Municípios estudam projectos para enquadrar na área do futuro parque natural.
Já arrancou o trabalho da Associação de Desenvolvimento do Vale do Tua. O director executivo e anterior autarca de Mirandela, José Silvano, descreve os primeiros passos:
“Vamos rapidamente encomendar um estudo de enquadramento estratégico que defina qual a área do parque natural a criar. Queremos ainda saber quais os projectos que os cinco municípios têm em termos de áreas a abranger por este protocolo com o ICNB para apresentar candidaturas. Estamos a fazer um plano estratégico de onde vão sair as candidaturas dos cinco municípios para as podermos aprovar”.
O responsável assegura que os cinco municípios - Alijó, Murça, Carrazeda de Ansiães, Vila Flor e Mirandela – estão unidos em torno de um projecto comum e que não há quaisquer desentendimentos ou conflitos de interesses:
“Estamos a começar, ainda não abriram as candidaturas. Como sabe esses potenciais interesses vão surgir quando for para distribuir verbas e aprovar projectos. Neste momento estamos unidos, estamos a fazer estudos estratégicos onde cada município está a querer que o seu concelho fique enquadrado nesse projecto”.
A Associação de Desenvolvimento do Vale do Tua é uma das contrapartidas previstas na Declaração de Impacto Ambiental da barragem de Foz Tua e vai contar com um financiamento anual da EDP de 500 mil euros. Assim que a hidroeléctrica do Tua estiver operacional a associação que junta os seis municípios e o ICNB vai contar com um adiantamento de 10 milhões de euros.
Retirado so site www.rba.pt
sexta-feira, 16 de março de 2012
Obras do Brigantia EcoPark vão avançar
Já foi adjudicada a primeira fase da construção do Brigantia EcoPark. A obra, que vai custar nesta primeira fase 6,3 milhões de euros, deve estar pronta dentro de um ano e meio. O Brigantia Eco Park integra o Parque de Ciência e Tecnologia de Trás-os-Montes e Alto Douro, que, para além deste pólo em Bragança, terá um outro em Vila real.O objectivo é atrair 110 empresas ao longo dos próximos dez anos.
“Foram definidas três áreas estratégicas e portanto, sem prejuízo de qualquer outra, são empresas do ambiente, na área da energia e da eco construção. Serão esses os primeiros sectores de actividade a serem instaladas no Eco Park. As empresas que se vierem a instalar no Parque têm a grande vantagem de terem ao seu dispor um potencial humano de investigadores de excelência”.
O director executivo do parque, Paulo Piloto, sublinha que as empresas da região podem beneficiar com este parque, que vai criar 480 postos de trabalho directos nos próximos dez anos.
“O Parque de Ciência e Tecnologia é um parque que tem como objectivo gerar conhecimento, produzir ciência e disponibilizá-la ao serviço e disponibilizá-la ao serviço da comunidade e das empresas que se pretende que tenham uma forte componente de base tecnológica para se poderem instalar no Parque”.
Apesar da crise financeira que afecta o país, o presidente da câmara de Bragança acredita que o projecto vai ter sucesso.Jorge Nunes diz que são obras destas que podem ajudar a economia portuguesa.
“É verdade que existem adversidades existem e que o país está numa situação económica e financeira que não é favorável a grandes ousadias mas o país precisa de gente ousada. Precisa que haja iniciativas capazes de promover a economia, o crescimento económico e promover a competitividade para o país. Se não acreditássemos nos propósitos e na missão deste projecto, amanhã não acontecia nada, nem tinha acontecido nada hoje. Este projecto é uma janela de oportunidade para o desenvolvimento da região”.
Um dos parceiros será o Instituto Politécnico de Bragança.O presidente vê aqui uma oportunidade de empregabilidade para os seus alunos. Mas Sobrinho Teixeira vê ainda outras vantagens.
“Isto é um Parque de Ciência e Tecnologia, portanto é um parque que requer uma permanente inovação e uma capacidade de gerar esse conhecimento. Nós queremos que muito desse conhecimento esteja alicerçado nesse instituto mas não só. O Instituto tem noção de que alimentar em termos de inovação um parque desta dimensão vai requerer parcerias estratégicas fortes. Iremos usar este grande programa que nós temos de relações internacionais, de internacionalização do IPB, que é o maior a nível nacional, para conseguir congregar uma série outras instituições de ensino superior e centros de investigação. Que sejam também eles parceiros do próprio instituto no fornecimento das necessidades em termos de inovação que as empresas vão ter”.
