terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Bispo de Bragança–Miranda “preocupado” com estado do património religioso.

 O bispo da diocese Bragança-Miranda manifestou preocupação com o estado de "degradação" de alguns dos mais emblemáticos templos religiosos do nordeste transmontano.

Segundo D.José Cordeiro , há templos que necessitam de intervenção, tais como a concatedral de Miranda do Douro, as igrejas de Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta ou o mosteiro de Castro de Avelãs (Bragança).
"Temos, na região, um conjunto de imóveis religiosos referenciados e com grande valor arquitetónico, artístico e cultural. Algum desse património tem andado descurado, embora esteja a ser feito um trabalho em articulação com entidades competentes, para que algumas dessas preocupações deixem de existir", acrescentou o prelado.
A ideia do bispo diocesano passa pela criação de um circuito destinado ao turismo religioso na região, dignificando-se, ao mesmo tempo, os lugares onde a igreja se reúne para as orações.
Apesar de se iniciarem os primeiros passos por parte da Direcção Regional de Cultura do Norte (DRCN), no sentido de recuperar alguns templos, o chefe do clero no distrito de Bragança espera que todo o processo de recuperação dos templos esteja concluído "o mais brevemente possível".
"Mesmo em tempos de crise e de austeridade não se pode diminuir a aposta na cultura por é nela que está espelhada a cultura de um povo, como é caso da concatedral de Miranda do Douro que, por ano, recebe milhares de visitantes", frisou.
Fonte da DRCN avançou que têm sido efetuadas obras em vários imóveis religiosos na diocese Bragança-Miranda e, a título de exemplo, foi deixado o trabalho feito na igreja de Santo Cristo, em Outeiro (Bragança), realizado em parceria com a câmara de Bragança entre outras intervenções.

Retirado do site "rba.pt"

IPB festeja 29 anos

Em Junho a cidade de Bragança vai receber o segundo Encontro das Universidades de Ciências Aplicadas. A novidade foi avançada ontem pelo presidente do Instituto Politécnico (IPB)durante as comemorações de 29 anos daquela instituição de ensino.

“Há um grande movimento afirmativo ao nível da Europa, das chamadas Universidades das Ciências Aplicadas, no qual Portugal, que foi membro fundador, está incluído tal como o IPB”, explica Sobrinho Teixeira, acrescentando que “engloba países como a Finlândia, a Irlanda, a Dinamarca, a Alemanha, a Noruega”. “O primeiro encontro foi no ano passado em Helsínquia, e posso anunciar que de 2 a 5 de Junho Bragança irá ter o segundo encontro”, adianta.
Sobrinho Teixeira admite que o grande desafio da instituição num futuro próximo passa pela reorganização de cursos, que o ministério está a estudar, mantendo a dimensão do IPB. “O que nos preocupa é que haja uma visão nacional de uma cobertura territorial resultando numa maior concentração de formações no litoral e num subsistema em detrimento de outro” afirma, defendendo “que se deve manter a actual percentagem dos subsistemas”. “O reordenamento da rede e a reorganização de cursos tem de ter em conta estas realidades e não apenas as realidades de mercado e das apetências dos alunos. Também tem de se perceber o que é que o país precisa em termos de empregabilidade e está demonstrado que os sistema politécnico tem mais empregabilidade que o sistema universitário”.

