados e era difícil porque estava sozinho, os apoios eram escassos. Como tantos miúdos na altura, a gente lá foi passando o nosso tempo e conseguindo singrar, com pontapés de um lado e de outro e foi assim que se foi construindo uma infância que depois começaram a exercer outras funções nomeadamente militares. Na escola primária, no agora chamado quarto ano de escolaridade, como a minha mãe era professora, eu acompanhava-a para todo o lado e passei a primeira classe em Negreda, a segunda em Celas, a terceira e quarta classe em Ousilhão e depois fui para Bragança onde participei em diversas actividades. Envolvi-me desde cedo em actividades diversas, nomeadamente de escuteiro. Foi uma boa escola do agrupamento dezoito e estive lá desde os dez, onze anos até aos dezassete, dezoito. Depois na equipe diocesana na JEC, fui presidente dessa equipe diocesana, presidente distrital. Já na altura os escuteiros funcionavam um pouco como oposição à mocidade Portuguesa. Tínhamos que estar fardados. Podíamos não saber muito bem porque é que era essa oposição mas sabíamos que existia alguma. Fazíamos contraponto e sabíamos que éramos melhores e foi assim que foram sendo desenvolvidos alguns contactos, fizeram-se alguns amigos que se mantiveram e foi percorrido este tempo até aos dezoito anos em que fui para a Universidade. Comecei por ir para Lisboa, para o Instituto Superior Técnico. Isso foi, um bocado, resultado do trabalho desenvolvido enquanto membro da equipe diocesana. Desenvolvemos um projecto que tinha a ver com chamar técnicos que elaboravam os perfis psicológicos e técnicos dos alunos que iam para o sexto ano ou que iam para a Universidade para definir qual deveria ser o perfil futuro em termos profissionais. Isso aconteceu e era apontado para as engenharias e para a medicina, dava quase para tudo. Estava na chamada alínea f e isso permitia, de facto, uma panóplia muito grande de escolhas. A economia surgiu principalmente porque, em resultado do Maio de 68 em França, eu comecei a ter alguns contactos desse movimento e acabei por me matricular no Instituto superior Técnico em Lisboa, em engenharia, mas foi ficando o bichinho das questões sociais e das preocupações sociais a que não seria alheia a minha origem porque eu tinha sido o primeiro garoto de Negreda que conseguiu ir para o liceu e isto é algo que mexe connosco, daí que comecei a apreciar e a gostar das questões sociais e em Lisboa no Técnico, desde muito cedo, no primeiro ano tive intervenção ao nível dos movimentos estudantis. No Instituto Superior Técnico havia um movimento académico muito forte, que consegui fechar antes do 25 de Abril, durante um semestre o que não era fácil. Fui director do QUEDUL, era o desporto universitário de Lisboa, que de alguma forma, punha em causa o que era tradicional o que era assumido como tradicional ao nível do papel do desporto na sociedade. Tivemos, na altura, uma entrevista que foi muito polémica no “Jornal República” onde, num suplemento de desporto que existia às quartas-feiras, o suplemento foi inteiramente preenchido pelo QUEDUL e pelos directores do QUEDUL onde tive também uma participação activa. Curiosamente, sobre esta matéria, o segundo número do “Jornal Expresso” que foi lançado em 1973, trazia uma referência a essa entrevista. Isto significa que, desde muito cedo, houve a oportunidade de ter preocupações que não se limitavam a preocupações meramente técnicas ou no âmbito das engenharias.
Entretanto, o resultado destes movimentos, desta situação que se viveu com o encerramento do Instituto Superior Técnico por um semestre, nós tínhamos um problema que era ter, anualmente, que pedir o adiamento do serviço militar para efeitos de prosseguimentos de estudos e deveria ser pedido até Outubro de cada ano e como o primeiro semestre começava em Março, o segundo começava em Outubro, ou seja, uma boa parte dos estudantes não puderam pedir adiamentos nesse período, o que significa que eu em 1973 tive que ingressar no serviço militar. Não me foi concedido o adiamento, fui seleccionado para a especialidade que me foi atribuída e aí vou eu para Angola, a 23 de Janeiro de 1973 à meia noite menos cinco e fiz questão de que fosse à meia noite menos cinco porque era até à meia noite que se podia entrar na tropa. Aí vou eu para Mafra fazer a especialidade, fazer a recruta. Em 8 de Maio já estava em Luanda para o exército colonial. Passei os dois anos seguintes em Angola. O 25 de Abril apanhou-me em Angola.
