quarta-feira, 4 de abril de 2012

Crianças aprenderam a fazer folar no forno comunitário

Já cheira a folar. A Páscoa está quase a chegar e já há quem faça a tradicional iguaria transmontana. Ainda ontem o forno comunitário da freguesia de Santa Maria, em Bragança encheu-se de crianças e idosos que meteram as mãos na massa.  
Uma tradição que passa de geração em geração e que o Núcleo Distrital de Bragança da EAPN-Rede Europeia Anti Pobreza, quis reavivar com utentes de mais de uma dezena de instituições. Ivone Florêncio, técnica do núcleo explica que o objectivo é partilhar experiências entre os utentes das instituições de Bragança.
 “São utentes de instituições que trabalham com crianças, com jovens, idosos e deficientes. O objectivo é promover actividades que promovam a partilha de experiências entre as diferentes gerações. Pomos os idosos a ensinar às crianças e jovens tradições do tempo deles. Simultaneamente ajudamos os idosos a tornarem-se, activos e sentirem-se úteis e ao mesmo tempo pretendemos mostrar que os idosos não são inúteis, desmistificar preconceitos que possam existir nos jovens relativamente à terceira idade. Pretendemos mostrar que eles têm muito para ensinar”, revelou.Marília Reis tem 78 anos e faz folar desde 10. Por isso passa a sabedoria aos mais novos.“Primeiro põe-se a farinha na masseira. Depois deitam-se os ovos, depois o azeite, depois deita-se o fermento. Depois amassa-se aquilo tudo e tem que se bater bem ‘batidinho’. Quanto mais batida, melhor”, constatou.As crianças do jardim de infância de Santo Condestável parecem ter entendido a lição. O folar também agrada aos mais novos.“Já tinha visto fazer à minha avó. Hoje aprendi a fazer folar. Gosto de folar”, disse Adriana Santos.“Põe-se ovos, carne, farinha, sal..”, acrescentou Pedro Pires.Já Ana Loureiro refere que a mãe “costuma fazer sempre folar” mas este ano não sabe se “vai ser o pai ou irmão”.
Do forno comunitário de Bragança saíram ontem folares quentinhos para os utentes das instituições da cidade.
Escrito por Brigantia (CIR)
Retirado do site http://www.brigantia.pt/ 

terça-feira, 3 de abril de 2012

Algumas espécies cinegéticas que se podem encontrar em Bragança


Estas são algumas das espécies de caça grossa que se podem caçar em Trás-os-Montes.
A caça deve obedecer a regras e normas muito rígidas para proteção das espécies. A diversidade é fundamental para o equilíbrio da natureza.
O nosso entrevistado desta semana, Eng. Álvaro Barreira, fala-nos deste tema com mestria.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Douro: Tecnologia portuguesa que apura vigor das videiras a partir de uma foto patenteada a nível internacional

Três investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) anunciaram a patenteação a nível internacional de uma nova metodologia para a determinação do vigor e da expressão vegetativa de uma videira com base numa fotografia digital.


Esta invenção – um ‘software’ informático que permite fazer essa ‘leitura’ da foto - juntou docentes dos departamentos de agronomia e das engenharias da UTAD e insere-se num conjunto de trabalhos que estão a ser desenvolvidos com o objetivo de melhorar a qualidade e a produção vitícola, aplicando tecnologia nos processos e metodologias da vitivinicultura.
"O pedido de registo de patente internacional foi feito em 2011 e só no início de 2012 é que todo o processo ficou concluído", disse Paula Oliveira, investigadora ligada ao projeto.
Segundo os investigadores, que falavam numa iniciativa sobre vinhos em Miranda do Douro, um utilizador deste processo não precisa perceber nada de poda para poder utilizar todo o sistema e assim determinar o vigor da videira.
Os três investigadores responsáveis, Paula Oliveira, João Moura e Ana Oliveira, começaram ensaios na casta touriga nacional e o próximo objetivo será o de aplicar este método a outros tipos de castas ou espécies arbóreas.
"Como ficamos agradados com os resultados dos testes do processo tecnológico, decidimos aplicá-lo noutras castas ", justificou Paula Oliveira.
Esta invenção permite determinar o vigor e expressão vegetativa da videira de uma forma "rápida e expedita", sendo menos morosa do que o método tradicional.
A investigação foi iniciada em setembro de 2009 e, depois da registada a patente nacional deste sistema informático, o passo seguinte foi a sua internacionalização.
"Há já contactos com as regiões vinícolas de Champagne e Bordéus [França] para testarmos a nossa invenção e assim poder ter utilização internacional", acrescentou Ana Oliveira.
Por últimos os três investigadores lançaram o desafio a empresas no sentido de fabricar um aparelho móvel de fácil manuseamento, à semelhança de um telemóvel, para que os vitivinicultores o possam levar para as suas vinhas e desta forma preceder à poda numa fase ótima da vinha, rentabilizando o trabalho, o tempo e investimento na produção de vinho.
Retirado do site www.rba.pt