Instituto vai ter cursos leccionados em inglês ainda este ano

A cerimónia comemorativa contou com uma Oração de Sapiência proferida pelo bispo de Bragança-Miranda, D. José Garcia Cordeiro. A entrega de bolsas, prémios e diplomas aos alunos, bem como de medalha comemorativa aos funcionários docentes e não docentes que completaram 10 e 20 anos de serviço, foram outros dos pontos altos do aniversário.
O Instituto Politécnico de Bragança vai ter cursos leccionados em inglês este ano.
De acordo com o presidente do IPB, o objectivo é trazer mais alunos para a instituição. “A decisão está tomada. Vamos agora ver quais são os cursos porque nós sentimos que para internacionalizar mais a instituição já é necessário dar esse passo e isso vai exigir um esforço muito grande”, refere Sobrinho Teixeira, acrescentando que “o objectivo dos cursos em inglês não vai ser só para os alunos estrangeiros mas também levar a que os alunos portugueses também queiram receber aulas nesta língua porque isso vai aumentar muito o seu mercado de trabalho”. Ainda assim confessa que o principal objectivo é “aumentar o número de alunos de países europeus e extracomunitários e isso só é possível dando cursos integralmente em inglês”.O anúncio de quais os cursos a serem leccionados em inglês virá apenas mais tarde. Isto vai tornar o politécnico maior. Com alunos portugueses em mobilidade mais os estrangeiros, já há quase mil. “Nós iremos escolher cursos em diferentes áreas procurando ter aqui uma abrangência grande o que irá tornar o politécnico maior e com mais capacidade” afirma. “O nosso objectivo é ultrapassar o milhar de estudantes estrangeiros tornando a cidade de Bragança mais cosmopolita” salienta.
Sobrinho Teixeira acredita que os cursos em inglês são uma medida que vai aumentar a qualidade dos parceiros da instituição.
Retirado do site "jornal.nordeste.com"

Caretos de Ousilhão

Os Caretos ou Mascarados de Ousilhão têm na Festa de Sto Estêvão o móbil da sua celebração. Cremos que terá sido a cristianização de rituais mais antigos, pré-cristãos, o alicerce de toda a actuação. Seria um expulsar das forças adversas da aldeia e casas e a propiciatória celebração das forças do bem do deus Sol ou do fogo fonte de vida. As celebrações iniciam-se a 25 de Dezembro e é conhecida por «Festa de Natal», em que o «Rei» e quatro moços, por ele convidados, fazem a «ronda» do peditório ou das Boas-Festas, de casa em casa, seguidos por um grupo de jovens mascarados que dançam, chocalham, gritam e cantam:

Estas casas estão caiadas,
Cá por drento, cá por fora,
Muntos anos vivam nelas,
Os senhores que nelas moram!

A 26 de Dezembro, os mordomos, («Rei» e dois vassais ou vassalos), acompanhados de tocadores e dos rapazes mascarados ou caretos, fazem nova ronda ou alvorada, esta em hornra de Sto Estêvão. Vão de casa em casa, pelos sete bairros da aldeia, pedindo, dançando em torno da mesa posta com iguarias e bebidas e cantando:

Alebantem-se ó senhores
Desses teus escanos dourados
Dai a esmola ao Santo Estêvão,
Que ele vos dará o pago!

Terminada a ronda, o «rei» e os vassais vão para a igreja e inicia-se a missa, que assistem junto ao altar. Ali é eleito o novo Rei e vassais ou mordomos para o ano seguinte e benzido o pão. Terminada a missa organiza-se o cortejo com carro de bois em que seguem os mordomos e as oferendas, seguidos dos mascarados e dos presentes. Dão uma volta à igreja e voltam ao largo onde está a «Mesa (corrida) de Sto Estêvão» ou «Mesa do Povo» com as oferendas e que é benzida pelo padre, passando-se ao leilão e arrematação da mesa. Enquanto isto, alguns dos ajudantes vão partindo e dando uns cibos dos trigos e vinho às pessoas. A festa continua à noite com a «galhofa» onde baila toda a minha gente. É desconfortante ver que o pão não é produzido na aldeia, vindo duma padaria de Bragança. Hoje o Rei já não convida as pessoas para sua casa para comerem e beberem como, ainda, sucede nos Reis, em Vale de Salgueiro. O peditório do primeiro dia destina-se à Igreja e o do segundo é para ajudar a custear as despesas e juntar mimos do fumeiro para comezaina dos rapazes. Abezei, como dádiva, para temperos, uma bela tira de carne de porco bísaro regalo do Anselmo. Muitos dos ousilhanenses da diáspora regressam à terra, nestes dias, para reviverem a tradição. Este ano, por calhar a uma segunda-feira teve menos gente. Fui convidado do Prof. Luís Garcia, que me deu todas as atenções e explicações, juntando em sua casa a família Flandório (Ferrador, de Vale de Salgueiro). A refeição foi junto à lareira onde os nacos e o rodeão de vitela, de Vinhais, iam assando, com um aroma e paladar divinais. O vinho «Ferrador» afastava o frio para bem longe. Para além da festa, marcou-me a harmonia e laços fraternos que unem a família do Flandório e que devem ser motivo de orgulho para este amigo. Fui tão bem recebido que me senti como mais um entre esta família, por isso lhes estou grato.