O Brigantia EcoPark representa um investimento total de quase 20 milhões de euros.Esta primeira fase prevê a construção de um edifício central, que será o núcleo do projecto.Vai ter restaurante, cafetaria, salas de formação, incubadora de empresas, laboratórios de investigação e desenvolvimento e área de instalação de empresas.Será construído seguindo as normas da construção amiga do ambiente, junto ao Centro de Saúde de Santa Maria, em Bragança.As obras devem começar só depois do visto positivo do Tribunal de Contas, que pode demorar cerca de dois meses.
Escrito por Brigantia (CIR)
Retirado do site http://www.brigantia.pt/
“Foram definidas três áreas estratégicas e portanto, sem prejuízo de qualquer outra, são empresas do ambiente, na área da energia e da eco construção. Serão esses os primeiros sectores de actividade a serem instaladas no Eco Park. As empresas que se vierem a instalar no Parque têm a grande vantagem de terem ao seu dispor um potencial humano de investigadores de excelência”.
O director executivo do parque, Paulo Piloto, sublinha que as empresas da região podem beneficiar com este parque, que vai criar 480 postos de trabalho directos nos próximos dez anos.
“O Parque de Ciência e Tecnologia é um parque que tem como objectivo gerar conhecimento, produzir ciência e disponibilizá-la ao serviço e disponibilizá-la ao serviço da comunidade e das empresas que se pretende que tenham uma forte componente de base tecnológica para se poderem instalar no Parque”.
Apesar da crise financeira que afecta o país, o presidente da câmara de Bragança acredita que o projecto vai ter sucesso.Jorge Nunes diz que são obras destas que podem ajudar a economia portuguesa.
“É verdade que existem adversidades existem e que o país está numa situação económica e financeira que não é favorável a grandes ousadias mas o país precisa de gente ousada. Precisa que haja iniciativas capazes de promover a economia, o crescimento económico e promover a competitividade para o país. Se não acreditássemos nos propósitos e na missão deste projecto, amanhã não acontecia nada, nem tinha acontecido nada hoje. Este projecto é uma janela de oportunidade para o desenvolvimento da região”.
Um dos parceiros será o Instituto Politécnico de Bragança.O presidente vê aqui uma oportunidade de empregabilidade para os seus alunos. Mas Sobrinho Teixeira vê ainda outras vantagens.
“Isto é um Parque de Ciência e Tecnologia, portanto é um parque que requer uma permanente inovação e uma capacidade de gerar esse conhecimento. Nós queremos que muito desse conhecimento esteja alicerçado nesse instituto mas não só. O Instituto tem noção de que alimentar em termos de inovação um parque desta dimensão vai requerer parcerias estratégicas fortes. Iremos usar este grande programa que nós temos de relações internacionais, de internacionalização do IPB, que é o maior a nível nacional, para conseguir congregar uma série outras instituições de ensino superior e centros de investigação. Que sejam também eles parceiros do próprio instituto no fornecimento das necessidades em termos de inovação que as empresas vão ter”.
O Brigantia EcoPark representa um investimento total de quase 20 milhões de euros.Esta primeira fase prevê a construção de um edifício central, que será o núcleo do projecto.Vai ter restaurante, cafetaria, salas de formação, incubadora de empresas, laboratórios de investigação e desenvolvimento e área de instalação de empresas.Será construído seguindo as normas da construção amiga do ambiente, junto ao Centro de Saúde de Santa Maria, em Bragança.As obras devem começar só depois do visto positivo do Tribunal de Contas, que pode demorar cerca de dois meses.
Escrito por Brigantia (CIR)
Retirado do site http://www.brigantia.pt/
Escritor A. M. Pires Cabral mais «Internacional»
A.
M.
