sexta-feira, 11 de novembro de 2011
«A Bela Adormecida» - pelo Russian Classical Ballet
Teatro Municipal de Bragança
04-12-2011
16h00
Entrada: EUR 10,00
Reservas: 273302740 / 27330274 (reservas)
Espectáculo promovido pelo Classic Stage e protagonizado pelo Russian Classical Ballet, com música de Pyotr Ilych Tchaikovsky, libreto de Ivan Vsevolojsky e Marius Petipa, coreografia de Marius Petipa, cenografia de Evgeny Gurenko, figurinos de Irina Ivanova e desenho de luz de Denis Danilov.
"A Bela Adormecida", baseado no conto de Charles Perrault "La Belle au bois Dormant", bem ao estilo francês do século XVIII, é considerado um dos bailados que maior interesse desperta junto do grande público. Dançado por todas as companhias do mundo, esta obra-prima de Tchaikovsky é, sem dúvid,a uma das mais belas páginas do ilustre compositor russo.
A relação da música de Tchaikovsky com a coreografia de Petipa é de tal forma perfeita que seria difícil imaginar outra leitura da partitura. Por isso, música e coreografia numa simbiose genial fizeram com que esta peça fosse considerada a obra emblemática da dança clássica.
04-12-2011
16h00
Entrada: EUR 10,00
Reservas: 273302740 / 27330274 (reservas)
Espectáculo promovido pelo Classic Stage e protagonizado pelo Russian Classical Ballet, com música de Pyotr Ilych Tchaikovsky, libreto de Ivan Vsevolojsky e Marius Petipa, coreografia de Marius Petipa, cenografia de Evgeny Gurenko, figurinos de Irina Ivanova e desenho de luz de Denis Danilov.
"A Bela Adormecida", baseado no conto de Charles Perrault "La Belle au bois Dormant", bem ao estilo francês do século XVIII, é considerado um dos bailados que maior interesse desperta junto do grande público. Dançado por todas as companhias do mundo, esta obra-prima de Tchaikovsky é, sem dúvid,a uma das mais belas páginas do ilustre compositor russo.
A relação da música de Tchaikovsky com a coreografia de Petipa é de tal forma perfeita que seria difícil imaginar outra leitura da partitura. Por isso, música e coreografia numa simbiose genial fizeram com que esta peça fosse considerada a obra emblemática da dança clássica.
Entrevista com Doutor António Rodrigues Mourinho
Chamamos à entrevista “à procura das tradições”.
Nasceu em Sendim, Trás-os-Montes. De que forma o facto de ter nascido nesta região o marcou?
O facto de ter nascido na região de Miranda, posso dizer-lhe que me marcou praticamente toda a minha vida. Apesar de eu ter saído aos doze anos, fui estudar para o seminário das missões de Tomar, os missionários da Boa Nova. Estive um ano fora, mais precisamente, um ano e três meses. No natal de 1956 vim para o seminário de Vinhais já no segundo ano. A minha vida cultural passou-se praticamente toda na região do nordeste e senti e vivi tudo o que há de bom; tudo o que há de falta; tudo o que há de grande na alma da nossa gente, neste povo que não passa fome e não passa fome porque trabalha e era isto que nós gostaríamos de ver as novas gerações fazer, que continuassem a trabalhar e que não se fintassem naquilo que vem do alto, seja dos governos, seja das juntas, seja das câmaras, seja dos Governos civis e até nem dos próprios pais. Os pais estão para os ajudar, mas eles têm que fazer esforço se quiserem um dia enfrentar a vida. Desculpe eu desviei-me um pouco mas, é isto que eu penso.
Guarda boas lembranças da sua juventude?
Lembro-me de muitas coisas da minha infância. Fui criado em Duas Igrejas, com o meu tio, o padre Mourinho que Deus haja até aos sete anos, depois fui para Sendim onde fiz a instrução primária junto dos meus pais mas, de vez em quando, vinha para Duas Igrejas e habituei-me a ver por lá muitas coisas que ele, o padre Mourinho, ia vendo e recolhendo, ia executando, ia escrevendo e isso foi para mim um incentivo mas não tenho consciência de lhe ter copiado nada.
Nasceu nessa altura o seu amor pela história?
O meu amor pela história já nasceu comigo. Sempre gostei de história. No meu quarto ano do seminário a primeira nota que tive a história foi um oito mas, depois isto começa-se com um nada e termina-se como Deus quer e como as pessoas querem.
De que forma viveu e vive o facto de ser um filho da língua mirandesa?
