Aqui está a 31ª entrevista. O nosso entrevistado desta semana é natural de Cardanha, Torre de Moncorvo. Vive em Lisboa e é pai de dois filhos.
O seu pai era de Gebelim, Alfândega da Fé, e foi ali que Nuno Aires fez a sua preparação para o exame de admissão ao Liceu de Bragança. Desde 21 de março de 2001 é Presidente da Direção da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa. Em 2001, já nessa qualidade, participou e foi eleito Presidente da Direção das Casas de Trás-os-Montes e Alto Douro da diáspora. Igualmente nessa dupla qualidade é Vice-presidente da Comissão Executiva do III Congresso e Presidente da Mesa do mesmo Congresso, realizado em Bragança, entre 26 e 28 de setembro de 2002.
Fotografias de Cardanha, terra natal do nosso entrevistado. Foram retiradas do site da Junta de Freguesia de Cardanha.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Entrevista: Doutor Armando Queijo - Instituto Jean Piaget Nordeste
Nasceu em Grijó, Macedo de Cavaleiros. É, portanto, um transmontano de gema. A exemplo do que temos feito ao longo destas entrevistas perguntamos-lhe que recordações guarda da sua meninice?Naturalmente muitas. O local onde nascemos é sempre um local muito especial, onde guardamos vivências de criança, mimados pelos pais enquanto somos pequenos e, portanto, todos aqueles espaços rurais onde nascemos, têm sempre um significado muito especial para cada um de nós, e eu sou como as outras pessoas, não fujo à regra, portanto. É sempre com muito gosto e muita alegria que visito a localidade onde nasci, Grijó; aliás, mantive sempre um contacto muito directo com a minha terra, felizmente e, Graças a Deus, os meus pais são, ainda, ambos vivos e, posso dizer que, todos os dias visito os meus pais e aquela localidade. Praticamente, sempre que lá vou, descubro uma coisa nova. Isso torna-se interessante. Por mais vezes que a gente veja e verifique os locais, há sempre algo de novo a descobrir. É uma terra com muito encanto como muitas outras mas, como é óbvio, com um significado especial para mim porque nasci lá.
Frequentou a escola primária na sua aldeia, seguindo então para o seminário de São José em Vinhais. Como foi essa transição?
Não foi fácil! Tinha dez anos de idade, nunca tinha saído de casa. O mundo era totalmente estranho, não havia as vivências que há hoje. Recordo bem um misto de receio por um lado mas, de expectativa por outro. As malas que eu levava eram maiores que eu, o meu pai acompanhou-me à estação de caminhos-de-ferro em Grijó, hoje desactivada, a linha do Tua, infelizmente para todos nós e ali disse-me: “Rapaz, vais até Bragança e, quando aí chegares, tiras as malas e apanhas a camioneta que vai para Vinhais.” Eu respondi: “Vamos ver se sou capaz de dar conta do recado.” O que é certo é que pelos vistos dei, porque quando dei por ela já estava a sair da camioneta em Vinhais e a entrar no seminário. Era para mim um espaço novo, um espaço muito importante, porque aí iniciei toda a minha formação e ganhei hábitos de trabalho, de disciplina e de educação. Devo dizer-lhe, muito importantes, que me nortearam e têm-me norteado todos estes anos da minha vida.
Continuou os seus estudos no Seminário Maior de Bragança até ao 7º ano e depois optou por fazer o curso de filosofia na universidade do Porto. Porquê esta mudança de percurso?
Bom, nós sabemos que esse seminário é uma casa de formação e que se destina, essencialmente, a formar padres. É essa a vocação essencial do seminário, o que não significa que todos os que vão para o seminário venham depois a ser sacerdotes, a ser padres. É uma descoberta que se vai fazendo ao longo deste caminho, e eu passei sete anos no seminário, dois no Seminário Menor de S. José em Vinhais e os restantes no Seminário Maior de S. José de Bragança. Foram sete anos muito importantes. São aqueles anos muito marcantes na vida de qualquer pessoa, da adolescência, da juvenilidade, em que todos nós projectamos o futuro e, como já disse e repito, muito devo ao seminário relativamente à minha formação, desde os princípios de educação, de estudo, de trabalho, de metodologias mas, também, ao mesmo tempo, esses sete anos foram permitindo verificar que a minha vocação era outra, não a de sacerdote. Podia ter sido, mas não era essa a vocação e, portanto, o 7º ano é, de facto, uma altura de opção: ou se continuava no seminário ou se optava por outra via.