Pires
Cabral
Retirado de http://jornal.netbila.net
quinta-feira, 15 de março de 2012
IPB é uma das instituições de ensino superior que mais evoluiu em todo o país
O Instituto Politécnico de Bragança foi das instituições de ensino superior que mais evoluiu em todo o país ao longo dos últimos cinco anos.A conclusão é de uma avaliação externa, que foi apresentada esta quarta-feira O projecto já arrancou em 2007, impulsionado pelo então Ministro Mariano Gago. O IPB foi das primeiras instituições portuguesas a candidatar-se a uma avaliação da Associação das Universidades Europeias, que representa mais de 700 instituições de ensino de 46 países.Foi feito o diagnóstico e avançadas algumas sugestões que, cinco anos depois, já produziram alguns frutos.O dinamarquês Bent Schmidt-Nielsen, que preside à comissão de avaliação, sublinha que o maior ganho foi feito em termos de coesão do IPB, que deixou de ser um somatório de muitas escolas para ser uma instituição única. “Desde que estivemos cá em 2007, o instituto desenvolveu-se muito, graças a uma forte liderança e maior coesão e colaboração entre os seus diferentes elementos. Acho que está no caminho certo”.Bent Schmidt-Nielsen frisa, no entanto, que, apesar de ser bom ter uma instituição independente a fazer a avaliação, não podem andar com paninhos quentes.Por isso, também há aspectos a melhorar mas o professor dinamarquês considera que o maior entrave ao crescimento do IPB vem da própria legislação portuguesa. “A lei do ensino superior portuguesa limita o crescimento dos politécnicos. Discutimos isso no nosso relatório final. Seria muito vantajoso para o instituto se também pudessem ter a possibilidade de leccionar doutoramentos. Mas, por outro lado, podem fazer parcerias com outras universidades”.Já o presidente da Instituição, Sobrinho Teixeira, frisa que muita coisa mudou ao longo destes cinco anos.“O Instituto corria o risco de ser uma entidade desagregada por falta de harmonização entre as suas diversas unidades orgânicas. Foi criada toda uma série de estruturas de governança e coordenação que não existem na altura. Hoje existe um Conselho Científico para toda a instituição que coordena tudo aquilo que pode acontecer em cada escola… Outro exemplo é também o Conselho Permanente que reúne todos os directores e toda a liderança do próprio instituto. A aposta que se fez na internacionalização, uma maior intervenção da escola de Mirandela… Hoje os docentes são de uma escola mas leccionam em qualquer uma das escolas do Instituto”, exemplificou.O relatório final e completo será apresentado nas próximas semanas.Esta quarta-feira foi apresentado o relatório oral, o primeiro de acompanhamento da comissão de avaliação do IPB.Sobrinho Teixeira realça, no entanto, que ainda há coisas por fazer.“Estamos a falar sobretudo, agora de uma coordenação melhor a nível da investigação e isso deve ser feito também através de factores externos que nos irão ajudar a orientar isso, nomeadamente a criação do Parque de Ciência e Tecnologia de Trás-os-Montes irá fazer com que os docentes se foquem mais em algumas áreas… Depois de atingirmos muita quantidade de professores doutorados, temos agora de orientar essa quantidade para que haja mais qualidade”, acrescentou.Esta avaliação acaba por ajudar o Politécnico de Bragança a melhorar, aproximando-se dos padrões europeus.
Escrito por Brigantia (CIR)
Retirado do site http://www.brigantia.pt/
Escrito por Brigantia (CIR)
Retirado do site http://www.brigantia.pt/
Junção de tribunais vai mesmo avançar
A junção de tribunais vai mesmo avançar.A garantia foi deixada esta quarta-feira, em Bragança, pelo Secretário de Estado da Justiça.Fernando Santo visitou o tribunal e a cadeia de Bragança, para além do estabelecimento prisional de Izeda.
“Todas as semanas estou a visitar capitais de distrito que vão ser as sedes de comarca do futuro mapa judicial, não só para conhecer a parte dos tribunais mas também para conhecer a situação real do estabelecimentos prisionais, dos centros educativos, no fundo, todas as instalações do Ministério da Justiça que estão sediadas no distrito. Exactamente para podermos tomar opções de prioridade relativamente às necessidades encontradas e dar orientações aos serviços sobre aquilo que podemos fazer perante limitações orçamentais. O que temos de fazer é requalificar os edifícios existentes, redefinir espaços que possam ser utilizados de outra maneira, ocupar zonas, por exemplo os arquivos, que podem ser utilizadas com outra dignidade para funções mais nobres…”, avançou.Estes edifícios serão alvo de uma intervenção proximamente.
“Todas as semanas estou a visitar capitais de distrito que vão ser as sedes de comarca do futuro mapa judicial, não só para conhecer a parte dos tribunais mas também para conhecer a situação real do estabelecimentos prisionais, dos centros educativos, no fundo, todas as instalações do Ministério da Justiça que estão sediadas no distrito. Exactamente para podermos tomar opções de prioridade relativamente às necessidades encontradas e dar orientações aos serviços sobre aquilo que podemos fazer perante limitações orçamentais. O que temos de fazer é requalificar os edifícios existentes, redefinir espaços que possam ser utilizados de outra maneira, ocupar zonas, por exemplo os arquivos, que podem ser utilizadas com outra dignidade para funções mais nobres…”, avançou.Estes edifícios serão alvo de uma intervenção proximamente.