A língua mirandesa não é uma desilusão mas, um destino que quase todas as línguas minoritárias levam. Eu falo a língua mirandesa, falo sendinês. Quero dizer-lhe que na minha infância nem os meus irmãos falavamos mirandês e não falamos mirandês, eu disse-o bem claro aqui há dias numa reportagem do jornal de noticias. Disse que naquela altura os meus pais e muitos outros pais não gostavam que se falasse sendinês, não gostavam que se falasse mirandês e havia professores que também não gostavam que os alunos falassem mirandês e ainda não há muito tempo na escola de Miranda do Douro os professores se queixavam que os alunos confundiam o português com o mirandês e hás duas por três misturavam o português com o mirandês e hoje muita dessa gente que escreve mirandês está a fazer um português/mirandês ou um mirandês/português e às vezes não faz nada. Nós que estudámos, que saímos da nossa terra, que estudámos nas universidades temos, às vezes, certa dificuldade em falar mirandês e se o quisermos falar temos que o falar muito devagar para não meter neologismos para não meter portuguesismos, porque a língua foge-nos para aí. Ainda não vi um universitário que tivesse saído da sua terra e que estudasse na universidade, ou que estudasse nos próprios liceus longe daqui e mesmo aqui depois de ter estudado o português, não os vejo a falar correctamente o mirandês e por isso mesmo é que o mirandês está em perigo de ser absorvido pelo português.
Acha que se corre o risco de misturar as duas coisas e perder-se o mirandês de origem?
Tanto se corre o risco que nós vemos coisas que se escrevem para aí num mirandês aportuguesado que não tem jeito nenhum. Há uma catedrática da universidade de Lisboa que há trinta anos fez uma tese sobre o mirandês, percorreu as aldeias muito discretamente, até em segredo, passados trinta anos volta à terra de Miranda e diz que o mirandês está completamente deturpado. O mirandês, como eu o ouvi falar há cinquenta anos e o sendinês como eu o ouvi falar da parte dos meus pais, do meu próprio padrinho, que Deus haja, que falava com a minha avó um sendinês correcto. Há muita gente que não quer distinguir mas, nós temos de distinguir. O sendinês tem uma fonética própria, tem uma morfologia própria. O sendinês tem muitos termos castelhanos e tem termos que não sabemos de onde vêm mas, temos que os procurar no hebraico ou até no próprio árabe. Nos finais do século XV e durante todo o século XVI Sendim foi uma colónia judaica das maiores, ali escondida e de Espanha para Portugal vieram os judeus e com os judeus veio a própria língua e ali tudo se misturou. Eu estou agora a juntar todas as palavras castelhanas que há no sendinês, desde nomes próprios, nomes de frutos, nomes de ruas, nomes de elementos arquitectónicos, elementos da natureza. O sendinês, acho que é uma coisa à parte, embora seja mirandês é preciso respeitá-lo religiosamente. Leite de Vasconcelos faz essa distinção e ninguém como ele a podia fazer, porque há cem anos em Sendim falava-se o sendinês nítido, falava-se o mirandês puro. Porque é que hoje não se vai procurar essa pureza de linguagem? Eu não concebo uma língua que não seja uma língua pura, o próprio português, há dias ouve um congresso sobre a língua portuguesa em que participou o Presidente da República e disse que o português estava cada vez mais decadente, porquê? Porque não se lê, porque não se escreve, porque não há gramática nos liceus. A língua vai-se degradando. O próprio Eça de Queiroz fala da língua portuguesa como uma língua remendada, ele próprio vai meter termos ingleses e franceses. Eu admiro o Camões, admiro e admirarei sempre os clássicos em tudo, eu admiro os clássicos na história, eu admiro os clássicos na pintura, na escultura, na arquitectura e na literatura, principalmente, Camões.
18ª entrevista
Aproxima-se o fim-de-semana e, a exmplo do que temos feito até aqui, postaremos a entrevista nº 18. Desta vez, o nosso entrevistado é o escultor Hélder Carvalho.
Magusto de São Martinho
Em muitos lugares é hábito fazer-se o magusto. Ontem fizémo-lo no Agrupamento de Escolas Paulo Quintela. Contámos, para além de todos os alunos, professores e funcionários do agrupamento, com o maior assador de castanhas do mundo, pertença da Câmara de Vinhais.
Foi um dia diferente, onde todos os alunos tiveram oportunidade de desenvolver diversas atividades. Puderam, por exemplo, andar de carroça, andar a cavalo num lindo ponéi, escrever quadras alusivas ao tema do S. Martinho no Mural das Quadras, dançar, cantar, comprar compotas e outros alimentos confeccionados por professores, alunos e funcionários e, claro, comer as castanhas assadas no gigantesco assador.
Para os pais realizaram-se dois concursos: um literário que previa a escrita de um conto sobre o Outono Transmontano; outro de sobremesas confecionadas com castanhas. Relativamente a este último, é de referir que apareceram sobremesas maravilhosas dificultando a tarefa do júri na escolha das melhores.