Mogadouro: Falta de apoios ao setor leiteiro pode levar ao colapso da economia local

A falta de apoios ao setor leiteiro, aliada à seca que se faz sentir, pode levar ao "colapso" da economia rural do concelho de Mogadouro, defendeu hoje o presidente da Associação de Produtores de Leite do Planalto Mirandês.

"É insustentável aguentar todas as pressões a que os produtores de leite estão sujeitos, sejam elas de natureza económica ou climatéricas", acrescentou Higino Ribeiro.
Para o dirigente, a situação económica que se faz sentir poderia ser um pouco "mais suave" para compensar o elevado preço dos fatores de produção, para assim haver um pouco mais de rentabilidade na produção de leite.
"Apesar de a senhora ministra falar muito em ajudas, as mesmas ainda não fizeram sentir e as dificuldades acentuam-se a cada dia que passa", acrescentou o responsável.
Higino Ribeiro disse ainda que praticamente todas a semanas fecham explorações agrícolas e que "só nos últimos 15 dias encerram três".
No entanto, o produtor de leite não prevê que a situação se inverta e que as explorações leiteiras na região do planalto mirandês continuem a fechar portas.
"Se houvesse mais ajudas acho que ainda se poderiam salvar algumas explorações e manter a atividade no concelho através de ajudas diretas ao setor", defendeu Higino Ribeiro.
O responsável não defende o "crédito bancário" para as explorações, mesmo que a taxas de juro sejam bonificadas, mas sim as ajudas diretas "em forma de subsídio".
Por seu lado, o responsável máximo pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) disse hoje no que no que toca à produção de leite " a situação é dramática".
"Esta situação é incompreensível já que em Portugal um setor que é autossuficiente que ainda consegue exportar, pelo que o país deveria tratar melhor os seus produtores. Infelizmente, os preços do leite têm vindo a baixar e, para agravar o problema, junta-se a seca", acrescentou João Machado.
Retirado do site www.rba.pt

Feiras do folar da região ainda resistem à crise

A crise não afectou as feiras do folar que decorreram durante o fim-de-semana. Em Izeda, no concelho de Bragança, a animação ajudou a atrair gente à feira e a venda de folar até aumentou. O presidente da Associação para o Desenvolvimento da Região de Izeda, Rui Simão, faz um balanço positivo da feira do folar.

“Pela nossa contabilidade passaram por cá cerca de 3500 visitantes, o que significa que aumentaram em relação ao ano passado. Também vendemos cerca de 3 mil quilos de folar, o que é muito bom para a época de crise em que estamos. No artesanato é que se notou alguns descontentamento de alguns expositores, que venderam pouco, mas também acho que é normal tendo em conta a época difícil que o País atravessa”, realça Rui Simão.
 
Em Valpaços o folar também foi rei durante o fim-de-semana. O vice-presidente da autarquia local, Amílcar Castro, diz que este ano passou mais gente pela feira e os produtores também aumentaram as vendas de folar e de produtos da terra.
 
“Superou as expectativas. Inicialmente estávamos com algum receio atendendo à crise que está instalada e atendendo que as feiras nos concelhos limítrofes do concelho de Valpaços tiveram uma queda ao nível do volume de vendas. Porém estamos satisfeitos, porque em termos de volume de negócios conseguimos aumentar relativamente ao ano transacto. Tivemos muitas excursões e apontamos para mais 4 a 5 mil pessoas em relação ao ano passado”, constata o autarca.
 
Já em Caçarelhos, no concelho de Vimioso, a Feira foi dedicada ao pão, que ainda é cozido nos tradicionais fornos a lenha. Ontem a aldeia encheu-se de gente e os expositores garantem que o negócio corre sempre bem.
 