É só a partir da tropa que eu regresso a Economia, precisamente porque era permitido a quem tivesse feito o serviço militar lá fora, tivesse feito parte do curso anterior em qualquer universidade do país, podia mudar de curso e, dessa forma, mudo para Economia no Porto porque era aquilo que eu gostava e é o que eu tenho feito desde sempre.
Durante todo esse tempo não se sentiu perdido, longe da sua terra?
Desde os dez anos que me habituei a viver com o dinheiro que tinha e para fazer este percurso todo sozinho, é verdade que têm de surgir situações e surgiram muitas em que… um exemplo: estando em Lisboa no Técnico, a dada altura, entre estudar ou fazer qualquer coisa, trabalhei durante duas semanas, quando devia estar a estudar e a fazer cadeiras, IMPRIMARTE, em Queluz de baixo porque nos pagavam trinta escudos à hora, a trabalhar dia e noite, a fazer livrinhos para mandar para Inglaterra para grandes superfícies ou grandes super mercados. Ainda não havia as grandes superfícies que existem hoje. Um dos livros que eu me lembro que fizemos era o Charles Dickens para fazerem como ofertas de Natal e era trabalhar durante 24 horas por dia, excepto das sete às oito da manhã e das sete às oito da noite que eram períodos que era mudanças de turno; havia uma outra hora que também era intervalo. Por dia facturávamos 21 horas. O que aconteceu foi que depois de nós… foi um grupo de estudantes que foi para lá… depois de nós termos ido para lá resolver este problema pontual de produção da fábrica aconteceu que os trabalhadores entraram em greve eventualmente por culpa nossa.
A partir de 1980 os correios ocupam um lugar muito importante na sua vida. Fale-nos dessa experiência.
Biografia: Doutor Maurício António Vaz - Economista
Maurício António Vaz, nascido a 11 de Setembro de 1951, em Celas, concelho de Vinhais, casado.
Concluiu a Licenciatura em Economia no ano lectivo de 1978/79, pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto.
Exerce a profissão de Professor Adjunto no Instituto Politécnico de Bragança.
Tem o grau académico de Doutor com o Doutoramento sobre Eficiência das Organizações.
Desde 1980 está ligado à empresa CTT - Correios, SA, onde desempenhou cargos de direcção.
É Coordenador do Departamento de Economia e de Gestão, da Escola Superior de Tecnologia e de Gestão do Instituto Politécnico de Bragança.
Autor de vasta obra publicada no âmbito da Economia e gestão de empresas, tem participado no país e no estrangeiro, em seminários e congressos sobre temas ligados à sua actividade profissional.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Bragança vai ter três agrupamentos de escolas
Torre da Princesa, Brigantia e Benquerença serão os três agrupamentos de escolas que, até ao final de Maio, deverão ser criados no concelho de Bragança.
A proposta partiu do grupo de estudo da Carta Educativa do concelho, foi apresentada à Câmara Municipal que propôs o documento à Direcção Regional de Educação (DREN), que deu o seu aval. Isso mesmo foi comunicado à autarquia e às escolas na quinta-feira, por uma delegação da DREN.
Esta proposta prevê a aglutinação do agrupamento Paulo Quintela (jardim de infância, primeiro, segundo e terceiro ciclos) e do Emídio Garcia (terceiro ciclo, secundário e profissional), bem como a do agrupamento Augusto Moreno e Abade de Baçal (que inclui Izeda) e a criação de um terceiro agrupamento, que resulta da passagem do Centro Escolar de Santa Maria para a alçada da Escola Secundária Miguel Torga.
“É uma política que vem do anterior Governo, com unidades organizacionais maiores. Muitos professores começavam a ficar com horários zero e com a escolaridade obrigatória alargada a 12 anos havia a necessidade de constituir um percurso sequencial para os alunos”, explicou ao Jornal Nordeste Henrique Ferreira, o coordenador do grupo de trabalho da Carta Educativa, que inclui mais cinco elementos.
Outra das alterações é a possibilidade de estas unidades poderem mudar de nome. Assim, provisoriamente, a Miguel Torga está a ser denominada Torre da Princesa, a Abade de Baçal e Augusto Moreno de Brigantia, enquanto Emídio Garcia (antigo Liceu) e Paulo Quintela formam o agrupamento Benquerença.