“Ainda agora aqui vimos neste tribunal de Bragança para além das necessidades mais urgentes na substituição da caixilharia e obras de construção civil, é possível fazer uma redistribuição interna do espaço, criar mais uma sala, provavelmente para audiências, retirar um arquivo chamado “morto” que está a ocupar uma zona que pode ser utilizada doutra forma. Em quase todos os tribunais, acabamos com as pessoas que neles trabalham no dia-a-dia, por encontrar soluções que respondam de forma diferente àquilo que são as nossas necessidades, sem ter de aumentar os custos”, constatou.
A cadeia de Izeda é uma das prioridades no distrito, de forma a poder acolher mais reclusos gastando pouco dinheiro. “Neste momento estamos preocupados com a situação de Izeda que precisa de obras de requalificação e depois tem um projecto de ampliação que vai ter de ser equacionado dentro das limitações orçamentais que temos. Porque a primeira prioridade é requalificar os edifícios existentes porque é mais económico em relação à construção nova ou ampliação”, acrescentou.
Mas também a cadeia de Bragança será alvo de obras proximamente.O Director Geral dos Serviços Prisionais, Rui Sá Gomes, explica que o objectivo é ampliar o espaço.“O nosso objectivo é prolongar o edifício, aumentar espaços de circulação dos reclusos. Vai se permitir um alargamento algo significativo de zonas de trabalho e zonas de lazer e pátio, que irá proporcionar melhores condições aos reclusos. Há orçamento com toda a certeza. Iremos fazer isto com a mão-de-obra prisional, o instituto de Gestão Financeira e Infra-estruturas da justiça irá fornecer os materiais e a Câmara irá apoiar tecnicamente na elaboração do projecto”. O Governo tem 250 milhões de euros de fundo de maneio para este tipo de intervenções, até 2015.
Escrito por Brigantia (CIR)
Retirado do site www.brigantia.pt
Primavera
Os montes, vestidos de verdes novos salpicados de malmequeres brancos, enchem o olhar. Sonho. O simples facto de me fundir naquela paisagem transporta-me para outros mundos, para novos mundos tão próximos de mim.
Nos lameiros, junto aos veios de água, as pascoelas mostram todo o seu esplendor vestido de simplicidade. Transportam-me para quando era menina, livre como um pássaro, que corria sem parar, todos os cantos da aldeia quando chegava a primavera de verdes campos, da cor do limão, como disse Camões.
As ameixeiras cobertas de pequenas flores brancas pintalgavam a paisagem, aqui e ali, como bibelots de requintado gosto. Os pessegueiros, vestidos de rosa, deixavam-se beijar por uma infinidade de pequenos insetos voadores. As cerejeiras explodiam em cor pelos campos, misturadas com outras árvores, ainda despidas de folhas e flores.
O sol brilhava delicadamente, acariciando a pele ávida de calor. O inverno fora áspero e rude. O cantar da água nos regatos convidava à melancolia. O rio, lá ao fundo, corre ligeiro, galgando as pedras que no verão ficarão à mostra.A energia que anda no ar é uma menina pequenina de olhos bem abertos para a vida que só agora começa. Ri-se sem razão, chora-se sem motivo aparente. Apetece correr pelos campos como um gatinho pequeno atrás de uma pequena rã.
O cabelo ao vento, suave brisa cálida, sente toda a sua liberdade que não é sua mas minha. Sou livre, tão menina descalça a chapinhar na água, ainda fria, do ribeiro da Calçada, que cascateia feliz da muita água que leva.
De repente, uma nuvem destaca-se no imenso azul do céu de Trás-os-Montes. Reparo que alguém parou para me apreciar. Timidamente, deixo-me nublar. Calço os sapatos que segurava nas mãos e sorrio.
"Continuas exatamente igual. Pareces uma borboleta azul a voejar de flor em flor. Que saudades de ti, rapariga!".
Olhava-me como se nunca tivesse deixado de me ver. Tantos anos passados, encarava-me com o mesmo olhar de quando escalávamos as Fragas Amarelas, cobertas de cravelinas multicores, nascidas sobre pedras que apenas continham vestígios ténues de terra, entregues ao vento que tudo fazia para as arrancar da sua precária casa."Que saudades! Tanto tempo sem saber de ti! Por onde tens andado?"
O tempo deixou de ter importância. Sentámo-nos os dois, lado a lado, nos degraus da igreja e falámos como se ainda ontem tivéssemos calcorreado montes, chapinhado rios, atrás de pássaros azuis, cantando primaveris melodias.
Mara
quarta-feira, 14 de março de 2012
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