Os textos do concurso literário estão a ser analizados pelo júri que, brevemente, divulgará o vencedor.
É de referir que ontem não choveu embora o dia se tenha mostrado farrusco, cinzento...
Mara Cepeda
Foi um dia diferente, onde todos os alunos tiveram oportunidade de desenvolver diversas atividades. Puderam, por exemplo, andar de carroça, andar a cavalo num lindo ponéi, escrever quadras alusivas ao tema do S. Martinho no Mural das Quadras, dançar, cantar, comprar compotas e outros alimentos confeccionados por professores, alunos e funcionários e, claro, comer as castanhas assadas no gigantesco assador.
Para os pais realizaram-se dois concursos: um literário que previa a escrita de um conto sobre o Outono Transmontano; outro de sobremesas confecionadas com castanhas. Relativamente a este último, é de referir que apareceram sobremesas maravilhosas dificultando a tarefa do júri na escolha das melhores.
Os textos do concurso literário estão a ser analizados pelo júri que, brevemente, divulgará o vencedor.
É de referir que ontem não choveu embora o dia se tenha mostrado farrusco, cinzento...
Mara Cepeda
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Outono
Chove muito neste outono bragançano.
Como todos os dias, coloquei o telemóvel para despertar às sete horas e levantei-me com vontade de não o fazer. O dia chovia já, ininterrupta e constantemente.
Sempre gostei da chuva e do vento. Sempre gostei do aconchego de um livro enquanto lá fora chove.
Nada mudou nesse aspecto mas, agora, entra em mim tamanha melancolia que me misturo na chuva que cai e molha os campos.
Envolvo as castanhas que, desamparadas caem, enlameando-se na terra que lhes dá a vida.
Apanham-se as castanhas envoltas em dores nas costas e nas pernas de quem faz delas desafogo das muitas contas que é necessário pagar.
Os velhos continuam, insistentemente, a sua tarefa de as apanhar, esquecidos por quase todos, nas nossas pequenas aldeias.
Custa-lhes vê-las a forrarem o chão que tanto custou a ganhar e, mesmo com grandes sacrifícios que poucos jovens querem assumir, juntam-nas, porque o dinheiro faz muita falta, porque os filhos e os netos gostam delas e é "preciso dar-lhe uma mãozinha de castanhas".
Trás-os-Montes produz toneladas e toneladas deste fruto que em tempos alimentou muitas famílias, literalmente.
A Terra Fria oferece, com a melhor das boas vontades, aquilo que pode, sujeita às condições atmosféricas.
É quase S. Martinho e o verão que todos os anos dá o ar da sua graça não quer chegar. O cheiro a castanhas assadas não se espalha pelo ar. A chuva não deixa, o vento não o traz.
Faz frio no outono de Bragança e a chuva entristece mais do que liberta.
Mara Cepeda
Como todos os dias, coloquei o telemóvel para despertar às sete horas e levantei-me com vontade de não o fazer. O dia chovia já, ininterrupta e constantemente.
Sempre gostei da chuva e do vento. Sempre gostei do aconchego de um livro enquanto lá fora chove.
Nada mudou nesse aspecto mas, agora, entra em mim tamanha melancolia que me misturo na chuva que cai e molha os campos.
Envolvo as castanhas que, desamparadas caem, enlameando-se na terra que lhes dá a vida.
Apanham-se as castanhas envoltas em dores nas costas e nas pernas de quem faz delas desafogo das muitas contas que é necessário pagar.
Os velhos continuam, insistentemente, a sua tarefa de as apanhar, esquecidos por quase todos, nas nossas pequenas aldeias.
Custa-lhes vê-las a forrarem o chão que tanto custou a ganhar e, mesmo com grandes sacrifícios que poucos jovens querem assumir, juntam-nas, porque o dinheiro faz muita falta, porque os filhos e os netos gostam delas e é "preciso dar-lhe uma mãozinha de castanhas".
Trás-os-Montes produz toneladas e toneladas deste fruto que em tempos alimentou muitas famílias, literalmente.
A Terra Fria oferece, com a melhor das boas vontades, aquilo que pode, sujeita às condições atmosféricas.
É quase S. Martinho e o verão que todos os anos dá o ar da sua graça não quer chegar. O cheiro a castanhas assadas não se espalha pelo ar. A chuva não deixa, o vento não o traz.
Faz frio no outono de Bragança e a chuva entristece mais do que liberta.
Mara Cepeda
Olá amigos!
Por motivos de ordem pessoal não conseguimos postar novas mensagens no nosso blogue durante estes três dias. Vamos fazê-lo hoje, pedindo muitas desculpas por este pequeno interregno.
Continuamos a contar com a colaboração de todos.
Bem hajam por continuarem a acompanhar este nosso pequeno contributo para a divulgação de Trás-os-Montes.
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