Tinha descoberto que a vocação de sacerdote não era a minha e, assim sendo, havia que enveredar por outro caminho que, no meu caso, era prosseguir os estudos na universidade. Sempre gostei da área das humanidades, dos estudos humanísticos, das ciências sociais e da educação e entendi, na altura, que o curso de filosofia era aquele que melhor correspondia aos meus desejos. Daí ter ingressado na universidade do Porto na faculdade de letras, um curso que fiz com muito gosto. Não é mais nem menos importante; foi um curso que eu gostei de fazer.
Na altura em que entrou para a universidade estávamos em pleno período revolucionário, 25 de Abril. Como foi viver essa experiência?
Biografia: Professor Doutor Armando Queijo - Instituto Jean Piaget Nordeste
Armando Martinho Cordeiro Queijo, nasceu em Grijó concelho de Macedo de Cavaleiros a 26 de setembro de 1955. É casado e pai de dois filhos; reside em Macedo de Cavaleiros.
Fez os seus estudos em vinhais e Bragança, tendo estado no seminário de S. José até ao 7º ano.
No ano de 1974 ingressou no curso de filosofia na faculdade de letras na Universidade do Porto onde se licenciou.
Em 1995 matriculou-se na universidade de Valladolid, Espanha, para realizar o doutoramento na área de sociologia, ciências naturais e da educação.
Actualmente encontra-se na redacção final da tese de doutoramento subordinada ao tema: "Violência Escolar - Disciplina e Indisciplina na Escola: Análise do Distrito de Bragança"
De 1990 a 1998 foi fundador e director do Campus Académico do Instituto Piaget Nordeste em Macedo de Cavaleiros.
Actualmente é director do Campus Académico e Universitário Jean Piaget em Mirandela.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Olá amigos!
O nosso entrevistado do próximo domingo é o Dr. Nuno Augusto Aires, procurador geral adjunto, natural de Cardanha, concelho de Torre de Moncorvo, nasceu em 18 de agosto de 1948, casado, pai de 2 filhos, a viver e a trabalhar em Lisboa há mais de 26 anos. É o presidente da casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Lisboa. Mara e Marcolino Cepeda
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Sem fazer alarde
parecem meninos
calcorreando poeiras
cósmicas, talvez,
pois só os meninos
sabem os porquês
os montes observam
em mudo silêncio
todas as palavras
levadas pelo vento
todas consumidas
pela escassez do tempo
sussurram segredos
nas lufadas de vento
quantos segredos
escondem as palavras!
impacientes
cuidam de pensar
que o tempo se esgota
em horas de calar
e quais borboletas
batem as asas
fingindo flores
de incertezas tantas
cai
a noite entoando cantos
a noite entoando cantos
como se folhas fossem
uma por uma, penduro-as
nas árvores onde
sem fazer alarde
dançam ventanias!
ninguém responde
Mara Cepeda
dançam ventanias!
ninguém responde
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Vento
Hoje, com o vento a mandar no tempo
tenho os pés frios
como lágrimas
de não saber porque tenho lágrimas
a escorrer da alma que sinto tão triste
Mara Cepeda
tenho os pés frios
como lágrimas
de não saber porque tenho lágrimas
a escorrer da alma que sinto tão triste
Mara Cepeda
Aqui está a 30ª entrevista
Desempenha atualmente as funções de Presidente do Instituto Superior de Estudos Interculturais e Trandisciplinares de Mirandela - Instituto Jean Piaget.
É natural de Grijó, Macedo de Cavaleiros.
A sua vida está intimamente ligada ao Instituto Jean Piaget Nordeste de Macedo de Cavaleiros , do qual foi fundador e Presidente durante quase toda a década de 90.
Teve uma pequena incursão em Angola na Universidade Jean Piaget de Luanda, a qual abandonou por problemas de saúde.
É natural de Grijó, Macedo de Cavaleiros.
A sua vida está intimamente ligada ao Instituto Jean Piaget Nordeste de Macedo de Cavaleiros , do qual foi fundador e Presidente durante quase toda a década de 90.
Teve uma pequena incursão em Angola na Universidade Jean Piaget de Luanda, a qual abandonou por problemas de saúde.
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