O aparecimento de um terceiro agrupamento no concelho numa altura em que a política governativa aponta para concentração de meios, explica-se, no entender de Henrique Ferreira, pela “lógica territorial”.
“A requalificação das escolas Emídio Garcia e Abade de Baçal exerceu uma pressão enorme sobre a Miguel Torga. Havia que a dotar de condições para competir com as duas restantes. Para além disso, é uma forma de não fechar a zona histórica da cidade, cada vez mais carente de estruturas e serviços”, frisa Henrique Ferreira.
Henrique Ferreira admite hipótese de fechar um estabelecimento na cidade
No entanto, nos últimos dez anos assistiu-se a uma quebra na natalidade do concelho que, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, ultrapassa os 17 por cento. Mesmo assim, o coordenador da comissão de revisão da Carta Educativa acredita que ainda há alunos suficientes para manter os três agrupamentos na próxima década. “Actualmente temos cerca de 4500 alunos no concelho. Dentro de dez anos ainda teremos 3700. A partir daí é que penso que será necessário fechar um estabelecimento”, acredita Henrique Ferreira.
Esta proposta vai agora ser debatida pelas escolas, mas dentro de 15 dias este processo de revisão estará em marcha.
Só depois de haver acordo nesta questão de fusões é que deverá avançar, então, por parte da DREN, uma redefinição da rede escolar, ficando definidas quantas turmas serão atribuídas e a que escolas.
Só depois disso é que as escolas se vão pronunciar, mas os primeiros sinais mostram uma aceitação desta proposta. No agrupamento Augusto Moreno, o mais afectado por perder o controlo do Centro Escolar de Santa Maria, a questão será debatida hoje em Conselho Geral, com pais e professores.
Mesmo assim, há quem acredite que a questão dos horários zero de professores no concelho (ou seja, horários em que não há nenhuma hora atribuída, por falta de alunos), ainda não ficará resolvida.
Retirado do site www.jornalnordeste.com
A proposta partiu do grupo de estudo da Carta Educativa do concelho, foi apresentada à Câmara Municipal que propôs o documento à Direcção Regional de Educação (DREN), que deu o seu aval. Isso mesmo foi comunicado à autarquia e às escolas na quinta-feira, por uma delegação da DREN.
Esta proposta prevê a aglutinação do agrupamento Paulo Quintela (jardim de infância, primeiro, segundo e terceiro ciclos) e do Emídio Garcia (terceiro ciclo, secundário e profissional), bem como a do agrupamento Augusto Moreno e Abade de Baçal (que inclui Izeda) e a criação de um terceiro agrupamento, que resulta da passagem do Centro Escolar de Santa Maria para a alçada da Escola Secundária Miguel Torga.
“É uma política que vem do anterior Governo, com unidades organizacionais maiores. Muitos professores começavam a ficar com horários zero e com a escolaridade obrigatória alargada a 12 anos havia a necessidade de constituir um percurso sequencial para os alunos”, explicou ao Jornal Nordeste Henrique Ferreira, o coordenador do grupo de trabalho da Carta Educativa, que inclui mais cinco elementos.
Outra das alterações é a possibilidade de estas unidades poderem mudar de nome. Assim, provisoriamente, a Miguel Torga está a ser denominada Torre da Princesa, a Abade de Baçal e Augusto Moreno de Brigantia, enquanto Emídio Garcia (antigo Liceu) e Paulo Quintela formam o agrupamento Benquerença.
O aparecimento de um terceiro agrupamento no concelho numa altura em que a política governativa aponta para concentração de meios, explica-se, no entender de Henrique Ferreira, pela “lógica territorial”.
“A requalificação das escolas Emídio Garcia e Abade de Baçal exerceu uma pressão enorme sobre a Miguel Torga. Havia que a dotar de condições para competir com as duas restantes. Para além disso, é uma forma de não fechar a zona histórica da cidade, cada vez mais carente de estruturas e serviços”, frisa Henrique Ferreira.
Henrique Ferreira admite hipótese de fechar um estabelecimento na cidade
No entanto, nos últimos dez anos assistiu-se a uma quebra na natalidade do concelho que, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, ultrapassa os 17 por cento. Mesmo assim, o coordenador da comissão de revisão da Carta Educativa acredita que ainda há alunos suficientes para manter os três agrupamentos na próxima década. “Actualmente temos cerca de 4500 alunos no concelho. Dentro de dez anos ainda teremos 3700. A partir daí é que penso que será necessário fechar um estabelecimento”, acredita Henrique Ferreira.