Nota: Ousilhão é uma aldeia do concelho de Vinhais, distrito de Bragança - Portugal.

Retirado do site: jornal.netbila.net

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Bragança é uma cidade atrativa para estudantes oriundos de outros países

Bragança é uma cidade atractiva para os estudantes oriundos de outros países. Quem o diz é o presidente da Câmara de Bragança, que participou, no passado sábado, no VIII Encontro de Imigrantes, promovido pela autarquia. Jorge Nunes mostrou-se satisfeito com a participação de 258 imigrantes no evento.
“Houve uma grande afluência, de pessoas de 21 países, a maioria jovens, muitos estudantes, do IPB e da Escola Prática Universal. Alguns casais com os filhos nas escolas e devidamente integrados, pessoas que trabalham, num total de 800 cidadãos estrangeiros legalizados em Bragança, o que é significativo na nossa cidade”, afirma o edil.
Mesmo assim há muitos imigrantes que já regressaram aos seus países por falta de emprego. O decréscimo da actividade na construção civil também estará na origem do regresso de alguns imigrantes aos seus países. Jorge Nunes afirma que este é um fenómeno a nível nacional.
“A nível do País e Bragança não fugirá a essa situação a redução da actividade económica e o aumento de desemprego levou algumas comunidades imigrantes a procurar outras paragens e até a rumar aos seus países de origem. Essa redução é na ordem dos 17 por cento”, constata o autarca.
Durante o encontro, os imigrantes participaram em provas desportivas e fizeram demonstrações gastronómicas dos seus países de origem, num dia marcada pelo convívio.


Escrito por Brigantia (CIR)
in:brigantia.pt

Distrito de Bragança pode perder quatro tribunais

Os tribunais de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Vimioso e Vinhais podem encerrar no âmbito da reorganização do mapa judiciário. Estes quatro tribunais de 1ª instância fazem parte da lista de encerramentos que o Ministério da Justiça deverá submeter a votação na Assembleia da República até ao final do ano.
  Os autarcas transmontanos estão contra esta medida do Governo. O presidente da Câmara de Vinhais diz mesmo que o tribunal local registou um aumento de processos. Para Américo Pereira a proposta do governo é um convite à justiça pelas próprias mãos.“É uma decisão péssima. O critério que utilizam é o de menos de 250 processos, com menos de uma hora de distância à comarca mais próxima e da qualidade das instalações. No que diz respeito a esses critérios Vinhais não se integra neles. Isto é um convite para que as pessoas resolvam os problemas pelas suas próprias mãos, porque ninguém está para pegar em 10 ou 15 testemunhas e levá-las para Bragança e chegar lá e ser adiado e andamos nesta vida”, afirma Américo Pereira.  A presidente da Câmara de Alfândega da Fé considera inaceitável que os cidadãos do interior deixem de ter acesso à Justiça. Berta Nunes afirma que só as pessoas com dinheiro poderão recorrer aos tribunais
“Estamos a assistir a uma série de medidas que faz lembrar que este governo quer encerrar todo o interior. O encerramento do tribunal vai fazer com que os nossos munícipes deixem de ter acesso à justiça. Porque se vamos ter apenas uma comarca e toda a gente tiver que se deslocar a Bragança para qualquer julgamento só as pessoas com dinheiro poderão ter acesso à justiça. Vamos lutar contra isso e certamente que não vamos lutar sozinhos”, garante Berta Nunes.
Já para o autarca de Vimioso o encerramento do tribunal vai contribuir para a desertificação do concelho. José Rodrigues teme pelos postos de trabalho que podem ser extintos.
“É uma situação má para o concelho, o nosso concelho está bem financeiramente, temos feito vários investimentos para fixar pessoas no concelho e agora o governo encerra o tribunal que é uma frustração para nós”, afirma o autarca.
A Brigantia tentou ouvir a posição do presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, mas apesar das várias tentativas José Luís Correia esteve sempre indisponível.


