domingo, 11 de março de 2012

Eis a 36ª entrevista - Veterinário Dr. Duarte Diz Lopes

Pode ler esta entrevista na nossa página "As Entrevistas: Veterinário Dr. Duarte Diz Lopes" e a sua biografia, muito breve, na página "As Biografias: Veterinário Dr. Duarte Diz Lopes".
Nestas duas páginas vai ter oportunidade de conhecer um transmontano de alma e coração, com uma visão muito lúcida da nossa realidade e que apresenta muitas soluções para resolver os nossos problemas enquanto região abandonada pelo poder central.
A sua vida, embora tenha nascido na Freguesia da Sé, em Bragança, está, intimamente, ligada ao Concelho de Vinhais, um dos concelhos mais desertificados do país.
Ali tem desenvolvido um trabalho meritório, tanto no que concerne à Feira do Fumeiro e à preservação do suíno de raça bísara, como no relacionado com o reconhecimento da raça do cão de gado transmontano.
De referir, ainda, que muito do sucesso do Matadouro Municipal de Vinhais, também a ele se deve.
Estamos-lhe muito agradecidos pelo trabalho que tem desenvolvido.

Bem haja Dr. Duarte Lopes  

sábado, 10 de março de 2012

Entrevista: Professora Sância Pires - Escola Superior Agrária - IPB - Especialista em mel

A esta entrevista vamos chamar-lhe “À procura do mel de montanha”.

Nasceu em Luanda. Com que idade veio para Portugal e que recordações guarda desses tempos?

Eu, de facto, nasci em Luanda e voltei para Portugal com seis anos. Tenho algumas, poucas, recordações. O meu pai era funcionário da aeronáutica civil e recordo-me essencialmente de Luanda, da Baia… tenho uma grande recordação da Baia de Luanda, vista do forte e de Nova Lisboa que foi a última cidade onde vivi e onde fiz a pré-primária.

Sente-se angolana?

Sinto-me um bocadinho africana.

O que foi que a levou a seguir o caminho da engenharia zootécnica?

De facto eu gostava de ter seguido veterinária mas, enfim, pelo contacto que tínhamos aqui na altura, porque o meu avô e os meus pais são de aldeias aqui perto de Bragança e tínhamos animais em casa, nasceu o carinho pelos bovinos e por outros animais e daí eu ter pensado em seguir um curso relacionado com a produção animal.

Apesar de ter feito a sua licenciatura em Vila Real é em Bragança que exerce a sua actividade. Não é muito normal que os jovens queiram ficar pelo interior já que anseiam por novos horizontes. Encontrou aqui o seu?

Sim, de certa forma, encontrei aqui o meu porque, de facto, quando terminei a minha licenciatura, aliás, ainda antes de a terminar, já tinha pensado em fazer o estágio no Parque Natural de Montesinho. Fiz o estágio aqui em Bragança e foi aí que começou a minha actividade, ainda no âmbito da licenciatura mas, começou relacionada com a apicultura.

A sua vida profissional está intimamente ligada à vida académica e à Escola Superior Agrária de Bragança, no entanto a sua ligação a Espanha também é muito importante já que foi lá que fez o seu mestrado. Fale-nos um pouco desse percurso.

Biografia: Professora Sância Pires - Escola Superior Agrária - IPB - Especialista em mel

Engenheira Sância Afonso Pires; nascida em 1963, natural da freguesia de Luanda, concelho de Luanda, Angola.
A viver e a trabalhar em Bragança, onde é professora adjunta da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança.
Em 1991 conclui a licenciatura em engenharia zootécnica na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.
É mestre em produção animal e prepara o doutoramento na área de ciências animais sobre o estudo de comportamento higiénico em apiários de montanha do sul de Espanha e Nordeste de Portugal.
A sua actividade científica tem sido desenvolvida na área da apicultura e dos problemas relacionados com essa actividade.
É responsável pelo laboratório de patologia apícola e pelo apiário de experimentação existente na Quinta do Pinheiro Manso, pertencente à Escola Superior Agrária de Bragança.
Desde 2001 participa no âmbito do programa agro em projectos de investigação intitulados sobre a agricultura e todas as suas vertentes.
Integrou, como representante da Escola Superior Agrária de Bragança, a comissão organizadora do 5º Fórum Nacional de Apicultura e da 2ª Feira Nacional do Mel que se realizou em Bragança entre 21 e 23 de Novembro de 2003 na Escola Superior Agrária de Bragança.
Tem vasta obra publicada sobre a apicultura e outros temas, só ou em colaboração com outros nacionais e estrangeiros, tem participado em vários congressos em Portugal e no estrangeiro um pouco por todo o mundo, por exemplo no Brasil, na Eslováquia e Canada, Espanha, etc.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Acordei como quem mal dormiu

acordei como quem mal dormiu
sem saber como passei a noite
a cama, um campo de batalha
a almofada um adversário irrequieto

quantas voltas, meu Deus, quantas voltas!
onde está o marulhar do mar
que me embala
que me canta melodias ancestrais

onde está a água que corre
nas pedras lisas do rio
onde se reflete o verde da paisagem
dias e noites, enxurradas e estios

sem sonhos sonho novas vidas
que desta, cansada estou
anseio noites bem dormidas
onde possa, novamente, sonhar.