“Tem corrido bem. Já vendi muito pão. Já vendi umas 14 ou 15 fogaças centeias. Aquilo que as pessoas mais procuram é o pão caseiro”, afirma Augusta Martins.
 
“Tem corrido bem. É uma feira que as pessoas gostam muito, porque é um meio pequeno e é um convívio, garante Armandina Preto.
 
“Tenho vendido praticamente tudo. Tem saído bem o mel, os pastéis de nata caseiros e o pão. Tenho tido boas vendas”, realça Sónia Alves.
 
As feiras do folar da região a passarem ao lado da crise.


Escrito por Brigantia (CIR)
Retirado do site http://www.brigantia.pt/

Incêndios massacram distrito de Bragança

Os incêndios não deram descanso aos bombeiros durante o fim-de-semana. No distrito de Bragança foram registados 15 fogos entre sábado e domingo. O incêndio mais significativo registou-se ontem, no concelho de Mogadouro. As chamas consumiram mato em pleno Parque Natural do Douro Internacional entre as quatro da tarde as oito da noite.

A combater as chamas estiveram 22 bombeiros, apoiados por seis veículos operacionais.De recordar que Bragança é o distrito onde ardeu mais área desde o início do ano. Durante os primeiros três meses de 2012 foram devastados mais de 7 mil hectares de mato e floresta só no Nordeste Transmontano.
 A vasta área ardida preocupa o secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural. Daniel Campelo diz que o Governo quer apostar na prevenção dos fogos através do ordenamento florestal.
 
“Nós estamos a fazer tudo que está ao alcance dos serviços que têm essas competências, no sentido de reduzir o impacto dos fogos e sobretudo no que respeita à minha tutela na actuação para a prevenção dos fogos. Eu acho que Portugal gasta muito dinheiro no combate ao fogo, temos que concentrar o nosso esforço a montante, que é no ordenamento florestal para que por intermédio desse ordenamento seja mais difícil o aparecimento e mesmo o desenvolvimento dos fogos”, defende o governante.
 Daniel Campelo a defender o reforço da prevenção de fogos para reduzir os elevados custos no combate às chamas.
Ainda ontem, mas no distrito de Vila Real, um incêndio obrigou ao corte do IP4 ao final da tarde.
 
O fogo deflagrou ao início da tarde em Vale do Cunho, no concelho de Alijó, e foi combatido por 37 homens apoiados por dois helicópteros.
 
Perto das seis da tarde, numa altura em que as chamas já estavam dominadas, foi necessário cortar o trânsito no IP4 devido ao muito fumo que se fazia sentir no local.


Escrito por Brigantia (CIR)
Retirado do site http://www.brigantia.pt/

Começa hoje a construção da Unidade de Cuidados Continuados da Santa Casa de Bragança

Arranca hoje a construção da Unidade de Cuidados Continuados da Santa Casa da Misericórdia de Bragança. O contrato para a construção do equipamento foi assinado hoje. O provedor da Santa Casa da Misericórdia, Eleutério Alves, frisa que esta é a obra mais emblemática para a instituição que quer aumentar a oferta na área da Saúde.

“Faltava-nos esta valência na Santa Casa, por duas razões. Primeiro, porque entendemos que é útil para o concelho de Bragança, que não tem uma Unidade de Cuidados Continuados. E a Santa Casa está a criar condições de aproximação à área da saúde.”Esta unidade também vai permitir aos utentes ficarem mais perto da família. Eleutério Alves diz que há pessoas que ficam internadas no hospital mais tempo do que o previsto à espera de vaga nos Cuidados Continuados.“O Hospital de Bragança é uma das unidades de saúde que maior lista de espera cria para a colocação de utentes em cuidados continuados”, explica, adiantando que o mesmo tratamento, nos hospitais, “é muito mais caro”.Este projecto representa um investimento de 2,7 milhões de euros para as instalações, comparticipados em 70 por cento por fundos comunitários, aos quais acresce 1 milhão de euros para os equipamentos.
A Unidade de Cuidados Continuados da Misericórdia de Bragança vai ter capacidade para acolher 60 utentes e deverá ser inaugurada dentro de dois anos.

Escrito por Brigantia (CIR)
Retirado do site http://www.brigantia.pt/