Escrito por Brigantia (CIR)
in:brigantia.pt

domingo, 29 de janeiro de 2012

Embora um bocadinho atrasada, aqui está a 29ª entrevista

Esta entrevista foi realizada em 2005. Muita coisa aconteceu desde então e muitas mais obras foram realizadas por Manuel Barroco.
Manuel Barroco é natural de Quinta das Quebradas, pequena aldeia pertencente à freguesia de Castelo Branco, concelho de Mogadouro.
Dois coloridos Caretos ergueram-se na rotunda próxima do Centro de Saúde de Santa Maria, em Bragança. A rodeá-los, nove máscaras em aço oxidado surgiram em blocos de granito colocados em círculo.
Esta obra vem responder a uma aspiração antiga de Manuel Barroco que não tinha nenhuma obra exposta em Bragança. 
Nesta entrevista deixou-nos o seu pensamento, as suas ideias... mostrou a sua preocupação com o futuro do Nordeste Transmontano e apontou algumas soluções mas, falou essencialmente da sua obra e da sua forma de entender a arte. 

Bem haja por nos ter concedido esta entrevista
Mara e Marcolino Cepeda

O carro do Futuro: Eng. Aurélio Araújo; alunos Luís Correia e Carlos Mesquista do IPB

Observação: Esta entrevista foi realizada em 2005. Obviamente, muita coisa mudou nas vidas destas três pessoas. O Eng. Aurélio Araújo concluiu com êxito o seu doutoramento e os alunos Luís e Carlos estão, com certeza, no mercado laboral a desenvolver um trabalho meritório nas suas áreas de atuação. 
A eles, que se dignaram conceder-nos esta entrevista, um muito obrigado.

Mara e Marcolino Cepeda

São os mentores do veículo que representa o Instituto Politécnico de Bragança no concurso Shell Eco Marathon. Aurélio Araújo, engenheiro mecânico e professor da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPB e os estudantes Carlos Mesquita e Luís Correia falam do projecto que já lhes proporcionou uma Menção Honrosa naquele concurso. 

Falem-nos um pouco das vossas vidas, por favor.

Aurélio Araújo (AA) – Eu, como já foi dito nasci nos Açores. Tive uma breve passagem pelo Canadá com os meus pis, onde frequentei, durante dois anos, a escola primária e regressei para os Açores. Tenho o percurso normal até aos dezoito anos quando fui para Lisboa tirar o meu curso. Vivi em Lisboa durante doze anos, fiz o mestrado. Fui assistente do Instituto Superior Técnico e segui sempre a carreira académica embora com breves pontos de contacto com a indústria. Entretanto saiu a oportunidade de sair de Lisboa que era uma coisa que eu na altura já desejava e vim para Bragança. Estou cá desde 98, sou professor na Escola Superior de Tecnologia e Gestão e estou a concluir a minha formação em doutoramento.

Carlos Mesquita (CM) - Sou transmontano ferrenho, nasci em Mirandela de onde sou natural mas, estou a viver em Carrazeda de Ansiães numa aldeia pequena onde fiz a escola primária, o secundário foi feito na sede de concelho, em Carrazeda de Ansiães. Candidatei-me ao ensino superior e, por mero acaso, entrei para mecânica e estou a adorar. Foi a melhor coisa que me poderia ter acontecido. Entrei para mecânica e estou no quarto ano de engenharia mecânica e espero, o mais breve possível, acabar o curso.

Luís Correia (LC) - Nasci em Mirandela, moro numa pequena aldeia pertencente a esse concelho. Frequentei os estudos normais na primária também numa aldeia vizinha porque a minha aldeia não tinha escola e, depois, fui para o secundário em Mirandela. Candidatei-me ao ensino superior e a minha intenção era mesmo mecânica. Desde pequeno sempre gostei de mecânica e concorri, mesmo, para Bragança, entrei e estou a gostar.

Professor, diga-nos o que faz um açoriano em Bragança?