Esta proposta vai agora ser debatida pelas escolas, mas dentro de 15 dias este processo de revisão estará em marcha.
Só depois de haver acordo nesta questão de fusões é que deverá avançar, então, por parte da DREN, uma redefinição da rede escolar, ficando definidas quantas turmas serão atribuídas e a que escolas.
Só depois disso é que as escolas se vão pronunciar, mas os primeiros sinais mostram uma aceitação desta proposta. No agrupamento Augusto Moreno, o mais afectado por perder o controlo do Centro Escolar de Santa Maria, a questão será debatida hoje em Conselho Geral, com pais e professores.
Mesmo assim, há quem acredite que a questão dos horários zero de professores no concelho (ou seja, horários em que não há nenhuma hora atribuída, por falta de alunos), ainda não ficará resolvida.
Retirado do site www.jornalnordeste.com
Miranda do Douro: Portugueses e espanhóis criam primeira cooperativa de artesãos em território transfronteiriço

A Câmara de Miranda do Douro e o Ajuntamento de Torregamones (Espanha) constituíram a primeira cooperativa transfronteiriça destinada à comercialização de artesanato e produtos da terra.
"Esta iniciativa vem no seguimento da abertura do primeiro posto transfronteiro dedicado ao turismo, junto à antiga fronteira de Miranda do Douro, e após a assinatura de um protocolo com Zamora, para a promoção turística da região do Douro Internacional", disse o presidente da Câmara de Miranda do Douro, Artur Nunes.
Segundo o autarca, o número de visitas ao posto de turismo transfronteiriço tem aumentado nos últimos meses, surgindo daí uma oportunidade para os artesão e produtores reginais comercializarem os seus produtos.
"Desde logo, do lado espanhol, houve um conjunto de artesãos que se mostraram interessados em expor e comercializar os seus produtos, naquela que é uma porta de entrada em território nacional. Nesse sentido, avançámos com um proposta conjunta de convidar as pessoas a aderirem ao processo de constituição de uma cooperativa", acrescentou o autarca.
Para integrarem a cooperativa, as duas autarquias raianas convidaram todos os artesãos das suas zonas de influência para um projeto que tem como objetivo criar "valor económico" em tempos de crise.
Nesta fase inicial, há dois espaços disponíveis em locais aonde funcionaram os antigos serviços alfandegários nos dois lados da fronteira.
Governo anuncia descentralização de serviços em Bragança
Descentralizar serviços é a nova medida do Governo para travar a desertificação do Interior do País. Este plano no âmbito da reforma da Administração Local foi anunciado, ontem, em Bragança, pelo secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa, à margem das comemorações do 25 de Abril. Paulo Simões Júlio diz que foi criada uma equipa para os assuntos do território há cerca de um mês e garante que os primeiros resultados vão ser conhecidos durante o mês de Maio.“Competências nas várias áreas. O Governo no início de Maio vai apresentar as conclusões de um estudo piloto que começámos a fazer há cerca de quatro meses com as comunidades intermunicipais de Aveiro e de Minho e Lima ao nível da Reforma da Administração Local. Desde a descentralização de competências a a aproximação de serviços e do poder de decisão das pessoas, naturalmente que as comunidades locais e as sub-regiões lucrarão mais com isso”, salienta o governante. Questionado com o anúncio do encerramento de tribunais e mais recentemente da extinção da delegação de Bragança do Instituto Português da Juventude, Paulo Simões Júlio garante que o objectivo da criação deste grupo de trabalho é que todos os portugueses tenham acesso aos serviços públicos.“Várias políticas sectoriais estão a ser analisadas e vão ser integradas, de maneira que o impacto que elas possam ter no território seja devidamente aferido. Estão aí incluídos também os tribunais, como outros encerramentos de serviços públicos. E, portanto, mais do que encerrar serviços públicos, o Governo quer é fazer a racionalização do gasto público sem perda de qualidade do serviço público”, explica Paulo Simões Júlio.
Para já o secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa escusa-se a adiantar exemplos de competências que vão passar para a administração local e promete mais novidades sobre esta reforma para o início do próximo mês de Maio.
Escrito por Brigantia (CIR)
Retirado do site www.brigantia.pt
Subscrever:
Mensagens (Atom)