Mara

Miranda do Douro: Festival Intercéltico de Sendim promete cartaz recheado de referências de folk

O Festival Intercéltico de Sendim (FIS), agendado para os dias 03 a 05 de Agosto, no concelho de Miranda do Douro, já tem o programa fechado e apresenta este ano novas sonoridades face a edições anteriores.

Segundo o diretor do FIS, Mário Correia, a edição 2012 do festival ficará marcada pelos concertos de dois grandes grupos da folk europeia, que são considerados verdadeiras instituições musicais e que se apresentam com um longo trajeto de permanência ativa na frente cultural.
Além disso, em ano de “crise económica”, o Intercéltico ganha um dia de festival.
Os Gwendal, um grupo da Bretanha francesa, a celebrar 40 anos de vida e Nuevo Mester de Juglaria, fundados em finais de 1969, de Castela e Leão, são os "cabeça de cartaz" da 13.ª edição do festival.
Para além destas duas formações, destaque também para a presença de Le Vent du Nord, do Quebeque.
Os Assembley Point, grupo que junta músicos e músicas de Portugal, Galiza e Irlanda, estão também em destaque no cartaz.
Realejo e os Toques do Caramulo foram os escolhidos para representarem a folk portuguesa.
Mário Correia disse ainda que os concertos vão acontecer fora do recinto principal do festival e salientou a presença de sonoridades típicas das terras de Miranda, como Trasga, Lhenga-Lhenga e La Çaramontaina.
A Taberna dos Celtas está de regresso ao festival e, desta vez, num espaço novo, com outras condições acústicas ou sanitárias.
Aqui, acontecem "os concertos improváveis", que juntam os músicos para momentos de liberdade e criatividade musicais.

Retirado do site www.rba.pt

 

Raça Churra em destaque em Torre de Moncorvo

Arranca hoje o primeiro Fim-de-semana Gastronómico da Raça Churra da Terra Quente, em Torre de Moncorvo. Durante o fim-de-semana seis, restaurantes do concelho servem pratos confeccionados à base desta carne certificada. O presidente da Associação Comercial de Moncorvo, Dinis Cordeiro, garante que esta é uma forma de promover o produto.

“Entendemos que é uma altura que vem muita gente para ver a flor das amendoeiras e pensamos que está na hora de divulgarmos o nosso borrego, porque o solar desta raça é precisamente em Moncorvo, daí a ideia de divulgar o borrego. Há várias maneiras de o fazer, os restaurantes fazem assado ou em caldeirada”, realça o presidente da associação. Ontem arrancou também a 9ª edição da Feira de Produtos da Terra e Stocks, que este ano contou com o aumento do número de expositores.50 comerciantes do concelho aproveitam este certame para escoar a produção.“Podem encontrar produtos da terra, desde o fumeiro ao queijo, podem encontrar stocks, que os nossos sócios não venderam ao longo do ano, não sei se devido à crise ou não, mas é uma forma que eles têm agora de conseguirem ganhar algum dinheiro”, realça Dinis Cordeiro.
O cartaz das amendoeiras em flor é animado durante o fim-de-semana com certames dedicados aos produtos regionais em Moncorvo.


Escrito por Brigantia (CIR)
Retirado so site http://www.brigantia.pt/

Crianças distribuíram flores no Dia da Mulher

Mais de cem flores foram distribuídas esta quinta-feira à tarde por crianças às mulheres de Bragança. Uma iniciativa do Jardim de Infância da Obra Kolping que levou as crianças à Praça da Sé para distribuírem flores feitas a partir de materiais reciclados. Sandra Lopes, educadora no Jardim de Infância, refere que esta actividade superou as expectativas.

“São flores feitas com rolos de papel higiénico e outras com restos de cartolinas que aproveitamos e criamos as flores. Não estávamos à espera que num espaço de uma hora conseguíssemos distribuir mais de cem flores e que as pessoas estivessem interessadas em receber a atenção delas e o mimo que lhes deram”, revelou. As crianças parecem entender que hoje o dia é das mulheres. Mostraram-se entusiasmadas a distribuir as flores.“Estive a dar flores às mulheres porque hoje é dia das mulheres”, disse uma das meninas do infântário.Já um menino confessou: “Dei flores às senhoras. Gostei. Tinha muitas!”.“Eram vermelhas, cor-de-rosa e roxas”, acrescentou outro.  As mulheres brigantinas que por ali passaram foram surpreendidas por uma flor e um beijinho das crianças. Um gesto que fez sentir que vale a pena ser mulher.“Achei muito agradável, foi um gesto bonito. As crianças distribuíam flores e davam um beijinho… Para já ainda não recebi mais flores”, declarou Ana Pereira.Joana Gonçalves foi surpreendida pelas crianças na loja onde trabalha e gostou da iniciativa. ”Foi um momento muito emocionante. Eles mostraram-se entusiasmados e acho que isto nos faz realmente felizes. Acho que são iniciativas que se devem valorizar, vindo de instituições de Bragança”, revelou.
Para o ano o Jardim de Infância da Obra Kolping, em Bragança, espera repetir a actividade.

Escrito por Brigantia (CIR)
Retirado do site www.brigantia.pt