quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Bragança - V Mascararte de 1 a 7 de Dezembro


Bienal da Máscara tem como temática as figuras do "Diabo e da Morte"
A Câmara Municipal de Bragança vai organizar, de 1 a 7 de Dezembro, a quinta edição da Mascararte, Bienal da Máscara, este ano dedicada, especialmente, a reactivar figuras que outrora foram típicas do Carnaval da cidade “a Morte e a Censura”.
Um dos pontos altos do programa é, mais uma vez, o desfile internacional “cortejo dos Mascarados”, no dia 3, a partir das 15h00, na Praça Cavaleiro de Ferreira. No dia 4, às 14h30, será inaugurada a Sede da Academia Ibérica da Máscara. No dia 7, quarta-feira, dia de encerramento, às 23h00, terá lugar a “1ª Concentração de Diabos”, na Praça Cavaleiro de Ferreira, que culminará com a “queima do diabo, tendo por base a Lenda do Diabo, da Morte e da Censura de Bragança”. Entretanto, entre o dia 3 e o dia 6 a mesma Praça acolherá a Feira da Máscara.
Durante a realização de mais esta bienal têm ainda lugar exposições temáticas sobre “os diabos nas Festa de Inverno em Trás-os-Montes e Província de Zamora e exposição de trabalhos dos concursos Mascararte 2011, patentes no Centro Cultural Adriano Moreira. Haverá ainda animação musical nas ruas, com grupos como os Galandum Galundaina, no dia 3, na Praça Cavaleiro de Ferreira, entre outros. Isto alem de conferências sobre a temática e da apresentação do catalogo da Marcararte 2009.

in:mdb.pt
Publicada por Henrique Martins no blogue "Memórias... e outras coisas", em 24 de Novembro de 2012

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A vida é tão breve...

A vida é tão breve
as memórias tão ténues...
a tristeza que sinto é real e existe.
A maioria de nós são D. Fonso Mendes de Bornes.
Pergaminhos carcomidos pelo tempo,
um assento de nascimento e morte num qualquer arquivo distrital,
um monte de pedras desmoronadas
onde a alma nunca esteve.

Mara Cepeda
(inspirado no poema "Mimória de D. Fonso Mendes de Bornes", de Amadeu Ferreira, publicado no blog "cumo quien bai de camino".

Lançamento da obra "Ls Quatro Eibangeilhos" - Amadeu Ferreira


Divulgamos o lançamento da obra "Ls Quatro Eibangeilhos", tradução para mirandês de Amadeu Ferreira, no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, no dia 27 de Novembro, pelas 15h00, com apresentação do Dr. António Tiza.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Noite

Um grito na noite ainda dia
porquê estou acordada
nesta hora tão tardia
faz-me tremer de indignação.
O silêncio abruptamente maculado,
tão abruptamente que o meu corpo tenso
reflete a tensão na aceleração desenfreada do pulso.
Um grito de mulher,
um doloroso grito de mulher gela-me.
Na cama vive agora um rio siberiano
onde me afogo lentamente
enregelando a alma que sempre quis pura.
Não sei quem gritou ou porquê razão o fez.
Não consigo imaginar
porquê, transida de frio e medo,
é-me impossível divagar.
Agarro-te na mão macia e quente,
Encosto-me a ti como uma lapa presa às pedras no mar.
Sufoco... de quem é o grito que dilacerou a noite ainda dia?
Quantas mulheres sufocam com os seus gritos mudos?
As horas passam transidas de medos irracionais, inexplicáveis.
As mulheres choram dores primevas
o pecado de amar sem óbice
aqueles que as enredam com inultrapassáveis ameias.

Não há primaveras árabes

Mara Cepeda

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Serra da Nogueira num dia de inverno


Eu, o meu irmão Eduardo e a minha cunhada Helen num dia de vento inclemente no alto da Serra da Nogueira, junto à Capela da Sr.ª da Serra. O Marcolino ficou no carro. Não se deixa iludir por frias aragens.

domingo, 20 de novembro de 2011

QUINTELA, Paulo Manuel Pires

Nasceu em Bragança, em 24.12.1905 e faleceu em Coimbra, em 9.3.1987. 
Estudou na Universidade de Berlim (entre 1927 e 1929) e em 1929 licenciou-se na faculdade de Letras de Coimbra, onde ficou como professor, a partir de 1933. Foi professor extraordinário de Filologia Germânica, desde 1942 e doutorou-se em 1947. Contudo somente ascendeu a professor catedrático após a revolução de 25.4.1974. De 1938 a 1968 foi director artístico do Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra. Em 1960 o Goethe Institut concedeu-lhe a medalha de prata e, em 1973, a medalha de ouro.    
Obras principais: A Vida e a Poesia de Holderlin (1 947), Poemas de J.W. Goethe (1949). Esta obra (que é uma antologia) é uma versão portuguesa, com notas e comentários. E a Poesia de Georg Trakl (1960). Além de colaboração em várias revistas e de numerosas traduções.: Do Elemento Social no Drama Alemão a Partir de Lessing (dissertação de licenciatura, 1929, inédita); Antologia da Poesia Alemã (em colaboração com W. Kaiser e A. E. Beau), Lx., 1944; A Vida e a Poesia de Hoelderlin (dissertação de doutoramento), C., 1947; A Poesia de Georg Trakl (com uma breve antologia em versão portuguesa), ibid., 1960; Duas Velhas Falas sobre Shakespeare, ibid., 1965.


Aqui está a 19ª entrevista

Esta semana o nosso entrevistado é o Engenheiro Germano da Rocha Lima, natural de Izeda, concelho de Bragança.
Quando em 2005 realizámos esta entrevista, exercia as funções de Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas Paulo Quintela.
Foi, justamente, deste ilustre transmontano/bragançano que mais se falou por se comemorar nesse ano, o Centenário do seu nascimento.
Paulo Quintela foi e é uma referência nacional e mundial ao nível da cultura e não lhe tem sido feita justiça. Fica aqui esta pequena chamada de atenção.
A Germano Lima agradecemos o trabalho que desenvolveu durante as comemorações e o empenho demonstrado na divulgação da vida e obra de Paulo Quintela.

Bem hajas